9 de agosto de 2012

Idosos espanhóis pagam a conta da recessão

País tem a taxa de desemprego mais alta da zona do euro e, em alguns casos, as famílias estão removendo os parentes de asilos para poder embolsar as aposentadorias.

Dolores Fernandez Mora, 76 anos, e o marido, Mariano Blesa Julve, 75 anos, chegaram a pensar que terminariam seus dias com conforto relativo, a casa quitada e uma pensão sólida de aproximadamente US$ 1.645 por mês. Talvez até viajassem.

Em vez disso, estão sustentando a filha desempregada de 48 anos e dois de seus netos adultos desempregados que agora moram com eles numa minúscula casa de dois quartos aqui no norte da Espanha. Eles assumiram as dívidas da filha. Às vezes o dinheiro mal dá para a comida.

"Enquanto ela não trabalhar, não boto dentadura nova e ponto final", afirmou Fernandez recentemente, em sua sala de estar, enquanto mostrava as falhas no sorriso.
Carmen Blesa, à esquerda, com seu pai, Mariano Blesa Julve, mãe, Dolores Fernandez Mora, e um de seus filhos em casa, onde a única renda é proveniente da pensão dos idosos. Zaragoza, Espanha.

À medida que os efeitos de anos de recessão se acumulam aqui, mais e mais famílias espanholas – com o seguro-desemprego terminando e presos a hipotecas que não podem saldar – estão dependendo dos parentes mais idosos. E há pouco alívio à vista.

A última rodada de medidas de austeridade parece ter ajudado pouco a restaurar a confiança do investidor. As novas estatísticas do emprego divulgadas no final de julho mostraram que o índice de desemprego bateu um recorde, chegando a 25%.

As aposentadorias dos idosos estão entre os poucos benefícios que não foram cortados, embora estejam congeladas desde o ano passado. Segundo especialistas, os espanhóis são conhecidos pelos fortes laços familiares e a maioria dos avós está disposta a ajudar, sem querer admitir a estranhos o que está acontecendo.

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Contudo, quem trabalha com idosos afirma que não está sendo fácil. Muitos agora lutam para alimentar três gerações, com as casas superlotadas e as tensões da situação por vezes transformando suas vidas num inferno.

Em alguns casos, as famílias estão removendo os parentes de asilos para poder embolsar as aposentadorias. É uma tendência que leva defensores dos idosos a se preocuparem com o fato de as gerações mais jovens talvez estarem indo longe demais, mesmo com a concordância dos avós em se mudar ou doentes demais para perceber.

"A crise espanhola está afetando os idosos de uma maneira muito especial", disse o reverendo Angel Garcia, que comanda um grupo sem fins lucrativos voltado a crianças e idosos. "Muitos avós querem dar o que podem e dão. Porém, infelizmente, às vezes o que acontece é que a geração mais nova está explorando a mais velha. Estão tirando tudo que eles têm."
Mariano Blesa Julve com sua mulher, Dolores Fernandez Mora, em sua casa em Zaragoza.

Uma pesquisa recente da Simple Logica, sócia da Gallup na Espanha, constatou um salto no número de idosos sustentando familiares. Numa pesquisa telefônica realizada em fevereiro de 2010, 15% dos adultos com mais de 65 anos afirmaram sustentar pelo menos um parente mais jovem. No estudo de fevereiro de 2012, o número subiu para 40%.

Dados coletados por uma associação de clínicas de repouso privadas, inforesidencias.com, revelaram que, em 2009, 76% das afiliadas tinham vagas. Ano passado, 98% delas ofereciam vagas.

Para especialistas, tais números refletem o desespero crescente na Espanha, que tem a taxa de desemprego mais alta da zona do euro. Segundo cifras recentes do governo, praticamente uma em cada dez famílias não contava com um adulto trabalhando.

De acordo com especialistas, os aposentados, ao dividir as aposentadorias e sacar as economias, têm sido os heróis silenciosos da crise econômica e que sem eles, a Espanha veria um clamor social muito maior. Em muitos casos, eles estão a meio caminho entre os filhos de meia-idade e os sem-teto.

"Por que não existem mais pessoas protestando por comida nas ruas?", questionou Gustavo Garcia, diretor da Casa Amparo, o asilo municipal de Zaragoza. "A resposta são os idosos."

Sem dúvida, foi esse o caso de Petri Oliver, 53 anos, e o marido, Pedro Grande, 53 anos, os quais revelaram que somente sobreviviam até pouco tempo atrás porque estavam cuidando da mãe de 80 anos de Oliver em casa em vez de colocá-la numa clínica de repouso. A mãe, portadora do mal de Alzheimer, teve três derrames no ano passado, ficando em estado vegetativo.

Enquanto a mãe de Oliver estava viva, ela permaneceu num leito de hospital na abafada sala de estar do casal, cercada por pilhas de suprimentos médicos, como as refeições líquidas. O pai de Oliver recebia 300 euros mensais do Estado para cuidar da esposa, dinheiro repassado à filha.

"Se ela for para um asilo, não teremos o que comer", Oliver afirmou em julho. Contudo, uma semana mais tarde, a mãe faleceu.

Até dois anos atrás, o marido de Oliver trabalhava na construção, apesar de um acidente de trabalho ter lhe custado a visão de um olho. Agora, a única renda do casal são os cerca de US$ 1.200 mensais da pensão por invalidez. Porém, a hipoteca é de quase US$ 1 mil. Eles não podem visitar a filha, que mora a duas horas de viagem de Barcelona, porque não podem pagar a gasolina. A filha também está desempregada.

"Não sabemos o que vamos fazer agora", disse Oliver.

Nos subúrbios de Barcelona, Mari Angeles Ramiro Trenado ganhava apenas US$ 150 mensais e pagava aluguel de US$ 615 quando ela e o irmão decidiram tirar a mãe da clínica de repouso neste ano. Numa tarde recente, Ramiro, que também tem um filho adulto deficiente mental em casa, afirmou que cuidar da mãe a deixava exausta e deprimida.

Porém, apesar de todo o esforço, a mãe, frágil a ponto de não poder sair de casa e sofrendo de lapsos mentais, exigia ser levada de volta à clínica. Ramiro, faxineira em meio período num banco no povoado de Ripollet, contou que ela e o irmão acatariam a decisão, embora a mãe levasse junto uma pensão de US$ 740 mensais.

"Quero que ela fique. Tenho de admitir que me ajudaria bastante."

Segundo especialistas, os idosos espanhóis têm de lidar com os aspectos financeiros da crise e também sofrem ao observar o colapso das vidas dos filhos. Antonio Martin afirmou ter perdido a visão do olho direito depois que a filha Antonia, 41 anos, e a neta foram morar com ele, que adquiriu problemas sérios de pressão.

Antonio se diz feliz por ajudar Antonia, que perdeu o emprego quando a construtora na qual trabalhava faliu. "Eu falei para ela vir. É uma reação normal."

Entretanto, o que realmente o incomodou foi perceber tudo que a filha perdeu. "Ela tinha emprego e casa e, agora, não tem nada. Por isso é tão duro."

Poucos encaram facilmente a dependência dos pais idosos. Na meia-idade, eles se veem de volta aos papeis abandonados décadas atrás. Antonia Martin mora no quarto minúsculo no qual cresceu, com os pertences empilhados até o teto. O berço da filha fica no quarto dos avós por falta de espaço. Ela tem de pedir dinheiro para comida e roupas da filha.

"Às vezes levo bronca como se tivesse 12 anos", Antonia contou, gargalhando. "Porém, pelo menos tenho os meus pais. Existe gente que não tem nem isso."

Durante algum tempo, Dolores Fernandez e o marido tentaram sustentar a clínica de aromaterapia e massagem da filha, mas o negócio fechou.

Agora, eles pagam a hipoteca do apartamento da filha – cerca de US$ 245 mensais –, embora, para economizar os gastos com eletricidade e água, ela não resida mais no local. Todavia, para pagar o financiamento, abriram mão do seguro contra incêndio e roubo da própria casa, além de muitas outras pequenas despesas.

Fernandez não vai mais ao cabeleireiro e deixa o cabelo crescer; para ela, os netos precisam cortar o cabelo mais do que a avó. "Já sou bonita que chega", ela brinca.

Contudo, a fachada de coragem some de tempos em tempos. Ela se preocupa em particular com o que acontecerá se o marido morrer antes dela, reduzindo a pensão da família para um terço. "O que então será de nós", ela perguntou, com os olhos rasos de lágrimas.

8 de agosto de 2012

Coca-Cola lança embalagens com nome dos consumidores no rótulo

Serão escolhidos os 150 nomes mais comuns entre jovens e adultos brasileiros, as latas e garrafas personalizadas serão vendidas a partir do mês de agosto.
A campanha já aconteceu na Austrália para reforçar a presença da marca entre jovens adultos.

A partir de agosto, os 150 nomes mais comuns entre jovens adultos brasileiros vão estar estampados nas embalagens de Coca-Cola Zero. As versões estarão presentes em mais de 500 mil pontos de venda do Brasil e poderão ser encontradas nos formatos lata, 600 mililitros e 2 litros.

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Quem não estiver entre os 150 pode tentar emplacar seu nome através de uma votação na fan page da marca. Segundo a Coca-Cola, mais 50 nomes serão escolhidos com a ajuda dos consumidores. Ainda nas redes sociais, um aplicativo permitirá a personalização de uma lata virtual.

A edição de embalagens customizadas faz parte da campanha “Descubra a Sua Coca-Cola Zero”. Em 2011, a empresa promoveu a mesma ação na Austrália. Com o mote “Share a Coke”, a marca também produziu garrafas e latas com os 150 nomes mais populares do país. A ideia foi uma reação ao fato de que 50% dos adolescentes e jovens adultos não tinham consumido a bebida naquele mês.

7 de agosto de 2012

Desenvolva a habilidade de aguardar o momento do potencial cliente declarar o que ele precisa e aí você entra com a sua técnica

A recomendação é do consultor de empresas e professor de marketing Gilberto Cavicchioli, autor do livro "O Efeito Jabuticaba - o dia em que aprendi a atender pessoas".

Grandes empresas brasileiras oferecem quase duas mil vagas para trainees

Salários para recém formados escolhidos para serem futuros líderes das companhias variam de R$ 3 mil a R$ 5 mil; em média, cada vaga é disputada por cerca de dois mil candidatos.
A média de inscrições nos programas mais concorridos é de 2 mil candidatos por vaga.

As principais empresas brasileiras deram início à temporada de caça a jovens talentos que acabaram de sair das universidades e estão em busca do primeiro emprego. Cerca de 1,8 mil vagas, com salários variando entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, já foram abertas por companhias de grande porte e a tendência é de que até setembro outras centenas de posições sejam incluídas nos programas de trainees espalhados por todo o Brasil.

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Vistos como a principal porta de entrada para profissionais que pretendem fazer uma carreira executiva de longo prazo, esses programas têm se tornado cada vez mais populares no Brasil. Nesse momento, companhias como Shell, Itaú Unibanco, Souza Cruz, Ambev, Odebrecht, General Eletric, Unilever, Brasil Foods, Boticário, Telefônica, Monsanto, Ernst & Young Terco e Deloitte já deram início a um também cada vez mais disputado processo de seleção.

Segundo levantamento da Cia de Talentos, consultoria em Recursos Humanos, a quantidade de vagas e de candidatos inscritos em cada programa varia muito, mas a média de inscrições nos programas mais concorridos é de cerca de 2 mil candidatos por vaga. Em 2011, a Ambev, por exemplo, recebeu 74 mil inscrições para 20 vagas, ou seja, cerca de 3,7 mil pessoas disputavam entre si para conquistar uma vaga.

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Os programas de trainee são uma tradição no exterior, mas se popularizaram no Brasil há pouco mais de 20 anos. Em geral, são adaptações de modelos já aplicados por multinacionais em outros países e vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil por conta de uma crescente escassez de mão de obra qualificada. “O primeiro programa de trainee que fizemos aconteceu em 1990, para a Unilever, então Gessy Lever”, diz Cristiani Furlani, gerente da Cia de Talentos.

Nessas últimas duas décadas, muita coisa mudou nos programas. Desde o formato, passando pelo processo de seleção, até à características mais buscadas pelas empresas. Nesse momento, os programas de trainee vêm passando por um curioso processo de expansão e contração concomitante. Embora o número de vagas disponíveis em cada empresa venha diminuindo, o número de companhias que oferecem os programas vem crescendo quase na mesma proporção.
    Em 2011, mais de 70 mil candidatos disputaram as 20 vagas oferecidas pela Ambev.

Para Furlani, da Cia de Talentos, a principal razão para isso é a crise que tem abalado as multinacionais em seus mercados sede. “Desde 2009, essa tendência se acentuou, muitas empresas sofreram retração com a crise e decidiram cortar custos”. Ao mesmo tempo, mais empresas estão adotando essa forma de recrutamento, “Uma série de companhias, inclusive de menor porte, que nem imaginavam fazer esse tipo de coisa, começaram a fazer”, diz Jorge Matos, presidente E-talent, consultoria de recrutamento.

Outra mudança no cenário de trainees é a colocação do funcionário ao final do programa. “Antes, o trainee seria necessariamente um líder, agora é apenas uma forma de acelerar a carreira, mas não significa que ele vai assumir uma posição de chefia de forma imediata”, diz Cristiani.

No Itaú Unibanco são 70 vagas abertas e o banco pretende treinar por 18 meses jovens que podem não terminar o programa em cargos de liderança, mas terão essa possibilidade acelerada. “Muitos dos nossos executivos foram trainees, o programa também cria a liderança da organização”, diz Marcele Correia, superintendente de seleção do Itaú.

Na Shell, o trainee pode ficar de 3 a 5 anos em treinamento “Depende da experiência que ele já tem”, explica Raquel Nascimento, gerente de recrutamento da companhia. Na petrolífera, os trainees recebem uma remuneração maior do que a de um analista comum, “eles ganham mais e andam mais rápido”, diz. Esse ano, são 14 vagas em 6 áreas de atuação,e os candidatos serão “ a longo prazo, líderes da Shell, não necessariamente no Brasil, mas no mundo”, diz Raquel.

“As empresas procuram trainees para dar uma oxigenada, são pessoas alinhadas com o mercado, o que tem de melhor em formação e experiência”, diz Matos, da e-Talent. “A remuneração desses funcionários é superior à média, esses jovens estão ganhando para estudar”, diz. “Um trainee pode custar à empresa de R$ 10mil a R$ 20 mil por mês”.

Segundo a Cia de Talentos, o salário médio dos trainees no Brasil gira em torno de R$ 3 mil a R$ 5 mil por mês, incluindo benefícios. Já o investimento médio das companhias para atração, seleção, plano de desenvolvimento e remuneração anual pode variar entre R$ 140 mil e R$ 220 mil por ano. “Se bem gerido, este valor retorna em pouco tempo para a organização”, diz Cristiani.

6 de agosto de 2012

Eike terá que desembolsar R$ 618 milhões para fechar capital da LLX

Conta tem como base preço por ação de R$ 3,13 e os 197 milhões de papéis que estão em circulação no mercado e representam 28,5% do capital total da empresa de logística.
     Acionista controlador da empresa, Eike Batista pretende adquirir papéis por R$ 3,13.

O empresário Eike Batista terá que pagar no máximo R$ 618 milhões para comprar as ações de minoritários da LLX, empresa que constrói o Superporto do Açu, no litoral norte do Rio de Janeiro.

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A conta tem como base o preço por ação de R$ 3,13 e os 197 milhões de papéis que estão em circulação no mercado e representam 28,5% do capital total da companhia.

Não entra nesse cálculo de ações em circulação a fatia detida pelo Ontario Teachers Pension Plan, que hoje tem 17,9% das ações da empresa.

Segundo o fato relevante divulgado no dia 30 de julho pela LLX, esse fundo de pensão canadense vai não apenas manter sua participação na companhia, como ampliá-la no âmbito da oferta pública de aquisição de ações (OPA) anunciada — embora o valor a ser aportado não tenha sido divulgado.

Quanto maior o investimento feito por esse investidor institucional na oferta, menor será o desembolso de Eike, que hoje controla a companhia com 53,7% do capital.
Eike ainda não recuperou “tombo” na Bovespa

No dia 23 de julho, as ações da LLX dispararam, com alta de mais de 20% em dois dias, após a divulgação de notícias dando conta de que Eike preparava o fechamento de capital da companhia. Movimento semelhante foi visto com as ações da CCX, empresa do grupo EBX que concentra ativos de carvão na Colômbia.

Apesar de a alta maior ter ocorrido no dia 30 de julho, somente na noite de 31 de julho LLX e CCX divulgaram comunicado ao mercado comentando a variação atípica ocorrida.

Elas disseram que “estão sempre em busca de maximizar valor aos seus acionistas” e “constantemente estudam possibilidades de novos negócios e arranjos societários”. Mas diziam que, até aquele o momento, não havia qualquer decisão ou “documento vinculante” nesse sentido.

Também no dia 23 de julho, Eike publicou dois posts sobre a LLX no microblog Twitter. Um falava sobre o avanço da dragagem no porto e outro citava uma notícia publicada naquela data sobre o empreendimento.

No dia 29 de julho, o empresário disse o que “Twitter é uma ferramenta de governança e transparência”.

As comunicações oficiais das companhias abertas ocorrem por meio dos sites da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da BM&FBovespa e na seção de relações com investidores das páginas das próprias empresas.

5 de agosto de 2012

Petrobras investirá US$ 5,6 bi na bacia de Campos até 2016

Objetivo da empresa é elevar o índice operacional de produção na bacia de Campos a 90%.

A Petrobras vai investir US$ 5,6 bilhões (R$ 11,40 bilhões) até 2016 para elevar a eficiência operacional na bacia de Campos. A gerente-executiva de engenharia de produção da área de Exploração e Produção (E&P), Solange Guedes, explicou que, desse total, US$ 4,6 bilhões são considerados dispêndio e US$ 1 bilhão são considerados investimento e já foram incluídos no Plano de Negócios 2012-2016. "Esse valor [US$ 4,6 bilhões] não entra como investimento, mas como custeio, dentro do plano de custeios da empresa", afirmou Joelson Falcão, gerente geral da unidade de Operações da Bacia de Campos.
    Presidenta da Petrobras Graça Foster visita a Plataforma P-33, na Bacia de Campos.

O objetivo da empresa é elevar o índice de eficiência operacional da produção na bacia de Campos para 90%. O índice em 2011 foi de apenas 71%, um dos mais baixos da história. A previsão do índice para este ano é de 74%. Para 2013, a meta é 76%, com elevação gradativa até chegar a 90% em 2016.

“Vamos aplicar recursos suficientes para retomar a patamares históricos de eficiência operacional”, afirmou Solange, durante o detalhamento do Programa de Aumento da Eficiência Operacional na Bacia de Campos (Proef).

A executiva explicou que, se for considerado como um projeto comum, o programa terá uma "receita" de US$ 1,6 bilhão a US$ 3,3 bilhões, a partir da recuperação da operação, dependendo do sucesso da medida.

A bacia de Campos responde por quase 80% da produção da Petrobras.

O Proef será aplicado em 31 campos, que produzem 450 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a aproximadamente um quarto da produção total da companhia no Brasil.

Entre os campos contemplados no programa, estão os gigantes Marlim e Albacora.

Segundo a gerente-executiva, o objetivo é reduzir o impacto e a intensidade da queda de produção de campos maduros de petróleo na Bacia de Campos.

4 de agosto de 2012

Redes de 4G devem ser compartilhadas

Governo quer evitar repetição de problemas de sobrecarga e, segundo a Anatel, empresas "devem competir no varejo, mas é importante trabalhar conjuntamente na infraestrutura ".

As operadoras terão de compartilhar a infraestrutura de sustentação da rede que será construída para o funcionamento da quarta geração (4G) de telefonia no País a partir do próximo ano. Para evitar a repetição dos problemas atuais que levaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a
suspender a venda de novos chips de 3G das piores companhias em cada Estado, o governo vai exigir que a nova tecnologia passe por estruturas compartilhadas desde o início da implantação.

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As discussões sobre o compartilhamento no 4G estão sendo feitas entre o Ministério das Comunicações e as operadoras, e a ideia é fazer um anúncio em conjunto da decisão até a assinatura das licenças de exploração da frequência de 2,5 gigahertz (GHz) que foram leiloadas em junho. Segundo o presidente da Anatel, João Rezende, os contratos com Vivo, Claro, TIM e Oi para a quarta geração devem ser assinados em até 40 dias.

Atualmente, cada empresa tem suas próprias bases, torres, dutos e antenas, o que aumenta os custos do setor e reduz a eficiência do sistema. Por isso, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, promete levar à presidente Dilma Rousseff, até o fim de agosto, a minuta de decreto que forçará as companhias do setor a dar passagem às outras dentro de suas infraestruturas.

"A empresa que tem a maior rede em uma área é obrigada a ceder o acesso às outras. O princípio é simples: não podemos ficar construindo estruturas paralelas", disse Bernardo na semana passada, ao comentar as medidas da Anatel de suspensão de vendas. "É uma burrice não compartilhar", pressionou.

Competição

Em outra frente de atuação, a Anatel deve aprovar ainda este semestre o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) que determina que as maiores companhias do setor de telecomunicações - incluindo internet fixa e TV por assinatura - vendam capacidade de rede e acesso à chamada última milha (trecho final do sistema que chega aos usuários) às outras empresas por preços equilibrados.

Para o governo, aliadas à desoneração dos tributos federais para a construção das redes, as medidas de compartilhamento vão fazer com que os investimentos do setor a se acelerem de vez. "O plano está próximo de ser votado e é importante que as redes 4G já sejam construídas nesse modelo. Precisamos entrar na quarta geração com o pé direito e as restrições municipais para a instalação de antenas podem ser muito amenizadas com isso", afirmou João Rezende.

Mas o presidente da Anatel avalia que as operadoras precisam adotar uma nova filosofia de cooperação para que as iniciativas possam dar o resultado esperado - racionalização no uso da infraestrutura e, consequentemente, melhoria da qualidade dos serviços. "As empresas ainda não tem essa visão. Elas podem e devem competir no varejo, mas é importante que aprendam a trabalhar conjuntamente na infraestrutura", concluiu.

Durante as rodadas de negociações em Brasília sobre o 3G na semana passada, o vice-presidente de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasole, classificou como "fundamental" o compartilhamento de redes para o desenvolvimento do setor, mas pediu regras claras e precisas que deem segurança às empresas. O presidente da Claro, Carlos Zenteno, disse que a companhia já tem iniciativas de compartilhamento e pretende ampliá-las com o respaldo do governo.

A Vivo disse que analisará o assunto assim que for consultada pelo governo. A Oi informou que ainda não foi procurada pelo governo, mas que enxerga como positivas as iniciativas de fomento ao compartilhamento.

3 de agosto de 2012

Pequena cidade alemã cobra de Berlim dívida trilionária de 450 anos

Mittenwalde, no leste do país, pode se tornar uma das cidades mais ricas do mundo se a capital alemã lhe pagar um débito que, corrigido com juros, pode chegar aos trilhões.

A pacata cidade de Mittenwalde, no leste da Alemanha, pode se tornar uma das cidades mais ricas do mundo, se Berlim lhe pagar uma dívida que remonta a 1562.

Um certificado, encontrado em um arquivo regional, atesta que Mittenwalde emprestou a Berlim 400 florins em 28 de maio de 1562, valor a ser pago com taxa de juros 6% ao ano.

Segundo a Rádio Berlin Brandenburg (RBB), a dívida equivaleria atualmente a 11.200 florins, o que são aproximadamente 112 milhões de euros (R$ 356 milhões).

Ajustando-se a dívida com juros compostos e inflação, o montante vai para casa dos trilhões, segundo estimativas da RBB.
          Vista aérea da pequena cidade de Mittenwalde, há séculos credora de Berlim.

Vera Schmidt, historiadora da cidade, encontrou o comprovante da centenária dívida num arquivo onde estava desde 1963. Embora o documento esteja sem selo, Schmidt disse à Reuters que ela estava certa de que ele ainda é válido.

"Em 1893 houve um debate no qual o documento foi examinado e a escrita foi considerada autêntica", disse Schmidt.

Schmidt e o prefeito de Mittenwalde, Uwe Pfeiffer, tentaram pedir a Berlim seu dinheiro de volta. Esses pedidos já aconteciam a cada 50 anos desde 1820, mas sempre sem sucesso.
      A historiadora Vera Schmidt exibe o certificado da dívida de Berlim com Mittenwalde.

A recuperação da dívida traria uma fortuna a Mittenwalde, lugar poderoso na idade média, que agora tem população de apenas 8.800 habitantes. Fragmentos de tijolo vermelho de fortificações medievais ainda marcam o centro da arborizada cidade.

A igreja românica da cidade hospedou Paul Gerhardt, um dos mais importantes poetas sacros da Alemanha. Gerhardt, que morou lá por um breve período no século 17, é o residente mais famoso Mittenwalde até hoje.

Schmidt e Pfeiffer reuniram-se com o senador de finanças de Berlim, Ulrich Nussbaum, que lhes entregou um florim histórico de 1539. A moeda foi colocada em exposição temporária no Museu Mittenwalde.

"Esse caso mostra que as dívidas sempre te pegam de surpresa, não importa quantos anos elas tenham", disse Nussbaum ao jornal Berliner Zeitung.

De qualquer forma, a endividada capital alemã teria dificuldade em atender às exigências Mittenwalde. De acordo com um relatório divulgado pela administração de Finanças do Senado em junho de 2012, Berlim já está perto de alcançar 63 milhões de euros (R$ 157 milhões) negativos.

2 de agosto de 2012

Aproveite a redução do IPI sem perder o controle das dívidas

Consultores financeiros dão dicas para o consumidor não se iludir na compra do eletrodoméstico e manter as contas no azul.
Antes de correr para aproveitar a redução do IPI, verifique se você realmente tem necessidade de comprar o produto.

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é uma boa notícia para quem já vinha planejando comprar um eletrodoméstico, mas achava os preços salgados. No entanto, também pode despertar certo impulso consumista naqueles que não conseguem se segurar diante de uma “promoção”. Para não sentir os efeitos colaterais desse comportamento no bolso, consultores financeiros recomendam manter a disciplina e “por o pé no freio” na hora de comprar.

Os especialistas Ricardo Pereira e Conrado Navarro, do programa Consumidor Consciente, da MasterCard, ressaltam que o fato de a alíquota ter caído não significa que você precisa comprar um eletrodoméstico novo. Antes, alertam, é preciso fazer algumas contas, como quantidade e valor de parcelas, e juros, por exemplo. “Isso é essencial para saber se o seu eletrodoméstico cabe no orçamento. Acima de tudo respeite seu orçamento e planeje as suas compras”, afirmam.


Alguns consumidores, ao tomar a decisão da compra, veem apenas o valor da parcela e se ela cabe no bolso. Porém, eles desconsideram a existência de outros parcelamentos. “Lembre-se que juntamente com as parcelas do seu eletrodoméstico chegam as das compras feitas anteriormente, para que não seja surpreendido e tenha o orçamento comprometido”, advertem Pereira e Navarro.

Confira ainda se o valor cabe no seu orçamento total, para saber o quanto poderá pagar pelo produto. “O vendedor sempre levará em conta o melhor negócio para ele, por isso ponha em prática o poder de barganhar. Se o pagamento for a vista exija um bom desconto”, recomendam.


Outra dica dos consultores é parar e pensar sobre a real necessidade de adquirir o eletrodoméstico. “Comprar somente pelo impulso de consumir irá comprometer as suas contas”, afirmam. Prestar atenção também ao preço do produto é fundamental. Por isso, para saber se está fazendo um bom negócio, pesquise o valor antes de adquirir o bem. “Além disso, uma compra pelo site pode sair mais em conta do que em uma loja física”, ressaltam os especialistas.

Por fim, não tome a decisão em um momento de emoção. Tente ser o mais racional possível e pesquisar outros modelos do produto e oportunidades de compra.

1 de agosto de 2012

BC lança novas cédulas de R$ 10 e R$ 20

Novas cédulas contêm novos elementos de segurança e possuem tamanhos diferentes, para facilitar a identificação.
                                           Novas cédulas da segunda família do real.

O Banco Central lançou no dia 23 de julho as novas cédulas de R$ 10 e R$ 20, que fazem parte da segunda família do Real.

A cerimônia de lançamento foi realizada em Brasília, às 15h, com a presença do presidente do BC, Alexandre Tombini.

Já estão em circulação, desde dezembro de 2010, as cédulas de R$ 50 e R$ 100 desta nova família. Ainda não há previsão para lançamento das novas notas de R$ 2 e R$ 5.

As cédulas desta família contêm novos elementos de segurança e possuem tamanhos diferentes, para facilitar a identificação.