10 de maio de 2013

Prefeitos cassados devem devolver R$ 2,7 milhões aos cofres públicos

Prefeitos eleitos desde 2008, cassados por compra de voto ou abuso de poder político, terão que devolver mais de R$ 2,7 milhões aos cofres públicos. O valor é cobrado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para cobrir os gastos com novas eleições para suprir os cargos vagos.

A cobrança começou no ano passado, resultado de acordo entre a AGU e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para intercâmbio de informações sobre os políticos que tiveram o mandato cassado devido à prática de crimes. A AGU informa que foram ajuizadas 51 ações com pedido de ressarcimento, e outras 37 são preparadas.


Minas Gerais é o estado com o maior número de pedidos de ressarcimento: 21 casos tentam recuperar R$ 281,8 mil. No Pará está concentrado o maior volume financeiro, com ações que passam de R$ 500 mil. Outros seis acordos foram fechados – dois deles sem precisar de ação judicial –, somando R$ 104,8 mil.

A AGU considera as ações para cobrar gastos com eleições suplementares são uma medida pedagógica contra a corrupção. "Eles [os políticos] precisam estar cientes de que terão que devolver aos cofres públicos todos os gastos com as novas eleições realizadas por causa de ato fraudulento cometido que, consequentemente, gerou a cassação", diz o diretor do Departamento de Probidade Administrativa da AGU, Renato Dantas.

9 de maio de 2013

Passo a passo para estrear na Bolsa

     Número de pessoas físicas na Bolsa de Valores era de 587.797, em março de 2013.

Não é preciso ser especialista para investir na Bolsa de Valores. Mas quem procura rendimentos mais generosos que a renda fixa deve estar disposto ao risco e ter noções básicas sobre este mercado, recomendam economistas.

Comprar ações de uma empresa é como pilotar um avião, na opinião do economista-chefe da HPN Invest, Edgar de Sá: antes de decolar, é preciso fazer um plano de voo e elaborar alternativas para uma possível pane. Não basta conhecer os riscos, portanto. É preciso guardar estratégias na manga.

“Assim como o piloto calcula a duração do combustível e a probabilidade de tempestades, o investidor precisa traçar um plano B para desviar a rota do investimento no meio do caminho, se necessário”, compara o especialista.

Até abril deste ano, o índice Ibovespa havia sofrido uma queda acumulada de 8,27%. Ainda assim, o número de pessoas físicas na Bolsa cresceu entre janeiro e março, de 583.527 para 587.797. Nos últimos dez anos, a quantidade de pequenos investidores no mercado de ações aumentou sete vezes.

A participação de pessoas físicas cresce, mas ainda é baixa em relação a outros investidores – representou 7,44% para operações de compra e 7,61% para venda, em abril. O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, afirmou que está em pé a meta de atrair ao menos 5 milhões de pequenos investidores para este mercado.

A volatilidade diária das ações não deve alarmar o investidor ao ver perdas momentâneas em seu extrato, sugerem analistas. Elas são mais preocupantes para o especulador, que aposta no curtíssimo prazo. A recomendação é ignorar quedas ocasionais de preços e mirar o longo prazo.

O professor da universidade Anhembi Morumbi, Osmar Visibelli, sugere ao investidor de primeira viagem permanecer na Bolsa por, no mínimo, um ano, para que o investimento esteja livre de sazonalidades. Apostar neste mercado pode ser vantajoso mesmo em momentos de desvalorização.

“A Bolsa é sempre uma alternativa para a pessoa física diversificar seus investimentos, contanto que use apenas uma parte dos recursos financeiros, e nunca todo o seu capital”, recomenda Amerson Magalhães, diretor do Easynvest, plataforma da Título Corretora.

Visibelli aconselha investir no máximo 35% da capacidade financeira em ações. A parte restante, orienta o docente, deve ser distribuída entre outras aplicações que ofereçam maior segurança (apesar do retorno menor) ou maior rentabilidade (com agravamento do risco).

Escolher empresas de capital aberto com dados contábeis consistentes é outro cuidado. Isto inclui acompanhar resultados e dividendos, além de conhecer a política de investimentos da companhia, aponta Visibelli. “Investir em ações sempre exigirá conhecimento técnico mínimo sobre o mercado e uma análise cuidadosa das empresas-alvo”.

Como escolher uma corretora

Antes de ingressar na Bolsa, é preciso abrir uma conta em uma corretora ou distribuidora. Há cerca de 100 delas, autorizadas pela Bolsa a operar no mercado de ações . Para escolher a mais adequada ao seu perfil, a BM&FBovespa sugere consultar cada uma e perguntar quais serviços oferece, além das taxas cobradas (como de custódia). Estas instituições orientam o investidor a escolher suas ações, conforme o objetivo financeiro. Há corretoras mais voltadas ao pequeno investidor.

Elas são responsáveis, também, por manter o cliente informado sobre novos produtos, dividendos e outros bônus pagos pelas empresas aos acionistas. Para abrir uma conta, elas exigem comprovantes de identidade e residência, CPF e a assinatura de um termo de adesão e contrato de intermediação.

Primeiro passo para investir

Após escolher a corretora ou distribuidora, o investidor transfere o dinheiro para sua conta e escolhe as empresas onde pretende investir. Em seguida, dá uma ordem de compra e o pedido é executado na Bolsa. Mas antes disto, é preciso avaliar o custo total da operação. As corretoras cobram taxa de corretagem e de custódia, pela manutenção da conta, que pode variar de uma instituição para outra.

Antes de escolher uma corretora, é preciso comparar os preços cobrados, que influem diretamente nos rendimentos. A Bolsa também cobra emolumentos para operar as negociações. Já operações de venda de ações de até R$ 20 mil são isentas do pagamento de Imposto de Renda .

Dicas para não perder o sono

Para Amerson Magalhães, do Easynvest, há duas estratégias para o investidor iniciante mitigar o risco do investimento. A primeira é aplicar os recursos de forma gradativa, montando o portifólio de ações aos poucos. “Ele pode programar a entrada dos investimentos periodicamente, em diversos momentos”, explica.
 Fundos de índice são considerados a melhor porta de entrada para a Bolsa de Valores.

A recomendação é diversificar os investimentos, para desconcentrar o risco. Mas nem sempre o pequeno investidor tem recursos suficientes para aplicar em muitas ações. Por isso, outra alternativa é investir em fundos de índices (ETF-s), que acompanham as 50 ações mais negociadas na Bolsa. As ações entram e saem automaticamente destes fundos, conforme perdem ou ganham relevância.

Além de mitigar o risco com uma carteira mais diversificada, estes fundos têm taxa de administração média de 0,5% ao ano, considerada baixa. Um dos fundos, que acompanha o índice IBX50, tem o menor custo do mercado, de 0,059% ao ano.

Magalhães considera as ETF-s a melhor porta de entrada para a Bolsa, inclusive para o investidor com perfil conservador. “Esta estratégia ajuda a entender os movimentos do mercado e entender a dinâmica da Bolsa”, diz.

Há ainda a opção de apostar em fundos que espelham índices por setores, como o imobiliário, de materiais básicos ou de consumo. Em 2012, este último teve maior destaque, refletindo o aumento do crédito. “Se o investidor acredita que determinado setor terá bons resultados, pode escolher um fundo voltado para ele”, exemplifica Magalhães.

8 de maio de 2013

Tiffany processa varejista por venda de anéis falsificados nos EUA

                           Loja da Tiffany do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.

Um juiz federal de Nova York pediu no dia 03 de maio que a varejista norte-americana Costco e a joalheria Tiffany & Co. resolvam uma disputa judicial multimilionária sobre a venda de produtos falsificados. A Tiffany processou a empresa de varejo por ter vendido milhares de anéis de diamante falsos com o nome da marca.

Advogados da Costco alegaram que o nome Tiffany tornou-se um termo genérico para um tipo popular de anéis de noivado em que a pedra preciosa fica presa em "garras" da joia.

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Segundo o The New York Post, o advogado da rede varejista, James Dabney, afirmou ao juiz que usar a expressão "Tiffany ring" (anel da Tiffany) é como dizer "Phillips screwdriver" (chave de fenda Phillips), "Murphy bed" (cama de parede), ou "Ferris wheel" (roda gigante que leva o nome Ferris em inglês).

Em resposta, o advogado da joalheria, Jeffrey Mitchell, afirmou que se perguntassem a 100 pessoas na rua o que Tiffany significa, "eles não iriam responder desta maneira".

7 de maio de 2013

Roubo de celulares aumenta à medida que indústria ignora problema

Quando um adolescente roubou o iPhone da mão de Rose Cha em uma parada de ônibus, no Bronx, em março, ela relatou o furto para sua operadora de celular e para a polícia - assim como já havia feito nas duas outras vezes em que foi vítima de roubo de celular. Novamente, a polícia disse que não poderia fazer nada para ajudá-la.

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O celular de Cha foi inserido em um novo banco de dados nacional de celulares roubados, que acompanha o número de identificação de um celular para impedir que ele seja ativado, teoricamente desencorajando furtos.

Mas os policiais disseram que o banco de dados não tem ajudado a combater os números crescentes de furtos de aparelhos celulares, em parte porque muitos celulares roubados acabam sendo enviados para o exterior, fora do alcance do banco de dados, e em parte porque os identificadores são facilmente modificados.

No entanto, algumas autoridades disseram que existe um problema maior - que as operadoras e fabricantes de celulares têm pouco incentivo para corrigir o problema.

"As operadoras não são inocentes neste cenário. Elas acabam lucrando com isso", disse Cathy L. Lanier, chefe do departamento de polícia de Washington, DC, onde o recorde de 1,829 celulares foram levados em assaltos no ano passado.

George Gascon, procurador do distrito de São Francisco, disse que os fabricantes de celulares como a Apple deveriam explorar novas tecnologias que poderiam ajudar a impedir o roubo. Em março, ele disse ter se encontrado com com um executivo da Apple, Michael Foulkes, que lida com suas relações com o governo, para discutir maneiras de como a empresa poderia melhorar sua tecnologia anti-roubo. Mas ele foi embora da reunião, disse ele, sem nenhuma promessa de que a Apple estava trabalhando para realizar melhoras.

Ele acrescentou: "Ao contrário de outros tipos de crimes, este é um crime que pode ser facilmente corrigido com uma solução tecnológica".

A Apple não quis comentar a respeito do assunto.

O mercado de celulares é extremamente lucrativo, com a venda de aparelhos que arrecadaram US $ 69,000 milhões nos Estados Unidos no ano passado, de acordo com a IDC, a empresa de pesquisa. No entanto, furtos de smartphones continuam aumentando, e as vítimas continuam comprando novos aparelhos.

Em São Francisco no ano passado, quase metade de todos os assaltos envolveram o furto de um celular, contra 36 % um ano antes; em Washington, os celulares foram levados em 42% dos roubos, um recorde. Em Nova York, o roubo de iPhones e iPads no ano passado representaram 14 % de todos os crimes.

6 de maio de 2013

Lucro da Petrobras recua 17% no 1º trimestre, para R$ 7,7 bilhões


A Petrobras teve um lucro líquido de R$ 7,693 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma retração de 17% em relação ao mesmo período de 2012. A queda já era esperada por analistas, uma vez que o volume de produção de petróleo da estatal encolheu no início do ano. Além disso, a Petrobras continua a sofrer com o descasamento entre os preços dos combustíveis vendidos no mercado doméstico e aqueles importados pela companhia para atender a demanda interna.


Nos últimos dez meses, a Petrobras reajustou a gasolina em 14,9% e o diesel em 21,9%, conforme destacado pela presidente da estatal, Maria das Graças Foster, em apresentações sobre o Plano de Negócios 2013-2017.

Os aumentos, embora ainda insuficientes para eliminar o prejuízo da estatal nas operações de importação e revenda de combustíveis, contribuíram para a alta de 10% da receita líquida na comparação com o começo de 2012. As vendas da companhia totalizaram R$ 72,535 bilhões entre janeiro e março.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado trimestral totalizou R$ 16,231 bilhões, com retração de 1,76% na mesma base comparativa. O resultado líquido financeiro foi positivo em R$ 1,390 bilhão no primeiro trimestre, ante R$ 465 milhões positivos no primeiro trimestre de 2012.

A produção total de óleo e gás natural da Petrobras somou 2,552 milhões de barris diários no primeiro trimestre de 2013, uma retração de 5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em relação ao quarto trimestre de 2012, o indicador apresentou retração de 2%.

Quando considerada apenas a produção nacional, o indicador teve retração de 5% entre janeiro e março, ante o mesmo intervalo de 2012, somando 2,310 milhões de barris diários. Na comparação com o quarto trimestre de 2012, o desempenho doméstico foi 3% menor, em decorrência principalmente do maior número de paradas programadas, do declínio natural dos campos, das saídas das plataformas SS-11 de Baúna e P-34 de Jubarte, além do final do teste de longa duração de Oliva.

Graça mostra confiança na produção

Em carta dirigida a acionistas e investidores, acompanhando os dados do balanço do primeiro trimestre, a presidente da Petrobras, Graça Foster, chamou a atenção para o crescimento de 72% do lucro da petroleira ante o trimestre anterior antes de destacar a queda de 4% na produção nacional ante o quarto trimestre do ano passado.

"Enfatizo aqui nossa confiança nas perspectivas de crescimento da produção de óleo e gás da Petrobrás", declarou a executiva, lembrando que a própria Petrobras havia antecipado o provável cenário de queda da produção e, mais uma vez, afirmou que "a produção de óleo e gás natural no Brasil em 2013 deve ficar estável em relação a 2012, tendo menor patamar no primeiro semestre pela concentração de paradas para manutenção".

Graça destacou o início da operação de duas unidades nesse trimestre, os FPSO Cidade de São Paulo e Cidade de Itajaí, como importantes para a "elevação sustentada" da produção a partir do segundo semestre. Também colocou nessa conta o fato de o FPSO Cidade de Paraty já estar em sua locação no campo de Lula NE desde o último dia 18 de abril, em processo de ancoragem, com início de operação previsto para 28 de maio. "Outras quatro unidades entrarão em operação ao longo do ano (P-63, P-55, P-58 e P-61)", disse.
           As vendas da companhia totalizaram R$ 72,535 bilhões entre janeiro e março.

5 de maio de 2013

Pesquisa mostra que infraestrutura é maior desafio dos países dos Brics

Uma pesquisa da consultoria Grant Thornton International revelou que a falta de investimentos em infraestrutura nos países do chamado grupo Bric —formado por Brasil, Rússia, Índia e China— é o maior desafio enfrentado pelos empresários. Segundo o estudo, 45% das empresas desses países citam a infraestrutura de transporte como a maior restrição ao crescimento.

No Brasil, a questão dos transportes é citada como um problema por 21% das empresas, enquanto na Rússia esse índice é de 74% e, na Índia, chega a 59%. O índice de 45% verificado no grupo Bric é 22 pontos porcentuais superior ao registrado no ano passado, e bem acima da média global, de 12%.

"O grande motor dos investimentos em infraestrutura de transporte, e também de comunicação, é o governo. A piora na percepção dos empresários está atrelada à queda nos investimentos e à percepção de ineficiência da aplicação de recursos por parte do governo", comentou o sócio de auditoria da Grant Thornton Brasil, Paulo Sérgio Dortas.

No quesito informação, comunicação e tecnologia, 47% dos entrevistados apontaram problemas nesse setor no cenário global. No Brasil, esse índice ficou em 36%, enquanto na Índia a insatisfação atinge 64% dos empresários, e na Rússia a taxa é de 63%. Dortas comenta que, além da questão da infraestrutura, a maior barreira citada pelos empresários brasileiros é a questão da burocracia.

Leilões de grandes obras 

"Mesmo com a vontade do empresariado de investir, os leilões de grandes obras estão patinando. O governo demora em disponibilizar acesso a concessões e leilões e isso atrapalha muito o Brasil", afirma. "Toda a questão de suporte de eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada dá um certo ar de angústia.

Nós estamos quase em junho e a grande maioria das obras está no papel, ou sequer chegou ao papel. Grande parte dos editais que iria para o mercado foi retirada em função de questões de rentabilidade, de remuneração de investimentos", acrescenta.

Com os problemas enfrentados pelos países do Bric, outros emergentes começam a despontar no cenário global. Pela primeira vez a pesquisa da Grant Thornton mostrou que não há nenhum membro desse grupo entre as cinco economias mais "otimistas".

Atrativos de investimento 

"Outros atrativos de investimento estão aparecendo nos últimos anos, o que significa uma maior competição para os Brics na hora de atrair investimentos estrangeiros", explica Dortas.

Os preferidos dos empresários em 2013 são Peru, Filipinas, Emirados Árabes Unidos, México e Chile.

A pesquisa da Grant Thornton ouviu 12,5 mil empresas em 44 países, divididos nos grupos Ásia-Pacífico, Sudeste Asiático, BRIC, União Europeia, G7, América Latina, Nórdicos, América do Norte e Outros.

4 de maio de 2013

1 em cada 3 operadoras de planos de saúde é alvo de reclamações em 2013


Mais de um terço das operadoras de planos de saúde do Brasil foram alvo de alguma reclamação no primeiro trimestre de 2013, apontam dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ao todo, 509 empresas, de 1.320 com beneficiários existentes no País no fim de 2012, foram alvo de 13.348 queixas ao órgão entre janeiro e março deste ano.

Os resultados representam um aumento de 17% na quantidade de empresas reclamadas e uma queda de 2% no volume de queixas em relação ao último trimestre de 2012.

A proporção de reclamadas chega à metade das empresas se consideradas apenas as operadoras médico-hospitalares – ou seja, que não oferecem exclusivamente serviços odonotológicos. Havia 961 delas no Brasil no fim do ano passado, e a ANS recebeu queixas contra 480.

No caso das exclusivamente odontológicas, houve queixas contra 29, ou 8% se consideradas as 359 ativas no fim de 2012.

O monitoramento das reclamações pela ANS começou no início de 2012 e, desde então, o número de queixas mais que triplicou, de 2.981 no primeiro trimestre daquele ano para os 13.348 no mesmo período de 2013. O número de operadoras reclamadas quase dobrou, de 205 para 509, e a alta ocorreu tanto entre as médico-hospitalares (de 191 para 480) como entre as exclusivamente odontologias (de 14 a 29).

As queixas são usadas pela ANS para aplicar penalidades que podem chegar à suspensão de comercialização de planos de saúde. Havia 29 operadoras nessa situação no primeiro trimestre, das quais 12 foram reabilitadas. Outras 17 continuam bloqueadas ( consulte a lista aqui ).

Até o último trimestre do ano passado, entretanto, a ANS só levava em conta as queixas de atraso no atendimento (veja tabela abaixo), que representam cerca de 30% do total. A partir deste ano, qualquer tipo de reclamação – como negativa de prestar um atendimento ou em fazer um reembolso, por exemplo – passou a poder ensejar punições para as empresas, como havia anunciado a agência em fevereiro e como foi reiterado no dia 24 de abril pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha .

As reclamações podem ser feitas pelo site da ANS pelo 0800 701 9656 ou por carta.

Suspensas

Das 17 operadoras que vão permanecer suspensas, oito vão deixar o mercado, quatro estão sob intervenção da ANS (duas estão sob direção técnica da agência e duas, sob direção fiscal) e outras cinco devem ser encaminhadas para o mesmo tratamento.

Em razão da mudança da regra do tipo de reclamações que podem levar a punições, não houve aplicação de novas suspensões a partir dos dados do primeiro trimestre de 2013.

A Federação Nacional de Saúde (Fenasaúde), que representa 15 grandes grupos do setor, disse que suas associadas já cumprem estritamente a legislação do setor.

"Portanto, entre as associadas, não são esperadas suspensões devido à medida anunciada pela ANS", disse o órgão, em nota.

                      Prazos máximos de atendimento de consultas, exames e cirurgias

Procedimento - Dias úteis (máximo)
Consulta básica - pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia - 7
Consulta nas demais especialidades médicas - 14
Consulta/sessão com fonoaudiólogo - 10
Consulta/sessão com nutricionista - 10
Consulta/sessão com psicólogo - 10
Consulta/sessão com terapeuta ocupacional - 10
Consulta/sessão com fisioterapeuta - 10
Consulta e procedimentos realizados em consultório/clínica com cirurgião dentista - 7
Serviços de diagnóstico por laboratório de análises clínicas em regime ambulatorial - 3
Demais serviços de diagnóstico e terapia em regime ambulatorial - 10
Procedimentos de alta complexidade (PAC) - 21
Atendimento em regime de hospital-dia - 10
Atendimento em regime de internação eletiva - 21
Urgência e emergência - imediato
Consulta de retorno - A critério do profissional

3 de maio de 2013

Brasileiros gastam 15% a mais em viagens ao exterior no mês de março


O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 6,873 bilhões no mês passado, informou o Banco Central no dia 24 de abril, o pior desempenho para meses de março desde o início da série histórica, em 1980.

O resultado veio um pouco pior do que o esperado pelo mercado e também não foi compensado pelos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) que, em março, somaram US$ 5,739 bilhões.

No acumulado em 12 meses encerrados em março, o déficit em conta corrente do País ficou em 2,93% do Produto Interno Bruto (PIB), o pior resultado desde agosto de 2002, quando ficou em 2,97%.
      Gastos dos turistas brasileiros em viagens ao exterior aumentaram 15% em março.

Os gastos líquidos de brasileiros com viagens internacionais alcançaram US$ 1,3 bilhão no último mês, o que representa alta de 27,5% na comparação com março de 2012, quando foi registrado gasto líquido de US$ 997 milhões. O saldo se deve pela expansão de 15% nos gastos de turistas brasileiros em viagens ao exterior, e redução de 4,9% nos gastos de viajantes estrangeiros ao Brasil.


No primeiro trimestre deste ano, os turistas brasileiros gastaram US$ 6 bilhões no exterior, o que representa uma expansão de 11,5% na comparação com o mesmo período de 2012.

Balança

O desempenho ruim da balança comercial tem influenciado negativamente os resultados da conta corrente no país, com sucessivos saldos ruins, devido ao cenário ruim do comércio externo. Em março, o país registrou superávit comercial de apenas US$ 161 milhões, segundo o BC, muito inferior aos US$ 2,024 bilhões vistos um ano antes.

Só na terceira semana de abril, o país registrou déficit comercial de US$ 2,271 bilhões, pior resultado semanal. No ano, a balança comercial acumula saldo negativo de US$ 6,489 bilhões.
Em março, o país registrou superávit comercial de apenas US$ 161 milhões, segundo o BC.

O déficit nas transações correntes --que incluem a importação e exportação de bens e serviços e as transações unilaterais-- também foi impactado pelo aumento das remessas de lucros e dividendos, que somaram US$ 2,732 bilhões no mês passado, ante US$ 1,965 bilhão em igual mês de 2012. Em fevereiro, esses envios haviam somado US$ 2,174 bilhões.

O cenário desfavorável no comércio internacional para as exportações brasileiras levaram o BC a aumentar, em março, a estimativa de déficit em transações correntes de 2013 a US$ 67 bilhões, ante US$ 65 bilhões, superior à projeção de ingresso de US$ 65 bilhões de dólares de IED prevista para o ano.

2 de maio de 2013

Desemprego cresce em sete regiões do País, diz Seade/Dieese

Desemprego cresce em sete regiões do país. Setor de construção já tem 44 mil postos a menos.

A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) cresceu em março em relação a fevereiro, variando de 10,4% para 11,0%.

A PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, do Recife, de Salvador e São Paulo. De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação diminuiu em todas as regiões: Recife (-1,9%), Fortaleza (-1,7%), Belo Horizonte (-1,3%), Distrito Federal (-1,2%), Salvador (-0,9%), São Paulo (-0,9%) e Porto Alegre (-0,5%).

O rendimento médio real dos ocupados nas sete regiões caiu 0,3% em fevereiro ante janeiro, para R$ 1,578 mil. Já a renda média real dos assalariados subiu 0,3%, para R$ 1,617 mil, no mesmo período.

O total de desempregados nas sete regiões analisadas chegou a 2,439 milhões em março, o que representa uma elevação em 128 mil pessoas em relação a fevereiro. Em fevereiro, o contingente de desempregados também havia crescido na comparação com janeiro, com 82 mil pessoas nessa situação a mais do que no primeiro mês do ano. Na comparação com março de 2012, o número de desempregados subiu 2,8%.

Em março, o nível de ocupação no conjunto das regiões analisadas diminuiu na Indústria de Transformação (-3,5% ou 103 mil postos de trabalho a menos), na Construção (-2,8% ou 44 mil postos a menos) e no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-1,9% ou 75 mil postos de trabalho a menos). Apenas em Serviços o nível de ocupação ficou estável, com contingente de 1 mil pessoas em março a mais do que em fevereiro.

1 de maio de 2013

Com voos mais cheios que concorrentes, Avianca prevê receita de R$ 1,75 bilhão

Aeronave da Avianca: fator de ocupação dez pontos percentuais acima da média do mercado em março.

A Avianca prevê obter receita de R$ 1,75 bilhão em 2013, o que representaria alta de 30% em relação ao resultado do ano passado, quando a empresa conseguiu pela primeira vez equilibrar o balanço, como adiantou, e num ano em que as grandes companhias do setor amargaram prejuízos relevantes. 


O resultado, segundo a empresa, se deve à taxa de ocupação mais alta das aeronaves, em relação às concorrentes. Enquanto a média do mercado foi de 71,29% de assentos vendidos por voo em março, na Avianca o índice ficou em 81,27%. "Faz a diferença porque os custos são mais ou menos iguais [ em voos cheios ou não ], como combustível, manutenção, leasing da aeronave, taxas aeroportuárias", afirma Tarcísio Gargioni, vice-presidente da companhia.

A empresa conseguiu manter o índice de ocupação durante o primeiro trimestre, quando a demanda por voos teve queda no País – foi a primeira vez em dez anos que isso aconteceu. Para atingir a meta de faturamento, a Avianca estima que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro será de 2,5% em 2013. "A aviação comercial é muito dependente do PIB", explica Gargioni.

Nos últimos anos, a companhia manteve o faturamento em rota ascendente. Em 2010, quando a passou a usar o nome Avianca (antes disso, operava como Ocean Air, que continua sendo a razão social da empresa), teve vendas totais de R$ 575 milhões, que saltaram para R$ 840 milhões no ano seguinte e, em 2012, atingiram a marca de R$ 1,35 bilhão.


Para ter novo crescimento em 2013, a empresa aposta na expansão da frota. A Avianca vai receber mais cinco aviões da Airbus ao longo do ano – o primeiro chega em maio. Atualmente, a companhia conta com 32 aeronaves. As entregas devem fazer crescer ainda mais o número de passageiros transportados, que subiu de 2,4 milhões em 2010 para 5,2 milhões em 2012. A expectativa é de que 6 milhões de pessoas voem pela empresa em 2013.

O número de passageiros transportados no Brasil saltou de 30 milhões em 2003 para 100 milhões no ano passado – ou seja, cresceu para todas as companhias. Ainda assim, as maiores empresas do setor têm registrado prejuízos. Neste mês, a Secretaria de Aviação Civil pediu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estudos para ajuda às companhias aéreas.

"Vejo com bons olhos essa iniciativa", diz Gargioni. "A aviação se tornou um transporte de massa no Brasil. A função do banco é promover o desenvolvimento, por isso também é função dele ajudar a aviação comercial", acredita o executivo. O setor projeta que o número de passageiros transportados no País deve chegar a 160 milhões em 2020.

A Avianca detém atualmente 7,2% do mercado de aviação comercial brasileiro, faz 184 voos por dia para 22 destinos, é sediada em são Paulo e tem 3.450 funcionários. A empresa tem operações separadas da AviancaTaca, empresa com sede na Colômbia, embora as duas sejam controladas pelo mesmo fundo, o Synergy, dos irmãos Jose e German Efromovich, que detém 100% da Avianca brasileira e 60% da AviancaTaca.