17 de setembro de 2012

Graça Foster pede mais compra de ações da Petrobras


"Trabalho o dia inteiro com o olho no valor das ações. É bastante constrangedor quando a gente conversa sobre o valor das ações. Elas estão muito, muito abaixo do valor real", disse.
                                         Graça Foster durante fala na CAE do Senado.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, recomendou no dia 11 de setembro que os acionistas da empresa comprem mais ações da empresa, pois os papéis devem recuperar seus preços diante dos resultados esperados pela diretoria da estatal. "Trabalho o dia inteiro com o olho no valor das ações. É bastante constrangedor quando a gente conversa sobre o valor das ações. Elas estão muito, muito abaixo do valor real", disse.

"Temos um trabalho focado na conclusão dos projetos e da produção. Certamente, por consequência, o valor voltará ao patamar correto, o patamar justo, de antes da época da capitalização", disse. A presidente da estatal participa de audiência nas comissões de Serviços de Infraestrutura e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Ela também disse estar trabalhando pela convergência dos preços dos combustíveis no País para que estes fiquem próximos das cotações internacionais. "Temos consciência do efeito de aumento de preços na economia, mas uma companhia que investe o que a gente investe tem de trabalhar pela convergência de preço", afirmou. Foster afirmou que o objetivo da empresa não é a paridade exata, com repasse imediato de variações de preços no mercado externo, mas uma convergência. Disse ainda que a manutenção do caixa da empresa é fundamental para que sejam feitos os novos investimentos.

Etanol

A presidente da Petrobras falou também que a solução para a falta de produção de gasolina no Brasil em relação ao alto consumo doméstico é uma retomada das vendas de etanol. "A solução mais simples para a falta de gasolina é o etanol voltar à praça. Tenho certeza que o etanol vai voltar e vou ficar com volume adicional de gasolina.

Vou ter de exportar essa gasolina", afirmou. "Mas nosso grande cavalo de batalha é a volta do etanol. O etanol vai convergir para preços adequados". Graça disse ainda que a empresa não considera produzir gasolina nas novas refinarias para não atrasar ainda mais esses projetos. Afirmou, no entanto, ser possível adaptar refinarias atuais para essa produção.

16 de setembro de 2012

Receita abriu no dia 11 de setembro consulta ao quarto lote de restituição do IR


Serão depositados R$ 1,8 bilhão para contribuintes referentes ao exercício de 2012, e também para quem caiu na malha fina nos exercícios 2011, 2010, 2009 e 2008.
Contribuinte pode verificar no site da Receita Federal se está incluído no quarto lote do IR 2012.

A Receita Federal liberou, no dia 11 de setembro, a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda. No lote, também há restituições para quem caiu na malha fina em 2011, 2010, 2009 e 2008. Serão depositados, no total, R$ 1,8 bilhão, sendo que mais de R$ 1,73 bilhão se referem ao exercício de 2012.

Considerando todos os lotes, 1.958.382 contribuintes receberão restituição. O dinheiro será depositado na conta bancária fornecida pelo contribuinte no próximo dia 17.

Para saber se teve a declaração liberada, é preciso acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone (146).

Para o lote de 2011, um total de 17.450 contribuintes receberão restituições que somam mais de R$ 41 milhões, enquanto 6.279 pessoas que ainda têm a receber do lote residual de 2010 receberão um total superior a R$ 12,9 milhões.


Em relação ao lote do exercício de 2009, serão creditadas restituições para 4.193 contribuintes, totalizando R$ 9.221.972,33. Por fim, referente ao lote residual de 2008 um total de 2.203 pessoas receberão R$ 4,5 milhões.

Até agora, foram liberados três lotes com mais de 6,5 milhões de declarações no valor total de R$ 7.063.691.970,36. Em 2012, a Receita recebeu mais de 25,2 milhões de declarações.


Os contribuintes que não entraram nas relações de restituições liberadas até o momento devem verificar no extrato da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 eventuais pendências e se existem motivos para a retenção em malha fina.
O documento está disponível no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). Para acessá-lo, é necessário usar o código de acesso gerado na própria página da Receita, ou o certificado digital emitido por autoridade habilitada. Para gerar o código, o contribuinte precisará informar o número do recibo de entrega das declarações de Imposto de Renda dos dois últimos exercícios. Caso encontre algum erro, a regularização poderá ser feita por meio do e-CAC.


Caso a restituição não seja creditada no banco, o contribuinte poderá entrar em contato com qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento da instituição por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (pessoas com deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

15 de setembro de 2012

Novos megaprédios mudam a cara de avenidas empresariais de São Paulo

Projetos incluem inovações nas áreas de sustentabilidade, luxo e arquitetura.

Prédios empresariais imponentes não são novidade em São Paulo, mas alguns empreendimentos estão levando essa faceta da cidade a um novo patamar. Principalmente nos eixos da Av. Faria Lima e da Marginal Pinheiros, onde – respectivamente – a liberação de licenças para a abertura do Pátio Victor Malzoni e o anúncio da construção do Parque da Cidade ganharam destaque nos últimos dias. Eles se juntam a edifícios como o Infinity, o JK Iguatemi, o Rochaverá e outros que formarão a linha de frente das fachadas espelhadas da metrópole. 

Conheça, abaixo, os detalhes de alguns desses megaprédios.

- Parque da Cidade

Projeto da Odebrecht terá cinco torres empresariais, duas residenciais, um comercial, um hotel e um shopping.

“A gente podia, mas não quis fazer o maior prédio de São Paulo”, diz Saulo Nunes, diretor de incorporação da Odebrecht Realizações. Isso porque o terreno de 80 mil m2 na Av. das Nações Unidas (a Marginal Pinheiros) onde será erguido o Parque da Cidade, apontado como mais ambicioso projeto arquitetônico do País, era como uma enorme folha em branco na qual seria possível desenhar qualquer coisa. “Em vez de tentar ser ostensivo, o foco foi ousar em sustentabilidade”, afirma.

O projeto não escapou de ser um gigante. Terá cinco torres empresariais (com diferentes alturas, projeto da Aflalo&Gasperini), duas residenciais, uma de salas comerciais, um hotel e um shopping. No total, serão 595 mil m2 de área construída, quase 85 campos de futebol do tamanho do Pacaembu (SP). Mas o Parque da Cidade contará, sim, com novidades “verdes” inéditas na América Latina.

Itens como estação de tratamento de água, feiras orgânicas, ciclovia e um sistema de coleta a vácuo de lixo reciclável (os sacos viajam por dutos a 70 km/h) incluíram o empreendimento no Climate+, grupo de 18 projetos no mundo que se preocupam com sustentabilidade. Segundo os responsáveis, isso não deixará os prédios caros demais para os futuros proprietários. “Até tínhamos esse receio, mas fizemos uma simulação e o condomínio ficará entre 5% e 10% abaixo da média para empreendimentos desse padrão”, diz Nunes.

Paisagismo funcional do Parque da Cidade, que terá tetos verdes, feiras orgânicas e tratamento de água.

As inovações ecológicas devem também gerar economias. Os mictórios e pias a vácuo nos cinco prédios corporativos, por exemplo, resultariam em R$ 1,8 milhões a menos na conta anual de água. Com sistemas inteligentes de iluminação, a meta de redução no gasto de energia é de 36%.

O projeto terá 22 mil m2 de área verde e 62 mil m2 abertos à circulação pública – os muros serão colocados apenas nos blocos residenciais. As salas comerciais e a primeira torre empresarial começam a ser vendidas em setembro. Os blocos residenciais serão lançados em 2016. O hotel já foi vendido, para o grupo pernambucano Cornélio Brennand. O Parque da Cidade completo, com todas as torres, ficará pronto em 2020.

O custo da construção irá passar de R$ 1 bilhão, num terreno que custou R$ 290 milhões – foi comprado da Monark, em 21 de agosto de 2010, numa tarde que teve champanhes estouradas no escritório da Odebrecht. “A gente sabia que teria uma pérola nas mãos”, diz Nunes. A companhia calcula que o valor global de vendas será da ordem de R$ 4 bilhões.

- Pátio Victor Malzoni

O vão livre do Pátio Malzoni, endereço comercial mais caro de São Paulo: estacionamento para helicópteros.

O terreno de 34 mil m2 na Av. Faria Lima (entre as ruas Horácio Lafer e Aspásia) foi vendido pela Brookfield aos incorporadores por pouco mais de R$ 600 milhões em 2011, na maior transação do tipo registrada na cidade, tanto no valor total quanto no preço do metro quadrado, que passou de R$ 17.600. Hoje, o Pátio Victor Malzoni é o endereço comercial mais caro da metrópole. E o empreendimento ainda tem mais um recorde: possui a maior laje do Brasil, com 5 mil m2.

São 34 mil m2 de vidros de alto desempenho, que controlam a passagem ideal de luz e calor.

Há quatro meses, a obra ficou pronta. São duas torres de 19 andares e, no meio, outra com 11 pavimentos. No total, o prédio tem 70 mil m2 de área construída, onde irá abrigar empresas como o Google, o Banco da China e o brasileiro BTG. Na semana passada, o empreendimento conseguiu a licença da Secretaria Municipal de Transportes e o “Habite-se” deve sair nos próximos dias.


Outro provável recorde do Malzoni diz respeito à imensa área de vidro da fachada – um material que, vale dizer, reina absoluto entre os novos megaprédios da cidade. São 34 mil m2 de vidros negros de alto desempenho, que custam entre R$ 160 e R$ 220 o metro quadrado. O material deixa passar apenas a quantidade ideal de luz e calor, entre 30% e 35% do incidido. “Não sei de nenhum outro que tenha usado uma área tão grande de vidro”, diz Claudia Mitne, gerente de marketing e arquiteta da GlassecViracon, fornecedora do material.

O prédio terá estacionamento para helicópteros e área de alimentação com restaurante do grupo Fasano, voltado ao altíssimo padrão. Também chama a atenção o imenso vão livre, com vidros suspensos 30 metros acima do gramado da entrada. Quem olha para esse “teto” espelhado vê refletido lá no alto outro detalhe: a Casa Bandeirista, do século 18, tombada pelos órgãos responsáveis e agora vizinha de uma moderníssima construção.

- Infiitny

O famoso "formato de vela inflada" serviu também para ampliar os andares altos, com aluguéis mais caros.

Inaugurado no início do ano, o Infinity ficou conhecido como “aquele prédio espelhado que lembra uma vela de barco”. A verdade é que a bela estrutura do edifício, onde funcionam firmas como os bancos Goldman Sachs e Credit Suisse, ganhou esse formato menos por conceito estético e mais por exigência mercadológica.

O prédio tem metas "verdes", como recuperação de água da chuva e iluminação inteligente.

“Como ficava na região da Faria Lima, mas não na própria avenida, os clientes queriam um desenho que fizesse o prédio ser notado visualmente”, diz o arquiteto Takuji Nakashima, coordenador do projeto na Aflalo&Gasperini, escritório responsável pela execução da obra. “Além disso, os andares de cima são mais caros, então eles pediram que fossem maiores que os pisos inferiores, para o edifício ser mais rentável”.

Dadas as exigências, a aparência de uma vela inflada se tornou uma solução estética interessante. Uma vez percebido isso, os responsáveis “embarcaram” na ideia e fizeram o lobby do térreo todo de madeira, que pode ser lido como um grande casco de barco. E a área acabou envolta por um enorme espelho d’água.

O Infinity é pré-certificado na categoria “ouro” do selo ambiental LEED, o que significa que o prédio cumpre uma série de exigências de sustentabilidade. Entre elas estão a recuperação de água da chuva, o uso de sistemas inteligentes de iluminação e os vidros de alto desempenho, que evitam a passagem do calor. “O ar-condicionado costuma ser o grande vilão no consumo de energia elétrica nesses edifícios”, diz Nakashima.

- JK Iguatemi

A segunda torre fica sobre o Shopping JK Iguatemi, que conta com grifes exclusivas no Brasil e cinema 4D.

Os funcionários do Santander têm pelo menos dois motivos para se alegrar com o local onde trabalham. Primeiro, a moderna sede do banco (uma parte do prédio aparece no canto direito da foto acima), na Av. das Nações Unidas, fica em frente ao Parque do Povo, uma das mais bem cuidadas áreas verdes da cidade. Além disso, a segunda torre do condomínio acaba de ser inaugurada – e, abaixo dela, também abriu as portas o Shopping JK Iguatemi. 

O JK é o mais novo endereço de alto consumo em São Paulo. O local conta com dezenas de grifes de luxo, algumas exclusivas no Brasil, quase todas com nomes de peso como Daslu, Prada, Ermenegildo Zegna e Sephora. Além disso, tem de um cinema 4D – que transmite “sensações”, como tremidas na cadeira e sprays de umidade – e obras nos corredores de artistas como Jeppe Hein, Marine Hugonnier, Rirkrit Tiravanija e Marepe.

- Rochaverá

Volumes irregulares dos blocos dão uniformidade ao projeto do condomínio, segundo os arquitetos.

As primeiras torres do Rochaverá foram entregues há três anos, mas o projeto completo só ficará pronto em alguns meses, quando será concluído o quarto bloco. O condomínio, na Av. Nações Unidas, é um frequentador das listas de IPTUs mais caros da cidade e chama a atenção pelo desenho irregular dos prédios, mais largos em cima do que na base.
Vizinho do Parque da Cidade, o Rochaverá foi um dos pioneiros na ideia de "green building".

“Quando temos a oportunidade de fazer um conjunto de prédios, buscamos algo que dê unidade entre as torres, para as pessoas entenderem que tudo faz parte do mesmo condomínio”, diz Nakashima, da Aflalo&Gasperini, também responsável por essa obra. “No caso do Rochaverá, essa unidade foi conseguida principalmente através do volume dos blocos”.


Além disso, assim como no caso do Infinity (acima), também pesou o fato de que os andares altos são os mais caros, ou seja, o projeto tornava o empreendimento mais rentável.

O Rochaverá, cujo projeto inclui duas praças, foi um dos primeiros condomínios empresariais de alto padrão do Brasil a apostar na ideia de "green building". Foi pioneiro ao conseguir a certificação na categoria "ouro" do padrão LEED, também pretendida pelo futuro vizinho, o Parque da Cidade (no alto), que ficará algumas centenas de metros à frente na mesma Av. das Nações Unidas.

14 de setembro de 2012

Investimento recua no governo Dilma

Apesar de presidenta ter objetivo de levar taxa de investimento a 23% do PIB, ela passou de 19,46% no início do mandato a 18,33% em junho de 2012.

A taxa de investimento da economia brasileira caiu quase o tempo todo durante o governo de Dilma Rousseff, indo na direção contrária ao objetivo da presidente de levá-la ao nível de 22% a 23% do Produto Interno Bruto (PIB). Dilma iniciou seu mandato com uma taxa de investimento acumulada em quatro trimestres de 19,46% do PIB, que caiu para 18,83% em junho de 2012, tornando cada vez mais difícil alcançar o objetivo.


Para a maioria dos economistas, é preciso chegar a pelo menos 22% de taxa de investimento para sustentar um ritmo de crescimento aceitável para a economia brasileira. Diversos países emergentes têm taxas superiores a 20%, e mesmo a 30% ou 40% do PIB (caso da China). Muitos analistas consideram que uma taxa de investimento de 22% ou 23% do PIB no Brasil tornaria viável um crescimento equilibrado e sustentável em torno de 4% ou até 4,5% ao ano.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu governo com taxa de investimento de 16,4% do PIB, e a levou até 19,5% em 2010, pelos dados das contas nacionais anuais. Nas contas nacionais trimestrais, a taxa de investimento em quatro trimestres saiu de 19,46% do PIB em dezembro de 2010, ao fim do governo Lula, para 19,52% em março de 2011, início do governo Dilma. A partir daí, ela caiu em todos os trimestres da administração da presidente.

Nenhum analista responsabiliza a gestão de Dilma pela queda da taxa de investimentos, que é um indicador que depende de fatores estruturais de longo prazo ou de oscilações conjunturais da demanda - em nenhum caso, algo que possa ser atribuído diretamente ao governo de plantão.

13 de setembro de 2012

BNDES empresta R$ 336 milhões para a indústria do fumo, em cinco anos

Mesmo tendo assinado acordo para reduzir e prevenir o tabagismo, País empresta, por meio do banco de fomento, tanto para grandes indústria quanto para pequenos produtores.

A movimentação de recursos públicos para o setor de fumo no País retrata em números o descompasso dentro do governo na condução das regras da Convenção-Quadro do Tabaco - acordo internacional para reduzir e prevenir o tabagismo no mundo, assinado pelo Brasil. Entre 2006 e 2012, os cofres federais reservaram apenas R$ 22,4 milhões para ajudar pequenos fumicultores a diversificar suas culturas.


Isso representa apenas 6,6% do valor que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou para a agroindústria do fumo: R$ 336 milhões entre 2006 e 2011. "Uma migalha para uns, um banquete para outros", compara a diretora executiva da Aliança de Controle do Tabagismo, Paula Johns.

O BNDES informou não haver uma política específica de fomento ao setor fumageiro. Os empréstimos realizados, informa o banco, foram feitos dentro de uma linha de crédito geral para a agricultura. Recebe quem faz o pedido certo na hora certa.

Para o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf), Marcos Rochinski, é uma estratégia que deixa evidente as contradições do governo. Ele conta que, além dos projetos de diversificação de fumo, restam aos pequenos fumicultores linhas de crédito como o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). "As opções são bem mais limitadas. E sem ajuda fica difícil mudar. É preciso uma ação forte de indução para ajudar o fumicultor a encontrar alternativas viáveis."

12 de setembro de 2012

Eike Batista: “O interesse [pelo SBT] é real”


No evento de lançamento do site de sua namorada, Flávia Sampaio, bilionário disse que está cansado de notícias de violência.
                                            Eike Batista: interesse em comprar o SBT.

O empresário Eike Batista, em rápida conversa com jornalistas presentes ao lançamento do site de venda de roupas Powerlook, administrado por sua namorada, a advogada Flávia Sampaio, disse na tarde do dia 04 de setembro que tem interesse na compra do SBT.


“Não há uma negociação concreta, mas o interesse é real. Estou cansado de notícia ruim e gostaria de ter um canal que se dedique mais às notícias boas”, disse.

O bilionário acha que nossos meios de comunicação só mostram casos de violência.


“Los Angeles é uma cidade muito violenta, mas quando pensamos nela só lembramos do glamour. Para mim o mundo é rosa, sou um positivista”, afirmou. “Turistas deixam de vir ao Rio por causa dessas notícias. Gostaria de ver uma programação mais dedicada à saúde, educação”, explicou. “Ter certa mídia pode ser bom”, completou.

11 de setembro de 2012

Candidatos a emprego precisam conquistar 'robôs' em processo seletivo


"Entrevistas presenciais vão cada vez mais ficar restritas às partes finais das etapas de contratação, porque demandam muito tempo e custos para ambas as partes", diz consultor.
Entender as novas ferramentas usadas pelos empregadores aumenta a chance de emprego.

Com o aumento das influências da tecnologia nos processos de recrutamento das empresas, entrevistas individuais para conseguir um emprego parecem cada vez mais coisas do passado.

Entre as novidades, estão jogos de computador, onde o candidato tem que escolher entre várias opções, ou achar soluções para problemas diante de um olhar inquisidor do chefe virtual.

Outro programa grava pela webcam as respostas do candidato a perguntas.

Especialistas apontam que o contato humano deverá ser muito reduzido nos processos seletivos.

"Entrevistas presenciais vão cada vez mais ficar restritas às partes finais das etapas de contratação, porque demandam muito tempo e custos para ambas as partes", diz o consultor de recrutamento no grupo BIE, Gordon Whyte.

No entanto, ele não acredita que encontrar pessoalmente com o futuro contratado vai desaparecer completamente do processo.

"Você pode imaginar contratar alguém para liderar uma organização, ou para uma posição de atendimento presencial ao cliente sem nunca ter visto o candidato pessoalmente?

Automatizado

Isto significa que quem busca emprego vai ter que observar muito mais cuidadosamente aos anúncios da vaga, pois muitas firmas já usam sistemas que analisam os currículos em busca de palavras-chave.

"Ninguém lê mais 500 currículos, tudo está automatizado", revela Whyte.

Ele diz que os candidatos podem aumentar em muito sua chance de conseguir o emprego ao entender as ferramentas usadas pelas empresas para filtrar as inscrições.

Entre elas, estão softwares capazes de detectar inconsistências nos currículos.

A empresa de recursos humanos NorthgateArinso desenvolveu um programa que cruza dados e informou que foram encontradas mentiras em 71% das informações fornecidas por candidatos.

Embora o contato humano esteja diminuindo nos processos seletivos, paradoxalmente, as novas tecnologias permitem construir mais relacionamentos com futuros interessados a vagas de emprego.

Parece ser apenas uma questão de tempo até que as redes sociais desempenhem um papel de liderança no recrutamento, por meio da criação de "bancos de talentos digitais".

Os empregadores estão aprimorando o uso destas redes.

"O recrutamento social pelo LinkedIn, Facebook, Twitter e outras mídias permite as empresas melhorar exponencialmente o círculo de talentos potenciais ao estimular funcionários a compartilhar ofertas de empregos com seus contatos relevantes", diz Dann Finnigan, CEO da empresa de recursos humanos Jobvite.

Ele diz que este processo é mais rápido, barato e resulta na contratação de pessoas mais compatíveis com a cultura da empresa.

Com isso, quem busca emprego terá que ter uma postura nas redes sociais condizente com a posição que almejam.

No entanto, Gordon Whyte acredita que há limites no uso da tecnologia.

"Comunicação não-verbal e física, habilidades de persuasão entre outras ainda requerem pessoas reais, aptas a encontrá-las", conclui ele.

10 de setembro de 2012

Apple vale mais que 13 maiores empresas brasileiras juntas

Na comparação com outras gigantes de tecnologia, companhia supera soma de Google, Intel, Facebook, HP e outras; veja infográfico.

A Apple parece não ter rivais que ameacem seu posto de maior empresa do mundo em valor de mercado . Na semana passada, a soma do preço de todas as ações da companhia passou dos US$ 630 bilhões, aumentando a distância para a segunda colocada, a Exxon Mobil, que vale por volta de US$ 400 bilhões. Na comparação com outras gigantes de tecnologia, ela é maior que a soma de Google, Facebook, Intel, HP, Amazon, eBay, Yahoo, Dell, AOL e Groupon.

A atual cotação das ações da Apple fazem dela a empresa com maior valor de mercado da história. A marca foi atingida em agosto , após a companhia superar o recorde anterior da rival Microsoft, que chegou a valer US$ 616 bilhões no final de 1999, antes do estouro da bolha da internet, mas agora é avaliada em US$ 254 bilhões.

Pode parecer algo fora da realidade, mas o valor de mercado normalmente reflete os resultados das companhias. Por exemplo: a Apple vale aproximadamente três vezes mais que o Google (veja no infográfico), enquanto seu lucro no último trimestre (US$ 8,8 bilhões) também foi mais ou menos três vezes maior que o do Google (US$ 2,8 bilhões).

Veja quantas gigantes corporativas "cabem" dentro da Apple.
Desde que as bolsas começaram a se recuperar da turbulência de 2008, os papéis da Apple acumulam uma alta histórica. A valorização da companhia foi ainda mais intensa no último ano, quando foi comandada por Tim Cook, substituto do fundador Steve Jobs. No primeiro ano com o novo presidente, a empresa se valorizou nada menos que 76,3%.

Mas especialistas do mercado avaliam que os principais desafios do executivo estão reservados para o próximo ano. Até agora, os produtos lançados haviam sido planejados na gestão Jobs (como o iPhone 4S), ou não trouxeram grandes novidades (como o novo iPad). Agora, com a briga pelo mercado de smartphones cada vez mais acirrrada, as inovações serão de total responsabilidade de Cook. 

Ainda assim, o consenso entre os analistas, segundo o sistema da bolsa eletrônica Nasdaq, é recomendar a compra das ações da Apple. Ou seja, eles acreditam que as cotações devem subir ainda mais. Atualmente, uma ação da companhia vale por volta de US$ 660, e o banco de investimentos Jefferies recentemente elevou o preço-alvo do papel para US$ 900. Se algo próximo disso acontecesse, a gigante californiana quebraria – mais um vez – todos os recordes do mercado.

9 de setembro de 2012

State Grid quer investir US$ 5 bilhões no Brasil até 2015


Presidente da filial brasileira defende uso da experiência da companhia chinesa para modernização da rede.
Empresa chinesa State Grid busca expansão no Brasil por meio do setor de transmissão.

A empresa chinesa de energia State Grid quer investir US$ 5 bilhões (R$ 10 bilhões) no Brasil até 2015 e vê oportunidades em todos os segmentos do setor elétrico no país, afirmou o presidente da unidade brasileira da companhia, Cai Hongxian.

"Existem muitas oportunidades de investimento em geração, transmissão e distribuição", disse o executivo à Reuters no dia 03 de setembro, por telefone.

"A State Grid quer ser tratada como uma empresa local. Nós agimos como um 'player' local e queremos ser tratados como tal."

No segmento de distribuição de energia, Cai considera que a State Grid pode colaborar com sua experiência nessa área na China para ajudar na modernização das redes no Brasil, embora não identifique atualmente nenhuma oportunidade firme de aquisição.

"Estamos muito interessados em expandir os nossos negócios no Brasil. Mas, neste momento, estamos focados em transmissão."

A State Grid chegou a avaliar os ativos do Grupo Rede Energia no passado, porém definiu que a aquisição não seria atrativa.

Atualmente, o grupo chinês não tem uma posição definida sobre o Grupo Rede, com dívidas de R$ 5,7 bilhões e que teve oito de suas nove distribuidoras com intervenção decretada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 31 de agosto.

Cai considera que existem desafios para administração de empresas de distribuição em áreas de pouca densidade demográfica, como é o caso de algumas unidades do Grupo Rede.

A forma de entrada da State Grid no negócio de distribuição de energia no Brasil não está claramente definida, mas Cai mencionou, por exemplo, serviços de consultoria.

O presidente da State Grid Brazil Holding disse que é preciso haver algum tipo de mudança para estimular maior investimento na modernização das redes de distribuição de energia no país, mas não entrou em detalhes.

O grupo chinês desembarcou no Brasil em 2010, quando comprou ativos da Plena Transmissora. Em maio deste ano, arrematou sete linhas de transmissão de energia no país da espanhola ACS.

Entre as duas aquisições, a State Grid participou de leilões de linhas de transmissão.

Em dezembro passado, venceu um lote para construção de duas substações em consórcio formado com a estatal Furnas, do grupo Eletrobras. Em março deste ano, deu o melhor lance por dois lotes de transmissão que farão a interconexão das hidrelétricas do rio Teles Pires, desta vez em parceria com a paraense Copel.

LEILÕES

A State Grid pretende ir ao leilão de transmissão de energia que licitará sistemas que fazem parte da conexão relacionada à hidrelétrica Belo Monte, chamados "pré-Belo Monte", que é o próximo certame esperado para 2012

"Sim, estamos avaliando a participação com um parceiro local", disse Cai, acrescentando que a empresa ainda não definiu a parceria nem quais lotes irá disputar.

A State Grid também tem interesse em disputar o leilão de energia A-5, que contratará energia a ser entregue a partir de 2017 e está marcado para outubro, na disputa pelas hidrelétricas - algo que marcaria a entrada da empresa chinesa no segmento de geração no país.

8 de setembro de 2012

Índice de serviços da China em agosto atinge menor nível em 9 meses

Índice de Gerentes de Compras caiu para 49,2 pontos em agosto, ante os 50,1 pontos registrados em julho sinalizando que a segunda maior economia do mundo está enfrentando dificuldades diante da situação global.

O Índice de Gerentes de Compras da China (PMI) caiu para um número menor que o esperado de 49,2 pontos em agosto, ante os 50,1 pontos registrados em julho, segundo dados oficiais divulgados no dia 1º de setembro, em um resultado que possivelmente reafirmará a necessidade de medidas de política monetária para fomentar o crescimento.

O PMI oficial caiu para abaixo dos 50 pontos - que separa a expansão da contração - pela primeira vez desde novembro de 2011, em um sinal mais recente de que a segunda maior economia do mundo está enfrentando dificuldades diante da situação global.


Economistas consultados em uma pesquisa da Reuters nesta semana esperavam que o PMI oficial de agosto caísse para 50 pontos.

A China baixou taxas de juros em junho e julho e tem injetado capital nos mercados para aliviar as condições de crédito e apoiar a economia que registrou seu sexto trimestre consecutivo de menor crescimento no período de abril a junho.

Mas analistas estão divididos sobre se isso será suficiente para evitar que a desaceleração se estenda pelo sétimo trimestre.