17 de janeiro de 2013

Petrobras inicia produção comercial em campo gigante


A Petrobras informou no dia 07 de janeiro que teve início a produção comercial do campo gigante de Sapinhoá, no pré-sal da bacia de Santos, no dia 5 de janeiro, uma semana antes da data original, prevista para 13 de janeiro.

Segundo a estatal, Sapinhoá é um dos maiores campos de petróleo do Brasil, com volume recuperável total estimado em 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe).

O primeiro poço interligado à plataforma Cidade de São Paulo, o 1-SPS-55, tem potencial de produção superior a 25 mil barris de óleo por dia, mas sua extração ficará restrita a cerca de 15 mil barris/dia a até que sejam concluídas as ações de comissionamento dos sistemas para processamento e reinjeção do gás natural, com duração prevista de 90 dias.
Com a entrada em operação do navio-plataforma Cidade de São Paulo, na manhã do último dia 5, a Petrobras deu início à produção comercial do campo de Sapinhoá.

O óleo produzido tem média densidade, de 30 graus API, e deverá ser escoado por meio de navios aliviadores.

O escoamento da parcela do gás não utilizado para reinjeção no campo será feito pelo gasoduto Sapinhoá-Lula-Mexilhão até a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), localizada em Caraguatatuba, no litoral paulista.

A previsão é que o pico de produção, de 120 mil barris de óleo diários, seja atingido no primeiro semestre de 2014, informou a estatal no comunicado.

Outros 10 poços (cinco produtores e cinco injetores) serão interligados à plataforma ao longo dos próximos meses.

O Plano de Desenvolvimento do campo de Sapinhoá prevê, ainda, uma segunda plataforma, o FPSO Cidade de Ilhabela, cujo casco está em fase de conversão, com capacidade para 150 mil barris por dia de óleo e 6 milhões de m3/dia de gás.

A previsão é que entre em operação no segundo semestre de 2014.

A Petrobras é a operadora do bloco onde está localizado o campo de Sapinhoá, com 45 por cento de participação, em parceria com a BG, que detém 30 por cento, e a Repsol Sinopec, dona dos 25 por cento restantes.

16 de janeiro de 2013

França vai realocar 2 bilhões de euros para criação de empregos

A França vai realocar 2 bilhões de euros (2,61 bilhões de dólares) de seu orçamento de 2013 para ajudar a financiar a criação de empregos subsidiados pelo Estado, disse no dia 06 de janeiro o ministro do Orçamento, Jerome Cahuzac.

Com a maior taxa de desemprego em 15 anos, o presidente François Hollande prometeu reverter o quadro neste ano e espera que os planos para criar milhares de empregos subsidiados e os "contratos de geração" incentivarão as empresas a contratar jovens trabalhadores rapidamente.

Falando à rádio Europe 1, Cahuzac disse que o governo precisa aumentar sua reserva de 6,5 bilhões de euros no orçamento - geralmente usada para eventos imprevistos, como desastres naturais ou operações militares - como medida de precaução.

"A meu pedido, o presidente e o primeiro-ministro decidiram aumentar esta reserva em 2 bilhões de euros porque achamos que para a nossa política de trabalho nós vamos precisar de mais dinheiro para financiar os empregos subsidiados e contratos de geração", disse Cahuzac.

O ministro disse que os fundos não viriam do aumento do déficit ou impostos, mas a partir dos orçamentos existentes.

A administração Hollande está lutando para impedir perdas de empregos na indústria, enquanto tenta reduzir os gastos públicos e aumento de impostos para ajudar a reduzir a dívida em uma economia estagnada.

Uma pesquisa feita pelo IFOP para jornal semanal Le Journal du Dimanche, publicada no dia 06 de janeiro, mostrou que três quartos dos entrevistados não acreditam que Hollande será capaz de manter suas promessas sobre o emprego.

O presidente, que decidiu realizar ao menos uma visita por semana pela França para explicar suas políticas, está tentando reconquistar os eleitores que estão cada vez mais infelizes com o gerenciamento da economia e desiludidos por uma série de gafes de comunicação.

A decisão do Tribunal Constitucional da França, em dezembro, de derrubar promessa de campanha de Hollande para impor uma taxa de imposto de 75 por cento sobre os rendimentos de mais de 1 milhão de euros, foi um golpe político para o líder socialista.

15 de janeiro de 2013

Air France em negociações avançadas para controlar Alitalia

A companhia franco-holandesa Air France-KLM está em negociações "avançadas" para assumir o controle da principal companhia aérea italiana, a Alitalia, no verão, informou o jornal de Roma "Il Messaggero", sem citar suas fontes.

A Alitalia pertence ao CAI, um consórcio de investidores que comprou a companhia aérea falida em 2008. O CAI já é parcialmente controlado pela Air France-KLM. Acionistas da Alitalia podem optar por negociar suas ações quando um período de restrição terminou em 12 de janeiro.

Em maio, a Air France disse que provavelmente esperaria ao menos até 2014 antes de usar a opção de assumir o controle da Alitalia, da qual controla 25 por cento desde janeiro de 2009. .

A Air France-KLM tem oferecido aos acionistas um prêmio de 20 por cento sobre o que eles pagaram pelas ações em 2008, segundo o jornal, provavelmente em ações da Air France-KLM. O consórcio CAI pagou um pouco mais de 1 bilhão de euros para comprar a Alitalia há cinco anos.

Um porta-voz da Air France-KLM em Paris não quis comentar a reportagem. Funcionários da Alitalia não atenderam a várias chamadas.

O ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que se contrapôs à última tentativa Air France-KLM para comprar Alitalia, disse que ainda é contra a venda da companhia aérea. Berlusconi está muito atrás nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de 24 e 25 de fevereiro no país.

"Nosso país não ficará sem a sua própria companhia aérea", disse Berlusconi em sua página no Facebook. "Se a Alitalia tivesse caído nas mãos dos franceses ... muitos turistas acabariam indo visitar os castelos do Vale do Loire, em vez de nossas cidades de arte".

Berlusconi venceu as eleições parlamentares de 2008 com as promessas de manter a Alitalia fora das mãos de estrangeiros e de limpar o lixo das ruas de Nápoles. Ele está perdendo com uma diferença de mais de 10 pontos percentuais, segundo as pesquisas.

14 de janeiro de 2013

A mulher responsável pelo sucesso do Windows 8


Como chefe de desenvolvimento de produtos Windows na Microsoft, Julie Larson-Green é responsável por um software usado por 1,3 bilhão de pessoas no mundo todo. Ela é também a pessoa que comanda a campanha para apresentar o máximo possível dessas pessoas ao Windows 8, a dramática reformulação do sistema operacional que precisa ter sucesso se a Microsoft pretende acompanhar o ritmo de uma indústria da computação hoje mais voltada a telefones e tablets do que a desktops.


O Windows 8 abandona traços de design familiares aos usuários do Windows desde 1995, introduzindo interfaces mais simples e ousadas, criadas para funcionar com uma tela sensível ao toque. O lançamento do Surface, dispositivo entre um tablet e um laptop, também vê a Microsoft quebrar sua tradição de deixar a construção do hardware a outras empresas.
Julie Larson-Green assumiu recentemente o cargo de desenvolvimento do Windows e tem como tarefa encorajar os usuários a migrarem para o Windows 8.

Larson-Green assumiu o cargo há algumas semanas, depois que o veterano Steven Sinofsky saiu em meio a rumores de disputas pessoais com outros executivos da Microsoft. No entanto, Larson-Green é há tempos uma figura importante na divisão do Windows – e até mesmo liderou a elaboração do primeiro projeto do Windows 8. Especialista em design técnico, ela também comandou a introdução da interface em "faixas" do Microsoft Office, amplamente reconhecida como uma grande melhoria em usabilidade.

Larson-Green encontrou-se na semana passada com Tom Simonite, no campus da Microsoft em Redmond, Washington.

P.: Por que foi necessário realizar mudanças tão amplas no Windows 8?

R.: Quando o Windows foi criado, há 25 anos, as suposições sobre o mundo e o que a computação poderia fazer, e como as pessoas iriam usá-la, eram completamente diferentes. Antes do Windows 8, a meta era abrir uma janela, então você colocaria essa janela para o lado e teria outra. Mas com o Windows 8, todas as coisas diferentes que você pode querer estão ali, na cara, com os Live Tiles. Em vez de precisar encontrar muitas pedrinhas para olhar embaixo, você vê um painel de tudo que está acontecendo e tudo o que importa de uma só vez. Isso o deixa mais próximo do que está tentando realizar.

P.: O Windows 8 é claramente projetado com o pensamento no toque, e muitos novos PCs com Windows 8 vêm com telas sensíveis ao toque. Por que o toque é tão importante?

R.: É uma forma muito natural de interagir. Se você tem um laptop com tela sensível ao toque, seu cérebro faz um clique e você começa a tocar no que torna tudo mais rápido para você. Você usa o mouse e o teclado, mas mesmo num desktop convencional você se verá tocando para ser mais rápido do que com o mouse. Não é como usar um mouse, que funciona mais como uma marionete do que como uma manipulação direta.

P.: No futuro, todos os PCs terão telas sensíveis ao toque?

R.: Por questões de custo, poderão sempre existir computadores sem o toque, mas acredito que a grande maioria terá. Estamos vendo que os computadores com toque são os que vendem mais rapidamente hoje. Não consigo mais imaginar um computador sem toque. Uma vez que você experimenta, é muito difícil voltar.

P.: Vocês tomaram esse caminho com o Windows 8 como uma resposta à popularidade de dispositivos móveis com iOS e Android?

R.: Começamos a planejar o Windows 8 em junho de 2009, antes de lançarmos o Windows 7, e o iPad era apenas um rumor àquela altura. Só vi o iPad depois que já tínhamos esse design pronto. Ficamos animados. Muitas coisas que eles estavam fazendo com a mobilidade e o toque eram similares ao que vínhamos pensando. Mas também havia diferenças. Queríamos não só ícones estáticos na área de trabalho, mas que os blocos fossem um painel da sua vida; queríamos que você pudesse fazer coisas num contexto e compartilhar entre aplicativos; acreditamos que a multitarefa é importante, e que as pessoas podem fazer duas coisas ao mesmo tempo.

P.: O toque pode coexistir com uma interface de teclado e mouse?

R.: Algumas pessoas disseram ser estranho ter tanto os elementos mais novos, voltados ao toque, quanto a área de trabalho antiga no Windows 8. Ter os dois ambientes foi uma escolha muito bem definida.

O dedo nunca irá substituir a precisão de um mouse. Sempre será mais fácil digitar num teclado do que no vidro. Não queríamos que vocês precisassem fazer uma escolha. Algumas pessoas disseram que isso é chocante, mas com o tempo nós não ouvimos isso. Basta se acostumar com algo diferente. Desde o início, nada era homogêneo; quando você estava no navegador, era diferente de estar no Excel.

P.: Imagino se vocês estão experimentando um pouco de déjà vu, após lançar uma mudança radical à interface do Office que foi inicialmente recebida com reclamações.

R.: Sim! Muito disso é familiar. Algumas pessoas que experimentam o sistema por um período curto podem não sentir como ele é rico. Estamos apostando na impressão ao longo do tempo, e não nos primeiros 20 minutos de uso. Descobrimos que quanto mais envolvido você estiver na maneira antiga, mais difícil é a transição – o que é lamentável, pois ficamos sabendo de tudo na imprensa de tecnologia. Essas são as pessoas que já sabíamos que teriam o maior desafio.

P.: Quanto tempo leva para uma pessoa se adaptar?

R.: De dois dias a duas semanas é o que costumamos dizer para o Office, e é algo parecido com o Windows 8. Temos um programa "vivendo com o Windows", onde observamos pessoas ao longo de vários meses em suas residências. Muitas pessoas não enfrentam problemas.

P.: Que tipo de dados vocês têm sobre como as pessoas que compram o Windows 8 estão reagindo?

R.: Quando você entra em seu PC com Windows, uma das coisas que perguntamos é se você fará parte de um programa de aprimoramento da experiência do usuário, e se você aceita, passamos a receber alguns dados. Todos recebem essa pergunta. Recebemos terabytes e terabytes de dados diariamente, e não temos como usar tudo. Por enquanto estamos vendo coisas muito animadoras. Mais de 90 por cento de nossos clientes, com base em nossos dados, usam o Charms e encontram a tela inicial na primeira sessão. Mesmo sendo um usuário de desktop, há um ponto limite de cerca de seis semanas – quanto você começa a usar os novos recursos mais do que as coisas que lhe eram familiares.

P.: A Microsoft escolheu fabricar seu próprio hardware para o Windows 8 com os tablets Surface. Por que não deixar isso aos fabricantes de equipamentos, como vocês faziam no passado?

R.: Foi uma maneira de testar nossa hipótese de uma nova forma de trabalhar. Leva tempo para que as pessoas se adaptem, mas também leva tempo para que a indústria se adapte a novas coisas – todas as coisas complicadas sobre a cadeia de abastecimento e questões como o tamanho dos vidros a serem cortados. O Surface é nossa visão de como deve parecer um palco para o Windows 8, para ajudar a mostrar aos consumidores e à indústria nosso ponto de vista sobre como deve ser um hardware quase perfeito. Acreditamos no Surface como um produto de longo prazo, mas sabemos que os parceiros terão outras inovações e ideias. Uma das coisas que sempre foi boa no Windows é a escolha – você não fica preso a um tamanho, um formato, uma cor, uma versão.

P.: Seu predecessor, Steven Sinofsky, foi amplamente creditado por levar a Microsoft à criação do Windows 8 pela pura força de vontade. Isso é verdade?

R.: Steven é um líder incrível, um cérebro fantástico e uma grande pessoa, mas uma pessoa não pode fazer tudo. O principal é a equipe que criamos e a cultura que desenvolvemos para a inovação.

P.: O que muda agora que você está no comando?

R.: Não muita coisa. Eu trabalhei diretamente com Steven por sete anos, mas o conheço desde que entrei na Microsoft, há 20 anos. Pensamos basicamente o mesmo sobre qual é o papel do Windows na sociedade, como deve ser a computação, e como trazer pessoas com o mesmo ponto de vista.

P.: Agora que o Windows 8 foi lançado, o que você e sua equipe estão fazendo?

R.: Nós não desaceleramos. Estamos sempre pensando em novas tecnologias que possam ser úteis às pessoas.

13 de janeiro de 2013

Toyota revela detalhes de carro que dirige sozinho

   Modelo Lexus com "sistema de transporte inteligente" seria capaz de evitar acidentes.

A fabricante de carros Toyota revelou os primeiros detalhes da tecnologia chamada auto-drive, que está sendo apresentada na Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, nesta semana.

A montadora revelou um vídeo de um carro modelo Lexus equipado com o equipamento de segurança, capaz de minimizar acidentes, segundo especialistas.

A tecnologia inclui um radar de bordo e câmeras de vídeo para monitorar a estrada, os arredores e o motorista.

O carro também pode se comunicar com outros veículos, de acordo com um porta-voz da Toyota.

"Nós estamos olhando para um carro que iria eliminar acidentes", disse o porta-voz. "Zero-colisões é o nosso objetivo final".

O vídeo mostra um protótipo Lexus LS, equipado com o que a Toyota descreve como "sistema de transporte inteligente" (ITS, na sigla em inglês).

O protótipo é capaz de monitorar se o motorista está acordado, para manter o carro na estrada, e parar em sinais de trânsito.

A tecnologia foi desenvolvida para ser utilizada em conjunto com um condutor, mas o carro pode se controlar sozinho, disse o porta-voz.

Uma série de balizadores óticos instalados na beira da estrada ajudaria o carro detectar as posições dos pedestres e obstáculos, e transmitir informações ao protótipo sobre se um semáforo está vermelho ou verde.

No entanto, o carro também pode monitorar as posições independentemente dos balizadores.

Nova era

"Não estamos como os Jetsons ainda, mas nosso carro está liderando a indústria em uma nova era", afirmou a Toyota em Tweet, no dia 03 de janeiro, fazendo referência ao desenho animado no qual os protagonistas usam veículos totalmente automatizados.

Toyota também desenvolveu tecnologia que permite ao carro comunicar-se com o smartphone do motorista para oferecer recursos de realidade aumentada.

A Toyota é um dos vários fabricantes de automóveis e empresas de tecnologia pesquisando veículos autônomos.

Audi deverá demonstrar um carro que estaciona sozinho na CES, informou o Wall Street Journal nesta sexta-feira.

Já o Google recebeu uma patente carro autônomo em 2011, e garantiu uma autorização para uso de seu carro de auto-drive em maio de 2012. No mesmo mês, a Volvo testou um comboio de carros auto-drive em uma estrada espanhola.

Auto-condução de carros poderiam melhorar drasticamente a segurança rodoviária, de acordo com o professor Paul Newman, que lidera um projeto da Universidade de Oxford sobre este tipo de veículos.

"Os computadores vão estar sempre vigilantes", disse Newman.

Os sistemas do carro podem ser projetados de modo que uma falha não resulte em um acidente, acrescentou o pesquisador.

12 de janeiro de 2013

Salário mínimo precisaria ser de R$ 2.561,47, diz Dieese

 Valor está 277% acima do novo salário mínimo, definido em 678 reais.

O novo salário mínimo brasileiro, que entrou em vigor no dia 1º de janeiro, ainda está muito abaixo do necessário para cobrir despesas básicas, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com a pesquisa de cesta básica divulga nesta segunda-feira, o salário mínimo brasileiro deveria ser de 2.561,47 reais. O novo salário mínimo definido pelo governo é de 678 reais.

O valor foi calculado pelo departamento com base nos preços de dezembro, quando o salário mínimo válido ainda era o antigo, de 622 reais. O montante estimado está pouco acima do valor calculado para o mês de novembro, que era de 2.514,09 reais.

Clique em "EXPAND" logo abaixo e confira a evolução do salário mínimo desde o início do plano real, de acordo com dados do Dieese, e a variação do salário mínimo necessário, calculado pelo departamento.

Com 5,4% de reajuste, IPTU começa a chegar no dia 16

As notificações do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) vão começar a ser enviadas para a casa dos paulistanos a partir do dia 16 de janeiro. A Secretaria de Finanças publicou, na quinta-feira (02), o calendário de postagens, que seguem as datas escolhidas pelos usuários no recadastramento. Neste ano, o reajuste foi menor e o aumento ficou em 5,4%. No ano passado chegou a 6,45%.


Quem pagar o IPTU à vista até a data do vencimento da primeira parcela terá desconto de 6%. De acordo com a Secretaria de Finanças, historicamente apenas 25% dos paulistanos pagam a parcela única. O pagamento poderá também ser parcelado em até dez prestações, com vencimento sempre no mesmo dia de cada mês.

Para o professor de Administração da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Adriano Gomes, o aumento no imposto, que segue as taxas de inflação do ano, foi expressivo, visto que a renda de muitas famílias não acompanhou o mesmo índice. Ainda de acordo com o professor, o desconto no pagamento à vista não vale tanto a pena, mas ele aconselha quitar logo a cobrança, caso tenha recursos disponíveis.

"Se a pessoa investir esse dinheiro, vai dar na mesma, mas é sempre melhor se livrar de uma vez", diz Gomes. "Agora, se ela decidir parcelar, tudo bem. Não é uma questão matemática ou financeira, mas pessoal."

Prazos

O primeiro lote das notificações será enviado no dia 16 e o último, no dia 8 de fevereiro. A partir do dia 15 de janeiro, no entanto, já será possível emitir a segunda via no site da Prefeitura. No caso dos contribuintes que não se recadastraram e puderam escolher as datas de vencimento, elas foram fixadas para o dia 9 de cada mês.

Os vencimentos começam no dia 01 de fevereiro e vão até o dia 28 do mesmo mês. Após essas datas, a multa de cada parcela será de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Ter dívidas de impostos de outros anos não impossibilita que o de 2013 seja pago.

Isentos

Estão isentos empresas e comércios cujo valor venal não ultrapasse R$ 73.850 e residências que custem até R$ 97.587. Os contribuintes isentos receberão a notificação de lançamento a partir do dia 11 de janeiro. Quem tiver dúvidas sobre o IPTU poderá ir à subprefeitura da sua região, à Praça de Atendimento da Secretaria de Finanças (Vale do Anhangabaú, 206), das 8 horas até as 18 horas, ou entrar no site da Prefeitura.

11 de janeiro de 2013

Seguro-desemprego tem reajuste de 6,2%, inferior a 2012

Os valores do seguro-desemprego deste ano terão um reajuste menor do que o concedido em 2012. De acordo com resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) publicada no dia 11 de janeiro no Diário Oficial da União, o aumento será de 6,2%, ante 14,128% no ano passado.

Segundo a resolução, a correção deve observar a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado no dia 10 de janeiro. O índice será aplicado para as três faixas salariais previstas para o cálculo do benefício.

Preço de imóvel sobe 14% em 2012 no país, diz FipeZap

O valor do metro quadrado de imóveis anunciados no Brasil no ano passado aumentou cerca de 14 por cento, quase metade do crescimento visto em 2011, sendo que a maior alta foi apurada em Recife (PE), segundo o índice FipeZap de preços de imóveis, divulgado no dia 04 de janeiro.

Se considerado apenas o último mês do ano, houve aumento de 1 por cento no valor médio dos imóveis sobre dezembro de 2011, levando o índice do fechado de 2012 a uma alta de 13,7 por cento. No ano anterior, o crescimento havia sido de 26,3 por cento.

No ano passado como um todo, a maior variação ocorreu em Recife, com aumento de 17,8 por cento nos preços anunciados. Em contrapartida, o Distrito Federal registrou o menor nível de crescimento no valor médio, de 4 por cento.

Já em São Paulo os preços subiram 15,8 por cento em 2012, enquanto em dezembro apenas a capital paulista teve a menor variação mensal desde o início da série histórica, com alta de 0,8 por cento. O preço médio do metro quadrado na cidade foi de 7.017 reais.

No Rio de Janeiro, por sua vez, a alta do preço do metro quadrado anunciado para venda foi de 15 por cento em 2012.

Desde janeiro de 2008, a capital fluminense viu o preço médio anunciado triplicar, segundo o indicador. No ano passado, o metro quadrado no Rio de Janeiro fechou em 8.616 reais.

Quanto ao valor anunciado para aluguel, houve alta de 10 por cento em São Paulo e de 11 por cento no Rio de Janeiro em 2012.

Desenvolvido e calculado pela Fipe em parceria com o portal ZAP Imóveis, o índice FipeZap acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em seis municípios brasileiros e no Distrito Federal com base em anúncios na Internet.

10 de janeiro de 2013

Ambev é a empresa mais valiosa da América Latina, aponta estudo

A cervejaria brasileira Ambev é a empresa mais valiosa da América Latina, segundo estudo da consultoria Economatica divulgado no dia 03 de janeiro. A empresa terminou o ano de 2012 com valor de mercado de US$ 129,3 bilhões (R$ 264,2 bilhões), valorização de 40% em relação aos R$ 187,5 bilhões avaliados em 2011.
              Fábrica da Ambev no Maranhão: cervejaria teve bom desempenho em 2012.

Em segundo lugar no estudo ficou a petroleira Ecopetrol, da Colômbia, com valor de mercado de US$ 126 bilhões, seguida da Petrobras (US$ 124 bilhões) e da Vale (US$ 105 bilhões).

Outras empresas brasileiras entre as dez mais valiosas do continente são o Itaú Unibanco (US$ 71 bihões), o Bradesco (US$ 64,5 bilhões) e o Banco do Brasil (US$ 35 bilhões). 

Além da Ambev, outras empresas brasileiras com forte valorização ao longo de 2012 foram a CCR (59,1% e valor de mercado de R$ 34 bilhões), a Natura (crescimento de 62,10% e valor de mercado de R$ 25,1 bilhões) e a Sabesp (crescimento de 66,9% e valor de mercado de R$ 19,7 bilhões). 

Varejo em alta, petróleo em baixa

Segundo o relatório da Economatica, o setor de Alimentos e Bebidas, que no final de 2011 tinha R$ 261,6 bilhões de valor de mercado, fechou 2012 com R$ 355,4 bilhões, ou seja, crescimento de 35,8%. Outros setores com crescimento expressivo em 2012 no Brasil foram Comércio (57,7%), Papel e Celulose (96,7%), Software (38%), Têxtil (39,9%) e Veículos e Peças (34,5%).

Os destaques negativos ficaram por conta dos setores de Energia Elétrica e Petróleo e Gás. O primeiro, formado por 35 empresas no estudo da Economatica, teve redução de valor de 17,3%, caindo de R$ 209,1 bilhões em 2011 para 173,1 bilhões em 2012.

O setor de Petróleo e Gás teve redução ainda maior, de 19,7%. Em 2011, as seis empresas do setor valiam R$ 349,6 bilhões. Em 2012, esse valor caiu para R$ 280,7 bilhões.

Entre as empresas destes setores, a OGX Petroleo, de Eike Batista, e a Eletrobras tiveram desempenho particularmente ruim. A primeira perdeu 67,8% do valor de mercado em 2012, caindo de R$ 44 bilhões para R$ 14,1 bilhões. A Eletrobras caiu de 26,5 bilhões em 2011 para 9,6 bilhões em 2012, uma queda de 63,5% no ano.

A Petrobras perdeu 12,5% de seu valor de mercado, caindo de R$ 291,5 bilhões para R$ 254,8 bilhões.