20 de fevereiro de 2013

Jamaica vai lançar programa de swap de dívida para deter "grave crise econômica"

Cachoeira no rio Dunn: 55% dos gastos do governo são para pagar a dívida e 25% para salários.

O primeiro-ministro da Jamaica, Portia Simpson Miller, anunciou no dia 11 de fevereiro que a ilha caribenha vai lançar um programa de swap de dívida para tentar deter uma "grave crise econômica" e satisfazer as condições para fazer um novo pacto com o Fundo Monetário Internacional (FMI).


Miller disse que uma troca de dívida nacional - a segunda feita pelo governo nos últimos três anos - foi lançada no dia 12 de fevereiro. "Não há dúvida de que estamos no meio de uma séria crise econômica. E ela vai demandar muito trabalho, disciplina e sacrifício para ser superada"', afirmou Miller.

A dívida da Jamaica é superior a 140% do PIB, uma das maiores relações entre dívida e PIB do mundo. Cerca de 55% dos gastos do governo são para pagar a dívida e 25% para pagar salários. Isso deixa apenas 20% para educação, segurança, saúde, entre outros setores.

19 de fevereiro de 2013

Especialistas apostam que internet em carros será popular nos próximos anos

O Google Car, que "dirige sozinho": já existem aplicativos que acham postos e comparam preços.

Especialistas em tecnologia apontam que o carro é a nova fronteira para tecnologias de acesso móvel à internet, que prometem revolucionar a forma como as pessoas dirigem seus veículos.


O primeiro sinal dessa revolução deve ser a proliferação de aplicativos no painel dos carros. Com apenas um toque, será possível encontra um lugar para estacionar, ou um restaurante para jantar.

Segundo a consultoria Machina Research, em 2020 apenas as tecnologias para fazer a vida dos motoristas mais fácil será equivalente a 20% do valor de um veículo. Isso significa um mercado de US$ 600 bilhões (cerca de R$ 1,2 trilhão).

"Até o fim de 2014, todos os veículos de algumas das grandes marcas irão oferecer algum tipo de conectividade", acredita Jack Bergquist da consultoria IHS.

"A Ford já declarou que está vendendo mais carros assim", disse Bergquist. "Mais de 50% dos consumidores estariam inclinados a ter um carro com internet."

Negócio lucrativo 

Segundo a fabricante de processadores Intel, as tecnologias para os “carros conectados” estão logo atrás das tecnologias para tablets e smartphones entre as que mais se desenvolvem atualmente.

Aplicativos que mostram os postos de gasolina mais próximos e comparam os preços já estão no mercado.

Mas tudo isso ainda custa caro. Um aplicativo para encontrar estacionamento, por exemplo, precisa de sensores eletrônicos e imagens aéreas.

A Intel já anunciou investimentos de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 200 milhões) nos próximos cinco anos em empresas parceiras que possam oferecer soluções criativas para os carros conectados.

"Se você olhar para o custo de desenvolvimento de um novo modelo, algumas companhias já estão dedicando um terço de seu orçamento para o painel do veículo e para o sistema de tecnologia", disse.

Acidentes 

Com tanta coisa para buscar, tocar e se distrair, os motoristas não estariam correndo mais riscos de acidente? Até que tenhamos nas ruas carros que dirigem sozinho, os especialistas acham que sim.

"Você pode se empolgar com a experiência e esquecer que está dirigindo. Melhor, mais rápido e mais barato é o que os consumidores querem, mas com segurança", diz John Ellis, especialista em tecnologia da Ford.

Segundo o National Safety Council dos Estados Unidos, um quarto dos acidentes do país ocorrem quando os motoristas usam celular enquanto estão dirigindo.

Mas os novos carros também devem estar mais preparados para situações de perigo. Em alguns veículos, sensores poderão acionar uma chamada de emergência em caso de acidente.

Hackers 

Além de gerar o temor de mais acidentes, a evolução das tecnologias de conectividade à internet em veículos sugere a possibilidade de ataques virtuais contra os motoristas.

Dessa forma, o carro estaria vulnerável a hackers como os computadores. Um veículo poderia, por exemplo, ter a porta destravada e ser ligado, sem que ninguém o tocasse.

"Teoricamente, o ataque virtual é possível, mas as montadoras já estão cientes do risco e se preparando para isso", disse John Leech, da consultoria KPMG.

Os modelos da Ford, por exemplo, separam fisicamente os aplicativos de partes cruciais para o funcionamento do veículo.

Apple e Facebook 

Não são apenas as montadoras quem estão de olho no mercado dos carros inteligentes.

"Eu suspeito que serão empresas como a Apple ou o Facebook que irão desafiar com sucesso as montadoras", diz Leech.

"A Apple já tem uma equipe muito significativa pensando como os produtos da Apple podem ser usados em um carro. Se eu estivesse apostando, seria lá que colocaria meu dinheiro", disse.

Parece ser apenas uma questão de tempo até que os carros inteligentes compitam lado a lado com celulares e tablets na indústria da tecnologia.

18 de fevereiro de 2013

Inflação em alta no Brasil vai na contramão da América Latina

Ao mesmo tempo em que o Banco Central informa que não se sente confortável com os índices de preços e a inflação oficial surpreende para cima, no Brasil, outros países da América Latina lidam com um cenário inverso, com inflação em queda e possibilidade de novos cortes de juros. A resistência da inflação nacional divide economistas ouvidos pelo Estado. Há quem atribua o comportamento dos preços brasileiros a erros do governo Dilma Rousseff, ao baixo desemprego e à crise financeira global.

Segundo o IBGE, o índice oficial de inflação foi de 0,86% em janeiro, o maior desde 2003. O número elevou a inflação em 12 meses dos 5,84%, em dezembro, para 6,15%, no mês passado. Ou seja: a inflação continua acelerando. Esse quadro não se repete na Colômbia, no Chile, no Peru ou no México, os novos quatro grandes da América Latina, na visão de especialistas.

Nenhum dos economistas ouvidos pelo Estado aposta em elevação dos juros como a melhor resposta para a alta recente da inflação. Nisso concordam com o Comitê de Política Monetária (Copom). Na ata da reunião de janeiro, o BC diagnosticou um "choque de oferta". Significa que faltam produtos para vender, por isso os preços sobem.

Crise

Na avaliação de Darwin Dib, economista-chefe da CM Capital Markets, os problemas de oferta se devem ao pessimismo. "A demanda na economia é influenciada por toda a população brasileira, mas a oferta é definida por algumas famílias. Esse grupo está assustado: olhe só o que está acontecendo lá fora."

Para André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, alguns fatores explicam a diferença da inflação nos países. Um deles é a taxa de desemprego, que no Brasil baixou ao nível recorde de 4,6% em dezembro, menor que no Chile (6,1%), Colômbia (10,2%), Peru (5,6%) e no México (5%). Apesar de o BC brasileiro não ver um choque de demanda, o economista acredita que, com mais gente trabalhando, há maior procura por produtos e serviços. Isso acaba pressionando os preços mais no Brasil que em outros países da América Latina com taxas de desemprego mais elevadas.

Outro aspecto seria a reação ao excesso de medidas governamentais nos últimos meses, como cortes de impostos e dos juros e novos marcos regulatórios. "O governo pisa no acelerador e na embreagem ao mesmo tempo, o motor roda, mas a energia não chega no eixo e o carro não anda", diz Perfeito.

No Brasil, uma combinação de fatores explica a alta da inflação na visão de Carlos Pio, professor de Economia Política Internacional da Universidade de Brasília: "Demanda aquecida, baixa concorrência doméstica, protecionismo comercial e políticas sociais ou de rendas, incluindo política salarial, que descolem a variação dos rendimentos dos trabalhadores do ciclo econômico. Tudo isso está em vigor atualmente no Brasil".

17 de fevereiro de 2013

EUA discutem fim da moeda de 1 centavo

A moeda de um centavo nos Estados Unidos, conhecida como "penny", não compra absolutamente nada. Serve apenas para lotar os bolsos e ser deixada em doações no caixa da farmácia. Até os pedintes nos metrôs de Manhattan reclamam. Mesmo nos porquinhos das crianças elas vêm perdendo o posto para suas irmãs mais valiosas, como o quarter, de 25 centavos. Nas bases militares americanas no exterior, deixou de ser usada há mais de três décadas.
                                                                  Centavo de dólar.

Para complicar, o custo de fabricar um penny é de exatos 2,4 centavos por causa do aumento do preço do zinco, matéria-prima da moeda.

Diante desse cenário e com cada vez mais as pessoas nos EUA optando por usar cartões de débito ou mesmo aplicativos de celular para pagar as contas, um movimento em defesa do fim do penny começa a ganhar força no país, embora há anos já existam defensores da medida. A inspiração vem do vizinho Canadá, que decidiu acabar com sua moeda de um centavo e também com a de cinco.

Há um mês, os canadenses deixaram de distribuir os seus pennies. A medida ocorreu um ano depois da aprovação pelo governo e nove meses após as últimas moedas de um centavo canadenses serem produzidas. Nos EUA, também seria necessário que a medida passasse pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Os preços, de acordo com as propostas, seguiriam com os centavos quebrados para as compras efetuadas com cartão de crédito, de débito, cheques e aplicativos de celular. No caso do pagamento em dinheiro, haveria um arredondamento para o múltiplo de cinco mais próximo. Isto é, preços terminados em 1, 2, 8 e 9 iriam para 0; os encerrados em 3, 4, 6 e 7, iriam para 5.

Segundo o US Mint, que seria o equivalente à Casa do Moeda nos EUA, são gastos anualmente US$ 120 milhões para fabricar 50 milhões de moedas de um centavo. Em um momento em que o país luta para reduzir seu déficit, o argumento para deixar de fabricar o penny ganhou força, mesmo que a economia seja quase irrelevante para o gigantesco PIB americano.

16 de fevereiro de 2013

Fundo do FGTS considera investir R$ 9 bi em infraestrutura em 2013

Objetivo do Fundo é financiar vencedores de leilão do Programa de Investimentos em Logística.

O Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) terá orçamento de R$ 9 bilhões para aplicar em infraestrutura neste ano, informou o fundo gerido pela Caixa Econômica Federal no dia 08 de fevereiro.

O FI-FGTS já está analisando "mais de 20 operações" em diversos setores, que representam R$ 5 bilhões em novos investimentos.

"O FI-FGTS se posicionará como importante agente financeiro para apoiar os vencedores dos leilões no âmbito do Programa de Investimentos em Logística (PIL)", acrescentou o presidente do Comitê de Investimento do FI-FGTS, Jacy Afonso, em nota.

O fundo também avalia os leilões das novas concessões de rodovias e ferrovias que acontecerão em 2013 e estará aberto às negociações com os vencedores dessas licitações para participar dos projetos com financiamento e participação acionária.

Em 2012, o fundo realizou oito novos investimentos que representaram um total de R$ 4,4 bilhões distribuídos entre os setores de energia, portos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Desde a sua criação, em 2007, o FI-FGTS já investiu R$ 22,4 bilhões em infraestrutura.

"O panorama para o setor de infraestrutura em 2013 está em linha com o cenário do setor em 2012, onde a taxa de juros real atingiu mínima histórica impulsionando a emissão de títulos de dívida privada pelas companhias de infraestrutura", disse Jacy.

15 de fevereiro de 2013

Retração da economia na Itália pode acabar no final do ano

O presidente do Banco da Itália, Ignazio Visco, afirmou no dia 09 de fevereiro que a retração da economia italiana pode terminar na segunda metade de 2013, mas o nível de incerteza ainda é grande. De acordo com ele, decisões políticas na Europa, sobretudo do Banco Central Europeu (BCE), ajudaram a reduzir os custos de financiamento para o governo e as empresas. No entanto, "é crucial que isso continue e seja reforçado", acrescentou.
          Afetada por uma grave crise econômica, Itália deve se recuperar ainda em 2013.

Ele disse que as contas públicas do país continuam frágeis parcialmente devido aos temores por parte de investidores internacionais, mas o spread, ou a taxa de juro paga pela Itália, em comparação com a Alemanha não é justificável do ponto de vista dos fundamentos econômicos.

Segundo Visco, o empréstimo de 3,9 bilhões de euros (US$ 5,22 bilhões) concedido ao Banca Monte dei Paschi di Siena "não é um resgate de um banco em crise". O Banco da Itália deu sinal verde para emissão de títulos de dívida ao banco toscano, a fim de oferecer "um reforço de capital temporário e excepcional", explicou em uma conferência anual do setor. "É um empréstimo, que pode ser usado como capital regulatório, e tem um custo particularmente elevado que subirá ao longo do tempo", disse o presidente do BC.

No dia 07 de fevereiro, o Monte dei Paschi comunicou ter mais de 700 milhões de euros em perdas atreladas às complicadas transações de derivativos que desencadearam uma série de investigações criminais.

Mas a ajuda do governo italiano deve-se, na verdade, aos riscos relacionados à "grande carteira de títulos do governo" do banco, esclareceu Visco. De acordo com ele, a base de capital do Monte dei Paschi é adequada.

O sistema bancário do país continua" fundamentalmente saudável e tem limitada exposição a produtos financeiros", acrescentou. Visco avalia que a utilização desses produtos não deve ser reduzida, já que permitem serviços como hipotecas de taxa variável ou hedge cambial para empresa interessadas em expandir suas operações para mercados estrangeiros.

Destacando a importância de processos de governança e gestão de risco, ele afirmou que os parlamentares devem ampliar os poderes do banco central da Itália - responsável pela supervisão - para remover executivos considerados inapropriados, mesmo que o banco não esteja em crise.

Olhando para o sistema bancário como um todo, Visco disse que duas recessões profundas afetaram a rentabilidade do setor devido ao aumento de empréstimos inadimplentes. Mas o país tem um método particularmente rígido de classificar operações problemáticas, o que analistas e o Fundo Monetário Internacional (FMI) devem levar em conta, destacou o presidente do BC.

Os bancos italianos levantaram mais de 17 bilhões de euros em ações, e as cinco maiores instituições do país elevaram o índice de solvência de capital "Core Tier 1" para 10,8%, lembrou. Ele acrescentou, entretanto, que alguns bancos de médio porte ainda precisam elevar a base de capital.

14 de fevereiro de 2013

Conheça o Google X, o laboratório secreto do Google

Em um laboratório super secreto em uma região não revelada onde os robôs andam livremente, o futuro está sendo imaginado. É um lugar onde sua geladeira pode estar conectada a internet, assim ela pode encomendar comida quando elas estão acabando. Seu prato pode publicar nas redes sociais o que você está comendo. Seu robô pode ir para o escritório enquanto você fica em casa de pijamas. E você pode, talvez, pegar um elevador para o espaço.
           Google pesquisa novos negócios para investir no futuro em laboratório secreto.

Estes são apenas alguns dos sonhos que estão sendo perseguidos no Google X, um laboratório clandestino onde o Google está trabalhando em uma lista de 100 ideais estelares. Em entrevistas, algumas pessoas discutem a lista; alguns trabalham no laboratório ou em algum outro lugar no Google, e alguns foram informados sobre o projeto.Mas nenhum deles pode falar sobre suas atribuições, porque o Google é tão discreto sobre este projeto que muitos funcionários nem sabem que o laboratório existe. 

Apesar de muitas das ideias dessa lista estarem no estágio conceitual, totalmente longe da realidade, duas pessoas informadas sobre o projeto dizem que um dos produtos pode ser lançado no final de 2011, mas eles não disseram qual é. “Eles estão muito à frente agora”, diz Rodney Brooks, professor emérito do laboratório de inteligência artificial e ciências da computação do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês) e fundador da Heartland Robotics. “Mas o Google não é uma empresa qualquer, então quase nada se aplica.” 

Em quase todas as empresas do Vale do Silício, nos Estados Unidos, inovação significa desenvolver aplicativos ou publicidade online, mas o Google se vê de maneira diferente. Mesmo depois de se transformar em uma das maiores empresas e das start-ups ficarem para trás mordendo seus calcanhares, o laboratório reflete a ambição de ser um lugar onde a pesquisa e desenvolvimento inovadores estão acontecendo, conforme a tradição do Xerox PARC, onde o moderno computador pessoal foi desenvolvido na década de 70. 

Jill Hazelbaker, porta-voz do Google, preferiu não comentar nada sobre o laboratório, mas disse que investir em projetos especulativos é uma parte importante do DNA do Google. “As possibilidades são animadoras, mas tenha em mente que a soma investida nestes projetos é muito inferior ao que investimos em nossos negócios principais.” 

No Google, que usa técnicas de inteligência artificial em seu algoritmo de busca, alguns dos projetos podem não parecer tão bizarros como eles aparentam, embora eles desafiem os limites do negócio de buscas na web. 

Os elevadores para o espaço, por exemplo, uma fantasia de longo prazo dos fundadores do Google e outros empreendedores do Vale do Silício, poderia coletar informações ou levar coisas pesadas para o espaço. (Em teoria, eles envolvem viagens para o espaço sem foguetes por meio de um cabo ancorado na Terra.) “O Google está coletando informações sobre o mundo, então agora ele que coletar dados do Sistema Solar”, diz Brooks.

Sergey Brin, cofundador do Google, é um dos mais envolvidos no Google X, segundo fontes.

Sergey Brin, cofundador do Google, está profundamente envolvido no laboratório, segundo diversas fontes e chegou com a lista de projetos junto com Larry Page, outro cofundador do Google, que trabalhou no Google X antes de se tornar CEO em abril; Eric Schmidt, presidente do conselho do Google; e outros executivos de primeiro escalão. “Eu gasto meu tempo em projetos de longo prazo, que esperamos que se tornem importantes negócios para a empresa no futuro”, disse Brin recentemente, apesar de não mencionar o Google X. 

O Google pode transformar uma dessas ideias – um carro sem motorista que foi testado em rodovias da Califórnia no ano passado – em um novo negócio. Pouco impressionado com o espírito de inovação dos fabricantes de veículos da cidade de Detroit, o Google está considerando fabricar os veículos em outra parte dos Estados Unidos, disse uma pessoa informada sobre o projeto. 

O Google poderá vender tecnologia para os carros e, teoricamente, pode mostrar anúncios geolocalizados para os passageiros enquanto eles buscam por pontos de interesse e jogam Angry Birds no assento do passageiro. 

Os robôs são figuras presentes em várias das ideias. Eles chamaram a atenção dos engenheiros do Google, incluindo Brin, que já participou de uma conferência por meio de um robô, em vez de comparecer pessoalmente. 

As frotas de robôs poderiam ajudar o Google a coletar informações, substituindo os humanos que fotografam as ruas para o Google Mapas, de acordo com fontes que conhecem o Google X. Os robôs nascidos no laboratório poderão ser destinados para casas e escritórios, onde eles poderão ajudar as pessoas em tarefas mundanas ou, segundo as fontes, permitir que elas trabalhem remotamente. 

Outras ideias envolvem o que o Google se referiu como a “web das coisas” durante a Google I/O, conferência para desenvolvedores realizada em maio – uma forma de conectar objetos a internet. Toda vez que alguém usa a web beneficia o Google, segundo argumenta a empresa, então seria bom para o Google se os eletrodomésticos e os objetos que podemos vestir, pudessem se comunicar por meio de uma rede Wi-Fi com os dispositivos que rodam o sistema operacional Android. 

Um engenheiro que conhece o Google X diz que o laboratório funciona de forma tão secreta quanto a CIA – ele conta com dois escritórios: um deles não identificado para logística, no campus de Mountain View, e um para robôs numa região secreta. 

Enquanto engenheiros de software trabalham firme em outras áreas do Google, o laboratório é povoado por engenheiros de robótica e engenheiros elétricos. Eles foram encontrados pelo Google na Microsoft, Nokia Labs, Universidade de Stanford, MIT, Carnegie Mellon e Universidade de Nova York. 

Um dos líderes do Google X é Sebastian Thrun, um dos maiores especialistas do mundo em robótica e inteligência artificial, que ensina ciências da computação em Stanford e inventou o primeiro carro sem motorista do mundo. Também trabalha no laboratório Andrew Ng, outro professor de Stanford, que se especializou em aplicar neurociência na inteligência artificial para ensinar robôs e máquinas a operar como humanos. 

Johnny Chung Lee, um especialista em integração homem-máquina, chegou ao Google X contratado da Microsoft neste ano após ajudar no desenvolvimento do Kinect, o acessório de Xbox 360 que responde aos movimentos e à voz humana. No Google X, onde ele está trabalhando com a web das coisas, ele ganhou o misterioso cargo de “avaliador rápido”. 

Como o Google X é um celeiro de grandes apostas que podem se tornar fracassos colossais ou o próximo negócio do Google – e a empresa pode levar anos para compreender isso – a própria ideia de fazer estes experimentos pode assustar alguns acionistas e analistas de mercado. “Esses projetos são uma coisa totalmente Google-y para eles”, diz Colin W. Gillis, um analista da BGC Partners. “As pessoas podem não gostar disso, mas eles toleram porque o negócio principal de busca está fazendo sucesso.” 

Page tentou acalmar os analistas dizendo que estes projetos loucos são uma pequena parte do trabalho do Google. “Existem alguns poucos projetos especulativos acontecendo, mas somos gestores muito responsáveis com o dinheiro de nossos acionistas”, ele disse a analistas em julho. “Não estamos apostando a fazenda nisso.”

13 de fevereiro de 2013

Eric Schmidt, do Google, venderá 42% de sua fatia na empresa

SAN FRANCISCO - O presidente do Conselho do Google, Eric Schmidt, está vendendo cerca de 42 por cento de sua fatia na companhia de buscas na internet no próximo ano, anunciou a empresa no dia 08 de fevereiro.
Schmidt foi CEO do Google até 2011, quando foi substituído pelo cofundador da empresa, Larry Page.

Schmidt venderá 3,2 milhões de ações ordinárias classe A através de um plano de negociação de ações, segundo documento enviado ao regulador norte-americano de mercados, a SEC.

O plano, o qual o Google disse que dará a Schmidt "liquidez e diversificação individual de ativos", permitirá ao executivo um espaço grande entre as transações durante o período de um ano para reduzir o impacto no mercado.

Schmidt, que serviu como presidente-executivo do Google até 2011, atualmente detém cerca de 7,6 milhões de ações ordinárias classe A e classe B, que representam cerca de 8 por cento do poder de voto.

12 de fevereiro de 2013

Dieese: custo de vida em SP tem maior alta em 10 anos

O custo de vida no município de São Paulo subiu 1,77% entre dezembro de 2012 e janeiro deste ano, aponta o Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado no dia 07 de fevereiro. Essa é a maior alta mensal do índice em 10 anos, apenas em janeiro de 2003 o aumento foi superior: 2,92%.

Entre novembro e dezembro do ano passado, o aumento havia sido de 0,43%, 1,34 ponto porcentual menor que neste mês. Os grupos que mais pressionaram esse aumento, segundo a pesquisa, foram: Alimentação (1,88%), Educação e Leitura (5,46%), Habitação (1,44%) e Despesas pessoais (7,60%), que colaboraram no cálculo da inflação com 1,64 pontos porcentuais dos 1,77 registrados.

De acordo com a economista responsável pela pesquisa, Cornélia Nogueira Porto, janeiro é um mês que costuma registrar uma alta maior que a média. "Alguns aumentos são normais nessa época do ano, como escola e produtos in natura, o segundo por causa das chuvas. Na habitação tivemos alta devido ao aumento do salário das empregadas, influenciado pela alta do salário mínimo", explicou.

Os alimentos in natura registraram no período aumento de 3,07%, puxados por raízes e tubérculos (15,42%) com destaque para batatas (21,94%). Essa alta foi superior a média do grupo. Os produtos da indústria alimentícia aumentaram 1,15% e alimentação fora de casa cresceu 0,56%. O arroz apresentou queda de 1,24%.

Outro grupo que registrou crescimento acima da média foi fumo e acessórios, que registrou aumento de 15,68%. Esse subgrupo representa 0,30 pontos porcentuais da alta total. "Neste mês, houve aumento nos cigarros - que não era esperado. As empresas aumentaram em abril de 2012 a última vez e agora novamente. Eles costumam aumentar os preços apenas uma vez ao ano", ponderou.

Para o mês de fevereiro, a expectativa é que a taxa de aumento seja um pouco menor que a de janeiro, mas ainda assim alta. "Vamos contabilizar o aumento da gasolina, que ainda não pôde ser sentida em janeiro, mas ao mesmo tempo teremos a redução da energia elétrica. Teremos alta, mas não será tão alta quanto em janeiro", disse.

11 de fevereiro de 2013

Eike Batista deixa lista de cem mais ricos

                                      Eike: fortuna de US$ 10,7 bilhões, diz Bloomberg.

Eike Batista deixou de fazer parte, no dia 07 de fevereiro, da lista das cem maiores fortunas pessoais do mundo. A relação é organizada pela agência de notícias Bloomberg e tem atualização diária.


Eike, que chegou a integrar as dez primeiras posições do ranking, teria perdido US$ 300 milhões (R$ 595 mi) após a queda nas ações da OSX, empresa de estaleiros do bilionário, no pregão de ontem.

Com isso, ele passa a ter US$ 10,7 bilhões (R$ 21,1 bi) – menos que os US$ 10,8 bilhões (R$ 21,3 bi) do russo Oleg Deripasca, que agora ocupa a centésima posição.


Em março do ano passado, Eike acumulava US$ 34,5 bilhões e era o brasileiro mais rico do mundo. Ele viu sua fortuna começar a encolher quando a OGX Petróleo e Gás, outra empresa do grupo EBX, perdeu mais de três quartos de seu valor de mercado em 12 meses, depois de desapontar seus investidores com os resultados e perspectivas de produção. 

Em uma entrevista à Bloomberg neste mês, Eike Batista disse que ele é um exemplar do "sonho brasileiro" do sucesso empresarial e disse que poderá ultrapassar o mexicano Carlos Slim e atingir o posto de maior bilionário em 2015. Slim tem hoje uma fortuna de US$ 78,1 bilhões, segundo o ranking da Bloomberg.

O brasileiro mais bem colocado é Jorge Paulo Lemann, um dos controladores da Ambev, na 38ª posição, com US$ 18,9 bilhões (R$ 37,4 bi).