20 de maio de 2013

Número de pequenos negócios no País diminuiu, segundo Ipea


Estudo apresentado no dia 15 de maio no 25º Fórum Nacional, no Rio de Janeiro, pelo ministro interino de Assuntos Estratégicos e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, mostra uma redução do número de pequenos empreendimentos no Brasil em dez anos.

A taxa de empreendedorismo era 26,29%, em 2000, e caiu para 23,05%, em 2010. Para Marcelo Neri, apesar da diminuição, o saldo é positivo. “O que cai, realmente, são os negócios de subsistência, enquanto crescem o emprego formal e os negócios com potencial de acumulação e crescimento”, avaliou o ministro.

No período de dez anos compreendido entre 2003 e 2013, aumentam de 27% para 35% os negócios com probabilidades de maior lucro, enquanto os empreendimentos com menores oportunidades caem de 26,65% para 14,15%. “Ou seja, é um sinal de prosperidade, oportunidade e menor vulnerabilidade”, disse, em entrevista à Agência Brasil.
"O que cai, realmente, são os negócios de subsistência", diz Marcelo Neri, presidente do Ipea.

O ministro ressaltou que ao mesmo tempo há um processo de redução das desigualdades nesse setor heterogêneo. Tomando por base o índice de Gini (cálculo usado para medir a desigualdade social, desenvolvido pelo estatístico italiano Conrado Gini, em 1912), verifica-se uma queda de 10 pontos percentuais dos lucros, revelando negócios mais homogêneos. “E o que sobe são negócios comandados por mulheres, por negros, pessoas da periferia, cidades nordestinas. Ou negócios menores, abertos há mais tempo, sem cooperativa, sem curso técnico”.

O lucro cresceu mais em todos os empreendimentos associados a um lucro menor, observou Neri. “Parece um espetáculo de crescimento a preços populares, onde a primeira fila é ocupada por pessoas que você não esperava, como negros, mulheres, [pessoas] da periferia, por exemplo”.

O estudo mostra, por outro lado, que a maior parte dos pequenos negócios no Brasil não é feita por pessoas com maior nível de escolaridade. O ministro avaliou, entretanto, que houve uma evolução também nesse campo. O percentual de escolaridade média saiu de 6,5% para 7,8% em dez anos. Acrescentou que o lucro dos empresários sem instrução é 74% menor que os daqueles com curso superior incompleto. Apesar disso, o lucro dos empreendedores analfabetos cresceu 29,7% mais no período. Isso significa que quem lucra menos cresceu mais.

“A base da pirâmide, ou seja, os 5% mais pobres com menores negócios em termos de lucro, aumentou 46%. Os 5% mais altos aumentaram também, mas o aumento foi 24%”. A consequência é a redução do empreendedorismo de subsistência e o aumento do negócio por opção, ressaltou o ministro.

Marcelo Neri disse que esse tema o preocupava até algum tempo atrás. Com a criação agora da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, aliada ao Crescer, que é um programa de microcrédito nacional, além de outras ferramentas que diminuem a burocracia e o custo para a formalização dos negócios no país, analisou que há um conjunto de políticas pensando o setor que permite ser mais otimista em relação ao futuro nessa área. “Acho que os dez anos que a gente analisou mostram uma redução da quantidade (de pequenos negócios) mas, em troca de uma qualidade. Acho que é uma boa troca”.

Embora seja difícil prever o futuro, Neri admitiu que as boas políticas que estão sendo implementadas permitem antever que a tendência é manter esse cenário de menor número de pequenos negócios, mas com maior qualidade. “Embora o Brasil sempre surpreenda. Então, projeções são sempre difíceis”.

De acordo com o estudo, o lucro das mulheres, por exemplo, cresceu 7,7% entre 2003 e 2013 em comparação ao lucro dos homens e o dos negros foi 10,7% maior que o de brancos.

19 de maio de 2013

Sistema brasileiro de R$ 599 salva bebês esquecidos por pais dentro do carro

 Sistema envia SMS aos pais se carro estiver desligado e "peso" permanecer na cadeira.

Pais que costumam "esquecer" o filho pequeno dentro do carro podem agora combater a distração com um produto direcionado para eles: o Lembra Bebê, um dos lançamentos da Feira Internacional de Segurança (Exposec), realizada no dia 15 de maio em São Paulo.

Um chip com localizador GPS é colocado sob a cadeirinha da criança, e envia mensagens SMS ao celular do pai ou mãe toda vez que a ignição do carro for desligada e for detectado peso no assento, após cinco minutos.

Se nenhuma providência for tomada, explica Cristian Vieira, diretor da Lifthec – empresa gaúcha que desenvolveu a tecnologia –, outra mensagem é enviada após 10 minutos. "Aos quinze, o sistema abre os vidros traseiros automaticamente, destrava as portas e aciona um alarme sonoro com um choro de bebê".

O mesmo acontece se a temperatura interna do carro atingir 40 graus, protegendo o bebê de sufocamento e hipertermia. "Há pesquisas que apontam cerca de 42 mortes de crianças em veículos por ano no Brasil, em decorrência do esquecimento dos pais", aponta o diretor de marketing da empresa, Filipe Lazaro.

Mercado

A empresa espera vender ao menos 200 unidades do produto por mês, e há planos de exportar para países como EUA e Japão, onde as ocorrências de esquecimento dos pais são expressivas, segundo Vieira.

O produto terá preço sugerido de R$ 599 no mercado e será comercializado por distribuidores e lojas virtuais no Brasil. O consumidor precisará desembolsar o custo da instalação em autoelétricas, de cerca de R$ 70, além da necessidade de colocar créditos no chip, para validar o envio das mensagens.
                           Fechadura da Madis, que funciona com reconhecimento facial.

Controle de acesso

Outra novidade apresentada na Exposec inclui uma tecnologia que permite abrir fechaduras pelo reconhecimento facial. Neste caso, uma câmera grava o rosto da pessoa com permissão de acesso e o reconhece de imediato, abrindo a porta.

"Ela só não reconhece pessoas que sorriem ou fotografias", alerta Glauce Romano, consultor da Madis, que desenvolveu a tecnologia, durante a demonstração do produto no evento.

Números

O mercado de segurança privada no País movimentou mais de US$1,96 bilhão em 2012, um crescimento de 9% ante o mês anterior. Este valor deve chegar a 11% em 2013, segundo estimativas da ABESE (Associação Brasileira das empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança).

"Toda a cadeia de sistemas de segurança faturou R$ 4 bilhões no ano passado, desde a indústria até os distribuidores ao consumidor final", conta a presidente da entidade, Celma Migliori.

Dentro deste mercado, 90,9% dos produtos são direcionados a empresas e instituições, e o restante a imóveis residenciais.

Participação de mercado das principais tecnologias de segurança:

Vídeo e vigilância - 39%

Controle de acesso - 20,8%

Sensores - 19,2%

Detecção contra incêndios - 10,4%

Outros artigos eletrônicos - 10%

18 de maio de 2013

Juntas, Vale e OGX, de Eike Batista, perderam R$ 50,8 bi em valor de mercado

A OGX, de Eike batista, vale R$ 8,8 bilhões menos do que valia em 31 de dezembro de 2012.

Segundo levantamento feito pela consultoria Economática, empresa com maior queda nominal em reais na BM&FBovespa é a Vale, que em 10 de maio passado valia menos R$ 42,0 bilhões menos do que valia em 31 de dezembro de 2012.

Em segundo lugar, mostra o estudo, está a OGX Petróleo, do empresário Eike Batista, com queda de R$ 8,8 bilhões no mesmo período. Juntas, Vale e OGX valem hoje R$ 50,8 bilhões a menos do que valiam em 31 de dezembro passado.

Percentualmente, a OGX lidera a lista da Economatica, com recuo de 62,79% de 31 de dezembro até 10 de maio. A empresa de Eike Batista valia naquela data R$ 14,2 bilhões e a Vale era cotada a R$ 215,11 bilhões. Agora, a petroleira tem valor de R$ 5,3 bilhões e a mineradora R$ 173 bilhões; baixa de 19,26%.

Já entre as maiores altas nominais estão dois bancos. O valor do Itaú subiu de R$ 145,7 bilhões para R$ 155,9 bilhões. Já o Bradesco passou de R$ 131,9 bilhões para R$ 141,8 bilhões no período. Em termos percentuais, a maior alta em valor de mercado foi a da Braskem, com 33,92%.

Na comparação entre setores, a maior alta foi no de eletroeletrônicos, com valorização de 22,13% do seu valor de mercado no ano de 2013, seguido pelo setor químico com 20,94%. No sentido oposto, com maior percentual de queda, está o setor de siderurgia e metalurgia com queda de -26,11%, seguido pelo setor de mineração com queda de -19,5%.

17 de maio de 2013

Saída de Nelson Barbosa foi acertada com Mantega há dois meses

                                        Barbosa deixa o governo depois de dez anos.

Há pelo menos dois meses o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, acertou com o ministro Guido Mantega que deixaria a equipe econômica. A ideia inicial definida entre os dois era que Barbosa permanecesse na função até concluir as negociações no Congresso para a votação do projeto de unificação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

No dia 13 de maio foi confirmado – depois do vazamento da informação – que o secretário-executivo deixará a função em junho. Foi Barbosa quem pediu para deixar o governo, onde está há dez anos. As negociações sobre o substituto do secretário-executivo da Fazenda devem ficar em torno de nomes de fora do governo. Até lá, o secretário-executivo adjunto Dyogo de Oliveira assumirá interinamente o cargo.

16 de maio de 2013

Manifestantes protestam contra aumento de impostos em Israel

                                  Israelenses protestam contra aumento de impostos.

Milhares de israelenses marcharam no dia 11 de maio, em protesto contra um orçamento de austeridade que deverá aumentar o imposto de renda e o IVA (imposto sobre o valor agregado), com o objetivo de reduzir os gastos do governo.

Cerca de 2 mil pessoas se reuniram no centro de Tel Aviv no início da manifestação, mas, horas depois, a mídia local informou que a multidão já reunia cerca de 10 mil pessoas. Os manifestantes concentraram os protestos contra ministro das Finanças do país, Yair Lapid.

15 de maio de 2013

Medidas contra inflação já surtem efeito, diz Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou no dia 10 de maio que as medidas tomadas pelo governo para conter a inflação já estão surtindo efeito e que o BC fará o que for necessário para consolidar a inflação mais baixa. "O Banco Central está agindo, está vigilante. Vai fazer o que for necessário para consolidar a inflação mais baixa", disse, em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo.

Tombini avaliou que já houve recuo na disseminação da inflação. "A disseminação de preços já caiu 10 pontos-base", afirmou. "Na medida em que os alimentos recuem, a disseminação de preços também cai." Na entrevista, Tombini afirmou que o combate à inflação está em linha com uma recuperação da economia brasileira. "Reduzindo a inflação, aumenta a confiança na economia tanto da dona de casa quanto do empresário", comentou, ressaltando que, na média, os preços irão subir menos de agora em diante e que a inflação será menor.

14 de maio de 2013

Eike vende parte da OGX à Petronas

A OGX Petróleo anunciou no dia 07 de maio que celebrou contrato com a Petronas, petroleira da Malásia. O acordo tem como objetivo a venda de participação de 40% de blocos da petrolífera do grupo EBX, do empresário Eike Batista.



Mesmo com a transação, a OGX permanece como operadora dos blocos BM-C-39 e BM-C-40, localizados no campo de Tubarão Martelo na Bacia de Campos. Pela operação, a petroleira da Malásia desembolsará R$ 850 milhões.

Os blocos estão localizados a aproximadamente 95 km da costa brasileira em lâmina d’água de cerca de 110 metros. A operação está sujeita à aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Petronas também detém a opção de adquirir 5% do capital total da OGX a um preço de R$6,30 por papel da petrolífera. A companhia da Malásia pode exercer essa opção, que não envolverá emissão de novas ações e não implica na diluição da participação dos acionistas minoritários, até abril de 2015.



"A parceria celebrada com uma ‘major oil company’ como a Petronas reforça a qualidade de nossos ativos e o potencial do Campo de Tubarão Martelo, que tem início de produção previsto para o final deste ano. Com recursos recuperáveis superiores a 32 bilhões de barris e produção acima de 2 milhões de boe por dia, a Petronas adiciona a OGX sua expertise para continuar o desenvolvimento da produção de óleo nestas áreas", disse Luiz Carneiro, diretor presidente da OGX.

Confiança

A compra da participação pela Petronas ocorre depois que a alemã E.ON acertou um acordo no fim de março para aumentar sua participação na companhia elétrica MPX, também de Eike Batista, numa operação de R$ 2,1 bilhões, o que trouxe recursos para a empresa do empresário.

Os negócios com OGX e MPX foram acertados depois que Eike fez uma parceria estratégia com o banco BTG Pactual no início de março. Ela envolveu linhas de crédito e futuros investimentos de capital de longo prazo para projetos da EBX.

A compra da participação nos blocos e entrada de capital na OGX representa a estreia da Petronas na indústria petrolífera do país. Além disso, uma unidade da empresa malaia se qualificou para participar do leilão de blocos de exploração no Brasil que ocorre em 14 e 15 de maio.

"A Petronas vê a aquisição como uma oportunidade altamente atraente em termos de qualidade de ativos e para crescimento estratégico de qualidade no Brasil", informou a companhia estatal em comunicado.

O campo de Tubarão Martelo tem início de produção previsto para o final deste ano.

"O interesse demonstrado pela Petronas na opção de compra para adquirir 5% de nossa companhia, no futuro, evidencia a qualidade de nosso time de executivos e nossas oportunidades de crescimento", afirmou o presidente da OGX, Luiz Carneiro.

O acordo foi anunciado após semanas de negociações. Em abril, representantes do grupo de Eike Batista e da estatal malaia estiveram juntos na sede da ANP, no Rio de Janeiro.

O negócio também ocorre em um momento em que a OGX sofre com problemas operacionais no campo marítimo de Tubarão Azul, na bacia de Campos, onde a empresa já tem produção comercial.

A petrolífera informou ontem que sua produção em abril somou 13,9 mil barris de óleo equivalente por dia, em média, o que representa uma queda de 7,9% na comparação com o volume médio extraído em março.

13 de maio de 2013

Dados comerciais da China superam expectativas apesar do ceticismo

As exportações da China subiram 14,7% em abril, enquanto as importações aumentaram 16,8%.

As exportações e importações da China cresceram mais do que o esperado em abril, oferecendo a possibilidade de uma perspectiva melhor para a segunda maior economia do mundo, mas os números não conseguiram acabar com o ceticismo de que manobras financeiras de exportadores e entradas de capital especulativo estariam mascarando uma fraqueza na demanda real.


As exportações da China subiram 14,7% em abril, enquanto as importações aumentaram 16,8%, deixando o país com um superávit comercial de US$ 18,16 bilhões para o mês, informou a Administração de Alfândega no dia 08 de maio.

A expectativa do mercado era de uma alta de 10,3% nas exportações, aumento de 13,9% nas importações e superávit comercial de US$ 15,1 bilhões. Em relação ao mês anterior, as exportações subiram 2,7%, enquanto as importações caíram 7,7%.

Os dados de exportações chineses nos últimos meses parecem sinalizar uma retomada gradual da demanda externa, embora alguns analistas suspeitem que os exportadores possam ter exagerado seus negócios para obter fundos e evitar restrições de capital.


"Eu não tenho uma convicção forte sobre se os dados refletem a realidade. Vamos focar nos dados de atividade da próxima segunda-feira", disse Zhiwei Zhang, economista-chefe do Nomura.

A Administração Estatal de Moeda Estrangeira divulgou no domingo novas regras para controlar a entrada de dinheiro especulativo disfarçado de pagamentos comerciais.

Uma estimativa da Reuters de entrada de dinheiro especulativo com base em dados oficiais indica que US$ 181 bilhões entraram na China no primeiro trimestre, alimentado em parte por uma política monetária frouxa da Europa e Estados Unidos.

12 de maio de 2013

São Paulo vai dar auxílio mensal de R$ 1.350 para dependentes químicos


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), está prestes a concluir um novo pacote de ações para combater a violência e o avanço das drogas no Estado. Entre as principais medidas estará a transferência direta de dinheiro para a recuperação de dependentes de cracke o incremento de 6.500 policiais no patrulhamento das ruas. O programa será batizado de Cartão Recomeço e a transferência de renda deverá ser feita por meio de um cartão similar aos utilizados no sistema bancário.

A ação de combate às drogas será semelhante à adotada pelo governo tucano de Minas Gerais, o Cartão Aliança pela Vida. Iniciativas como essa ganharam o apelido de “bolsa crack” ou “cartão crack”. O cartão tornará disponível a quantia de R$ 1.350 mensais para as famílias dos dependentes (em Minas o valor é de R$ 900) e esse dinheiro só poderá ser utilizado no tratamento dos dependentes porque será repassado diretamente para as clínicas de reabilitação. No total, até 3 mil famílias poderão ser beneficiadas em todo o Estado São Paulo.
Usuários de crack são recolhidos, voluntariamente, nas ruas de São Paulo por uma organização que tem convênio com o Governo do Estado.

Os detalhes finais do programa estão sendo preparados pela Secretaria de Desenvolvimento Social, comandada por Rodrigo Garcia. Como contrapartida, o dinheiro terá de ser utilizado pelas famílias em ações que envolvam e complementem o tratamento dos dependentes. 

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada na semana passada mostrou que 45% dos paulistanos apontam o envolvimento de jovens da família com tóxicos como seu maior medo, seguido do temor da violência urbana. No começo deste ano, o governo paulista deu início à internação compulsória dos viciados em crack, que também foi respaldada pela população conforme outra pesquisa. O Cartão Recomeço será, segundo o Palácio dos Bandeirantes, uma medida complementar ao programa de internação. Ambos devem fazer parte do “atendimento diferenciado aos dependentes químicos”, uma das bandeiras do governador.

No final do ano passado, a prefeitura do Rio de Janeiro também anunciou o lançamento da ajuda financeira a dependentes, mas a iniciativa até agora não foi colocada em prática. 



Policiamento

No âmbito do combate à violência, o pacote, também a ser anunciado nos próximos dias, vai colocar nas ruas cerca de 6.500 policiais a mais – 5.000 da Polícia Militar e 1.500 da Polícia Civil. O modelo a ser utilizado para o aumento do efetivo no patrulhamento será o da Operação Delegada, que já existe e prevê parcerias do Estado com as prefeituras e ficou conhecido como “bico legalizado” porque permite aos PMs desempenharem funções de atribuição do município nos dias de folgas.

A ideia em curso no Palácio dos Bandeirantes é criar uma Operação Delegada em que o próprio Estado pague para os policiais trabalharem em suas horas de folga sem precisar da parceria com as prefeituras.

11 de maio de 2013

Supermercados devem ter caixas operados por clientes em 2013

                                          Caixa de autoatendimento no Super Muffato.

Caixas de supermercado operados pelo próprio consumidor devem chegar a cidades de São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul em 2013. "Estamos em fase final de negociação com varejistas grandes e menores. Teremos lojas em operação nesses locais ainda no segundo semestre", afirma Claudio Reina, diretor da RMS, empresa que instalou, em novembro passado, equipamentos pioneiros do tipo em Londrina e Maringá (PR).

Nesses caixas, o cliente registra cada produto pelo código de barras e em seguida o coloca na sacola, que fica apoiada sobre uma balança para verificar se o peso corresponde ao do item, para evitar furtos. Câmeras também são instaladas no local para reforçar a segurança. Depois, o próprio consumidor faz o pagamento com cartão de crédito ou débito.

De acordo com a RMS, o sistema diminui em 20% a 30% o tempo no caixa. Além disso, no espaço de dois caixas comuns podem ser instalados quatro de autoatendimento.

A novidade é uma aposta do setor supermercadista para diminuir as filas. "Os consumidores das classes C, D e E passaram a usar caixa eletrônico, por isso acreditamos que o brasileiro está aculturado para o self checkout , afirma Fernando Yamada, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). "Vimos também que o uso não é determinado pela idade do cliente, mas pela pressa no momento da compra", diz.

'Sistema funciona bem fora do País'

No Paraná, o self checkout foi adotado pela rede Super Muffato, que tem 40 lojas e 9 mil funcionários. Em maio, a varejista irá estrear a tecnologia em outras duas unidades no Estado, em Curitiba e Cascavel. No mesmo mês, uma loja do grupo Comper em Campo Grande (MS) passa contar com o sistema. No segundo semestre, a RMS afirma que a tecnologia deve chegar ao interior de São Paulo e ao Rio Grande do Sul. "Ao todo, temos 20 contas em negociação, em diferentes regiões do País", diz Reina.

O diretor da empresa trabalhou em Portugal e na Espanha por 20 anos com self checkout – na Europa, essa forma de pagamento é mais comum do que na América Latina. Em 2011, foi chamado para dirigir a área na RMS, que fornece há 22 anos sistemas informatizados para varejistas. "Agora teremos grande foco na área do autoatendimento, porque sabemos que isso funciona bem fora do País", afirma.

Em 2003, o Pão de Açúcar implantou o primeiro sistema de self checkout brasileiro, numa unidade de São Paulo. O projeto se transformou no Personal Shop, atualmente em funcionamento em quatro lojas da cidade, que permite também escolher produtos e pode até entregá-los em casa, após a compra.