14 de dezembro de 2011

Aplicativo ajuda desempregados a procurar trabalho

O site de redes sociais Facebook provavelmente não seria o primeiro lugar que ocorreria a uma pessoa que está em busca de novas oportunidades de carreira.

Mas o Monster.com, um serviço online de empregos, espera mudar esse panorama com o BeKnown, um aplicativo para contatos profissionais que permitirá que usuários construam uma identidade profissional no Facebook.

"As pessoas dedicam muito tempo ao Facebook e, ao mesmo tempo, as empresas tentam encontrar ferramentas criativas e produtivas para se conectar aos potenciais talentos," disse o gerente mundial de produtos da Monster Worldwide, Tom Chevalier.

O BeKnown exibe empregos com base na experiência de trabalho do usuário e na sua rede de conexões pessoais. Quando o aplicativo identifica um emprego que pode interessar ao usuário, este pode expressar seu interesse, que é encaminhado ao potencial empregador acompanhado das informações contidas no perfil.

No aplicativo, os usuários ganham distintivos, ou seja, emblemas visuais, com base nas experiências de trabalho, realizações profissionais e qualificações, conferidos pelo site ou por colegas, que servem como indicadores para os interessados em recrutamento e destacam as realizações do candidato.

"Se uma das pessoas com quem você está conectado confirma uma de suas qualificações, isso representa um selo de aprovação," disse Chevalier.

Lançado em junho, o aplicativo foi atualizado por meio de páginas de universidades, que permitem a um usuário se conectar com colegas de escola e outros ex-alunos, e visualizar as vagas de emprego postadas por eles.

"Os usuários desejam se congregar em torno da afinidade que sentem por suas escolas, e formar relacionamentos com alunos e ex-alunos," acrescentou.

Quando um emprego é postado no BeKnown, é replicado automaticamente na página da universidade que a pessoa responsável pelo anúncio frequentou.

"Os usuários visualizam a vaga, sabem em que ano a pessoa que oferece o cargo se formou e podem conversar com ela profissionalmente," disse Chevalier.

13 de dezembro de 2011

Gustavo Franco: "É mesquinho fazer politicagem com o empréstimo ao FMI”

Em entrevista exclusiva, ex-presidente do Banco Central diz que País não deve pedir contrapartida ao Fundo e defende o Plano Real.

Ex-presidente do Banco Central (1997-1999) e sócio fundador da Rio Bravo investimentos, Gustavo Franco acaba de lançar o livro “Dinheiro e Magia” (ed. Zahar), no qual assina o prefácio e o posfácio da obra de Hans Christoph Binswager. O alemão analisa a segunda parte do livro “Fausto”, de Goethe, que traz considerações econômicas.

Além de transitar pela literatura, o economista, que raras vezes dá entrevistas, falou com exclusividade ao iG. Na conversa, compara os derivativos que geraram a crise norte-americana de 2008 a um “pacto com o demônio”, critica a política econômica do atual governo e defende o Plano Real como poucos tucanos fazem - mesmo em época de eleição. “O Plano Real deu certo e os anteriores deram errado. É simples, é ganhar ou perder”, afirma ele, que integrou a equipe econômica que criou o Plano Real.

E ainda na linha crítica ao governo, classificou como “mesquinharia” a negociação do Planalto para obter maior participação no Fundo Monetário Internacional (FMI) como condição para emprestar dinheiro para os países europeus em dificuldade. “Se esse é realmente um país maduro que se julga, inclusive, com a maturidade que transcende a economia a ponto de pleitear um assento no Conselho de Segurança da ONU, não deveria criar qualquer obstáculo para participar de forma produtiva para um esforço como esse”, afirma, incisivo. A seguir, a entrevista.

iG: No início da crise atual, nos Estados Unidos, os títulos imobiliários não foram uma forma de “magia monetária” com consequências graves sentidas até hoje?
GUSTAVO FRANCO: A analogia é boa. Goethe utilizou na sua época o papel-moeda como uma alegoria para o que a gente poderia designar como inovação financeira de grande potencial e poder, que não era bem entendida na época. Isso podia gerar muito progresso. Mas também, como qualquer forma de energia poderosa, se descontrolada poderia produzir uma catástrofe.

iG: Como no caso da crise americana...
GUSTAVO FRANCO: Pode-se dizer a mesma coisa sobre os derivativos, que foram o coração da crise americana de 2008. O evento americano cabe nessa alegoria feita no Fausto 2, uma inovação financeira aparentemente mágica, aparentemente diabólica, mas que tem lá sua utilidade, ajuda o desenvolvimento do mundo financeiro, mas se mal utilizada pode gerar uma enorme confusão, como foi o caso.

iG: Diante da possibilidade da Europa ter uma década perdida, em contraste com a do Brasil, como o senhor vê o impacto para a economia brasileira?
GUSTAVO FRANCO: Bom, primeiro, não vamos exagerar a prosperidade brasileira. O Brasil tem crescido, o que é muito bom, mas a uma taxa um tanto anêmica. Na média, nos últimos dez anos, nós estamos crescendo menos do que 4% ao ano. Não é uma taxa de crescimento de se orgulhar. Está muito inferior ao padrão dos BRICs. Pode-se até dizer que estamos perdendo tempo e oportunidades, porque não estamos conseguindo empreender as reformas e as melhoras na política econômica que nos colocariam num patamar de crescimento parecido com a China. Estamos fracassando nisso.

iG: Então não seremos afetados?
GUSTAVO FRANCO: O fato de a Europa ficar estagnada nos próximos dez anos vai mudar muito pouco a nossa perspectiva, já que o que faz o Brasil ficar meio trancafiado num crescimento baixo não tem nada que ver com a Europa, tem que ver com coisas nossas mesmo. Desde que não haja um episódio agudo de crise, como foi o último trimestre de 2008, a crise europeia não vai ter maior impacto aqui no Brasil.

iG: O senhor acredita que há solução para a crise?
GUSTAVO FRANCO: Claro que há. Não tem mundo sem crise, nem crise sem solução.

iG: Os governos estão na direção correta?
GUSTAVO FRANCO: Está convergindo para a solução, sim. A dificuldade é a velocidade. É uma dificuldade que tem que ver com a própria construção europeia, supranacional, mas também é um modo de ver a dificuldade decisória naturalmente produzida pela democracia. Os chineses têm uma crítica constante ao ocidente, aos Estados Unidos em particular, no sentido de que a democracia atrapalha as decisões pertinentes para o crescimento. Mas sabemos que na China não há direitos trabalhistas, não há proteção ao meio ambiente, não há várias coisas que são próprias do regime democrático. A Europa, dentro dos quadrantes de uma democracia, está andando na velocidade e na urgência possíveis. Claro que às vezes caminha num gelo muito fino e os mercados financeiros acham que é lento.

iG: O senhor vê a inflação com preocupação?
GUSTAVO FRANCO: Vejo com preocupação, sim, porque temos uma composição de políticas econômicas que vejo como equivocada. Boa parte dos nossos problemas está exatamente aí. Temos uma política fiscal excessivamente expansionista, com taxa de crescimento do gasto público muito alta. Para compensar essa distorção, temos que praticar as maiores taxas de juros do mundo. Isso cria a armadilha do crescimento baixo. Mas se nós tentarmos sair dessa armadilha mexendo para baixo nos juros sem alterar a política fiscal, vamos provocar mais inflação e não vamos gerar um crescimento que não seja uma espécie de voo de galinha.

iG: O senhor é favorável ao Brasil fazer um empréstimo ao FMI visando ao ganho de mais peso no órgão? Esse empréstimo é positivo?
GUSTAVO FRANCO: É claro que é positivo. Na essência estamos sendo chamados a participar de um esforço internacional para resolver a crise da Europa. O que acontece é que provavelmente estão nos solicitando contribuições que são maiores do que a nossa participação no Fundo. Quando nós fizemos o mais recente programa com o FMI, alguns países europeus participaram dando recursos em percentuais maiores do que as suas cotas no FMI. E nem por isso ficaram tentando obter vantagens a despeito disso. Ou seja, no passado o Brasil foi ajudado por alguns desses países que hoje estão precisando de ajuda. Então acho uma certa mesquinharia agora o Brasil querer fazer uma politicagem em torno do tamanho da sua participação no fundo como condição para participar de um esforço internacional, que é do interesse de todos que dê certo.

iG: Seria natural e até maduro do Brasil participar desse esforço internacional?
GUSTAVO FRANCO: O Brasil pode e deve participar. A palavra maturidade é muito própria para isso. Se esse é realmente um país maduro que se julga inclusive com a maturidade que transcende a economia, a ponto de pleitear um assento no Conselho de Segurança da ONU, não deveria criar qualquer obstáculo para participar de forma produtiva para um esforço como esse.

iG: Olhando para o Plano Real e o período em que o senhor esteve à frente do BC, o que considera que foi seu maior erro e o maior acerto?
GUSTAVO FRANCO: Os processos desse tipo, como foi o Plano Real, são processos complexos cujas decisões são tomadas no calor das circunstâncias. Não creio que a gente pudesse ter feito melhor. Acho que fizemos o melhor possível dentro de circunstâncias muito difíceis. Eu, particularmente, acho meio boba essa história das coisas que foram feitas erradas. Inclusive uma pergunta que me fazem com muita frequência, com relação à taxa de câmbio, se foi um erro ou não, o fato é que se tivesse sido feito diferente toda a história teria sido diferente.

iG: Como assim?
GUSTAVO FRANCO: Se a gente tivesse feito uma política cambial diferente no início do real, a inflação nos primeiros três meses não teria sido negativa, teria sido positiva. Pode ser que isso tivesse comprometido todo o esforço. É como você criticar o jogador de futebol que ganhou de um a zero apertado, e o torcedor acha que tinha que ter dado uma goleada, diz que o técnico não é bom. A resposta do profissional do futebol é sempre: então vai lá e faz. Para as pessoas que dizem para mim “ah, você tinha que ter feito diferente o câmbio, o juro”, eu digo, olha, então da próxima vez que tiver uma hiperinflação você vai lá e resolve, e vê se você faz melhor. Duvido, até porque foram várias tentativas fracassadas de resolver a inflação no Brasil. Muitos dos críticos do Plano Real participaram de esforços que deram errado no passado de forma canhestra, quase tola, e no entanto acham que o Plano Real teve erros. Como discutir com o sucesso? O Plano Real deu certo e os anteriores deram errado. É simples, é ganhar ou perder.

iG: O senhor cita em “Dinheiro e Magia” que cada época produz o seu próprio Fausto. Qual a relação deste mito (o do homem que vende a alma ao diabo) com a economia?
GUSTAVO FRANCO: Fausto é um músico que quer atingir um estágio mais elevado da sua arte. Não tem nenhuma vaidade ou nada frívolo no que ele quer buscar. Agora, no próprio Fausto 2 de Goethe, um desses fins é o desenvolvimento econômico e o principal meio é o papel-moeda, que não é necessariamente uma coisa diabólica. O papel-moeda pode parecer diabólico porque na peça é uma ideia proposta pelo diabo, mas não tem nada de mágico, não é bruxaria, não tem nada com o diabo. É a forma dominante de organização dos sistemas monetários da atualidade. Os fins são nobres. O desenvolvimento econômico e os meios não são diabólicos.

12 de dezembro de 2011

Pesquisa mensal de emprego

Produz indicadores mensais sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazo, do mercado de trabalho, nas suas áreas de abrangência, constituindo um indicativo ágil dos efeitos da conjuntura econômica sobre esse mercado, além de atender a outras necessidades importantes para o planejamento socioeconômico do País. Abrange informações referentes à condição de atividade, condição de ocupação, rendimento médio nominal e real, posição na ocupação, posse de carteira de trabalho assinada, entre outras, tendo como unidade de coleta os domicílios.

A pesquisa foi iniciada em 1980, sendo submetida a uma revisão completa em 1982 e duas parciais, de vulto, em 1988 e 1993, por meio das quais foram realizados ajustamentos restritos somente ao plano de amostragem. Em 2001, passou por um amplo processo de revisão metodológica visando não só à captação mais abrangente das características de trabalho e das formas de inserção da mão-de-obra no mercado produtivo, como também à atualização da cobertura temática da pesquisa e sua adequação às mais recentes recomendações da Organização Internacional do Trabalho – OIT.

As principais alterações metodológicas introduzidas nesta revisão referem-se à implementação de mudanças conceituais no tema trabalho; ampliação da investigação com vistas ao melhor conhecimento da população ocupada e da população à procura de trabalho, entendendo-se como tal a tomada de providências efetivas para consegui-lo, tais como: contato estabelecido com empregadores, prestação de concurso, inscrição em concurso, consulta a agência de emprego, sindicato ou órgão similar, entre outras; além de alterações nos instrumentos e nos procedimentos de coleta, ressaltando-se, neste caso, a introdução da coleta eletrônica, bem como alterações no processo de expansão da amostra. A revisão tornou possível o aprofundamento da investigação e a agregação de alguns aspectos adicionais, permitindo estudos acerca de temas específicos, que contemplam características demográficas, sociais e econômicas do mercado de trabalho.

Periodicidade: Mensal

Abrangência geográfica: Regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

30 de novembro de 2011

Novas medidas de estímulo à economia

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncia amanhã de manhã novas medidas de estímulo à economia.

As medidas deverão beneficiar os setores têxtil e automotivo, e serão publicadas em edição extraordinária do diario oficial.

O anúncio das medidas está previsto para as 10h. Antes, Mantega se reúne com empresários do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) para comunicar as medidas relativas ao setor têxtil.

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, também deve participar do anúncio das medidas.

O governo está muito preocupado com os efeitos da crise global sobre a economia.

As indicações são de que o país comece o ano de 2012 crescendo a um ritmo abaixo de 3%, considerado muito preocupante.
A presidente Dilma Rousseff quer respostas rápidas da área economica do governo para evitar uma freada tão brusca.

28 de novembro de 2011

Mercado mantém previsão de Selic neste ano em 11%

Para o ano de 2012, projeção do BC para a taxa Selic é de 10%; estimativas de crescimento do PIB também foram cortadas

O mercado financeiro segue prevendo que a Selic terminará 2011 em 11% ao ano e 2012 em 10% por cento, de acordo com o relatório Focus do Banco Central (BC) divulgado nesta segunda-feira, que mostrou nova revisão para baixo nas perspectivas para o crescimento econômico e para a inflação em 12 meses.

Esse é o último relatório Focus antes da decisão de política monetária, que ocorrerá na próxima quarta-feira.

As instituições consultadas pelo BC reduziram ainda para 5,58% a expectativa para a inflação em 12 meses, ante 5,62% há uma semana. As estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e para o próximo também foram cortadas. Para 2011, o mercado espera que a economia avance 3,10 por cento, contra 3,16% na semana anterior. A previsão para 2012 caiu para 3,46% , frente a 3,5% no documento anterior.

Na contramão, as previsões para inflação neste ano e no próximo sofreram leve acréscimo. O prognóstico para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu a 6,49%, ante 6,48%  na semana passada, enquanto a perspectiva para 2012 teve ligeiro avanço a 5,56%, na comparação com 5,55% da última semana.

15 de novembro de 2011

Bolso saudável: veja 5 dicas para acabar com as dívidas

A palavra crédito nunca esteve tão presente na vida dos brasileiros. Só que a facilidade para fazer empréstimos e financiamentos para pagar dívidas e despesas que não estavam previstas no orçamento pode trazer problemas para os consumidores.

Afinal, muitos dos que usufruem esses meios não conseguem honrar seus compromissos pelos mais variados motivos. O endividamento chega e esses consumidores se veem diante de uma situação bem difícil de driblar.

Percebendo esse contexto, a Fundação Procon-SP listou cinco orientações para os endividados, com dicas de ações práticas que eles podem adotar. Confira abaixo!

1. Organização
Definitivamente, o primeiro passo para quem tem dívidas é visualizar a extensão do problema. Para isso, detalhe todas as dívidas que possui (quem é o credor, a quantia devida, o tempo que está endividado etc), seus créditos (salário, rendas extras, colaborações de parentes, aplicações financeiras etc) e também todas as despesas (desde as fixas até as que variam).

Dessa forma, é possível ter uma visão panorâmica do orçamento e perceber onde é possível realizar cortes de despesas.

2. Controle
Para controlar efetivamente as despesas, existem algumas medidas radicais - e necessárias! - que vão ajudar no corte de gastos. Primeiramente, corte tudo que for supérfluo, como a TV por assinatura e o celular. Pense que isso ocorrerá por um tempo, até você deixar suas contas no azul. Também evite gastar dinheiro com lazer, buscando as opções gratuitas que sempre existem na cidade onde você mora.

Além disso, é preciso realizar uma grande mudança no seu padrão de consumo. Como? Adeque o padrão de vida aos seus reais rendimentos, mesmo na compra de produtos essenciais; pequise preço, forma de pagamento e o CET (Custo Efetivo Total) antes de adquirir qualquer produto; planeje sempre as compras, não agindo por impulso e gastando somente o necessário; quando sair de casa, leve na carteira o dinheiro suficiente para as despesas do dia, deixando o cartão de crédito e as folhas de cheque.

Outra mudança essencial é deixar de enxergar o cheque especial como um segundo salário, pois ele não é.

3. Educação
Conforme lembra o Procon-SP, a educação financeira é um dos pontos-chave para controlar o endividamento. Assim, elabore um plano para controlar todas as despesas e envolva toda a família nesse processo.

Dentro disso, está incluída a necessidade de acompanhar diariamente o saldo no banco e as despesas pagas no cartão de crédito. Olhando os números com frequência, vocês terão uma noção mais real do orçamento familiar, e, com consciência, economias cotidianas poderão ser feitas mais facilmente. Por exemplo, a redução nas contas de energia elétrica, telefone, transporte e tantas outras.

4. Ajuste
Uma maneira de ajudá-lo com a mudança de hábitos é ter em mente qual o valor que realmente pretende disponibilizar para quitar as dívidas. Afinal, tendo um objetivo concreto, é mais fácil visualizar caminhos para alcançá-lo.

Outra possibilidade para ter o valor para quitar a dívida, além de economizar, é utilizar o dinheiro que você tem aplicado. Faça as contas e avalie bem essa possibilidade.

Caso não tenha recursos para saldar as dívidas, pense na possibilidade de obter crédito com taxas menores, como a antecipação da restituição do imposto de renda ou o empréstimo consignado. Mas não se esqueça de ficar atento a todos os valores, principalmente dos juros, taxas, CET e demais encargos, fazendo uma avaliação criteriosa.

De qualquer forma, independentemente da forma que você escolher para ter o dinheiro, negocie as dívidas diretamente com os credores ou por meio de uma conciliação nos postos avançados de conciliação extraprocessual.

5. Regularização
Por fim, ao firmar um acordo de renegociação ou quitar a dívida, mantenha tudo bem documentado e providencie a regularização da situação perante os cadastros de inadimplentes. Confira como proceder em cada caso:

- Cheque sem fundo
Procure o credor, efetue o pagamento e solicite a devolução do cheque. Caso a folha tenha sido extraviada, peça a emissão de uma carta de anuência. Com o cheque ou a anuência em mãos (com firma reconhecida e uma Certidão Negativa de Protestos), vá ao banco onde possui conta para que a instituição providencie a retirada do seu nome do CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo).

- Título protestado
Vá ao cartório que registrou o protesto e solicite uma certidão para saber quem protestou o título. Em seguida, pague a dívida com o credor e exija uma declaração que comprove a quitação e autorize o cancelamento do protesto. Com o documento em mãos, volte ao cartório e providencie o cancelamento.

- SCPC/Serasa
Primeiro, pague ou negocie a dívida com a instituição credora (cartão de crédito, loja, banco, financeira etc). Após o pagamento integral ou da primeira parcela do acordo, o credor deverá enviar uma notificação pedindo a exclusão do seu nome do cadastro de inadimplentes. Caso você não saiba o valor da dívida ou quem é o credor, vá pessoalmente ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito)/Serasa com identidade e CPF para solicitar essas informações.

E lembre-se de que, para a exclusão do cadastro de emitentes de cheques sem fundo ou o cancelamento de protesto, há cobrança de tarifas.

13 de novembro de 2011

Como erguer uma empresa do zero, duas vezes

Nascida como oficina de bicicleta, a Fischer foi destruída por uma enchente, renasceu e hoje fatura R$ 300 milhões.

Os trajes e o entorno já não são os mesmos. Mas a ascensão social pouco fez para mudar a rotina de trabalho de Ingo Fischer. Aos 67 anos, o empresário ainda se diz orgulhoso de manter hábitos criados há 50 anos. Acorda cedo, por volta das 6 horas e, às 7h30, inicia uma vistoria completa na empresa que fundou e preside, a Irmãos Fischer.

É o que considera o segredo para manter saudável uma indústria que começou como uma acanhada oficina de bicicletas, em Brusque (SC), e se transformou em uma potencia regional, dona de fábricas de eletrodomésticos, equipamentos leves de construção civil e, claro, bicicletas -- ainda que, para isso, tenha sido forçada a renascer, após uma das maiores enchetes da história do estado. No ano passado, a Irmãos Fischer faturou mais de R$ 300 milhões.

A rotina atual vem dos tempos de fundação da empresa. Mas a ética do trabalho e a doutrina protestante típica das colônias germânicas do interior de Santa Catarina foram incutidas no empresário desde os primeiros anos de vida. Ingo nasceu em uma propriedade rural de Brusque, falava só alemão em casa e precisou dedicar muito tempo à lida no campo. Ajudava na lavoura, a cuidar das vacas leiteiras, suínos, aves e de outros animais que circulavam no pequeno sítio, de onde provinha o sustento da família.

12 de novembro de 2011

Analistas reduzem projeção para a inflação de 2012

Os analistas do mercado financeiro apontam retração na projeção para a inflação de 2012, segundo dados do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC).A estimativa de inflação deste ano (IPCA) ficou inalterada em 6,50% e para 2012, regrediu de 5,60% para 5,57%, em um patamar distante do centro da meta de inflação para 2012, que é de 4,50%.

Na medição, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional  passou de 3,29%, para 3,20%. Já para 2012, a projeção para o crescimento da economia permaneceu inalterada e segue sendo de 3,50% 

Já a aposta para a Selic em 2011 permaneceu em 11,00%, pela sétima semana seguida, e para 2012, foi mantida em 10,50%. A expectativa para o crescimento da produção industrial neste ano apresentou queda para 1,83%, antes os 2,00% da semana passada. Para o ano seguinte, a expectativa permaneceu inalterado em 4,08%.

A previsão para a taxa de câmbio em  2011 foi mantida em R$ 1,75. Para 2012 a taxa seguiu em R$ 1,75. A previsão do mercado financeiro para o déficit em conta corrente neste ano caiu para US$ 55,00 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos estimado manteve-se estável em US$ 68,86 bilhões. 

A previsão de superávit comercial em 2011 manteve-se em US$ 27,00 bilhões. Para 2012, a estimativa para o saldo da balança comercial voltou aos US$ 18,90 bilhões, ante US$ 18,80 bilhões da semana passada. Analistas consideraram estável a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011 manteve-se com o número de US$ 60 bilhões. Para 2012, a previsão avançou de US$ 52,0 bilhões para US$ 53,0 bilhões.

10 de novembro de 2011

Vídeo CV (curriculum vitae): uma nova forma de buscar emprego

O mercado de trabalho está mudando e, consequentemente, a forma de procurar emprego também. Se antes o currículo padrão era suficiente, hoje as empresas exigem pelo menos uma carta de apresentação bem redigida para conhecer melhor o candidato. Outras vão além e solicitam o vídeo currículo.

E nada de imitar a personagem da atriz Elle Woods no filme “Legalmente Loira” e gravar à beira da piscina num dia de sol. Faça sua apresentação somente depois de estudar a cultura da empresa. O candidado deve pesquisar na internet, ler em revistas e perguntar para amigos que conheçam pessoas que trabalham no lugar para acertar o tom do vídeo.

“De maneira geral, as empresas que pedem formatos alternativos de CV (curriculum vitae) já dão pistas que são menos tradicionais e mais criativas, mas existem outras que o pedem apenas para ganhar tempo na seleção. Nesse último caso, é preciso ter cuidado para não ser muito informal”, avalia a consultora de gestão Luciana Jacob Nogueira.

Depois da pesquisa, pense em um roteiro e parta para a ação: seja natural e não faça vídeos longos e cansativos, com mais de dois minutos. “Normalmente, o empregador indica o que espera do vídeo, como tempo de duração e informações específicas. O objetivo do vídeo CV é captar o máximo de impressões que não podem ser obtidas em uma folha de papel, como desenvoltura, expressão oral, simpatia e objetividade”, diz Luciana.

Lembre-se: o discurso deve estar alinhado ao que a empresa procura. A missão é convencer o recrutador que é a pessoa certa para a vaga. “Para isso, o candidato deve agir de forma confiante. Só precisa tomar cuidado para não parecer arrogante”, indica a consultora.

Luciana Jacob também dá outras dicas importantes. “O vídeo pode ser feito em ambiente fechado, como uma sala de estar, ou em espaços abertos como um jardim. Mas o foco deve ser sempre no candidato. Portanto, é preciso evitar lugares com muito estímulos visuais, para não distrair a atenção do recrutador”.

Essa novidade ainda assusta e muitos candidatos desistem da vaga antes mesmo de tentar. Mas, segundo Luciana Jacob, para fazer um vídeo CV não precisar ter dotes de ator. “Só precisa de um pouco de criatividade, poder de síntese e uma pitada de auto-confiança”, finaliza.

Acima de tudo, o vídeo deve ter um toque individual e transmitir sua personalidade. Se você assistir e não se reconhecer naquela roupa ou discurso, refaça-o.

7 de novembro de 2011

Número de matriculados no ensino superior sobe 110% em 10 anos

O número de alunos matriculados em cursos de graduação no país aumentou 7% no ano passado em relação a 2009. Segundo a edição 2010 do Censo da Educação Superior, divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação, o Brasil atingiu 6,3 milhões de matrículas em 29,5 mil cursos oferecidos por 2.377 instituições.
Considerando toda a última década, de 2001 a 2010, o crescimento no número de matrículas foi de 110%.

"O resultado é positivo e prenuncia o cumprimento das metas estabelecidas para 2010. Houve aumento na matrículas em todo o país e também na qualificação dos docentes, portanto há mais pessoas estudante com mais qualidade", disse o ministro Fernando Haddad.

"Talvez tenha sido a melhor década de acesso à educação superior, tanto em termos relativos como em absolutos - mas sobretudo em absolutos."


Segundo o ministério, um dos fatores que explicam o crescimento é o aumento da oferta de cursos à distância e tecnológicos - a modalidade à distância representou 15% do total em 2010.

Haddad disse que o ritmo de crescimento do ensino à distância só não foi mais forte porque o MEC controlou a alta. "O EAD [ensino à distância] só não cresce mais em função do MEC. O MEC está ditando o ritmo de crescimento do EAD para não ter o efeito da educação presencial. Não queremos que aconteça com a EAD aquilo que aconteceu nos anos 1990 com a educação presencial --crescer descontrolado e com qualidade inferior".

O Censo também detectou que o percentual de matrículas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aumentou de 2001 para 2010, em contrapartida ao decréscimo da participação das regiões Sudeste e Sul no total.

Os alunos de graduação também estão mais jovens e preferem estudar à noite.

Em 2010, a média de idade dos alunos dos cursos presenciais foi de 26 anos. Já nos cursos a distância, a média é de 33 anos. Entre 2000 e 2010, as matrículas presenciais noturnas passam de 56% para 63% do total. Considerando apenas as instituições privadas, as matrículas noturnas corresponderam a 73% em 2010.

As mulheres são maioria entre os alunos. No ano passado, 57% das matrículas foram feitas por mulheres, índice que sobe para 61% considerando apenas os alunos no último ano do curso.

"Há uma fronteira a ser explorada. Brasileiros entre 30 e 40 anos que querem voltar a estudar, mas nesse momento estamos mais preocupados com a qualidade do que com a questão quantitativa."

CONCLUINTES
Em relação aos alunos concluintes, o Censo aponta que o crescimento não acompanhou o número de matriculados - ou seja, menos alunos conseguiram terminar os cursos.

Os resultados indicam que praticamente não houve aumento de 2009 para 2010, ano em que foi atingido o número recorde de 973 mil concluintes.

Sobre o ritmo de crescimento menor entre os concluintes, Haddad disse que houve uma mudança de metodologia no ano de 2009, o que superdimensionou os dados naquele ano, e por isso o crescimento verificado entre os dois anos foi menor:

"Peço para desconsiderarem o ano de 2009. Houve uma metodologia que foi introduzida e depois revista." Segundo o ministério, a metodologia usada em 2009 incluía a categoria "provável formando" para classificar os alunos, o que inflacionou os resultados. A categoria deixou de existir em 2010.