10 de junho de 2013

Brasil deixa de arrecadar R$ 415 bilhões ao ano por sonegação

Valor estimado de sonegação tributária é superior a tudo que foi arrecadado em 2011 com o IR.

Sonegar imposto é crime e custa caro ao Brasil: 415 bilhões de reais. O valor se refere ao que o Brasil deixa de arrecadar por ano com a evasão fiscal, de acordo com estudo divulgado no dia 05 de junho pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

O Sindicato informa ainda que o valor estimado de sonegação tributária é superior a tudo que foi arrecadado em 2011 em Imposto de Renda (278,3 bilhões de reais) ou tributos sobre folhas e salários (376,8 bilhões de reais). Além disso, é mais da metade do que foi tributado sobre bens e serviços (720,1 bilhões de reais).


De acordo com o Sinprofaz, a arrecadação brasileira poderia ser 23% maior se fosse eliminada a evasão fiscal. "Isso significa que, se não houvesse sonegação de impostos, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em até 20% e ainda sim se manter o mesmo nível de arrecadação", informou o presidente do Sinprofaz, Allan Titonelli Nunes, em nota.

O Sindicato chegou ao número após analisar treze tributos que correspondem a 87,4% da arrecadação tributária no Brasil, entre eles IR, IPI, IOF, INSS, Cofins, CSLL, FGTS, ICMS e ISS. O Sinprofaz informou ainda que a população pode acompanhar a contagem da sonegação fiscal no site do Sonegômetro, lançado no dia 05 de junho.

9 de junho de 2013

Câmeras básicas estão em baixa, mas não vão acabar, diz Canon

Queridinhas dos fãs de tecnologia nos anos 2000, as câmeras fotográficas básicas estão em baixa. Em 2008, as vendas dessas câmeras (também conhecidas como compactas ou point-and-shoot) foram de 114 milhões de unidades, segundo dados da Canon. Para 2013, a previsão é que 70 milhões de câmeras dessa categoria sejam vendidas até o fim do ano.

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A culpa pela queda pode ser atribuída em grande parte aos smartphones, que têm câmeras cada vez mais sofisticadas. Este ano, as vendas globais de smartphones ultrapassaram as de celulares básicos pela primeira vez. Um estudo da Ericsson prevê que, até 2018, haverá 3,3 bilhões de usuários de smartphone , em comparação ao 1,2 bilhão de usuários do fim de 2012.
                                     Mitarai, da Canon: câmeras básicas sobreviverão.

Uma das maiores fabricantes de câmeras do mundo, a Canon sentiu na pele a queda no interesse pelas câmeras básicas. Mas a empresa não acredita que elas vão acabar. “As vendas de câmeras compactas vêm caindo, mas acredito que estão perto de se estabilizar, em um nível menor do que o de anos anteriores”, disse Fujio Mitarai, CEO global da empresa, em evento para jornalistas da América Latina realizado em Tóquio (Japão).

A Canon aposta em duas estratégias para manter o interesse dos consumidores pelas câmeras básicas. A primeira delas é enfatizar que, em algumas situações, a câmera de smartphone não é suficiente. Câmeras básicas ainda são superiores a de celulares em situações como fotos no escuro, fotos de objetos em movimento e fotos de objetos que estão longe do usuário (nas quais o zoom é necessário).

A segunda estratégia da Canon é reforçar os recursos de conectividade das câmeras. O suporte a redes Wi-Fi, também presente em câmeras de rivais como Sony, Samsung e Panasonic, está em vários dos modelos mais recentes da linha Powershot. Com esse recurso, fica mais fácil enviar uma foto da câmera para o smartphone ou para uma impressora, por exemplo.

Intermediárias ganham espaço

Na contramão das câmeras básicas, os modelos intermediários vêm ganhando espaço entre fãs de fotografia. Esse segmento é formado por câmeras com funções mais avançadas e que permitem a troca de lentes, conhecidas como câmeras DSLR (Digital Single-lens Reflex) ou simplesmente Reflex.
             Câmeras Reflex, como o modelo EOS 7D, estão mais populares, diz Canon.

Essas câmeras têm sido uma opção popular para usuários com maior conhecimento de fotografia e também fotógrafos profissionais. Em 2010, 13 milhões desses equipamentos foram vendidos, segundo dados da Canon. Para este ano, a previsão é de 20 milhões de unidades comercializadas.

Para o CEO da Canon, esse mercado ainda tem potencial para crescer mais. “Observamos que muitos fotógrafos profissionais ainda usam câmeras de filme. A migração para o formato digital ainda não se completou neste segmento. Em algum momento, eles migrarão para o digital”, afirma Mitarai.

Android é só possibilidade

Fabricantes como Samsung e até a mais conservadora Nikon têm câmeras com sistema Android, do Google. Questionados sobre essa possibilidade, os executivos da Canon são evasivos. A empresa limita-se a dizer que estuda a possibilidade de incluir outros sistemas em algumas de suas câmeras, mas nada está decidido.

8 de junho de 2013

S&P eleva rating da Embraer para "BBB", de "BBB-"

                                       Rating da Embraer subiu de "BBB-" para "BBB".

A agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou no dia 04 de junho o rating da Embraer para "BBB", de "BBB-", com perspectiva estável.

"A Embraer continua a apresentar fortes métricas financeiras e a melhorar sua posição de negócios devido à crescente diversificação e a um portfólio competitivo de produtos", afirmou a S&P em comunicado.

7 de junho de 2013

Cooperativas brigam pela regulamentação de aplicativos de chamada de táxi

Apontados pelos clientes como uma ferramenta que torna mais rápida a localização de um táxi, os aplicativos instalados em smartphones também ganharam opositores. Cooperativas de táxis têm se sentido prejudicadas pelos novos concorrentes – que cobram do taxista até R$ 2 por corrida repassada. Já as cooperativas, que têm como principal vantagem a central de rádio-chamadas, recebem valores que variam de R$ 500 a R$ 2 mil por mês de seus associados.

Ameaçadas pelo avanço da concorrência, as cooperativas decidiram recorrer à Prefeitura de São Paulo na tentativa de impôr restrições aos aplicativos. 

A Associação Brasileira das Cooperativas e Associações de Táxis (Abracomtaxi), por meio da Artasp (Associação de Rádio-Táxis de São Paulo) e do Sinditaxisp (Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo), entraram com um pedido junto ao Departamento de Transporte Público, ligado à Secretaria Municipal de Transportes, para a regulamentação desses sistemas de tecnologia.
                            Cooperativas pedem regulamentação de aplicativos de táxi.

“Estamos lutando para que este serviço seja regulamentado pelo poder público, não para que eles não existam”, afirma o secretário da Abracomtaxi e presidente da cooperativa Use Táxi, Eder Luz. “Não concordamos com inúmeras empresas criando aplicativo e trabalhando na ilegalidade. Se as cooperativas passam pelo crivo da fiscalização do poder público, os aplicativos também devem passar”, diz.

O representante da Abracomtaxi argumenta que as cooperativas, diferentemente dos aplicativos, garantem a segurança dos serviços prestados tanto para o taxista quanto para o passageiro, por exemplo, em casos de trote e esquecimento de objetos no carro. Além, segundo ele, de arcar com todos os impostos e direitos trabalhistas de cada motorista.

“Nós cooperativas pagamos impostos, ISS, PIS/Cofins, recolhemos INSS do motorista, devemos obrigações à prefeitura e esses aplicativos trabalham totalmente informais. Nas cooperativas existe um controle, uma formação do motorista que nesses casos não existe”, explica.

Eder Luz, no entanto, ressalta que a prefeitura está apática perante essa situação e lamenta: “Nós temos cerca de 30 anos de tradição e conhecimento. De repente viramos um simples serviço de táxi”. “A nossa seriedade está indo por água abaixo”.

A Secretaria de Transportes confirma que o uso dos aplicativos está em estudo pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP). Segundo a pasta, neste ano o DTP já recebeu representantes de sindicatos, das empresas de táxi e de rádio táxi e também de algumas empresas que produzem ou administram esses aplicativos, com o objetivo de registrá-los.

“Como o assunto é relativamente novo, estamos estudando a questão e os impactos que esses aplicativos produzem em toda a cadeia dos táxis na cidade, como empresas de táxi e rádio taxi, para verificar a necessidade de alguma eventual regulamentação legal da questão”, afirma a secretaria, em nota.
                             Taxibeat: aplicativo mostra relação de taxistas disponíveis.

Apesar da expansão dos aplicativos de smartphone para chamar táxi, Eder Luz garante que as novas tecnologias não estão provocando a saída de taxistas das cooperativas.

Para o diretor-presidente da Coopertax, Daniel Francisco de Sales, é importante que as cooperativas se adequem às novas tecnologias para não perder espaço no mercado. E avalia: “A tecnologia que traz uma facilidade para o usuário. As grandes rádio táxi já estão desenvolvendo o próprio aplicativo”.

Prós e contras

Como em toda briga, cada lado faz sua defesa. De acordo com os representantes de empresas de aplicativo, a utilização destas ferramentas tem seguido em alta, sobretudo por causa da agilidade para se chamar o táxi e da segurança do serviço, já que exige o cadastro tanto de seus usuários quanto de seus motoristas. Outros atrativos são o aumento de renda e da independência do taxista em relação às empresas de rádio-chamada.

“Com o aplicativo, o taxista só paga pela corrida que ele fizer. Com a cooperativa, ele já sai de casa devendo”, diz o gerente comercial do aplicativo Taxibeat, Sandro Barretto.

Segundo Barretto, a aceitação do aplicativo no mercado foi a melhor possível. “Ele trouxe um novo modelo para o serviço de táxi e uma nova ferramenta para o taxista gerar mais corrida, de uma maneira mais independente e econômica”, ressalta o diretor. Barretto é contrário à regulamentação.
                                     Easy Taxi: aplicativo mostra local exato do usuário.

“A gente já viu isso acontecer em outras cidades do mundo, como Nova York, e não deu resultado por um motivo simples: nós somos uma empresa de tecnologia, criamos um aplicativo, uma ferramenta”.

Barretto explica que a Taxibeat, assim como outros sistemas de aplicativos, não é uma empresa de táxi. E caso o serviço seja regulamentado, o que acontecerá é que o aplicativo apenas continuará atuando no sentido de facilitar a prestação de serviços de táxi já legalizados na cidade.

Atualmente, segundo Barretto, a Taxibeat conta com quase 6 mil taxistas cadastrados, entre Rio de Janeiro e São Paulo, com adesão diária de aproximadamente 100 motoristas nas duas cidades. Já foram feitos, de acordo o gerente, 150 mil downloads.

Para o CEO da Easy Taxi, Tallis Gomes, os aplicativos se tornaram uma ferramenta essencial para o mercado de táxi. “É uma tendência sem retorno”, afirma.

Para Gomes, bloquear a entrada deste tipo de tecnologia seria concorrência desleal e uma tentativa de reserva de mercado por parte das cooperativas. No entanto, o executivo ressalta que ainda é necessário regulamentar os aplicativos.

“Regulamentar é importante em qualquer coisa. Tem muitos aventureiros entrando nos [mercados de] aplicativos”, diz. “Mas regulamentar para monopólio político, não”, pondera.

Hoje, a Easy Táxi é uma empresa de aplicativo com cerca de 1,5 milhão de passageiros, 25 mil taxistas e gera cerca de 500 mil corridas mensais.
                         99Taxis: aplicativo mostra distância entre passageiro e taxista.

Sócio da 99Taxis, Paulo Veras diz que as empresas de aplicativos não fazem campanha para que os taxistas saiam de suas cooperativas. Ele afirma que a maior parte de seus motoristas são autônomos e mostra as vantagens da empresa: “Nosso serviço não é pago, é menos burocrático, é muito cômodo. Ele [o taxista] usa como quiser e não tem obrigação conosco”.

Em São Paulo, a 99Taxis já conta com 200 mil passageiros cadastrados, 5 mil táxis e promove 100 corridas ao mês.

Opinião de quem usa

Antônio (que não quis se identificar), que trabalha para uma cooperativa da capital, já vai para o terceiro telefone móvel. Além do celular convencional e do smartphone pelo qual recebe informações da base sobre as corridas, comprará mais um aparelho só para instalar o aplicativo da 99Taxis.

"A cooperativa não fala nada, pois todos os equipamentos no carro são meus. Então eu poderia instalar [o aplicativo] neste aqui [com o qual se comunica com a cooperativa]", diz ele. "Mas para evitar problema eu vou comprar outro celular", diz ele.

Custos

A 99Taxis não possui custos nem para o usuário, nem para o motorista. A ideia da empresa é manter o serviço gratuito e faturar com as comissões por meio de pagamentos via cartão de crédito. Neste caso, 90% do valor da corrida ficará com o taxista. A Taxibeat e a Easy Taxi também não repassam gastos para os passageiros, porém é cobrado R$ 2 por corrida do motorista.

ONDE FUNCIONA
Easy TaxiTaxibeat99Taxis
Rio de JaneiroRio de JaneiroRio de Janeiro
São PauloSão PauloSão Paulo
Belo HorizonteFrança
Porto AlegreGrécia
BrasíliaNoruega
SalvadorRomênia
Recife
Fortaleza
Goiânia
Curitiba
Bogotá (Colômbia)
Lima (Peru)
Santiago (Chile)
Caracas (Venezuela)
Buenos Aires (Argentina)
Cidade do México (México)
Seul (Coreia do Sul)
Sejong (Coreia do Sul)
Suncheon (Coreia do Sul)
Yeosu (Coreia do Sul)
Lagos (Nigéria)
Malásia
Dentre as cooperativas, a Use Táxi cobra R$ 34,5 mil pela adesão do taxistas, mais a taxa de manutenção no valor de R$ 600 mensais. Para participar da Coopertax é preciso pagar uma luva de cerca de R$ 40 mil, além de R$ 660 mensais pela manutenção.

6 de junho de 2013

Conta de luz deve informar custo da energia elétrica a partir do dia 1º de junho

Acionamento de termelétricas (foto), mais custosas, pode exigir uso da bandeira vermelha.

A partir do dia 1º de junho, as distribuidoras de energia elétrica deverão informar, por meio das faturas emitidas aos consumidores, as bandeiras tarifárias (verde, amarela e vermelha) que indicarão o custo da energia usada em função das condições de geração de eletricidade.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para o mês de junho foram acionadas bandeiras vermelhas nos quatro subsistemas de geração de energia: Sudeste/Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul.

As bandeiras tarifárias funcionarão como um semáforo de trânsito: a verde significa custos baixos de geração, portanto, a energia elétrica estará mais barata naquele mês. A bandeira amarela indicará um sinal de atenção, pois os custos estão aumentando. Já a bandeira vermelha mostra que a energia necessária para atender a demanda dos consumidores tem sido gerada com custos maiores – um exemplo é o maior acionamento de termelétricas, uma fonte mais cara do que as usinas hidrelétricas para gerar energia. Nesse período, o custo da energia poderá aumentar.

A aplicação das bandeiras tarifárias deverá ser efetivada pelas distribuidoras do país a partir de janeiro de 2014, mas, neste mês, começa o período de testes. Com a sistemática, haverá uma sinalização mensal do custo de geração de energia elétrica, dando ao cidadão a oportunidade de gerenciar melhor o seu consumo de energia e reduzir o valor da conta de luz.

Desconto de 20%: repasse já foi feito 

No dia 31 de maio, a Aneel informou que já autorizou o repasse antecipado dos recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para as distribuidoras de energia, para compensar a redução no preço das tarifas anunciada pelo governo. A antecipação havia sido anunciada no dia 29 de maio e foi necessária porque a Medida Provisória (MP) 605, que permite o uso dos recursos da CDE para cobrir os descontos na conta de luz, que venceu no dia 3 de junho e não será aprovada a tempo pelo Senado.

O governo incluiu o conteúdo da MP 605 em outra medida provisória, mas a autorização do uso da CDE só vai valer quando a nova matéria for sancionada, porque entrou como uma emenda. Por isso, foi necessário editar um decreto para permitir o uso dos recursos da CDE durante esse período e garantir que a redução das tarifas prometida pelo governo no início do ano continuasse valendo.

O decreto, publicado em edição extraordinária no dia 29 de maio, determina que a Aneel deverá autorizar o repasse antecipado de sete meses dos recursos da CDE às distribuidoras. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, isso deve representar um adiantamento de R$ 2,8 bilhões.

O despacho publicado no dia 31 de maio pela Aneel diz que os valores antecipados são referentes ao período de maio a novembro e servem para a cobertura dos descontos incidentes sobre as tarifas aplicáveis aos usuários do serviço público de distribuição de energia elétrica e a redução equilibrada das tarifas. Ao anunciar as medidas, o ministro Lobão disse que o desconto nas tarifas não será revertido e garantiu que este é um “compromisso inarredável do governo”.

5 de junho de 2013

Swarovski negocia para vender seus produtos em redes de varejo no Brasil

                                                    Porta-vela de cristal da Swarovski.

A Swarovski está reestruturando seus canais de vendas para crescer no mercado brasileiro. Depois de lançar sua primeira franquia no fim do ano passado, a marca negocia parcerias para vender seus cristais no Brasil em grandes redes de varejo de moda, como C&A, Lojas Renner e Riachuelo.

A empresa já vende seus produtos no exterior em lojas de departamento, como a mexicana Liverpool e a espanhola El Corte Inglés, e pretende replicar esse modelo no Brasil. A executiva Carla Assumpção, diretora-geral da divisão de produtos para o consumidor da Swarovski Brasil, confirma que a empresa negocia com grandes varejistas no País, mas não especificou quais redes foram procuradas pela empresa.


A meta é lançar o produto em uma rede de varejo no Brasil ainda este ano. "As grandes redes já usam moda assinada por estilistas famosos. Elas já perceberam que o consumidor é pautado por tendências", disse Carla, que classificou a Swarovski como uma marca "aspiracional" para o consumidor de classe média.

A empresa vem reformulando o seu portfólio para oferecer produtos mais acessíveis, sem deixar de atender os clientes que procuram joias de alto padrão. Segundo ela, há produtos de R$ 200 a R$ 6 mil nas lojas. As linhas para colecionadores ocupam outra faixa de preços e uma peça pode custar em torno de R$ 65 mil. "Temos produtos para o varejo de massa. O consumidor pode comprar um brinco, um anel, e pagar parcelado", explica Carla.

A austríaca Swarovski chegou ao Brasil há dez anos e tem 17 lojas próprias. A meta da empresa é ter entre 50 e 60 lojas no Brasil até 2016. Para isso, venderá em franquias, além de lojas próprias. A previsão é abrir quatro lojas próprias e outras oito franquias neste ano, em cidades como Santos, Sorocaba, Jundiaí, Recife, Natal e Niterói.

4 de junho de 2013

BC sobe taxa de juros para 8% mesmo com PIB fraco

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, e sua equipe econômica elevaram Selic a 8% ao ano.

O fraco crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira, não assustou o Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a Taxa Selic - o juro básico da economia - em 0,5 ponto porcentual, para 8% ao ano. Pela segunda reunião consecutiva, a decisão de subir o juro mostra que o Copom escolheu controlar a inflação independentemente das pressões que possam vir do Palácio do Planalto.

“O cenário agora vai se tranquilizar, com o mercado vendo que o BC tem pulso firme no combate à inflação”, disse Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria, ao site de VEJA . Para ela, uma alta menor que 0,5 ponto porcentual poderia aumentar a volatilidade do mercado financeiro e a insegurança dos investidores. "Seria como se o BC estivesse fazendo uma coisa e falando outra", reitera, lembrando dos inúmeros discursos do presidente do BC, Alexandre Tombini, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a seriedade com que o órgão trata a inflação. 

No mês passado, o Banco Central (BC) aumentou a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 7,5% ao ano. O movimento foi uma resposta aos ânimos exaltados do mercado - que perde, aos poucos, a confiança nas bases econômicas do governo Dilma Rousseff - e da população, que começou a sentir no bolso o fantasma da alta dos preços. Ao decidir por uma alta de 0,5 ponto porcentual e não de 0,25 ponto porcentual (maior aposta dos economistas), o Comitê preferiu o controle da inflação à expansão econômica - como prefere a presidente Dilma.


Credibilidade - A queda da taxa básica de juros, guiada pela equipe econômica do governo Dilma nos últimos anos para estimular a economia, comprometeu não só a credibilidade do BC perante os agentes econômicos como também contribuiu para a alta da inflação. Até o início de abril, o BC mostrava uma tolerância exacerbada com a alta dos preços. Na visão de alguns economistas, como Alex Agostini, da Austin Rating, a alta dos juros básicos deveria ter começado antes devido à demora de seis a nove meses para surtir efeito na economia real - ou seja, para o consumidor. “No Brasil, o atual ciclo de alta dos juros é resultado de um novo arranjo entre política monetária e política econômica, na qual a primeira está muito alinhada aos objetivos da segunda, o que permitiu aceitar uma taxa de inflação num patamar acima do teto da meta de 6,5%”, ressalta Agostini, em relatório.

Dentro dessa conjuntura, o que é praticamente consenso entre especialistas é que o ciclo de alta dos juros já está atrasado e não será suficiente para convergir a inflação para o centro da meta (4,5%) em 2013. A prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, indicador oficial de alta dos preços, desacelerou ante abril, passando de 0,51% para 0,46%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 6,46% em abril, uma leve redução ante os 6,51% de março. Mesmo com essa tendência de desaceleração (o índice cheio de abril subiu 6,49% em 12 meses, depois de ter avançado para 6,59% em março, a economista da Tendências, Alessandra, destaca que a inflação é ruim de qualquer forma, mesmo com a economia crescendo. “Nem se o BC subisse a Selic para 8,5% neste ano, como acredito, a inflação retorna para o centro da meta." 


Crescimento - A política de juros baixos defendida a todo custo pela presidente Dilma não ajudou a acelerar o PIB – o Brasil cresceu apenas 0,9% em 2012 e 0,6% no primeiro trimestre. Agora, o país vive em um dos piores quadros econômicos: juros em alta, PIB baixo e inflação acelerando. Para piorar, a economia internacional dá sinais de fraqueza, com países europeus em recessão, EUA em lenta recuperação e a China recalculando para baixo sua expectativa de crescimento econômico.

O único fator que ainda "salva" o Brasil é o desemprego baixo - motivo de orgulho para a presidente. Mas a taxa já subiu em abril para 5,8%. Com o descaso do governo com os gastos públicos, economistas já preveem que o afrouxamento da política fiscal neste e no próximo ano, com o objetivo de garantir mais recursos para o governo estimular o crescimento da economia, vai dificultar o controle da inflação e sobrecarregar a política monetária do BC.

Futuro - Após decidir tirar a Selic de seu menor patamar histórico - 7,25% ao ano -, o Copom deu início a um ciclo de alta que não poderia simplesmente interromper neste mês. Apesar de o órgão continuar defendendo fielmente a tese de que a inflação vai desacelerar para 5,7% no final deste ano, qualquer manual básico de política monetária ensina que uma alta isolada da taxa de juros não existe. Assim, neste caso, o BC fez seu dever de casa ao subir os juros, mas ainda está longe de ganhar nota dez nos cuidados com a política monetária.

Agora, os olhos estarão voltados para a ata do Copom, que será divulgada na próxima semana com as explicações técnicas do banco. O relatório Focus, uma pesquisa semanal feita pelo próprio BC com os economistas, espera uma Selic em 8,25% neste ano, num cenário de IPCA a 5,81%. Para 2014, o analistas esperam agora alta de 3,5% do PIB e de 5,8% da inflação ante 5,5% na projeção do início do ano. As apostas estão na mesa e, em jogo, estão a corrosão do poder de compra dos brasileiros, diretamente prejudicado pela inflação, e a própria atividade econômica.

Evolução da taxa básica de juros no governo Dilma

Depois de baixar a Selic para seu menor patamar histórico (7,25% ao ano), o Banco Central voltou a subir os juros para controlar a inflação.
Taxas de juros no mundo

Com a queda das taxas nos últimos anos, o Brasil perdeu o posto de país com a maior taxa básica de juros, mas ainda está na quarta colocação no ranking mundial.

3 de junho de 2013

Brasil despenca em ranking global de competitividade

Problemas de infraestrutura, como o acesso ao porto, prejudicam a competitividade do Brasil.

O Brasil perdeu espaço no cenário competitivo internacional e despencou cinco posições no Índice de Competitividade Mundial 2013, elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), uma das maiores escolas de negócios no mundo. O país passou para a 51ª posição, ante o 46º lugar ocupado no ranking do ano passado. Na liderança da lista estão os Estados Unidos, que recuperaram o posto após perdê-lo no ano passado para Hong Kong, graças a uma melhora do setor financeiro, à abundância de inovação tecnológica e companhias de sucesso. O segundo lugar foi ocupado pela Suíça e o terceiro, por Hong Kong. 

"Estávamos esperando o Brasil numa posição bem melhor", disse o diretor do IMD World Competitiveness Center, Stephane Garelli. Na sua visão, o grande problema do país é "muito consumo e pouca produção" - o que denota as falhas do modelo de crescimento adotado pela presidente Dilma Rousseff. Desde que a petista chegou ao poder, em 2011, o país despencou sete posições no ranking. 


De acordo com o professor Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, que coordena o levantamento no Brasil, um dos únicos pontos em que o país ganhou competitividade foi a atração de investimentos. No entanto, há o desafio de transformar estes recursos em produtos e serviços de maior valor agregado. Isso sem contar os investimentos necessários em infraestrutura, logística, mobilidade urbana, educação e as já tão falada reforma tributária - fatores que minguam a competitividade do país. "O Brasil precisa escolher um caminho, definir um bom plano de investimento e persegui-lo", adicionou Stephane Garelli, do IMD. 

Entre os Brics, apenas a África do Sul está em pior colocação do que o Brasil, ao perder a 50ª posição do ano passado para ficar em 53ª este ano. A Índia caiu do 35º para o 40º lugar. Subiram no ranking a China, que passou do 23º para o 21º lugar, e a Rússia, que foi do 48º para o 42º. 

Segundo o IMD, os países emergentes continuam a depender da recuperação da econômia mundial, que demora a acontecer. "A América Latina está decepcionando, mas há ótimas empresas internacionais em toda essa região. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul são muito diferentes em relação às suas estratégias de competitividade e desempenho, mas os Brics continuam sendo terra de oportunidades", afirmou Garelli. 

Na Europa, Suíça, Suécia e Alemanha são consideradas as nações mais competitivas. O sucesso dessas economias se baseia na manufatura orientada para a exportação, na diversificação de produtos oferecidos ao comércio, no fortalecimento das pequenas e médias empresas e na disciplina fiscal. "Como no ano passado, o resto da Europa está pesadamente constrangida por programas de austeridade que atrasam a recuperação", diz o IMD. "Está em questão a eficiência desse modelo." 

A pesquisa avalia as condições de competitividade de 60 países a partir da análise de dados estatísticos nacionais e internacionais e pesquisa de opinião com executivos. 

Ranking de competitividade global 

Entre 60 países avaliados, o Brasil está entre os 10 piores e só supera Argentina e Venezuela entre os latino-americanos.


2 de junho de 2013

Mantega admite PIB menor em 2013

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenta manter tom otimista mesmo diante de PIB frustrante.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu no dia 29 de maio que "certamente" o governo vai rever para baixo a projeção de alta de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. Essa é a proposta que consta no Orçamento de 2013. Mantega não quis fazer uma nova previsão e disse apenas que a economia brasileira começou o ano de 2013 "muito melhor do que no ano passado". "Se tivermos trajetória semelhante à do ano passado, estaremos bem e poderemos atingir taxa (de crescimento) satisfatória este ano", afirmou.

Com os resultados do PIB, Mantega reiterou governo não pretende adotar novas medidas de estímulos ao consumo e ao investimento porque as medidas já tomadas continuarão surtindo efeito, como o programa de concessão e a desoneração da folha de salários das empresas. "A desoneração começou em 2012, mas agora são mais setores que começaram em janeiro e, assim, igualmente para outras medidas cuja eficácia vai ser sentida ao longo do ano". Ele lembrou ainda que alguns estímulos foram retirados no primeiro trimestre, de modo que o consumo não deverá ser o carro chefe da economia. "Queremos que seja o investimento e que tenha recuperação do investimentos", afirmou o ministro ao comentar o resultado do PIB no primeiro trimestre.

Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no dia 29 de maio, o PIB do primeiro trimestre do ano cresceu apenas 0,6% em relação ao quarto trimestre do ano passado, frustrando expectativas de analistas e do próprio governo. 


O ministro da Fazenda destacou ainda que o governo vai rever a projeção de PIB no próximo relatório de reprogramação orçamentária. "Certamente iremos rever quando fizermos o próximo relatório". Segundo ele, é preciso "olhar" os trimestres sucessivos para fazer uma avaliação. "Não dá para olhar um trimestre só. Estamos no meio do segundo trimestre e os dados são muito bons, abril está fechado e quase todos os indicadores são positivos, como papelão ondulado", avaliou.

Contudo, Mantega admite que o cenário da economia internacional está adverso, sem melhoras significativas, o que dificulta as exportações brasileiras, principalmente de manufaturados, que não cresceram. As exportações de bens e serviços apresentaram queda de 6,4%, enquanto as importações de bens e serviços subiram 6,3%. No quarto trimestre do ano passado, os dois itens haviam subido 6,1% e 8,4%, respectivamente. "Como crescemos mais do que boa parte dos países, significa que importamos mais e conseguimos exportar menos", disse, tentando manter o tom otimista diante de um crescimento frustrante e o pior quadro exportador desde o primeiro trimestre de 2009.

Mantega destacou ainda o resultado da agropecuária, "excepcional" em suas palavras, ao crescer 9,7% no primeiro trimestre deste ano. "Isso se deve sobretudo à recuperação em relação à seca do ano passado e ao aumento da produtividade da produção agropecuária", afirmou. "A crise internacional não prejudica a agricultura, porque ela exporta commodities de alimentos e, mesmo em crise, os países consomem alimentos", completou. 

No que tange à indústria, o ministro apontou que o crescimento negativo de 0,3% no primeiro trimestre foi puxado pelo setor de extração mineral, que teve crescimento negativo de 0,2%. Já o crescimento da indústria de transformação foi positivo, de 0,3%. "A indústria extrativa responde mais ao cenário internacional. E a indústria de transformação responde mais ao mercado interno, então está em trajetória de recuperação", explicou.

Mantega avaliou ainda que a construção civil "também não teve bom desempenho" e admitiu que os serviços cresceram pouco no primeiro trimestre. Por fim, ao comentar sobre a formação bruta de capital fixo, o ministro disse que o investimento "sustentou a demanda" neste primeiro trimestre, ao crescer 4,6% no período.


Cenário - Mantega disse que a atividade acelerou em abril e provavelmente em maio. Ele ponderou ainda que houve uma melhora do mercado de capitais, com vários lançamentos de IPOs, o que, na sua avaliação, mostra que a confiança no País está melhorando. O ministro ressaltou ainda que o fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para o Brasil é um dos maiores do mundo. Segundo ele, as captações das empresas no exterior estão indo muito bem. "Petrobras e Banco do Brasil, o mercado está vendo de forma mais positiva", disse Mantega. Na sua avaliação, a bolsa brasileira no último mês teve comportamento bom, melhor que em outros países. "O ambiente econômico está melhorando no país", avaliou.

O ministro da Fazenda afirmou ainda que o governo não pretende adotar novas medidas de estímulos ao consumo e ao investimento porque, segundo ele, eles já estão "todos em cima da mesa e as empresas estão aumentando seus investimentos".

Mantega lembrou que alguns estímulos foram retirados no primeiro trimestre, de modo que o consumo não deverá ser o carro chefe da economia. "Queremos que seja o investimento e que tenha recuperação do investimentos", afirmou o ministro ao comentar o resultado do PIB no primeiro trimestre.

1 de junho de 2013

Despesas do Governo Central sobem 13,4% até abril

                Total de investimentos no período soma R$ 23 bilhões, com alta de 8,8%.

As despesas do Governo Federal estão crescendo em um ritmo muito mais forte do que as receitas ao longo deste ano.

Enquanto a despesa total do Governo Central registrou um aumento de 13,4% até abril, as receitas avançaram apenas 4,9%. As despesas no período somaram R$ 286,30 bilhões e as receitas totalizaram R$ 377,71 bilhões, de acordo com dados do Tesouro Nacional.


Em abril, as despesas cresceram 21,2%, para R$ 81,684 bilhões, e as receitas tiveram uma expansão de 30,3%, chegando a R$ 104,26 bilhões.

Os gastos com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somam até abril R$ 15,4 bilhões, com crescimento de 22,7%. O volume de investimentos do PAC é importante porque esses gastos poderão ser abatidos da meta fiscal.

O total de investimentos no período soma R$ 23 bilhões, com alta de 8,8%. Destes, R$ 20,69 bilhões são despesas inscritas no chamado "restos a pagar".

Essas despesas foram empenhadas em anos anteriores e transferidas para o Orçamento de 2013. Apenas R$ 2,26 bilhões de investimentos pagos são do Orçamento deste ano, segundo o Tesouro Nacional.