29 de agosto de 2012

Abilio vende ações ao Casino, que assume Pão de Açúcar

Com a operação, o Casino agora detém 52,5% do capital votante e 70,4% do capital total da Wilkes, empresa que controla a maior rede varejista brasileira, informou o grupo francês.

O Casino assumiu oficialmente no dia 22 de agosto o controle do grupo Pão de Açúcar, após a família Diniz exercer a uma opção de venda de um milhão de ações com direito a voto da Wilkes, empresa que controla a maior rede varejista brasileira, informou o grupo francês no dia 23 de agosto, em comunicado.


Com a operação, o "Casino agora detém 52,5% do capital votante e 70,4% do capital total da Wilkes", afirma trecho do documento.


O empresário Abilio Diniz anunciou no começo do mês que venderia 2,4% do capital acionário da Wilkes ao Casino. O valor da operação foi avaliado em US$ 10,5 milhões.

28 de agosto de 2012

Recuperação econômica vem no curto prazo, diz Tombini


Presidente do Banco Central diz em congresso da Fenabrave que vê fundamentos macroeconômicos sólidos, com sistema financeiro capitalizado e alta liquidez.
Para Tombini, indústria automobilística representa uma cadeia que fomenta outros setores.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que a economia brasileira está em pleno processo de recuperação, o que vai se manifestar no curto prazo . "O crescimento irá se acelerar nos próximos trimestres", comentou em palestra durante congresso da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta sexta-feira, em São Paulo.

Tombini ressaltou que o País tem fundamentos macroeconômicos sólidos, com sistema financeiro capitalizado e alta liquidez, o que são condições naturais para a continuidade da geração elevada de empregos e aumento da renda da população.

Em breve relato sobre a cenário econômico brasileiro e internacional e suas perspectivas, o presidente do BC falou que a indústria automobilística representa uma grande cadeia produtiva da economia brasileira que, indiretamente, é importante porque acaba por fomentar outros setores.

De acordo com Tombini, por suas implicações para a conjuntura macroeconômica, o governo tem prestado atenção neste setor e no que significa para a economia das famílias e do Brasil como um todo.

Resposta tempestiva

A desaceleração da economia no segundo semestre do ano passado, atingida com força pelos efeitos da crise internacional, fez com que o País registrasse uma redução expressiva do nível de atividade no primeiro semestre deste ano. "O BC adotou resposta tempestiva aos efeitos da crise sobre a economia", disse, referindo-se em especial à decisão de política monetária em 31 de agosto, quando iniciou um processo de corte de juros, que cortou nesse período a taxa básica de juros, a Selic, de 12,5% para 8,0% ao ano.

27 de agosto de 2012

Bancos privados precisam 'ousar' mais e ampliar crédito, diz Mantega


'Privados precisam de metas mais ousadas ou então vão comer poeira dos bancos públicos, como aconteceu em 2009', disse o ministro.
                                    Mantega volta a criticar juros cobrados por bancos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou no dia 17 de agosto a ideia de que é preciso expandir o mercado de crédito no país para que o Brasil tenha condições de crescer mais no 2º semestre.


“Ainda estamos deficientes na área de crédito”, disse, após se reunir com superintendentes regionais do Banco do Brasil, em São Paulo.

Para o ministro, os bancos públicos desempenharam papel melhor que os privados na tarefa de conceder crédito no primeiro semestre e concentram hoje 45% do crédito.

Mantega reforçou que o Banco do Brasil “reagiu bem no segundo trimestre”, quando emprestou R$ 35 bilhões em novas operações. A Caixa Econômica Federal também foi importante para aumentar o total de crédito disponível na economia, segundo ele.

Para Mantega, se os bancos privados tivessem baixado os juros e os spreads e aumentado o crédito, o resultado no crescimento do crédito na economia teria sido melhor no primeiro semestre. “Os bancos privados precisam de metas mais ousadas ou então vão comer poeira dos bancos públicos, como aconteceu em 2009”, disse.

Segundo o ministro, a inadimplência está caindo e os índices de aumento que foram vistos nos últimos balanços são decorrentes de empréstimos feitos ao longo do segundo semestre de 2011. “Os bancos privados não acordaram”, afirmou.

Ainda de acordo com o ministro, a meta da Caixa é chegar a liberar R$ 100 bilhões em crédito até o fim do ano. No primeiro semestre, o banco estatal concedeu empréstimos na metade desse valor.

“Não faltará capital para que a Caixa continue expandindo seu crédito como está”, afirmou, garantindo que, caso seja necessário o BNDES pode aportar recursos no banco estatal. “Não estão faltando recursos para o BNDES”, disse, após participar de reunião com superintendentes do Banco do Brasil, em São Paulo.

26 de agosto de 2012

Ações da Apple batem recorde com rumores sobre iPhone 5


Valor de mercado da empresa atinge US$ 605 bilhões com os papéis cotados a US$ 645,48.
                                                      Tim Cook, presidente da Apple.

As ações da Apple atingiram novas máximas no dia 17 de agosto, impulsionadas por rumores sobre os novos iPhone e iPad.

Os papéis da empresa alcançaram US$ 645,48 e depois cederam um pouco, para US$ 645,02. O valor representava uma alta de US$ 8,68, ou 1,4%, na relação com o fechamento de quinta-feira

O pico anterior, atingido em 10 de abril, era de US$ 644.

Com a valorização que aconteceu no dia 17 de agosto, a Apple atinge um valor de mercado de US$ 605 bilhões (R$ 1,219 trilhão), valor quase 50% maior que a vice-líder, a petroleira Exxon Mobil, que é avaliada a US$ 408 bilhões (R$ 802 bilhões).


O analista do banco de investimentos americano Jefferies Peter Misek afirmou que a nova versão do iPhone poderá ser lançada em meados de setembro, de acordo com o The Wall Street Journal.

Misek aumentou o preço-alvo do papel da Apple para US$ 900, de US$ 800, e previu que o iPhone 5 poderá "ser o maior lançamento de celular da história". As ações da Apple subiram mais de 12% desde o fim de julho, quando a companhia divulgou seu balanço mais recente. Os resultados ficaram abaixo das previsões dos analistas, que desencadearam um onda de vendas e elevaram temores sobre a taxa de crescimento da Apple.

Mas essas preocupações desapareceram rapidamente, enquanto os investidores centram foco agora em novos produtos potenciais. Misek disse que canais de verificações com produtores asiáticos de componentes sugerem que a Apple poder estar perto de lançar o tão falado iPad Mini.

O analista também prevê que um novo produto de TV da Apple "está em plena produção". No início da semana, o ESJ disse que a Apple estava em conversações com algumas operadoras de TV a cabo sobre fazer grandes movimentos no mercado de TV.

25 de agosto de 2012

Petrobras anuncia verba recorde para patrocínios culturais


Oitava edição do Petrobras Cultural conta com R$ 67 milhões; prêmios não são para sustentar, e sim "ajudinha", diz a ministra Ana de Hollanda.
Leandra Leal e Cauã Reymond em "Estamos Juntos", produção patrocinada pela Petrobras.

A Petrobras abriu no dia 17 de agosto as inscrições de projetos para seleção pública do programa Petrobras Cultural, que conta com a verba recorde de R$ 67 milhões em patrocínios.

A oitava edição do programa vai contemplar projetos em 11 áreas, com destaque para a produção de longas metragens (para a qual serão destinados R$ 23 milhões) e para o apoio a companhias teatrais (R$ 10,5 milhões). A expectativa é de que cerca de quatro mil projetos sejam inscritos; destes, de 150 a 200 serão contemplados.

Durante a cerimônia, que foi apresentada pelas atrizes Andrea Beltrão e Leandra Leal e teve grande adesão da classe artística, o diretor de comunicação da Petrobras, Wilson Santarosa, defendeu a estatal de acusações de direcionamento politico. "Vira e mexe alguém nos acusa, mas 60% das pessoas que participam das comissões [de seleção] são de fora da empresa."

Neste ano, a Petrobras dispensou empresas terceirizadas do processo de seleção dos projetos. A avaliação das propostas será feita por comissões criadas especificamente para isso, com 81 pessoas.

De acordo com a Petrobras, mais de 60% dos projetos inscritos vêm da região centro-sul. Para combater a concentração de projetos no eixo Rio-São Paulo, serão realizadas caravanas de divulgação do programa em capitais e cidades do interior de todo o país.

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, defendeu a política de patrocínio cultural da empresa. “Não dá para atender a todos nem é a intenção do ministério ou da Petrobras adotar toda a produção cultural do país porque ela tem que ter independência”, afirmou. “Esses prêmios não são para sustentar, são uma ‘ajudinha’”, disse a ministra sobre o programa, que é o destaque da política de patrocínios culturais da empresa.

Também foi anunciada no evento a Ação Extraordinária Petrobras, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC). Com o valor total de R$ 23 milhões, a ação vai apoiar 15 projetos culturais já selecionados.

As inscrições para o Programa Petrobras Cultural ficarão abertas até 1º de novembro de 2012, com prazos distintos para cada uma das 11 áreas contempladas. Com isso, o programa só terá impacto nas contas da Petrobras no ano que vem. A seleção pública da última edição do programa ocorreu em 2010. A inscrição de projetos já pode ser feita no site.

24 de agosto de 2012

Aéreas deverão comprovar que reduziram taxas sob pena de multa


Decisão de 2011 determinou a redução das tarifas para no máximo 10% quando usuário precisar remarcar ou cancelar a passagem.
        Movimentação no aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.

As companhias aéreas TAM, Gol, Cruiser, TAF e Total terão que comprovar o cumprimento de uma decisão de 2011 que determinou a redução das taxas cobradas para remarcação ou cancelamento das passagens. A decisão foi publicada no dia 13 de agosto pela Justiça Federal. As empresas têm 15 dias para atender à decisão, sob pena de multa de R$ 100 mil.

A sentença anterior, publicada em maio de 2011, determinou que, se os pedidos de cancelamento ou de remarcação das passagens aéreas forem feitos em até 15 dias antes da data da viagem, a taxa máxima permitida é 5% sobre o valor da passagem.

Se a solicitação for feita nos 15 dias que antecedem a data do voo, a tarifa máxima só pode chegar a 10%. As empresas terão que devolver aos consumidores os valores cobrados além desses limites.

O pedido de execução da sentença de 2011 foi feito em março deste ano pelo Ministério Público Federal (MPF) no Pará. O procurador da República Bruno Araújo Soares Valente informou à Justiça que as empresas vinham ignorando a determinação judicial, baseado em informações encaminhadas por clientes das companhias aéreas.

"Mesmo depois de quase um ano da publicação da sentença e, mesmo não tendo sido concedido, acertadamente, efeito suspensivo às apelações interpostas, as demandadas [as companhias aéreas] comportam-se como se nada tivesse ocorrido, ignorando a existência, no mundo jurídico, da ordem judicial para que interrompam as cobranças abusivas", disse o procurador.

23 de agosto de 2012

Santander e Hyundai criam financeira no Brasil


A Hyundai Financiamentos dará crédito tanto para as concessionárias estocarem o novo carro produzido no Brasil, o HB20, como o cliente final.
                                               Teaser do compacto HB20 da Hyundai.

A Hyundai confirmou no dia 13 de agosto a criação da financeira constituída com o Santander para financiar o carro compacto que será produzido comercialmente a partir de setembro em Piracicaba (SP): o HB20.

As partes já haviam firmado em abril a carta de intenções para a constituição da Hyundai Financiamentos, que vai financiar tanto o estoque do novo carro na rede de concessionárias como o cliente final do produto.

No acordo, o banco tem exclusividade no financiamento dos carros produzidos pela Hyundai no Brasil, na fábrica de Piracicaba, interior de São Paulo.

Em nota, o presidente do Santander no Brasil, Marcial Portela, diz que o acordo aproxima o banco de novos clientes da cadeia automotiva.

Já o presidente da Hyundai no país, Chang Kyun Han, destaca que a financeira vai facilitar o crédito e reduzir o custo de financiamento aos consumidores interessados em adquirir o HB20.

"Nosso plano é desenvolver, continuamente, produtos de financiamento diferenciados do que é praticado no mercado hoje, com vantagens e facilidades específicas", diz Han, na nota.

Em Piracicaba, a Hyundai terá capacidade de produzir 150 mil carros por ano, com planos de alcançar uma participação de mercado de 10% -- atualmente, a fatia nas vendas é de 2,6%.

Além da produção no interior paulista, a meta considera importações de aproximadamente 100 mil unidades e a montagem de 50 mil carros -- entre o utilitário Tucson e a caminhonete HR -- na fábrica em Anápolis (GO), do grupo brasileiro Caoa, que tem o licenciamento da marca no país.

22 de agosto de 2012

Coca-Cola terá que indenizar comerciante que ficou cego com tampa de garrafa


Empresa terá que pagar R$ 60 mil a comerciante que perdeu a visão do olho direito após a explosão acidental da tampa de uma garrafa do refrigerante.
                          Tampa metálica de Coca-Cola cegou comerciante de Bauru.

O Tribunal de Justiça de São Paulo obrigou a Spaipa S/A Indústria Brasileira de Bebidas, distribuidora da Coca-Cola, a indenizar em R$ 60 mil o comerciante de Bauru Francisco Geraldo Giacomini, que perdeu a visão do olho direito após a explosão acidental da tampa metálica de uma garrafa de Coca-Cola.


Um laudo pericial realizado após o acidente constatou que o comerciante teve perfuração ocular "em decorrência de um acidente com garrafa de coca cola”. A empresa havia entrado com recurso de apelação da decisão da comarca de Bauru do tribunal, afirmando não haver provas cabais sobre a real causa do acidente ou de sua culpa no destampamento involuntário da garrafa de refrigerante.


De acordo com o tribunal, não há dúvidas de que "só uma enorme pressão do líquido dentro da garrafa poderia ter ocasionado o estouro e danos como os tais, com hemorragia intensa". Ainda segundo a decisão judicial, as empresas devem "garantir ao consumidor o ressarcimento pelos prejuízos sofridos em razão do produto com vício/defeito colocado no mercado, independente de serlhes imputado negligência, imperícia ou imprudência."

21 de agosto de 2012

Forbes critica preço do Jeep Grand Cherokee no Brasil


Publicação norte-americana diz que é possível comprar três carros nos EUA pelo mesmo valor cobrado no Brasil. "Você está definitivamente sendo roubado," diz reportagem.
Preço cobrado no Brasil por um Jeep Grand Cherokee daria para comprar três em Miami, diz Forbes.

O preço Jeep Grand Cherokee à venda no Brasil foi criticado em uma reportagem publicada na versão online da revista norte-americana Forbes no dia 13 de agosto. O texto diz que os R$ 179 mil cobrados pelo veículo são absurdos ("ridiculous") e que, ao contrário do que os compradores podem pensar, comprar um carro deste não significa status.


O repórter Kenneth Rapoza compara o preço do veículo no Brasil, R$ 179 mil (US$ 89,5 mil), com o valor cobrado nos EUA, US$ 28 mil (R$ 54 mil). "Com os R$ 179 mil que paga por um Grand Cherokee, um brasileiro poderia comprar três, se vivesse em Miami." 

"Alguém pode pensar que pagar US$ 80 mil por um Jeep Grand Cherokee significa que ele vem equipado com rodas folheadas a ouro e asas. Mas no Brasil, ele vem básico,” diz o repórter logo no início do texo.



A reportagem também menciona os altos impostos cobrados no País e chama os brasileiros de ingênuos. “Não há outra razão a não ser a tributação maciça de mais de 50% e ingenuidade do consumidor que pensa que pagar o preço de um BMW X5 tem o mesmo valor que comprar um Cherokee. Desculpe, Brazukas ...não há status em comprar um Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand ou Dodge Durango. Não se deixe enganar pelo preço. Você está definitivamente sendo roubado,” diz a Forbes.

O preço do modelo não é o único modelo da Chrysler criticado pela Forbes, que também acrescenta que o Dodge Durango, deverá custar R$ 190 mil (US$ 95 mil). O modelo ainda não está à venda e deve ser apresentado no Salão do Automóvel, em outubro.

“Nos Estados Unidos, ele sai por US$ 28,5 mil [R$ 57 mil],” diz a reportagem. “Um professor do ensino fundamental de escola pública do Bronx [bairro de baixa renda em Nova York] pode comprar um,” acrescenta Rapoza.

20 de agosto de 2012

Petrobras fecha contrato com Odebrecht e Etesco para navios-sonda

Afretamento será feito pela Sete Brasil. Unidades serão entregues em 2016 e serão destinadas, principalmente, à perfuração de poços no pré-sal.
                                   Navio-plataforma FPSO BW Cidade de São Vicente.

A Petrobras informou no dia 10 de agosto que fechou contrato com a Odebrecht e a Etesco para operação de nove navios-sonda de perfuração. O afretamento das sondas será feito pela Sete Brasil e, com mais esse contrato, a estatal conclui o processo de afretamento de 21 sondas por meio da companhia.

Dos seis navios-sonda que estão sendo construídos no Estaleiro Enseada Paraguaçu, em Maragogipe, na Bahia, quatro serão operados pela Odebrecht e dois pela Etesco. Essa última companhia operará ainda outros três navios-sonda que serão construídos no Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Os navios estão sendo construídos no Brasil, com percentuais de conteúdo local que variam de 55% e 65%, e, após a construção, serão afretados a Petrobras por um período de 15 anos.

No comunicado, a estatal informa que as nove unidades serão entregues em 2016 e serão destinadas, principalmente, à perfuração de poços no pré-sal da Bacia de Santos, incluídas na área de cessão onerosa do pré-sal. As sondas têm capacidade para operar em águas com profundidade em até 3 mil metros e podem perfurar poços de até 10 mil metros de comprimento.