19 de agosto de 2012

BTG Pactual tem lucro de R$ 822 milhões no segundo trimestre

Resultado, que superou estimativas de analistas, representa crescimento de 161,15% frente ao ganho obtido no mesmo período do ano passado.

O grupo BTG Pactual obteve lucro líquido de R$ 822 milhões no segundo trimestre. O resultado, que superou estimativas de analistas, representa crescimento de 161,15% frente ao ganho obtido no mesmo período do ano passado. Os dados incluem o Banco BTG Pactual e a BTG Pactual Participations. O lucro foi impulsionado por um crescimento de 118,56% na receita líquida, que totalizou R$ 1,637 bilhão entre abril e junho deste exercício.

Veja:
BTG e ex-presidente da Vale criam B&A Mineração com investimento de US$ 520 mi

Já estão deduzidos desse número os custos de financiamento e operação. A corretora e os investimentos em participações do BTG foram os segmentos de negócios que mais contribuíram para o aumento da receita. No segmento de corretagem, a receita aumentou 127% e totalizou R$ 337 milhões.

De acordo com o BTG, os volumes negociados subiram e também houve impacto positivo da queda dos juros locais sobre o estoque de ativos do grupo. A receita proveniente da área de principal investments, que abrange os investimentos proprietários do grupo em outras empresas, teve alta de 2.963%, ficando em R$ 687 milhões.

Também:
BTG Pactual investe R$ 150 milhões para entrar no mercado de seguros

A alta foi puxada pela negociação de ativos no mercado de renda fixa, no mercado hipotecário americano, na mesa de resseguros e aos ganhos de equivalência patrimonial oriundos da BR Properties. Também se destacaram o aumento de 54% na receita de tesouraria, para R$ 232 milhões, e a queda de 3% na receita de banco de investimentos, que ficou em R$ 129 milhões diante do cenário difícil para operações no mercado de capitais no período.

18 de agosto de 2012

Prejuízo líquido do Panamericano cresce dez vezes no 2º trimestre

Banco teve prejuízo de R$ 262,5 milhões no período, contra perdas de R$ 25,5 milhões no 2º trimestre de 2011; nos primeiros três meses do ano, Panamericano lucrou R$ 2,9 milhões.

O Banco Panamericano teve prejuízo líquido de R$ 262,5 milhões no segundo trimestre deste ano, mais de dez vezes superior ao prejuízo líquido do mesmo período do ano passado (R$ 25,5 milhões). No primeiro trimestre deste ano, a instituição havia registrado um lucro líquido de R$ 2,9 milhões. Os números foram divulgados no dia 08 de agosto e constam da demonstração de resultados consolidados.

As receitas de intermediação financeira do Panamericano no segundo trimestre deste ano foram de R$ 809,5 milhões, alta de 56,2% sobre o segundo trimestre de 2011, quando registrou R$ 518,2 milhões, e baixa de 7,1% sobre o primeiro trimestre deste ano (R$ 871,7 milhões). As rendas de operações de crédito sofreram queda de 7,5%, passando de R$ 485,4 milhões no segundo trimestre de 2011 para R$ 449,2 milhões no segundo trimestre deste ano.

Veja:
Polícia Federal indicia 22 por rombo do Banco Panamericano

Na comparação com o primeiro trimestre de 2012, quando foram registradas rendas de R$ 802,8 milhões, a queda foi de 44% no segundo trimestre deste ano. O resultado de operações com títulos e valores mobiliários do Panamericano rendeu R$ 78,5 milhões no segundo trimestre deste ano, redução de 14% sobre os R$ 91,3 milhões apurados no mesmo trimestre do ano passado. Ante o primeiro trimestre deste ano, quando o resultado foi de R$ 60,4 milhões, houve alta de 30%.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa sofreu alta de 94,8%, passando de R$ 226,6 milhões no segundo trimestre de 2011 para R$ 441,4 milhões no segundo trimestre de 2012. A provisão no segundo trimestre deste ano subiu 29,4% sobre o primeiro trimestre, quando havia sido de R$ 341,1 milhões.

Também:
Panamericano bancava bônus de executivos do Grupo Silvio Santos

O resultado operacional do Panamericano no segundo trimestre deste ano ficou negativo em R$ 413,4 milhões, quase quatro vezes superior ao resultado negativo de R$ 104,3 milhões do segundo trimestre de 2011, e quase 20 vezes superior ao prejuízo de R$ 21,6 milhões do primeiro trimestre deste ano. O índice de Basileia do Panamericano no segundo trimestre deste ano avançou para 20,13%. No segundo trimestre do ano passado estava em 12,44% e, no primeiro trimestre deste ano, em 14,13%.

17 de agosto de 2012

Brasil afirma que "paga" pela energia de Itaipu e que Paraguai não a "cede"

Após o presidente paraguaio afirmar que "não continuará cedendo" energia, embaixador brasileiro responde que são pagos US$ 360 milhões ao ano ao país vizinho.

O embaixador Tovar Nunes, porta-voz da Chancelaria do Brasil, afirmou no dia 09 de agosto que seu país "paga" pela energia da represa de Itaipu e que o Paraguai "não a cede", como
disse no dia 08 de agosto o presidente do país, Federico Franco.

"Não existe cessão de energia, ela é comprada. Essa energia, o Brasil não tem de graça", declarou o porta-voz, citado pela Agência Brasil (oficial), em alusão à eletricidade gerada pela represa binacional de Itaipu.

Veja também:
Paraguai não vai continuar a 'ceder' energia ao Brasil, diz presidente Franco

As declarações do presidente Franco tiveram uma grande repercussão no Brasil, sobretudo por sua afirmação de que o Paraguai decidiu de forma "clara" que seu país "não continuará cedendo" energia.

"Notem que usei a palavra 'ceder', porque o que estamos fazendo é dar energia para o Brasil e a Argentina, pois não a estamos vendendo", disse Franco segundo versões publicadas pela imprensa brasileira.

Tovar lembrou que tudo relacionado à represa de Itaipu está regulado por um tratado, segundo o qual Brasil e Paraguai têm direito, cada um, a 50% da eletricidade gerada, que estabelece claramente que a energia não utilizada deve ser vendida ao outro sócio.

Como o Paraguai satisfaz sua demanda com apenas 5% da eletricidade de Itaipu, o restante acaba no Brasil, que desde 2011 paga por essa energia cerca de US$ 360 milhões (R$ 729,612 milhões) ao ano.

O preço foi triplicado neste ano, após longas negociações lideradas pelo então presidente Fernando Lugo, que já tinha feito desse aumento uma bandeira desde a campanha eleitoral que o levou ao poder em 2008.

O porta-voz disse ainda que o Brasil "Não há conhecimento de que se pretenda fazer ajustes" e que não recebeu "nenhuma comunicação oficial" sobre a suposta "decisão" de Franco, que de ser formalizada deveria ser "negociada" por ambos os países.

O Brasil mantém praticamente congeladas suas relações com o Paraguai desde a destituição de Lugo, em junho passado, e promoveu a suspensão temporária desse país do Mercosul, bloco que também é integrado por Argentina e Uruguai.

16 de agosto de 2012

PIB agrícola do 2º trimestre surpreenderá, diz ministro

Mendes Ribeiro afirmou que números do primeiro trimestre sempre são ruins no que diz respeito à agricultura pois refletem o início do ano, quando as coisas começam a acontecer.
           Segundo ministro da agricultura, Brasil alcançou a maior safra de sua história.

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, mostrou-se confiante com relação ao desempenho do setor no segundo trimestre deste ano. Após deixar reunião com a presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira, o ministro disse que, tradicionalmente, os números do primeiro trimestre sempre são ruins no que diz respeito à agricultura porque refletem o início do ano, quando as coisas começam a acontecer.

Vídeo:
Ministro informa que Brasil alcançou a maior safra da história

"Se vocês forem nos anos anteriores e olharem o PIB (Produto Interno Bruto) da agricultura no primeiro trimestre, vocês sempre terão um número aquém. Ao ministro (esse número) não surpreendeu. Surpreenderá a todos o número do segundo (trimestre), que virá a acontecer agora", disse. No primeiro trimestre do ano, o PIB da agropecuária apresentou uma queda de 8,5% ante igual período de 2011, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja:
Produção sobe em 13 de 26 produtos agrícolas em 2012, diz IBGE

O ministro destacou que o Brasil é um país agrícola e que a agricultura continuará sendo a mola propulsora do desenvolvimento. "O Brasil tem na agricultura um grande fator de desenvolvimento. A mola propulsora do desenvolvimento brasileiro sempre tem sido a agricultura e não vai deixar de ser, e não vai deixar de dar a sua contribuição para o momento difícil que o País possa estar - de uma forma ou de outra - enfrentando diante das crises mundiais", afirmou.

Safra recorde

De acordo com o ministro, o País alcançou a maior safra da história. "Alcançamos 165,92 milhões de toneladas na produção brasileira, com uma área plantada referente a 50,81 milhões de hectares e, se repararmos o número que chegamos, isso pode nos levar a uma situação que talvez tenhamos de revisar a nossa projeção da safra que nós fizemos quando lançamos o Plano Safra", disse o ministro. Os números oficiais, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) serão divulgados na tarde desta quinta-feira pelo ministro.

Também:
Preço recorde da soja ameaça produtores de aves e suínos e carne deve subir 50%

Segundo Ribeiro, ele informou os números à presidente e ela ficou "enormemente feliz". "Talvez venhamos a atingir os 170 milhões de toneladas ainda neste ano. Isso é uma notícia extremamente boa, notícia que fortalece ainda mais o produtor brasileiro, fortalece aqueles que trabalham no campo, que produzem, e mostra que o Brasil está cada vez mais caminhando para uma política agrícola com resultados objetivos para a produção", disse.

O ministro lembrou que o País ainda passou por uma seca muito grande no Sul e no Nordeste. "Tivemos crises de vários setores e vencemos todas elas com muita luta e utilizando todos os instrumentos da política agrícola brasileira. Essa política agrícola mostra, com esses números, a sua eficiência e tenho certeza que no ano que vem isso ficará mais claro e será mais significativo nos números, porque teremos um seguro, um número de crédito maior, vamos ter um volume de recursos mais significativo ao médio produtor, vamos ter o plano nacional de armazenamento já funcionando com várias situações acontecendo, a regionalização atuando de forma decisiva", completou.

Ainda:
IBGE prevê safra de café recorde em 2012

Questionado se havia algum destaque da safra, o ministro disse que, sem dúvida, o milho. "A safrinha do milho se tornou um safrão. Nós tivemos uma capacidade de produzir muito grande e aquilo que poderia ser uma safrinha como eu disse, foi surpreendente".

15 de agosto de 2012

Caixa lucra R$ 2,8 bilhões no primeiro semestre, alta de 25%

Carteira de crédito total do banco atingiu R$ 298 bilhões nos seis primeiros meses de 2012, expansão de 44,6% em 12 meses.

A Caixa Econômica Federal apresentou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2012, alta de 25,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2011. O retorno sobre o patrimônio líquido médio ficou em 29,7%. Os ativos totais do banco somaram R$ 1,1 trilhão em junho último, avanço de 29,8% ante os seis primeiros meses do ano passado.

O patrimônio líquido consolidado ficou em R$ 21,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, cifra 17,6% maior do que no primeiro semestre de 2011. Já a carteira de crédito total do banco estatal atingiu R$ 298 bilhões ao final dos primeiros seis meses 2012, expansão de 44,6% em 12 meses. De janeiro a junho, o banco emprestou R$ 137 bilhões em novos contratos.

Já o índice de inadimplência se manteve estabilizado, em 2,04%. O índice de Basileia da Caixa ficou em 12,91%, um pouco acima do mínimo exigido pelo Banco Central, de 11%.

No segundo semestre, o lucro da Caixa foi de R$ 1,682 bilhão, e as despesas para perdas com inadimplência somaram R$ 1,954 bilhão no período.

Mais empréstimos

O banco estatal elevou de 33% para 42% sua previsão de crescimento da carteira de financiamento em 2012.

"Nossa estratégia está dando certo e vamos continuar nela", disse o presidente da Caixa, Jorge Hereda, em coletiva de imprensa.

14 de agosto de 2012

Produção industrial avança em 7 de 14 locais em junho, diz IBGE

Amazonas registrou o melhor desempenho, com alta de 5,2% em junho na comparação com maio, seguido por Espírito Santo, com crescimento de 2,3%; Goiás teve o pior desempenho.

A produção industrial cresceu em junho ante maio em sete dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), descontados os efeitos sazonais, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - Regional, divulgada no dia 07 de agosto. Na série com ajustes sazonais, o Estado do Amazonas registrou o melhor
desempenho, com alta de 5,2% em junho na comparação com maio, seguido por Espírito Santo, com crescimento de 2,3%, e Pernambuco, com avanço de 2,2%, no mesmo período.

Veja:
Produção industrial cresce 0,2% em junho frente a maio, diz IBGE

Por outro lado, o Estado de Goiás teve o pior desempenho, com baixa de 6% na passagem de maio para junho, já descontados os efeitos sazonais. Na mesma base de comparação, quedas representativas também ocorreram nas produções de Rio de Janeiro, com baixa de 4,3%, e Pará, com recuou de 4,2%.

Mais:
CNI diz que a produção "ainda vai piorar um pouco mais"

Em São Paulo, a produção subiu 1% em junho sobre maio e teve retração de 7,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com o resultado, a indústria nacional subiu 0,2% entre maio e junho.

13 de agosto de 2012

Receita liberou no dia 08 de agosto consultas ao 3º lote de restituição de IR do ano

No total, serão depositados R$ 2,2 bilhões em restituições referentes aos anos 2008 a 2012; mais de 2,3 milhões de pessoas serão beneficiadas pela restituição deste lote.

A Receita Federal liberou no dia 08 de agosto a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda (IR) de pessoa física. No total, serão depositados R$ 2,2 bilhões em restituições referentes aos anos 2008 a 2012.

Veja:
Contribuinte pode acompanhar declaração no site da Receita

Mais de 2,3 milhões de pessoas serão beneficiadas pela restituição deste lote que será creditado aos contribuintes na quarta-feira, dia 15 de agosto, informou, em nota, o Fisco. A maior parte das restituições é referente ao IR deste ano. Para o exercício 2012, a receita vai liberar R$ 2,13 bilhões para 2,28 milhões de contribuintes. A consulta ao lote de restituição pode ser feita no site da Receita Federal.

12 de agosto de 2012

PIB da Itália contrai 0,7% no 2º trimestre

Comparação é com os três primeiros meses do ano; contração amplia dificuldades para o governo tecnocrata de Mario Monti diante de uma crise que ameaça toda a zona do euro.

A economia italiana prolongou sua recessão no segundo trimestre do ano, com uma contração de 0,7% de
seu Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao trimestre anterior, segundo a primeira estimativa divulgada nesta terça-feira pelo instituto de estatísticas Istat. O dado coincide com a previsão média dos analistas feita pela agência Dow Jones Newswires. A contração amplia as dificuldades para o governo tecnocrata de Mario Monti diante de uma crise de dívida que ameaça toda a zona do euro.

Veja:
Itália precisa de 'apoio moral' da Alemanha, diz Monti

Em comparação com o mesmo período de 2011, o PIB da Itália contraiu 1,9%. A terceira maior economia da zona do euro, atingida pela crise da dívida e por uma série de planos de austeridade destinados a tranquilizar os mercados, entrou em recessão no quarto trimestre de 2011, quando seu PIB já havia caído 0,7%. O resultado do segundo trimestre (-0,7%) é um décimo melhor em relação ao do primeiro (-0,8%).

O banco da Itália revisou no mês passado em baixa suas projeções e prevê agora um retrocesso de 2% do PIB em 2012 (contra -1,5% em sua projeção anterior). Também piorou sua estimativa
para 2013, quando prevê uma queda do PIB de 0,2% (contra +0,8% em sua estimativa anterior). A Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) esperam, por sua vez, uma queda do PIB italiano de 1,9% neste ano e de 2% em 2013.

Também:
Com recessão, empréstimos de risco crescem nos bancos italianos

A queda de 0,7% no Produto Interno Bruto foi a quarta consecutiva para uma economia atolada em recessão desde meados do ano passado, após declínio de 0,8% no primeiro trimestre.

Os dados foram ligeiramente piores do que as expectativas. A mediana das estimativas em uma pesquisa da Reuters com analistas indicava uma queda de 0,6%.

A agência oficial de estatísticas Istat reportou que o PIB recuou 2,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, após uma queda de 1,4% no primeiro trimestre, apresentando o recuo mais forte desde o fim de 2009.

A Itália tem sido a economia mais lenta da zona do euro há mais de uma década, alimentando as preocupações dos investidores sobre a capacidade do país de reduzir a dívida pública, de cerca de 123% da produção.

Mais:
Monti diz que Itália não precisa de um resgate, mas de "um respiro"

A recessão enfraquece as receitas tributárias e afeta os empregos e o consumo em um círculo vicioso que atrapalha Monti, que busca reduzir o déficit orçamentário para 0,1% do PIB em 2014.

Com os rendimentos dos títulos italianos ainda perto de 6%, Monti vem alertando aos parceiros europeus que, a menos que mostrem flexibilidade em relação às finanças públicas da Itália, o país pode em breve ser comandado por um governo cético em relação ao euro e pouco comprometido com a consolidação fiscal.

Monti prometeu renunciar na próxima primavera (do Hemisfério Norte), quando devem acontecer
novas eleições.

A Istat disse que a atividade teve contração em agricultura, indústria e serviços, mas não deu detalhes numéricos dos componentes do PIB.

11 de agosto de 2012

Preços dos seguros desabam 30% no Brasil

Dados são de um estudo da Marsh. Corretores dizem, porém, que as quedas têm sido compensadas pelo aumento do valor das franquias.

Os preços do seguro de responsabilidade civil, que arca com danos a terceiros, despencaram no Brasil nos últimos anos, mas chegaram ao limite da queda. Estudo da corretora Marsh disponibilizado com exclusividade ao BRASIL ECONÔMICO revela que a taxa do seguro — fator que se aplica sobre o valor do bem a ser assegurado, que determina os preços — caiu até 30% apenas no segundo trimestre deste ano.

A queda ocorreu pelo aumento no número de competidores no mercado, ou seja, aumentou a oferta. “Há cinco anos, havia seis operadores e hoje, mais de 20”, diz Eduardo Marques, diretor técnico da corretora Marsh Brasil.

A queda nos preços vem acompanhada da elevação da
franquia, parcela que o segurado paga na indenização, segundo uma fonte que preferiu não ser identificada.
Saiba tudo sobre seguros e previdência privada

A tendência, de acordo com Marques, é de manutenção do patamar atual das taxas, por acomodação da concorrência. “A nossa expectativa é de que a queda deixe de ser acentuada a partir de agora e comece a apresentar estabilização”, diz.

Kátia Luz, vice-presidente da Odebrecht Corretora de Seguros, diz que a redução dos negócios na Europa e EUA atraiu mais players ao Brasil. “Acredito que agora chegamos a um patamar em que é difícil as taxas recuarem mais.”

Mais:
Seguro de pessoas cresce 19% e atinge R$ 1,8 bilhão em maio

Quando analisado todo o mundo, o movimento que prevalece é de estabilidade na taxa do seguro de responsabilidade civil na maioria dos países, salvo exceções como a Índia, onde as taxas caíram entre 10% e 20% no segundo trimestre do ano. Marques comenta que muitas seguradoras têm voltado suas capacidades para oferecer proteção para outras modalidades que estão sendo mais afetadas por sinistros, como as apólices de propriedades.

Em relação a esta modalidade, chamada de seguro de risco patrimonial — que cobre os ativos do segurado prejudicado por
eventos como vendaval, incêndio e alagamento, por exemplo — houve aumento de até 30%, em média, nas taxas no segundo trimestre deste ano em todo o mundo, em decorrência de desastres naturais que ocorreram no ano passado. No Brasil, no entanto, as apólices se mantiveram estáveis.

Também:
Seguradora de saúde WellPoint comprará a concorrente Amerigroup por US$4,46 bi

No Japão, essas taxas subiram até 30% somente no segundo trimestre deste ano, enquanto nos Estados Unidos a elevação foi de até 20%, assim como na Índia e na Itália. “O que impactou o mercado internacional foram as catástrofes do ano passado, como terremotos e tsunamis no Japão e alagamentos na Indonésia”, explica Marques. Com as seguradoras tendo de indenizar muitos sinistros, a capacidade financeira diminui, o que significa que há menos condições de oferecer proteção.

Em países sujeitos a catástrofes naturais, as taxas têm aumentado desde o ano passado e a tendência é de que elas se mantenham elevadas no segundo semestre do ano. “A maioria das catástrofes aconteceu no meio do ano e algumas renovações de contratos de seguros devem ser feitas agora no segundo semestre.” Quanto ao Brasil, Marques afirma que as seguradoras estão mais seletivas e fazendo diferenciação entre as empresas mais expostas a sinistros e que as taxas devem se manter estáveis até o fim do ano.

10 de agosto de 2012

Governo pode privatizar 5,7 mil km de estradas

Ministério dos Transportes autoriza empresa de engenharia a avaliar rodovias em oito estados. Concessão pode entrar em novo pacote de infraestrutura para iniciativa privada.

O
pacote de bondades do governo para minimizar os efeitos negativos de imagem que o julgamento do Mensalão pode gerar sobre o Palácio do Planalto ganhou reforço do Ministério dos Transportes no dia 06 de agosto. O ministério autorizou a Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) a realizar estudos de engenharia em sete rodovias federais que cortam oito estados, totalizando 5.739 quilômetros na malha envolvendo a BR-050, BR-060, BR-101, BR-153, BR-163, BR-262 e BR-267.

A EBP terá 150 dias para apresentar estudo técnico de engenharia, operação, meio ambiente, demanda, elaboração de minutas de documentos e modelagem econômico-financeira. A empresa foi criada em 2009, tendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como principal parceiro – além dos sócios Banco do Brasil, Banco Espírito Santo, Bradesco, Citibank, Itaú, Santander, Unibanco e Banco Votorantim.

A EBP é uma empresa mista, ou seja, opera com capital público e privado. A empresa faz estudos técnicos para obras de infraestrutura cujo investimento varie entre R$ 500 milhões e R$ 2 bilhões.

A decisão do governo de autorizar os estudos ganha contorno pouco mais de uma semana depois de o ministro Paulo Passos (Transportes) afirmar, durante apresentação de balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), que o governo tem dificuldades em desenvolver projetos de infraestrutura.

Concessões em estudo

A expectativa agora é de que o governo opte por repassar para a iniciativa privada rodovias que cortam Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul e Tocantins.

A expectativa é de que o Planalto autorize a realização das primeiras Parcerias Público-Privadas (PPP) do governo federal – até agora, a modalidade foi utilizada apenas por estados como São Paulo e Bahia.

Em nota, o Ministério dos Transportes diz que as concessões somente “ocorrerão caso o governo entenda que a transferência dos trechos à iniciativa privada atenda ao interesse público, em especial quanto à modicidade tarifária e investimentos nas vias”.