10 de março de 2013

Feijão dobra de preço desde início do ano

Problemas climáticos, como seca e excesso de chuvas, causaram queda na produção de feijão.

O preço do feijão carioca dobrou nos supermercados desde o início do ano e um dos produtos mais queridos no prato do brasileiro pode virar o vilão da inflação.


Nas lavouras do sudoeste paulista, principal região produtora do Estado, a saca de 60 quilos passou de R$ 160 no começo de janeiro para R$ 220 no dia 06 de março.

Nos supermercados, o feijão novo extra, que virou o ano cotado a R$ 3, era vendido a R$ 6, alta de 100%.

O feijão liderou o aumento no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no grupo de alimentos, no mês de janeiro, e deve pesar no indicador de preços deste primeiro trimestre.

De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, os preços foram puxados pela escassez do produto. Problemas climáticos, como a seca no Nordeste e no Paraná, e o excesso de chuvas em Minas Gerais, causaram a queda na produção.

De acordo com o engenheiro agrônomo Vandir Daniel da Silva, nesta quarta-feira, a Bolsinha de São Paulo, principal entreposto de comercialização do produto, tinha registrado a entrada de apenas 20 mil sacas de feijão. "A oferta, que determina a cotação, está abaixo do normal. Para se ter uma ideia, em março do ano passado o feijão estava a R$ 80 a saca", disse.

9 de março de 2013

Maior controle do petróleo e distribuição de renda marcam economia da era Chávez

Greve da PDVSA, em 2002: filas nos postos, 15 mil demissões e maior mão do governo na empresa.

O Natal de 2002 não foi exatamente uma noite feliz na Venezuela. A PDVSA, fundada em 1976 para ser a estatal do petróleo, responsável hoje por 97% das exportações e cerca de 15% do PIB do país, chegava a um momento crítico de sua história. Após Hugo Chávez, morto no dia 05 de março, baixar uma série de leis que mudava desde os royalties até a propriedade de reservas de hidrocarbonetos, a companhia entrou em uma greve geral sem precedentes.

O pacote de medidas aumentava a cobrança de royalties do petróleo de 16,6% para 30%, e criava uma alíquota de 40% no caso do gás natural. Além disso, obrigava a PDVSA a ter 51% das novas concessões do setor. A relação com os executivos, que não era boa – meses antes, Chávez tentara nomear o presidente, o que foi visto como intervenção excessiva pelos gerentes –, azedou de vez e desencadeou aquilo que ficou conhecido como "paro petrolero", possivelmente o maior movimento grevista da história da América Latina.

Chávez, com ajuda de movimentos populares e das Forças Armadas (ele próprio foi um militar), saiu vitorioso da queda de braço. E deu o troco. O líder venezuelano demitiu nada menos que 15 mil funcionários da empresa, um número que fez um prédio da PDVSA no bairro de Chuao, em Caracas, ficar completamente vazio. Hoje, ele abriga uma universidade, a UNEFA.

"A PDVSA sempre foi 'um estado dentro do estado', porque, apesar de estatal, era controlada pelos executivos e pela iniciativa privada", diz Luciano Wexell, ex-assessor do Ministério de Indústrias Básicas e Mineração venezuelano e ex-superintendente da Câmara de Comércio Brasil Venezuela. "Naquele momento, o Estado abriu a caixa preta da PDVSA e passou a ter real controle sobre a produção de petróleo no país", afirma.


No mercado internacional, embora continue dependente da venda de petróleo e derivados, Chávez ampliou o leque de parceiros comerciais. "A Venezuela traçou uma política destinada a não depender de um só comprador. Começamos a vender petróleo à China, que não vendíamos. Mantivemos a relação com EUA e estabelecemos cooperação com o Irã", diz Vladimir Villegas, ex-embaixador da Venezuela no Brasil e irmão do atual ministro das Comunicações no país, Ernesto Villegas.

MUDANÇAS SOCIAIS

Se o petróleo já era o principal produto venezuelano, passou a ser ainda mais relevante em 2005, com as descobertas de novas áreas no Rio Orinoco, que corta o país ao meio. A região passou a ser considerada a maior reserva mundial de hidrocarbonetos e colocou o a Venezuela como país com mais reservas, à frente da Arábia Saudita, segundo relatórios recentes da empresa petroleira BP. A Venezuela detém 24,8% das reservas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (297,69 bilhões de barris), que correspondem a 81% do total mundial.

Naquele ano, Chávez aumentou os royalties pagos por empresas que exploram a região, de 1% para 16,6%. E, além de precioso produto de exportação, o óleo venezuelano passou a financiar transformações sociais no país. "O lema da PDVSA virou 'semear o petróleo'", explica Wexell.

A produção de petróleo caiu na era Chávez ( veja gráfico abaixo ), principalmente devido a acordos de preço dos países produtores. E o valor do barril, de fato, disparou no período. As chamadas "missões" sociais, criadas em 2003, começaram a ser turbinadas pelo dinheiro das exportações. As principais visavam combater a miséria – espécie de Bolsa Família local – e incentivar a educação no país.
Alguns resultados podem ser medidos por números. Em 2006, a Venezuela foi declarada "território livre do analfabetismo" pela UNESCO. Além disso, na chamada era Chávez, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, indicador da ONU baseado em PIB per capta, eduação e expectativa de vida, subiu significativamente e passou o do Brasil.

No início de 2000, um ano após Chávez assumir, o IDH da Venezuela era de 0,656, inferior ao do Brasil, de 0,665. Em 2005, os dois países "empataram" em termos de desenvolvimento humano, com índices de 0,692. A partir daí, o dado da Venezuela acelera e ultrapassa o brasileiro (como mostra o gráfico acima). Em 2011, o IDH venezuelano era de 0,735, o que colocava o país na 73ª posição no ranking mundial de IDH. Já o do Brasil alcançou a marca de 0,718, deixando o País como 84º colocado.

Villegas destaca também o papel de Chávez para a integração regional, como a criação da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). A entrada da Venezuela no Mercosul foi outro trunfo, obtido numa manobra política que aproveitou a oportunidade aberta pelo impeachment de Fernando Lugo, deposto da presidência do Paraguai. A destituição levou à suspensão do país do bloco, o que permitiu driblar a oposição de Assunção, único membro que vinha barrando a adesão venezuelana.
Centro de Caracas: na era Chávez, país se tornou o 73º país com melhor IDH e ultrapassou o Brasil, que é o 84º.

Chávez também vinha fazendo lobby pela concessão do status de membro pleno para Equador e Bolívia, hoje membros associados e com governos ideologicamente próximos ao líder venezuelano. A morte de Chávez não deve prejudicar esse processo, avalia Villegas.

"Vendo as coisas daqui há uns dez anos, a Unasul (união política que reúne 12 países da região) e o Mercosul terminarão sendo a mesma coisa", diz Villegas.

PIB "MONTANHA-RUSSA"

O gráfico do PIB da Venezuela ao longo da era Chávez ( veja acima ) parece uma montanha-russa. Após o líder assumir o governo, o índice se estabilizou por volta de 3,5%. A crise na PDVSA abalou o dado ao longo dos próximos anos. Após fortes quedas de 8,9% (2002) e 7,8% (2003), e uma também anormal alta de 18,3% em 2004 ("rebote estatístico" dos anos anteriores), veio um período de estabilização e cresimento.

A crise econômico global atrapalhou essa maré mansa em 2009, quando a economia retraíu 3,2%. Superadas as turbulências, o indicador retomou o rumo do crescimento nos últimos anos – teve alta de 4,2% em 2011 e 5,5% em 2012, anos em que o Brasil cresceu 2,7% e 0,9%.

"A economia venezuelana encontra-se bastante centrada na extração, produção e exportação de petróleo, estando a evolução do PIB do país bastante correlacionada com os volumes de exportação de petróleo e o seu nível de preço nos mercados internacionais", diz relatório do Banco Espírito Santo, publicado em junho do ano passado.

A diversificação é uma das metas do governo, mesmo daqui para a frente, sem Chávez. "Temos que transformar nossa economia, para que a maior integração regional seja benéfica para nós também", afirma Villegas.

8 de março de 2013

Dilma critica pessimistas e diz que Brasil voltará a crescer este ano


Um dia após o anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, que ficou em 0,9%, abaixo das expectativas do governo, a presidenta Dilma Rousseff disse no dia 02 de março, durante a Convenção Nacional do PMDB, que o Brasil voltará a crescer este ano. Ela criticou os “mercadores do pessimismo”, que apostam no fracasso do país.


Ao lado das principais lideranças peemedebistas, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Dilma frisou que vão errar aqueles que apostam no fracasso econômico do Brasil.

“Mais um vez, os mercadores do pessimismo vão perder. Vão perder como perderam quando previram o racionamento de energia em janeiro e fevereiro e, mais uma vez agora, quando apostam todas as fichas no fracasso do país. Eles vão se equivocar. Tenho certeza de que todos vocês sabem que torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil”, discursou a presidenta para militantes do PMDB.
        A presidente Dilma Rousseff em Convenção Nacional do PMDB, em Brasília (DF).

Dilma acrescentou que, com o apoio do PMDB, o governo petista realizou feitos importantes para o país, como a saída de 22 milhões de brasileiros da extrema pobreza. “Juntos [PT e PMDB] fizemos muito, o que parecia impossível e o que os nossos adversário políticos, quando puderam, não fizeram ou não quiseram fazer.”

Em um discurso preparado e lido em cerca de 40 minutos, Dilma defendeu a aliança com o PMDB e ressaltou a importância do partido para a governabilidade do país. “Muito do que conseguimos alcançar no meu governo deve-se à presença do meu companheiro e vice-presidente Michel Temer e ao apoio dos parlamentares do PMDB”, acrescentou.

“É uma grande honra participar da Convenção Nacional do partido, que é o maior parceiro do meu governo. O convite do PMDB para estar aqui ofereceu uma oportunidade extraordinária para que possamos, juntos, celebrar essa parceria sólida, produtiva e que, sem dúvida, terá longa vida”.

A presidenta ainda defendeu a política de coalizão e ressaltou que, desde a redemocratização, todos os presidentes, exceto Fernando Collor de Mello, foram eleitos com aliança entre partidos.

“Desde que começamos a eleger presidentes, apenas um governo não teve amplo apoio e apenas um não concluiu seu mandato. Em meu governo, a ampla coalizão que conseguimos formar tem obtido resultados e isso é um passo fundamental para a superação da miséria extrema no Brasil."

“Temos que ressaltar a indispensabilidade dessa aliança”, disse o vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer. “O PMDB tem uma honra extraordinária de participar desse governo”, acrescentou.

Segundo o senador José Sarney (PMDB-AP), a aliança entre os dois partidos é programática. “Temos lealdade recíproca e objetivo comum”.

7 de março de 2013

PIB brasileiro tem pior desempenho desde governo Collor


A presidente Dilma Rousseff encerrou os dois primeiros anos de seu mandato com crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 1,8%, desempenho que só não foi pior que o início do governo do presidente Fernando Collor de Mello.

Nos dois primeiros anos do primeiro e do segundo mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, essa média foi de, respectivamente, 3,4% e 5,6%, e nos de Fernando Henrique Cardoso, de 3,2% e 2,3%. Já no de Collor, ficou em 0,25%.

Considerando uma expansão do PIB de 3% este ano (possibilidade colocada em dúvida por alguns economistas) e de 4% no próximo, o governo Dilma fecharia seu mandato em 2014 com crescimento médio anual de 2,6%. É quase a metade dos 4% a 5% pretendidos pela presidente.
Mantega durante apresentação dos dados do PIB brasileiro a jornalistas no dia 1º de março.

No front externo, a comparação também é desfavorável ao Brasil, pois, embora economistas ligados ao governo geralmente associem o baixo crescimento brasileiro à crise internacional, o crescimento de 0,9% do PIB do Brasil em 2012 foi o pior entre os países do Bric –que inclui também Rússia, Índia e China– e ficou acima apenas do resultado na Europa.

A China, por exemplo, avançou 7,8%, enquanto a economia mundial cresceu 3,2% no ano passado. No conjunto dos países da zona do euro, a economia encolheu 0,5%. "O mais importante é que a crise foi externa, não interna. Desta vez, a crise foi produzida lá fora e tivemos resposta muito boa à crise, mas é inevitável que a economia desacelere", comentou em Brasília o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Críticos da política econômica citam a comparação internacional para dizer que fatores internos pesam mais na desaceleração da economia brasileira do que a crise externa. Mesmo na América Latina o crescimento foi maior: o PIB do México avançou 3,9% ano passado.

Segundo Felipe Queiroz, economista da agência de risco Austin Rating, a crise internacional e o baixo crescimento nos países desenvolvidos afetam sim os países emergentes como o Brasil. Nesse contexto, as economias emergentes se voltaram para seus mercados internos.

A diferença do Brasil para os demais Brics está na estrutura da economia e na condução da política econômica, diz Queiroz. "Aqui, ainda temos uma baixa taxa de poupança, dependemos de recursos externos e ficamos vulneráveis a ânimos e expectativas de investidores internacionais de curto prazo."

Por sua vez, Índia e China crescem com pesados investimentos. Segundo ele, a taxa de investimento da Índia está em 34% do PIB. Na China é de 48%. No Brasil, ficou em apenas 18,1%. Assim, embora tenha um mercado interno grande e em expansão, o avanço do consumo no Brasil acaba sendo suprido por produtos de outros países, sobretudo na indústria.

6 de março de 2013

Vale tem prejuízo no 4º trimestre e lucro cai 74%, para R$ 9,7 bilhões em 2012

A mineradora Vale anunciou no dia 27 de fevereiro um lucro líquido de R$ 9,7 bilhões em 2012, valor 74% menor que os R$ 37,8 bilhões registrados em 2011, ano em que a companhia atingiu o melhor desempenho financeiro desde sua fundação em 1942. Segundo a consultoria Economática, o resultado do ano passado é o menor desde o ano de 2004 quando a empresa teve lucro de R$ 6,46 bilhões

No quarto trimestre de 2012, a empresa teve um prejuízo de R$ 5,6280 bilhões, ante lucro de R$ 8,354 bilhões no mesmo intervalo de 2011. Trata-se do primeiro resultado negativo da mineradora desde o terceiro trimestre de 2002 e o maior já registrado pela empresa na sua história.

Segundo a companhia, a crise internacional impactou diretamente o resultado por conta da "queda eneralizada dos preços de minérios e metais, com exceção do ouro, um metal precioso

cujas cotações são influenciadas por outros fatores. Os preços do minério de ferro se tornaram muito mais voláteis, demonstrando grande volatilidade de baixa especialmente no terceiro trimestre do ano".

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do quarto trimestre somou US$ 4,394 bilhões, retração de 40,59% em relação ao mesmo intervalo de 2011. Em 2012, o Ebitda da Vale totalizou US$ 19,135 bilhões, queda de 43,32% na comparação com o ano anterior.

A receita operacional entre outubro e dezembro do ano passado totalizou US$ 12,002 bilhões, queda de 18,66% ante o mesmo período de 2011. No ano, a receita encolheu 23,08% em relação a 2011 e atingiu US$ 46,454 bilhões em 2012.

A esperada retração da receita em 2012, com reflexo no Ebitda anual, decorre da queda do preço do minério de ferro. Em setembro de 2012, a cotação da commodity chegou a US$ 86,70, patamar mais baixo desde outubro de 2009, ainda sob efeito da crise mundial.

A queda da receita da Vale só não foi maior porque a companhia manteve patamares praticamente estáveis de produção de minério na comparação anual, com variação negativa de apenas 0,8% em relação a 2011.

Segundo a companhia, o resultado financeiro foi diretamente impactado pela crise internacional , que provocou uma "queda generalizada dos preços de minérios e metais, com exceção do ouro, um metal precioso cujas cotações são influenciadas por outros fatores. Os preços do minério de ferro se tornaram muito mais voláteis, demonstrando grande volatilidade de baixa especialmente no terceiro trimestre do ano".

O lucro líquido básico (lucro líquido excluindo o efeito de itens não caixa não recorrentes) atingiu R$ 22,2 bilhões, contra R$ 39,2 bilhões em 2011, e o EBITDA foi de R$ 37,4 bilhões, reduzindo-se 33,5%, sendo, porém, ainda assim o terceiro maior da nossa história. A redução foi devida quase totalmente a preços menores em 2012, que tiveram um impacto negativo de R$ 22,8 bilhões no EBITDA.

A empresa também informa um total de US$ 6,0 bilhões distribuídos para acionistas, o segundo maior da história da Vale e o maior entre as grandes mineradoras em 2012. Em janeiro, a mineradora anunciou proposta ao Conselho de Administração de pagar uma remuneração mínima ao acionista de US$ 4,0 bilhões em 2013, o que ainda se constitui em montante substancial.

5 de março de 2013

OSX tem prejuízo de R$ 39,9 milhões no 4º trimestre

A empresa de construção naval e de serviços para o setor OSX informou no dia 27 de fevereiro um prejuízo atribuído ao acionista controlador de R$ 39,9 milhões no quarto trimestre, ante lucro de R$ 7 milhões no mesmo período do ano anterior.

No ano, a companhia do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, reverteu o lucro de R$ 7,6 milhões para um prejuízo de R$ 26,3 milhões.

A receita de vendas de bens e serviços encerrou o quarto trimestre em R$ 153,8 milhões, ante R$ 80,11 milhões um ano antes. No fechado de 2012, a receita triplicou, para R$ 433,7 milhões.

Já o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 9,4 milhões no trimestre, ante um resultado positivo de R$ 8,4 milhões um ano antes.

No fechado do ano, o Ebitda ficou positivo em R$ 40,2 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 50 milhões em 2011.

O endividamento consolidado da companhia ao final de 2012 era de R$ 5,5 bilhões.

4 de março de 2013

Chamada interrompida no celular dará direito a ligação gratuita, informa Anatel

Regra vale para chamadas feitas por celulares tanto para números móveis quanto para fixos.

A nova regra da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a tarifação para chamadas de telefonia móvel interrompidas passaram a vigorar no dia 27 de fevereiro, informou a autarquia.

Assim, se uma ligação móvel for interrompida por qualquer motivo, o usuário terá dois minutos para realizar outra chamada para o mesmo número, que será considerada parte da primeira, portanto, sem efeito de tarifação extra.

"No caso de quem paga a ligação por tempo, haverá a soma dos segundos e minutos de todas as chamadas sucessivas", explicou a Anatel, em seu website.

"No caso de quem paga por ligação, as chamadas sucessivas serão consideradas uma só para efeito de cobrança e não poderão ser cobradas do consumidor como ligações diferentes", complementou.

Essa regra vale apenas para chamadas feitas por celulares, tanto para números móveis quanto para fixos, sem limite para chamadas sucessivas.

A regra foi aprovada pela Anatel no fim de novembro de 2012.

3 de março de 2013

EUA selecionam Embraer para fornecer aviões de defesa para o Afeganistão

 A-29 será fabricado nos EUA e utilizado para o treinamento de militares no Afeganistão.

A Sierra Nevada Corp anunciou que a Força Aérea dos Estados Unidos selecionou a empresa Embraer e sua parceira, a Embraer Defense and Security, para fornecer aviões A-20 Super Tucano para a Força Aérea do Afeganistão. A encomenda inicial é de 20 aviões, no valor de US$ 427,5 milhões.

Segundo o comunicado da SNC, o A-29 "será usado para prover capacidades de apoio aéreo leve, reconhecimento e treinamento para os militares do Afeganistão. Como tal, ele é um elemento vital da estratégia dos EUA de retirada do Afeganistão e central para a manutenção da segurança naquela região no futuro". Os aviões serão construídos em Jacksonville (Flórida).

O consórcio Embraer/SNC já havia sido declarado vencedor dessa licitação, mas a decisão havia sido contestada em 2011 pela indústria aeronáutica norte-americana Beechcraft, que saiu da concordata no começo do mês de fevereiro.

2 de março de 2013

Trabalho na indústria fecha 2012 com maior custo em 11 anos

                                 Custo do trabalho na indústria foi o maior em 11 anos.

Apesar do recuo no emprego e de todas as medidas de incentivo adotadas pelo governo, o custo do trabalho na indústria brasileira registrou um aumento recorde em 2012. A alta de 6,6% apurada pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) foi a maior em 11 anos, desde que a pesquisa começou a ser feita. Foi, ainda, o dobro do aumento verificado em 2011, de 3,2%.

O aumento dos gastos da indústria com empregados é contínuo e pega o setor num momento de fragilidade. Aliado a serviços precários de infraestrutura e impostos muito altos, a alta no custo do trabalho ajuda a tornar o produto brasileiro caro demais para competir com artigos estrangeiros, no Brasil e no exterior.

Como consequência, o setor patina há dois anos. No ano passado, a produção caiu 2,7%, depois de ter crescido 0,4% em 2011. Somando os últimos resultados, é como se a indústria estivesse parada há quatro anos. Em 2012, o governo adotou algumas medidas para melhorar a competitividade. Cortou a conta de luz, reduziu impostos sobre salários , mexeu no câmbio e baixou os juros. Para os industriais, ainda não é suficiente.


Em suas contas, o Iedi leva em consideração dois fatores. Primeiro, os salários, que tiveram aumento médio real de 5,8%. Mesmo apertada pela competição com os importados, a indústria reajustou salários porque disputa mão de obra com o comércio e prestadores de serviços.

Outro item é a produtividade, medida para verificar quanto a indústria consegue produzir com seus empregados. No ano passado, a produtividade caiu 0,8% - o segundo pior resultado desde 2002, só superado pela retração de 2,2% em 2009.

1 de março de 2013

Você já precisou fazer reuniões no banheiro do escritório?

                                       Muitas reuniões podem se tornar improdutivas.

Administro uma empresa de consultoria e uma de nossas clientes passou por essa situação. Com um alto cargo em uma grande empresa, ela descobriu que sua agenda estava lotada de reuniões presenciais e por telefone. Uma vez que os funcionários tinham dificuldades para encontrá-la em sua mesa, começaram a segui-la até o banheiro com pastas nas mãos, esperando respostas para suas perguntas. (Na verdade, só as mulheres podiam fazer isso, é claro. Os homens ficavam esperando do lado de fora.)

Assim como minha cliente, a maioria dos executivos passa uma parte significativa do dia em reuniões e quanto mais alto é o cargo, pior a situação. Grandes executivos carregam a maior parte do peso, mas nossa cultura de reuniões excessivas afeta funcionários de todos os níveis. Basta olhar ao redor no escritório. Onde está todo mundo?

A cultura de reuniões corporativas é insustentável e pouco produtiva. A quantas reuniões sem uma pauta prévia você foi na semana passada? Quantas resultaram em uma nova ideia? Quantas vezes se perguntou o que estava fazendo ali?

O tempo é uma mercadoria. Portanto, todo o tempo gasto em reuniões deveria gerar um retorno sobre o investimento. Mas com que frequência pensamos dessa maneira a respeito do tempo e estabelecemos expectativas para reuniões que produzam resultados reais? De acordo com a minha experiência a resposta é: raramente. Esse é apenas um dos resultados de uma cultura de reuniões excessivas.

É chegado o momento de fazer uma revolução nas reuniões. Em vez de aceitar automaticamente o próximo pedido de reunião, pare e pense a respeito do retorno sobre o investimento. Essa reunião o ajudará a conquistar seus objetivos? De que maneira o objetivo da reunião – pois espero que ao menos o objetivo tenha sido declarado – se alinha com as prioridades estratégicas da empresa? Participar é a melhor forma de gastar seu tempo neste momento? Se as respostas forem negativas, revolte-se – não aceite o pedido de reunião.

Se não houver maneira de evitar sua presença e a reunião tiver sido agendada de última hora, questione sua duração. O grupo realmente precisa de uma hora inteira para uma atualização do status do projeto?

Nosso desenvolvedor de websites, por exemplo, agenda telefonemas de atualização de apenas 25 minutos. Conseguimos fazer todo o necessário nesse tempo e, então, sobram cinco minutos para abordar qualquer assunto que não esteja na pauta, ou para desenvolver novas ideias.

Existem outras formas de encurtar as reuniões, ou de eliminar sua necessidade. O assunto pode ser abordado por meio de outro formato, como e-mail ou mensagens instantâneas? Pense em investir em tecnologias que permitem que colegas compartilhem documentos na tela do computador, sem a necessidade de uma reunião.

Para reuniões presenciais, sugira que todos fiquem em pé. Isso é extremamente eficaz, uma vez que a fadiga logo ataca as pernas e todos se sentem incentivados a manter as reuniões mais curtas.

Ao diminuir a duração das reuniões, o foco é automaticamente limitado. Em minha empresa, chamamos isso de espremer o recipiente – ou seja, encurtar as coisas. Como resultado, eliminamos parte das "rebarbas" da reunião, incluindo todo o papo desnecessário que nos desvia do tópico.

À medida que você estreita o foco da reunião, torna-se muito mais fácil se concentrar nos resultados que deseja obter. Em todas as nossas pautas, após identificarmos o assunto, incluímos uma lista de pontos que detalham os resultados que esperamos da reunião. Em qualquer momento, qualquer participante pode levantar esses pontos e ver se ainda estamos fazendo progresso. Essa conversa vai nos levar aos resultados desejados? Se a resposta for negativa, podemos mudar de rumo imediatamente.

Ao dar uma pauta aos participantes, é possível manter o controle da reunião em relação aos objetivos declarados, fazendo com que os funcionários se concentrem nos assuntos em questão. Incluir os resultados desejados ajuda os envolvidos a se prepararem para a reunião da maneira que funciona melhor para cada um.

Uma revolução na maneira como as reuniões são feitas criará uma nova cultura corporativa. Para começar, obviamente ocorrerão menos reuniões. Além disso, as reuniões restantes serão mais curtas e concentradas, produzindo um retorno claro ao investimento.

No caso daquela executiva sênior que não podia fazer uma pausa em paz, ela acabou liderando a revolução das reuniões em sua empresa. Tenho o prazer de informar que agora ela consegue finalmente ir desacompanhada ao banheiro.