19 de dezembro de 2013

Planos de saúde são multados por má-fé

Palácio de Justiça de São Paulo: para alguns desembargadores , operadoras tentam atrasar processos.

Operadoras de planos de saúde começaram a ser multadas por má-fé no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o maior do Brasil. As condenações têm ocorrido em casos nos quais as empresas se negam a cobrir algum tipo de tratamento ou reajustam indevidamente mensalidades – como aplicar aumentos maiores para idosos.

Na maioria das vezes, as empresas são multadas por questionarem entendimentos do Tribunal que, de tão majoritários, são estabelecidos em súmulas – por exemplo, a que obriga planos a cobrirem o stent (tubo que evita entupimento das artérias) quando o paciente passa por uma cirurgia vascular ou cardíaca. As súmulas servem justamente para evitar que os desembargadores tenham de decidir várias vezes sobre o mesmo tema.

Para alguns desembargadores, tais questionamentos servem apenas para atrasar o fim de julgamentos em que as operadoras seriam, invariavalmente, condenadas e, por isso, são entendidos como litigância de má-fé. Na maioria dos casos as multas são relativamente pequenas: 1% do valor da causa.

Mas, no caso mais emblemático até agora, a Amil – maior grupo de saúde suplementar do País – terá de pagar, além do 1%, R$ 1 milhão por negar atendimento a um cliente no momento em que ele sofria um infarto. O dinheiro vai para o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), por decisão do desembargador Teixeira Leite. Ele não quis conceder entrevista.

A Amil argumentou que o beneficiário havia contratado o plano menos de dois anos antes, e por isso, estava em período de carência. Essa exigência, além de ilegal, é contrária ao entendimento majoritário do Tribunal. A própria Amil já havia sido condenada em outros oito casos, citou o magistrado. A condenação foi mantida em julgamento no dia 12 de dezembro.

“A família deixou um cheque-caução no hospital e conseguimos a liminar [garantindo o atendimento], mas ficou com receio e transferiu o paciente para um hospital público”, diz Ricardo Augusto Morais, advogado do beneficiário.

Em nota, a Amil afirmou que a decisão é um “desrespeito à legislação vigente”.

Contra súmulas

A aplicação de penas por litigância de má-fé é algo novo. Em 2013, fora o caso da Amil, houve ao menos outras 35 condenações em que súmulas do TJ-SP e litigância de má-fé estão entre os temas principais, segundo levantamento da reportagem. Em 2012, apesar de oito casos semelhantes terem sido analisados, eles não resultaram em multa ou levaram à extinção da pena que havia sido estabelecida por juízes de primeira instância.
                                         Como deduzir gastos com planos de saúde.

E, por enquanto, a maioria das multas têm sido aplicadas pela 10 ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, em casos relatados pelo desembargador José Paulo Camargo Magano, que não quis comentar o assunto.

A litigância de má-fé começou a ser mais punida agora porque as súmulas do TJ sobre planos de saúde são recentes – oito foram editadas em 2012 e sete, em 2013 (veja lista abaixo). A análise é de Rafael Robba, do Vilhena e Silva Advogados Associados.

“O TJ-SP tende a pacificar esse entendimento e aplicar a litigância de má-fé como uma forma de inibir recursos contra súmulas”, afirma. “Já percebi que outras Turmas têm aplicado [as multas]".

Stent e reajuste

Entre as multas analisadas, a súmula sobre stent foi a mais citada – aparece em 11 dos 35 casos . O entendimento de que a operadora tem de arcar com esse equipamento está tão pacificado que, em fevereiro de 2012, o TJ-SP editou súmula sobre o assunto.

A regra, entretanto, foi usada para justificar a punição por litigância de má-fé envolvendo outras próteses. Em julho deste ano, a Unimed de Jundiaí (SP) foi punida em 1% do valor da causa por tentar se livrar da obrigação de cobrir o pagamento de uma prótese para uma operação no joelho.

Outro tema recorrente (cinco das 35 condenações) é a negativa de tratamento que não esteja estabelecido na relação mínima de procedimentos a serem cobertos pelos planos, alvo de súmula de fevereiro de 2013. Em novembro, o TJ-SP manteve a condenação à Unimed Paulistana por ter negado uma cirurgia com videolaparoscopia a um beneficiário. A multa foi a mesma.

Sócia da área Cível do Nomura, Riva, Luz Bressanin e Yoon – escritório que tem uma grande operadora entre seus clientes –, a advogada Tatiana Tibério Luz questiona as multas por má-fé, em referência às penalidades estabelecidas por causa do reajuste por faixa etária de planos de saúde de idosos.

“Não me parece que os recursos interpostos pelas operadoras de plano de saúde seriam manifestamente protelatórios. Isso porque o reajuste aplicado por mudança de faixa etária, é admitido em alguns casos, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça”, diz.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde) e a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), representantes do setor, não quiseram comentar. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – procurada na véspera da publicação da reportagem – informou não ter informações suficientes para se pronunciar, neste momento, sobre a questão.

A Unimed Jundiaí disse acreditar que as condenações podem ser revertidas e informou que "pauta sua conduta no contrato firmado entre as partes, bem como no absoluto respeito aos beneficiários do plano de saúde". A Unimed Paulistana informou que não se pronunciaria por não haver uma decisão definitiva.

Veja a lista das súmulas

Súmula 90: Havendo expressa indicação médica para a utilização dos serviços de “home care”, revela-se abusiva a cláusula de exclusão inserida na avença, que não pode prevalecer.

Súmula 91: Ainda que a avença tenha sido firmada antes da sua vigência, é descabido, nos termos do disposto no art. 15, § 3o, do Estatuto do Idoso, o reajuste da mensalidade de plano de saúde por mudança de faixa etária.

Súmula 92: É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita o tempo de internação do segurado ou usuário (Súmula 302 do Superior Tribunal de Justiça).

Súmula 93: A implantação de “stent” é ato inerente à cirurgia cardíaca/vascular, sendo abusiva a negativa de sua cobertura, ainda que o contrato seja anterior à Lei 9.656/98.

Súmula 94: A falta de pagamento da mensalidade não opera, per si, a pronta rescisão unilateral do contrato de plano ou seguro de saúde, exigindo-se a prévia notificação do devedor com prazo mínimo de dez dias para purga da mora. 

Súmula 95: Havendo expressa indicação médica, não prevalece a negativa de cobertura do custeio ou fornecimento de medicamentos associados a tratamento quimioterápico.

Súmula 96: Havendo expressa indicação médica de exames associados a enfermidade coberta pelo contrato, não prevalece a negativa de cobertura do procedimento.

Súmula 97: Não pode ser considerada simplesmente estética a cirurgia plástica complementar de tratamento de obesidade mórbida, havendo indicação médica.

Súmula 99: Não havendo, na área do contrato de plano de saúde, atendimento especializado que o caso requer, e existindo urgência, há responsabilidade solidária no

atendimento ao conveniado entre as cooperativas de trabalho médico da mesma operadora, ainda que situadas em bases geográficas distintas.

Súmula 100: O contrato de plano/seguro saúde submete-se aos ditames do Código de Defesa do Consumidor e da Lei n. 9.656/98 ainda que a avença tenha sido celebrada antes da vigência desses diplomas legais.

Súmula 101: O beneficiário do plano de saúde tem legitimidade para acionar diretamente a operadora mesmo que a contratação tenha sido firmada por seu empregador ou associação de classe.

Súmula 102: Havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da ANS.

Súmula 103: É abusiva a negativa de cobertura em atendimento de urgência e/ou emergência a pretexto de que está em curso período de carência que não seja o prazo de 24 horas estabelecido na Lei n. 9.656/98.

Súmula 104: A continuidade do exercício laboral após a aposentadoria do beneficiário do seguro saúde coletivo não afasta a aplicação do art. 31 da Lei n. 9.656/98.

Súmula 105: Não prevalece a negativa de cobertura às doenças e às lesões preexistentes se, à época da contratação de plano de saúde, não se exigiu prévio exame médico admissional.

18 de dezembro de 2013

STF mantém suspensão de vendas de planos de saúde; veja lista

                        Longo: operadoras usaram 'subterfúgio' para driblar suspensão.

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a suspensão temporária de vendas de planos de saúde alvo de excesso de queixas na avaliação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida atualmente atinge 150 planos de 41 operadoras (veja lista abaixo) e está sob questionamento por parte de associações das empresas do setor, que alegam cerceamento do direito de defesa e interferência do Estado na atividade privada.

A decisão não afeta os atuais beneficiários dos planos – apenas impede as empresas de os revenderem para mais pessoas. 

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, negou o pedido de liberação feito pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa 17 grandes grupos, responsáveis por 37% dos beneficiários de planos do saúde do Brasil. 

A solicitação havia sido feita depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubar duas liminares (decisões provisórias) que impediram a ANS de bloquear temporariamente as vendas de planos de saúde alvos de excesso de queixas. 

Barbosa argumentou que, embora o pedido das operadoras possa ser legítimo, “o quadro pende em desfavor do consumidor dos planos de saúde”. Ele mencionou estatísticas que mostram que 79% dos beneficiários de planos de saúde do Estado de São Paulo tiveram algum problema com os produtos num intervalo de 2 anos.

A discussão no STF, entretanto, ainda não chegou ao fim. A Corte ainda precisa analisar o mérito da ação da Fenasaúde e um segundo pedido no mesmo sentido, feito pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).

Como mostramos, uma decisão do STF a favor das operadoras pode enterrar o programa de suspensões temporárias de comercialização de planos, que ocorrem desde 2012. Nos últimos dois ciclos de suspensões, os bloqueios atingiram produtos importantes, que haviam sid usadas por elas para captar mais de 1/3 de suas carteiras.


As suspensões são estabelecidas de acordo com o número de reclamações recebidas pela ANS contra cada operadora. Para as empresas, entretanto, o programa cerceia o direito de defesa e interfere ilegamene na liberdade pois seriam levadas em conta queixas ainda não completamente analisadas pela agência.

Em entrevista concedida em agosto, o diretor-presidente da ANS, André Longo, acusou as operadoras de usarem "subterfúgios" para enganar a Justiça. Depois das disputas judiciais, entretanto, a agência anunciou a criação de um grupo de trabalho para analisar melhorias no programa de suspensões.

Em nota, a Fenasaúde informou que aguardará o julgamento do mérito da ação "e que continuará a contribuir com o grupo de trabalho que discute as melhorias. 

Veja a lista completa de planos suspensos

AMEPLAN ASSISTÊNCIA MÉDICA PLANEJADA LTDA

Plano Executivo

AMICO SAÚDE LTDA

Dix Classic RJ SP GR. MUN. QC
Dix 100 DF QC PJCA
Dix 100 DF QP PJCA
Dix 200 RM SP QP PJCE
Dix 100 GR.EST. QC PJCE

AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S.A.

Amil Blue I Estadual CA QC
Amil Blue II Estadual Emp QC
Amil Blue I Nacional PJ QP
Blue 300 RM RJ QP PJCA
Blue 400 NAC QP PF
Blue 500 NAC QP PF
Medial 500 NAC QP PF COPRC5
Blue 400 NAC QC PF
Medial 400 NAC QP PF COPRC5
Medial 400 NAC QC PF COPRC5
Blue 600 NAC QP PF
Blue 400 NAC QC PJCA
Blue 200 RMC QC PJCE
Blue 300 RM PR QC PJCE
Medial 300 RM PR QC PJCA COPRC5 S/Obst
Medial STANDARD III NAC QC PJCE
AMIL DENTAL I Nacional Emp
Amil 120 Nacional Emp QP
Amil 130 Nacional Emp QP
Amil 160 Nacional Emp QP
Amil 150 Nacional Emp QP
MEDIAL CONFORTO CLASS 620/E
MEDIAL PROTEÇÃO IDEAL 420/E
AMIL PJ RC 20.101
AMIL PJ RC 40.101
AMIL PJ RE 50 SERIE 100
AMIL PJ MEDICUS MA 122
Medial Odonto P
Amil 140 Nacional PJ QP Copart
Amil Blue I Nacional PJ QC
Amil Blue IV Nacional PJ QP
Amil Blue II Nacional PJ QP
Amil 140 Nacional PJ QP
ESSENCIAL 350 E
Blue 300 RM RJ QC PJCA
Blue 300 SP QC PJCE
Blue 500 NAC QP PJCE
Blue 400 NAC QP PJCE
Blue 400 NAC QC PJCE
Blue 600 NAC QP PJCE
Blue 400 NAC QP PJCA
Blue 500 NAC QP PJCA
Blue 600 NAC QP PJCA
Blue 700 NAC QP PJCE
Blue 200 RMC QC PJCA
Blue 300 DF QC PJCA
Blue 300 NAC QP PJCE
Blue 300 NAC QC PJCE
Medial INTER I NAC QC PJCE
Medial STANDARD I GR.EST. QP PJCE
Medial STANDARD II NAC QC PJCE
Medial STANDARD I GR.EST. QC PJCE
Amil Linha Dental Nac PJCE
Dental 200 Nac PJCE

BENEPLAN PLANO DE SAÚDE LTDA.

ECONÔMICO GRUPAL - EMPRESARIAL
PLUS GRUPAL - EMPRESARIAL

CASA DE SAÚDE SÃO BERNARDO S/A

São Bernardo Total Empresarial Especial
São Bernardo Total Life Empresarial Executivo

CENTRO TRASMONTANO DE SAO PAULO

Gold - Enfermaria Ambulatorial/Hospitalar
GOLD 712 Enfermaria

CONMED SÃO LUIS - CONVÊNIOS MÉDICOS DE SAÚDE SUPLEMENTAR LTDA

PREMIER S/OBST COLETIVO POR ADESÃO ENFERMARIA
PREMIER S/OBST INDIVIDUAL/FAMILIAR ENFERMARIA
PREMIER S/OBST INDIVIDUAL/FAMILIAR APARTAMENTO

COOPUS - COOPERATIVA DE USUÁRIOS DO SISTEMA DE SAÚDE DE CAMPINAS

134.1.1 - Amb + Hosp com Obstetrícia + Odontológico QC C
130.1.20 CE
134.1.22 CA

ECOLE SERVIÇOS MÉDICOS LTDA

Ecole Empresarial Básico

EXCELSIOR MED S/A

EXPRESS ODONTO - IV
EXTRA ODONTO - IV
EXPRESS AL ENFERMARIA COM PARTO

FUNDAÇÃO ASSISTENCIAL DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO DA FAZENDA

ASSEFAZ RUBI APARTAMENTO EMPRESARIAL

GEAP FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL

PLANO GEAPFAMÍLIA
GEAPSaúde II

GREEN LINE SISTEMA DE SAÚDE S.A

EXCLUSIVO PME
Standard Global
Special Global
SPECIAL PREMIUM
CLASSIC

GOLDEN CROSS ASSISTENCIA INTERNACIONAL DE SAÚDE LTDA

ZE-32 Dame I Ambulatorial/Hospitalar
ZE-34 Dame II Ambulatorial/Hospitalar
UE CLUBE DAME Golden Cross Especial - Amb/Hosp - Quarto
JR/KR/LR-32 GC ESSENCIAL RJ - MPE - AMB/HOSP - QUARTO COL
ZR-32 GC ESSENCIAL BH - COL/EMPR - AMB/HOSP - QUARTO COL
JE/KE/LE-34 GC ESPECIAL MPE - AMB/HOSP - QUARTO IND
JE/KE/LE-32 GC ESPECIAL MPE - AMB/HOSP - QUARTO COL
UR-32 GC CLUB DAME ESSENCIAL SP - AMB/HOSP - QUARTO COL
UR-34 GC CLUB DAME ESSENCIAL SP - AMB/HOSP - QUARTO IND
SUPERMED I

IRMANDADE SANTA CASA MISERICORDIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

PLANO VALE SAÚDE MASTER PLENO COM OBSTETRÍCIA SEM FATOR

MH VIDA - OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE LTDA

Plano Top Line

PLAMED PLANO DE ASSISTENCIA MEDICA LTDA

PLAMED PRATA
Plano Básico BA Co-Participação

PRONTOMED ASSISTÊNCIA MEDICA LTDA

ProntoMed Saúde

SANAMED - SAÚDE SANTO ANTONIO LTDA

STANDARD

SANTA RITA SISTEMA DE SAUDE S/C LTDA

SANTARIS

SANTAMALIA SAÚDE S/A

BASIC STANDARD EMPRESARIAL
SPECIAL II STANDARD
BASIC STANDARD

SANTO ANDRÉ PLANOS DE ASSISTENCIA MÉDICA LTDA

RUBI

SAUDE ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL LTDA

Global I Saúde Senior Enfermaria

SAÚDE MEDICOL S/A

PLENO 10 I/F
BÁSICO

SEISA SERVIÇOS INTEGRADOS DE SAÚDE LTDA

PLANO PREMIUM BLUE GR

SMEDSJ - SERVIÇOS MÉDICOS SÃO JOSE S/C LTDA

Adesão Global Executivo

SMS - ASSISTÊNCIA MÉDICA LTDA

SMS-SPECIAL EMPRESARIAL

SOCIEDADE PORTUGUESA DE BENEFICENCIA

BENESAÚDE - REFERÊNCIA

SOMEL - SOCIEDADE PARA MEDICINA LESTE LTDA

UNISIS I/F ENFERMARIA
UNISIS CE ENFERMARIA

SOSAUDE ASSISTÊNCIA MÉDICO HOSPITALAR LTDA

STANDARD ENFERMARIA SEM OBSTETRICIA
VIP APARTAMENTO SEM OBSTETRICIA
SoSaude Flex Standart

TEMPO SAÚDE SEGURADORA S.A.

AIG Saúde - Plano Básico Plus - Clube Médico - Apartamento
AIG Saúde - Plano Executivo - Clube Médico
AIG Saúde - Plano Master - Clube Médico

TERRAMAR ADMINISTRADORA DE PLANO DE SAUDE LTDA

NORDESTE VIDA MAIS I APARTAMENTO

UNIMED CUIABA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO

UNIMED PREMIUM - PARTICULAR - ENFERMARIA

UNIMED DAS ESTÂNCIAS PAULISTAS OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE, SOCIEDADE COOPERATIVA

Vip Regional A - (sem parto)

UNIMED DO ABC - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO

UNIPLAN FÁCIL ENFERMARIA

UNIMED DO ESTADO DE SP - FEDERAÇÃO ESTADUAL DAS COOP. MÉDICAS

EMPRESARIAL BÁSICO
UNIPLAN ADESÃO ESPECIAL
UNIPLAN PARTICIPATIVO EMPRESARIAL BÁSICO
UNIPLAN ADESÃO MASTER

UNIMED GRANDE FLORIANÓPOLIS-COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO

Uniflex Estadual - Apto
Uniflex Estadual - Apto co-participação 20%
Uniflex Nacional - Apto co-participação 20%
Uniflex Nacional co-participação 20%
Uniflex Nacional co-participação 50%
UNIFLEX REGIONAL 50% CO-PARTICIPAÇÃO INDIVIDUAL E FAMILIAR

UNIMED MONTES CLAROS COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO LTDA.

Coletivo Adesão Unimaster Enfermaria
Coletivo Adesão Unimaster Apartamento

UNIMED NORTE CAPIXABA- COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO

UNIPARTICIPLAN C/OBSTETRICIA EM APARTAMENTO C/ REMOÇÃO P.J.

UNIMED SERGIPE - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO

UNIVIDA ESPECIAL PLUS 1
UNIVIDA ESPECIAL PLUS 1
UNIVIDA BASICO PLUS 1
UNIVIDA ESPECIAL ADESÃO PARTICIPATIVO

VIVA PLANOS DE SAÚDE LTDA

SAÚDE QC - 12
SAÚDE QP - 11
SAUDE PE210 QC
SAUDE PE110 QC
SAÚDE PE 11 QC
PREFERENCIAL II
EXTRA
SAÚDE QC - 11
SAUDE PE120 QP

Veja a lista de produtos liberados

UNIVERSAL SAUDE ASSISTENCIA MEDICA S.A.

CONTRATO COLETIVO EMPRESARIAL - PRATA 275 2772

ASSOCIAÇÃO DE BENEFICÊNCIA E FILANTROPIA SÃO CRISTOVÃO

SC EMPRESARIAL 1A 10891
SC EMPRESARIAL 1E 8198
SÃO CRISTÓVÃO 20 A 7604
SÃO CRISTÓVÃO 20 E 7964
SÃO CRISTÓVÃO EMPRESARIAL 10 A 1876

FUNDAÇÃO SAÚDE ITAÚ

PLANO DE SAÚDE ITAU 27768

BASICO 13834
ESPECIAL I 104497
EXECUTIVO I 12555
ESPECIAL 8155
UBBAT Especial V 2198
UBBAP Executivo V 111
UBBAP Especial V 156

G & M ASSESSORIA MEDICA EMPRESARIAL LTDA - EPP

Plano Ambulatorial Coletivo por Adesão 661

PREVENT SENIOR PRIVATE OPERADORA DE SAÚDE LTDA

PREVENT SENIOR ESMERALDA ENFERMARIA 99729
PREVENT SENIOR ESMERALDA APARTAMENTO 56209

PROMÉDICA - PROTEÇÃO MEDICA A EMPRESAS S.A.

Plano Especial 11589
Co-Participado Referencia Promedica 6247
Co-Participado Especial 745
Co-Participado Essencial 10057
Plano Ambulatorial 2350
Standard Plus 1043

SUL AMERICA COMPANHIA DE SEGURO SAÚDE

Básico PME Tradicional AHO QC 30183
Especial PME Tradicional AHO QP 65674
432411001 Básico Adesão Tradicional AHO QP COP 36772
Beta Adesão AHO QP 2340
Beta Empresarial AHO QP COP 8556
Básico 10 Empresarial/PME Trad.10 AHO QP 32201
Básico 10 Empresarial/PME Trad.10 AHO QC 27179
Especial 100 QP 22433
Exato QP 14851
Exato QC 14802
Básico Adesão Tradicional AHO QC 47849
Especial Adesão Tradicional AHO QP 187542
Executivo/Máximo Adesão Tradicional AHO QP 11074

17 de dezembro de 2013

Famílias se unem para aproveitar preços de atacarejos

Na casa de Célia Aparecida Rodrigues Oliveira, técnica de enfermagem de 39 anos, moradora de Guaianases (bairro na zona leste de São Paulo), é ela quem faz as compras. Mensalmente – às vezes até mais de uma vez no mês –, ela e o marido Valter, técnico de ar condicionado de 44 anos, vão ao supermercado.

Com ela, são oito pessoas que dividem o mesmo teto, a mesma geladeira e, é claro, a feira. São duas famílias: Valter, Célia e os três filhos e a irmã, com mais duas crianças.

Na casa da família, nada é de pouquinho: por mês, são dois pacotes de refrigerante, com seis garrafas de dois litros cada. Os produtos de limpeza vêm no galão e feijão vem com dez pacotes de um quilo. A cada mês, são quase R$ 800 em compras que, normalmente, acabam divididas entre Célia, Valter e a irmã. Nos últimos meses, as despesas com a faculdade têm deixado a irmã de fora do rateio, “mas normalmente ela ajuda”, conta.
Valter e Célia Rodrigues no Assaí Guaianases: para duas famílias, melhor comprar no atacado.

Com a lista de compras na mão, Célia faz a conta de tudo pessoalmente e não tem dúvidas que em muitos casos compensa sim fazer as compras nos chamados atacarejos – mistura entre atacado e varejo que tem como principal apelo o preço mais baixo e a venda em grandes volumes. “Compensa comprar bebidas, arroz, feijão, itens de banho. Somos muitos lá em casa, então não adianta comprar pouco”, conta. Para ela, a carne, os legumes e vegetais frescos acabam ficando fora das compras a granel, principalmente pela dificuldade de armazenamento. “Onde vou por tudo isso?”

Célia é um dos vários exemplos de consumidores finais que procuram preços mais baixos nos atacarejos. Entre dezembro de 2012 e agosto deste ano, houve um crescimento de 18,1% no volume de compras de consumidores comuns nesse tipo de supermercado, segundo pesquisa da realizada pelo instituto de pesquisa Nielsen. Nos mercados e bares, o crescimento desacelerou, para 8,7% e 7,3%, respectivamente. O tíquete médio entre as pessoas físicas aumentou em 28,5%.

A tendência desse mercado é continuar em expansão. José do Egito Frota Lopes Filho, presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), espera um crescimento de 4% para o setor de atacado, que inclui também os chamados atacarejos. “Para algumas regiões do Brasil, como o Nordeste, o modelo ainda é uma novidade”, diz. “Ainda tem espaço para crescimento, especialmente nas cidades com mais 150 mil habitantes, que são prioritárias para as redes.”
Patrícia (à esq.) e a filha Emily aproveitam os pacotes menores, mas evita comprar "de montão".

Cliente adaptado à loja – e vice-versa

Entre os principais atrativos desse tipo de loja está a economia, tanto de tempo como de dinheiro. A dona de casa e auxiliar de lavanderia Patrícia Jesus Pinheiro Matos, de 36 anos, não está errada quando vê um “preço mais em conta” mesmo quando as compras não são em larga escala. Na maior parte dos produtos, o desconto é de pouco mais de 10% frente aos mercados tradicionais, segundo a pesquisa da Nielsen.

Patrícia aproveita os descontos de conjuntos menores e abre mão das grandes quantidades quando a sua expectativa de consumo é menor que o pacote. No Roldão, o esforço tem sido para elaboração de pacotes com menos unidades, garantindo assim o desconto de atacado em uma quantidade de produto plausível para famílias menores. “Os produtos de giro mais baixo, como desodorantes, cremes dentais, já conseguimos empacotar três ou quatro unidades com desconto”, diz Artur Raposo, diretor comercial e de logística da rede.

Atualmente, a rede atende a cerca de 1,1 milhão de clientes dos quais 45% são pessoas físicas – os pequenos estabelecimentos somam os 55% restantes, sendo assim principal alvo da rede. “Nosso foco sempre foram os distribuidores e transformadores, mas o crescimento do público pessoa física nos levou a pensar em novas formas de empacotar o produto”, explica Raposo. “Já chegamos a ter um público com 80% de pessoas jurídicas.”


O Roldão espera um crescimento de 16% a 18% para mesmas lojas neste ano – se consideradas as novas lojas, o crescimento deverá chegar a 30%, com um faturamento de R$ 1,6 bilhão. "Esse ano vai ser muito bom ainda", diz Raposo. Segundo ele, 2012 foi um ano "fantástico", com alta de 20% no faturamento. 

Para este final de ano, os movimento deve aumentar. Em dezembro, as vendas chegam a pular 40% com relação a novembro. O mesmo crescimento acontece no período de Páscoa.

Comunhão de classes emergentes

A rede Assaí tem visto um claro crescimento no seu perfil de público pessoas físicas, principalmente das famílias e amigos que vão juntos às compras para dividir os grandes pacotes e também os descontos. O grupo espera expandir a rede em mais sete Estados – foram 12 lojas abertas já neste ano, com mais duas previstas para este dezembro.
       Loja do Assaí, em Guaianases: negócio que mistura atacado e varejo está em alta.

Funcionário da loja Assaí Guaianases ainda não consegue quantificar o aumento nesse perfil de clientes mas, pelo dia a dia, percebe com clareza esse hábito do compartilhamento. “Eles vêm juntos, compartilham os pacotes com parentes e vizinhos”, diz o funcionário. Dos 75 mil clientes que a loja recebe mensalmente, aproximadamente 70% são consumidores finais. “Eles acabam vindo muito influenciados pelos conhecidos que também já adotaram esse modelo de compra.”

Em estudo recente conduzido por José Augusto Proença, professor de Ciências Aplicadas ao Varejo na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), essa percepção ficou ainda mais clara. Ao buscarem a funcionalidade dos tradicionais jornais de oferta, notaram que era freqüente o número de motoboys que passavam o dia inteiro recolhendo essas ofertas e juntos decidiam onde comprar o quê. “As pessoas começam a perceber uma certa oscilação de preços, então vão em busca de melhores opções.”

Educação para o consumo

Todo esse esforço, infelizmente, não tem a ver com consumo consciente ou educação financeira. Segundo Proença, trata-se de um primeiro passo na educação para o consumo, uma vez que ele escolhe gastar o mínimo possível com as compras mensais para investir em outras aquisições.

Um dos primeiros alvos desse público é o plano de banda larga, o smartphone, o tablet, entre outros itens de conectividade. “A popularização desses serviços acabou criando uma nova demanda de consumo para um salário que não aumentou na mesma proporção”, explica Proença. “Para poder consumir os desejos novos, ele terá de reduzir os gastos em outros produtos.”

16 de dezembro de 2013

Eike Batista é eleito pior CEO de 2013

Em depoimento à revista americana Fortune, Sydney Finkelstein, professor de estratégia e liderança da escola de negócios americana Tuck, localizada em Dartmouth, no Estado de New Hampshire elegeu o empresário brasileiro Eike Batista como o pior CEO de 2013.

  Eike: professor utiliza dados financeiros das empresas e os relaciona à gestão do CEO.

Finkelstein escreveu o livro "Por quê Executivos Espertos Fracassam: E o que você pode aprender com os erros deles" (Why Smart Executives Fail: And What You Can Learn from Their Mistakes).

Eike lidera a lista dos piores executivos, onde figuram ainda Ron Johnson, da rede de departamentos americana J.C. Penney; Thorsten Heins, da Blackberry; Eddie Lampert, da rede de varejo Sears; e Steve Ballmer, Microsoft.

Finkelstein utiliza diversas métricas financeiras, incluindo preço de ações posição de caixa das empresas e fatia de mercado. Então ele relaciona estes números para verificar se o CEO foi responsável pelo que aconteceu com as empresas.

Na lista de melhores CEOs do ano, estão Jeff Bezos, da Amazon; Akio Toyoda, da Toyota; Pony Ma, Tencent (China), John Idol, da marca de acessórios Michael Kors; e Reed Hastings, do Netflix.

15 de dezembro de 2013

Atraso e pneu furado em viagem de ônibus interestadual renderão mais multa

Terminal Rodoviário do Tietê: ligação entre Rio e São Paulo deve ganhar mais 1 concorrente.

As empresas de ônibus interestaduais estarão mais sujeitas a multas quando houver atrasos e viagens, descumprimentos de paradas obrigatórias ou problemas mecânicos – como um pneu furado. O leilão das linhas, previsto para ocorrer em janeiro de 2014, estabelece que todos os veículos deverão contar com um equipamentos de monitoramento do desempenho das viagens, chamado de sistema embarcado.

Hoje, as punições dependem de ações de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e das reclamações de passageiros. Às vezes, nem isso adianta.

“A gente não está nas estradas para saber tudo o que está quebrando”, diz Sônia Rodrigues Haddad, superintendente de Serviços de Transporte de Passageiros da ANTT. “Hoje, se há um descumprimento qualquer e vem o usuário reclamar, tem que ter um atendimento em 'xis' horas, como a ANTT vai apurar um fato que já passou? No caso do sistema embarcado, a gente vai saber que [a empresa] não atendeu [as condições adequadas].”

Novo modelo. Polêmico

A fiscalização mais rígida faz parte do novo modelo de transporte interestadual proposto pelo governo, parte de um programa batizado de Propass. Os indicadores de desempenho, monitorados pelos equipamentos colocados nos ônibus, e a avaliação dos usuários, acompanhada por meio de pesquisas de satisfação, vão compor uma cesta a partir da qual serão aplicadas penalidades e distribuídos bônus às companhias.


O leilão do Propass está previsto para ocorrer de 20 a 22 de janeiro de 2014. Vencerá quem oferecer o maior desconto médio em cada lote. Os contratos com as novas regras devem ser firmados em dezembro de 2014. Mas esse calendário pode mudar, pois as empresas são contrárias ao certame – até agora, a ANTT informa ter vencido todas as disputas judiciais que envolvem o programa.

Um dos principais motivos de queixas é que o Propass vai redistribuir todas as linhas sem respeitar a organização atual desenvolvida pelo próprio mercado. Um estudo divulgado por uma das empresas também afirma que haverá prejuízo à concorrência, pois o edital prevê 54 lotes e, hoje, há 260 companhias no ramo. O documento também estima que serão eliminados 20 mil a 24 mil empregos, uma vez que serão necessários 8 mil ônibus ante os 12 mil existentes.

“Houve uma consulta pública com 360 sugestões que foram ignoradas”, comenta Hugo de Faveri, diretor comercial da Itapemirim, uma das gigantes do setor. “Para 80% dos usuários o serviço é bom ou ótimo, mas apesar disso o objetivo do edital [do leilão] é reduzir a tarifa reduzindo o número de ônibus e criando um ônibus básico.”

Preços iguais

Sonia, da ANTT, afirma que o corte de empregos e o prejuízo da concorrência são “falácias”.

“A ANTT tem um cadastro de 12 mil ônibus, mas eles não estão em operação [no serviço interestadual]”, diz. “A frota efetivamente necessária [para o serviço prestado atualmente] é inferior aos 8 mil [previstos no edital], está em torno de 7 mil e pouco.”

A superintendente também afirma que o leilão levará a uma maior competição em 41% das linhas atualmente existentes, e diminuição em 6% delas. No trecho que liga Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, o número de empresas que operam subirá de quatro para cinco.


A expectativa é que o certame levará a uma redução de, pelo menos, 4% no preço médio das tarifas. A representante da ANTT, entretanto, foi evasiva ao ser perguntada se ele eliminará a prática de tarifas semelhantes no mesmo trecho. O preço de uma viagem de São Paulo para o Rio, em ônibus convencional, no dia 11 de dezembro, custa exatamente o mesmo valor nas quatro companhias: R$ 74,50.

“A ANTT estipula a tarifa teto, então elas [as empresas] podem praticar a tarifa teto. No caso do leilão, o teto vai passar a ser o desconto médio que a empresa der [no conjunto de linhas que opera]”, afirma a superindente. “Para umas [linhas] pode dar mais, dar menos.”

14 de dezembro de 2013

Marfrig vai pagar R$ 5 milhões após a morte de quatro trabalhadores

        Segundo nota da Marfrig, as famílias das vítimas foram assistidas e indenizadas.

A Marfrig Alimentos vai pagar R$ 5 milhões por dano moral coletivo após a morte de quatro trabalhadores em Bataguassu (MS), em janeiro de 2012.

O acordo foi firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e divulgado no dia 09 de dezembro.


De acordo com nota publicada no site do MPT, o acidente ocorreu após a liberação de gás sulfídrico em reação química no curtume (local onde se processa o couro cru) da empresa. Na época, a unidade empregava 108 pessoas.

Após perícia do MPT, foram detectadas falhas na sinalização de segurança e na orientação quanto aos procedimentos formais de proteção coletiva. Segundo laudo, “falta de controle de proteção coletiva e individual” provocou o acidente.

Além da multa, a Marfrig foi obrigada a adequar seu meio de trabalho — fornecendo proteção coletiva e individual aos trabalhadores —, monitorar riscos e instalar sinalização de segurança e alarme de emergência. Também deve implantar treinamentos, inspeções periódicas e adotar mecanismos de prevenção de incêndio.

Em nota, a empresa afirma que as famílias das vítimas foram assistidas e indenizadas de forma individual e coletiva. Também destaca que "todas as medidas de proteção relacionadas à prevenção de acidentes foram implementadas".

13 de dezembro de 2013

Piscina de dinheiro com 8 milhões de moedas é posta à venda na Suíça

O site de artigos de luxo James Edition colocou à venda na internet uma "piscina de dinheiro" com nada menos que 8 milhões de moedas pesando 15 toneladas, ao estilo Tio Patinhas, personagem criado por Carl Barks nos anos de 1947.
               Cofre com piscina de dinheiro que abriga 8 milhões de moedas na Suíça.

Situada no interior de um cofre com 1619 gavetas, a inusitada peça pertenceu ao antigo banco suíço Schweizer Volksbank. Quem comprar a piscina levará, além do cofre, o equivalente a US$ 446 mil em moedas, já que cada uma vale 5 centavos de pesos suíços.

Construído em 1912 e atualmente localizado em Basel, Suíça, o cofre que lembra a sala de ouro do pato mais rico do mundo foi eleito a mais fina peça de arte suíça do século XX.

"[A peça] será removida de seu local original para ser realocada para qualquer lugar do mundo. É você quem decide o que fazer com ela", diz o anúncio de venda no site James Edition.

As moedas do cofre foram despejadas por ativistas em frente ao parlamento suíço, na praça central de Berne, em outubro deste ano. O ato de protesto foi realizado para criticar as desigualdades sociais no país e em prol de um salário mínimo de US$ 2.800 para todos os cidadãos do país.

12 de dezembro de 2013

Futuro tranquilo: conheça 5 opções para complementar sua aposentadoria

O teto da aposentadoria pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) caiu em torno de 70% em 40 anos: equivalia a 20 salários mínimos na década de 1970, e hoje é de apenas 6,1 (R$ 4.157,05). Com o envelhecimento da população, a expectativa é que o teto caia ainda mais nos próximos anos.
Para ter um futuro tranquilo, é preciso começar a investir o quanto antes. Alternativas vão além dos planos de previdência privada.

Ainda assim, apenas 5% dos brasileiros se preocupam em complementar os ganhos da previdência social com um plano de previdência privada, apontou um estudo da Serasa Experian, divulgado no início do mês. Quase metade da população (48%) simplesmente não faz qualquer reserva para o futuro, enquanto 42% colocam todos os ovos na mesma cesta: aplicam apenas no INSS, revelou o estudo.

Para o consultor financeiro Mauro Calil, é importante ter um plano de previdência privada para complementar o INSS, mas não se deve descarregar todas as esperanças nele. “Sozinho, ele não vai garantir o futuro. Por isso é chamado de aposentadoria complementar, e não completa”, adverte.

Quanto mais cedo for planejada, mais fácil será a construção de um patrimônio para o futuro. O ideal é que o prazo para o resgate do capital seja maior do que 20 anos. Abaixo disto, será preciso entrar com um aporte bem maior, para compensar o tempo perdido. “Em menos de dez anos é impossível formar um patrimônio considerável para o futuro”, alerta Calil.

O investimento pode ser diversificado, para aumentar a segurança, apontam analistas. É possível montar uma carteira de longo prazo investindo em vários ativos. Se o investidor for disciplinado, ele pode formar seu patrimônio por conta própria, sem a ajuda de um intermediário. Já os mais descontrolados financeiramente podem recorrer a um profissional para orientá-los sobre as melhores formas de investir.

A seguir, montamos uma relação das opções mais recomendadas pelos especialistas para complementar sua aposentadoria do INSS, além das alternativas que exigem cuidados antes de entrar de cabeça.

SINAL VERDE

1 – Previdência privada aberta

Divididos entre planos individuais VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), estes planos são ideais para quem tem menos de 30 anos, observa Roberto Mohamed, especialista em previdência e fundos de pensão. “Nesta faixa etária é possível fazer aportes menores e construir uma boa reserva”, afirma. Já a partir dos 30 anos, em sua visão, estes planos passam a ser menos vantajosos, a menos que a pessoa tenha uma boa quantia em dinheiro guardada para compensar o tempo perdido.

O maior cuidado ao contratar um plano de previdência privada, segundo Mohamed, é observar se as taxas cobradas (de carregamento e administração) não consomem boa parte dos rendimentos. Se assim for, o investimento pode ficar inviável. Um estudo da consultoria Keyassociados, feito no ano passado, mostrou que as taxas cobradas pelos bancos nestes planos podem consumir em torno de 30% dos rendimentos acumulados num prazo de 30 anos. Isto sem contar a cobrança do Imposto de Renda, que varia de 27,5% a 7,5%, de acordo com o tempo do investimento e a quantia acumulada.

Apesar do alto custo de alguns produtos no mercado, dados apontam um crescimento de 31,5% na receita destes planos em 2012 ante 2011. Segundo dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a arrecadação foi de R$ 70,461 bilhões no ano passado, contra R$ 53.565 bilhões no ano anterior.

2 – Fundos de pensão coletivos

Conhecidos como previdência complementar fechada, estes fundos patrocinados por empresas que oferecem o benefício para atrair e reter talentos são a alternativa mais rentável para complementar a aposentadoria, na opinião de Mohamed. “Não existe qualquer plano de previdência complementar que se equipare a eles quanto à remuneração”, diz.

O consultor financeiro Calil explica que as empresas costumam aplicar parte dos recursos neste fundos, o que aumenta o aporte do investidor. Mas antes de abraçar estes fundos, deve-se conhecer todas as regras do contrato, para saber o que acontece em caso de desligamento do funcionário da empresa.

Outra recomendação é saber se o fundo é bem fiscalizado, para evitar casos desastrosos como o do fundo de pensão dos portuários da Petrobras, que chegou a ter um rombo de R$ 13,3 bilhões em 2005. “Sempre que há pessoas administrando o capital alheio, é preciso fiscalizar”, alerta o especialista em previdência Mohamed.

Um exemplo de sucesso, segundo o advogado, é o fundo de pensão dos funcionários do Banco Brasil, que possui mais de 100 mil participantes. O fato de ser formado em grande parte por bancários, que sabem fiscalizar produtos financeiros, contribui para o bom desempenho do fundo, na visão de Mohamed.

3 – Renda variável (ações e fundos imobiliários)

Investir em renda variável no longo prazo pode garantir rendimentos mais robustos no futuro, apesar dos riscos implicados. Nesta categoria, dois mercados são indicados: ações de empresas e fundos imobiliários (FIIs). No primeiro caso, o advogado Mohamed recomenda comprar ações mais conservadoras, de empresas mais sólidas e que tenham tradição de pagar dividendos todos os anos aos acionistas.

“Quem não tem familiaridade com o mercado de capitais pode apostar em empresas que costumam oscilar menos na Bolsa (máximo de 10% ao ano), como Usiminas e Vale”, destaca o especialista. Quando se trata de criar um patrimônio, é preciso levar em conta, também, o pagamento dos dividendos – parte do lucro da empresa distribuída entre os acionistas –, e não apenas a valorização dos papéis, de modo que um balanço financeiro positivo da companhia é um componente essencial no investimento.

4 – Carteira de investimentos

Uma estratégia recomendada por Calil é formar patrimônio por meio de uma carteira com um mix de três tipos de investimento: renda fixa, renda variável e imóveis. No primeiro caso, ele recomenda investimentos com baixa taxa de administração e dispensa a caderneta de poupança.

“Ela tem perdido para a inflação nos últimos meses e não é boa alternativa para o longo prazo”, argumenta. Por outro lado, ele acredita que o momento de baixa da Bolsa é o melhor para destinar parte do capital em ações, para quem vai investir por mais de uma década.

Outra parte dos recursos pode ser destinada para algum fundo imobiliário, que garante uma renda de aluguel sem necessitar um investimento pesado no valor total do imóvel. Segundo o especialista, este é um caminho de renda variável sem a oscilação diária do mercado de capitais. A estratégia também deve mirar o longo prazo para gerar bons rendimentos.

5 – Papéis de longo prazo do Tesouro Nacional

Papéis do Tesouro Direto atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) são apontados como alternativa de investimento com bons rendimentos para o longo prazo. É o caso das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional, série B), com títulos que vencem até 2045. Eles remuneram a variação da inflação no período, mais uma taxa de juros fixa, combinada no momento da compra dos papéis. A liquidez também é alta, significando que o capital pode ser resgatado a qualquer momento. Mas o rendimento combinado só será pago se o investidor permanecer com a aplicação até o prazo estabelecido. A maior vantagem destes títulos é que eles não cobram taxa de administração, apesar da incidência do Imposto de Renda sobre os rendimentos (a cobrança é regressiva de acordo com o tempo do investimento).

SINAL AMARELO

Consórcios

Segundo o especialista em previdência, Mohamed, há pessoas que programam a aposentadoria comprando diferentes planos de consórcios, pedindo para não serem sorteadas no meio do caminho, a fim de acumular um patrimônio e resgatar o dinheiro posteriormente. “É preciso tomar cuidado com taxas de administração abusivas praticadas por alguns bancos. Se assim for, a cobrança pode abocanhar todo o rendimento. Algumas chegam a 15%”, alerta o advogado. Nestes casos, segundo ele, é melhor aplicar na caderneta de poupança. Prestar atenção nas taxas estabelecidas nos contratos é um cuidado para não tornar o investimento impraticável.

Imóveis

O consultor Mauro Calil dá sinal amarelo para quem pretende garantir a aposentadoria investindo apenas em imóveis. A renda do aluguel pode não ser o melhor rendimento, segundo ele. “O Brasil está longe de ser um país seguro quanto a investimentos imobiliários”, diz. Ele aponta a necessidade de reformas para evitar depreciação, a baixa liquidez em alguns casos e a rentabilidade do aluguel nem sempre compatível com o valor do imóvel como algumas das possíveis dificuldades do empreendimento. Uma alternativa de longo prazo e que não necessita de um investimento inicial tão alto são os fundos imobiliários, segundo o especialista.

11 de dezembro de 2013

Graça Foster vê possíveis reajustes de combustíveis em 2014

Os preços da gasolina poderão subir em 2014 com a aplicação da metodologia elaborada pela Petrobras para os reajustes de preços de combustíveis no País, disse a presidente da estatal Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo".

Questionada sobre novos aumentos em 2014, ano eleitoral em que o tema inflação centraliza os debates, a presidente da estatal, afirmou que os reajustes poderão ocorrer. "É possível, pela metodologia, que nós possamos praticar novos aumentos", disse ao jornal.
       Graça Foster: a decisão "passa pelo poder discricionário da diretoria da Petrobras".

A presidente disse que nunca houve planos para reajustes automáticos nos preços dos combustíveis, acrescentando que a decisão "passa pelo poder discricionário da diretoria da Petrobras".

A Petrobras reajustou os preços da gasolina em 4% e do diesel em 8% no final denovembro, já em linha com os princípios de uma nova política de preços da estatal.

A nova metodologia, é mantida em sigilo por decisão da companhia, após ponderação do Conselho de Administração de que nenhuma outra fórmula de precificação é levada ao mercado, disse ela. "Não havia de fato a previsão de levar detalhes da metodologia, nem na sua versão inicial", argumentou.


No primeiro dia útil após o anúncio do reajuste, as ações da Petrobras despencaram 10 por cento, puxando o principal índice da Bovespa, em meio à avaliação negativa de analistas que criticaram a faltade transparência sobre a metodologia.

Graça Foster reconheceu que a forte queda das ações foi muito ruim para a companhia, e acrescentou que "é preciso tempo para explicar e quantificar os efeitos da metodologia".

A executiva disse que houve "intensa discussão" para a definição do reajuste, e negou notícias sobre brigas ou embates entre ela e o ministro da Fazenda e presidente do Conselho da estatal, Guido Mantega, sobre a questão.

"Briga, embate, eu não confirmo de forma alguma", disse. "Não é uma discussão trivial. Mas queda debraço não houve."