10 de fevereiro de 2014

Brasil é destino preferido dos brasileiros nos próximos seis meses

                                   Fuleco, mascote oficial da Copa do Mundo de 2014.

Pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) em janeiro aponta que 67,5% dos brasileiros planejam viajar dentro do País nos próximos seis meses, sobretudo em junho e julho, meses da Copa. Ao contrário da maioria, 27,4% dos entrevistados devem conhecer outros países.


O levantamento aponta um aumento da intenção de viagem em relação a janeiro do ano passado: de 25,7% para 27%. Segundo o estudo, a maioria dos entrevistados (55,8%) vai usar o avião como meio de transporte. O automóvel é a segunda opção, com 25,2% das indicações.


“A sondagem apura a intenção de viagem no período de seis meses, porém, o movimento mais intenso acontecerá nos meses de junho e julho quando, além da Copa, teremos as férias escolares”, explica o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

9 de fevereiro de 2014

Unilever é o maior anunciante do Brasil, segundo Ibope Media

      A Unilever investiu R$ 4,6 milhões em publicidade em 2013, segundo o Ibope Media.

Ranking divulgado no dia 05 de fevereiro pelo Ibope Media aponta que a Unilever é o maior anunciante do País, na frente de grandes empresas, como Casas Bahia, Ambev, Caixa e Petrobras (confira os 10 primeiros colocados abaixo).


Segundo o levantamento, o setor de comércio e varejo lidera a lista de investimento publicitário em 2013 (R$ 21 bilhões), seguido por higiene pessoal e beleza, que atingiu R$ 11 bilhões — crescimento de 39% em relação ao mesmo período do ano passado.

O segmento foi impulsionado, principalmente, pela Unilever e Genomma — dona das marcas Assepxia e Cicatricure. O estudo aponta, ainda, que o setor farmacêutico quase dobrou sua verba em publicidade em 2013.

Maiores anunciantes do Brasil
Colocação
Anunciante
Investimento
Unilever Brasil
R$ 4,6 milhões
Casas Bahia
R$ 3,3 milhões
Genomma
R$ 2,5 milhões
Ambev
R$ 1,7 milhão
Caixa
R$ 1,7 milhão
Petrobras 
R$ 1,4 milhão
Hypermarcas
R$ 1,2 milhão
Volkswagen
R$ 1,2 milhão
Telefônica
R$ 1,17 milhão
10ª
Reckitt Benckiser
R$ 1,12 milhão

8 de fevereiro de 2014

Líderes da Porsche sofrem processo bilionário na Europa


O presidente da Porsche, Wolfgang Porsche, e o membro do conselho, Ferdinand Piech, são os principais acusados de um processo de 1,8 bilhão de euros - equivalente a R$ 5,8 bilhões. A denúncia foi feita por um fundo de sete empresas, que reivindica indenização sob a alegação de que a marca alemã manipulou o mercado enquanto tentava comprar a Volkswagen, em 2008. A Porsche teria negado rumores sobre a negociação pela compra da empresa de Wolfsburg, para que as ações perdessem valor de mercado. Logo depois, porém, foi descoberto que a marca de esportivos já tinha proposta para a compra de 74% dos papéis da Volks.

A suposta manobra não adiantou. No ano seguinte, com a crise econômica mundial, foi o Grupo Volkswagen que adquiriu 49,9% da Porsche, em 2009. Três anos depois, em 2012, o conglomerado comprou os 50,1% restantes e assumiu o controle total da marca de esportivos. Sobre as acusações, a marca de Sturrgart emitiu nota em que garante não ter feito nada de errado. A empresa afirmou que irá recorrer a todos os meios legais para se defender.

7 de fevereiro de 2014

Procon-SP notifica Hotel Urbano por comparar turista a animal em comercial

                                        Comercial "Vida de Turistão" do Hotel Urbano.

A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) notificou a empresa Hotel Urbano para prestar esclarecimentos sobre filmes publicitários da campanha "Vida de Turistão".


Em nota divulgada no dia 04 de fevereiro, o Procon-SP afirma que o portal terá de esclarecer e retirar do ar as propagandas. "A referida campanha equipara os turistas com animais como morsas e pinguins", informa a nota.

Se ficarem comprovadas irregularidades, a empresa poderá ser penalizada.

O consumidor que tiver dúvidas ou quiser fazer uma reclamação, pode procurar o Procon pelos telefones 151 (capital) e 0800-772-3633 (demais cidades).

Procurado às 15h30 do dia 04 de fevereiro, o Hotel Urbano ainda não se manifestou.

6 de fevereiro de 2014

Fruticultores ganham com o mercado de desidratados

Uma alternativa de negócio está ajudando fruticultores a agregarem valor à produção e evitarem o desperdício. A técnica de desidratação de frutas tem permitido a eles vender o produto por um valor maior, evitar o desperdício causado por más condições de transporte e logística e não jogar fora o excedente da colheita. O quilo da fruta desidratada chega a ser vendido por preço 90 vezes superior ao da fruta in natura.
                               Frutas secas são boas para as refeições intermediárias.

Embora a versão desidratada perca cerca de 70% do peso, em função da retirada da água, na avaliação dos produtores rurais a atividade compensa. Agricultores de várias partes do país têm recebido consultoria e capacitação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Na cidade de Ipiranga, no Piauí, a 260 quilômetros da capital, Teresina, a desidratação de frutas diversificou o portfólio de produtos da empresa familiar Lili Doces. Henrique José de Sá Lopes, um dos proprietários ao lado do irmão, conta que a fábrica sempre plantou as frutas utilizadas no preparo dos doces e existe há 18 anos.


Há três anos, a empresa começou a fazer o processo de desidratação, primeiro usando o calor do sol. Como a técnica não é considerada a mais adequada, posteriormente foram adquiridas quatro máquinas de desidratação e construída uma área especial para o processo. De acordo com Henrique Lopes, o investimento foi de R$ 30 mil a R$ 40 mil, valor coberto em um ano e meio.

A ideia de entrar no mercado das frutas desidratadas partiu do empresário Leonardo Chiappetta, com lojas no Mercado Municipal de São Paulo e no Shopping Eldorado. Henrique contatou o empresário que há muitos anos comercializa produtos desidratados, em uma feira de negócios. "Eu tinha muitas frutas que ele não tinha em São Paulo, como caju, buriti, abacaxi, goiaba, bacuri. O Sebrae trouxe ele e um pessoal de São Paulo que já fazia frutas desidratadas e passaram duas semanas fazendo curso conosco”.

Henrique Lopes destacou que atualmente Leonardo Chiappetta é seu principal cliente. O empresário conta que, enquanto o quilo da melancia in natura é vendido a R$ 0,40 no comércio, o da versão desidratada chega a R$ 33, valor 82,5 vezes superior. No caso do caju, é possível vender a fruta in natura por R$ 0,20 o quilo e a desidratada por R$ 18, ou seja, 90 vezes mais.

No povoado Vila Retiro, situado a 30 quilômetros de Ilhéus (BA), a adoção do processo de desidratação de frutas está beneficiando 28 famílias. Segundo Ailton Jesus Bevenuto, vice-presidente da Associação de Moradores e Produtores do Retiro, os moradores da região costumavam plantar cacau, mas tiveram que abandonar a produção em razão da vassoura de bruxa, praga que ataca as lavouras.

Ailton explica que a população começou a plantar frutas, mas o desperdício era grande. "A gente desperdiçava muita fruta, principalmente a banana, que é o carro-chefe. A estrada é ruim, então até chegar em Ilhéus perdia bastante coisa", ressaltou.

Há quatro anos, os agricultores começaram a aderir à desidratação. Ailton Bevenuto disse que, inicialmente, o processo utilizado era a desidratação solar. Hoje, já é usado um desidratador a gás doado pela Caixa Econômica Federal. A construção do imóvel onde o processo ocorre foi financiada por uma empresa, a Bahia Mineração. Os agricultores também tiveram acesso a cursos do Sebrae.

O projeto foi batizado de Doce Retiro e desidrata e comercializa frutas como côco, cupuaçu, goiaba e abacaxi. "A gente vende em Ilhéus e estamos buscando mercados. Nossa unidade ainda é pequena, então não temos condições de absorver tudo. O nosso pensamento, para o futuro, é abranger toda a produção em alimentação desidratada", frisou o vice-presidente da associação de moradores.

De acordo com Ênio Queijada, gerente de Agronegócio do Sebrae, além de Bahia e Piauí, há produtores que aprenderam a técnica, com a ajuda da instituição, em Pernambuco e Minas Gerais. Segundo ele, o mercado para as frutas desidratadas ainda é restrito às classes A e B, mas está em crescimento. "Existe a saúde, a conveniência de poder carregar facilmente. Hoje, os próprios supermercados desenvolvem [linhas de produtos desidratados]", diz.

O gerente de Agronegócio destaca que a fruta separada para a desidratação não é de má qualidade. "Existia um certo preconceito de que ela era desidratada para não ser perdida. Mas é a fruta de boa qualidade que corria o risco de se deteriorar pelo choque físico do caminhão, demora, logística", explica. Ênio Queijada ressalta que muitos agricultores interessados na técnica se organizam em associações e cooperativas para ter condições de arcar com os investimentos necessários.

Além da aquisição de máquinas e construção de espaço físico, o processo de desidratação acarreta em gastos com energia elétrica. Quanto maior o teor de água da fruta, mais o processo demorará e maiores serão os custos.

5 de fevereiro de 2014

Contra celulite e até hidratante, jeans é eleito pela indústria têxtil

Seja claro, escuro, justo ou largo, o jeans está no armário da maior parte da população brasileira. Segundo um estudo feito pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) em outubro, o segmento de jeanswear é o que mais cresceu dentre todos os artigos de vestuário produzidos no Brasil nos últimos anos, com expectativa de expansão de 3,5% em 2013.
Denim desenvolvido pela Invista contém ®LYCRA para promover um maior conforto para o consumidor final.

Somente em 2012, o Brasil produziu 349,8 milhões de peças feitas a partir do denim (tecido de algodão tingido de azul na parte exterior dos fios). Com o crescimento notável, a indústria têxtil nacional voltou sua atenção para o setor e investe em maneiras de inovar as peças já tão conhecidas pelos brasileiros.

Foi pensando no potencial de consumo do jeans e em como reinventar esse clássico que a Rhodia Brasil, grupo especializado em fibras sintéticas e polímeros, desenvolveu o denim com o fio sintético Emana, que reduz os sinais da celulite e a fadiga muscular. A microfibra transforma o calor liberado pelo corpo humano em raios infravermelhos longos, que estimulam a circulação sanguínea. “Quando você faz esse estímulo, melhora a elasticidade da pele e a firmeza”, conta Renato Boaventura, diretor da Rhodia Fibras.

Para o consumidor obter a redução dos sinais da celulite, é necessário que ele utilize a peça por três horas diárias, durante 30 dias. “A gente começou a estudar o denim porque é uma peça que você coloca de manhã e tira à noite, a frequência precisa para entregar os benefícios para o indivíduo”, diz o executivo.

Segundo Boaventura, a inovação no segmento de jeanswear é cada vez mais demandada pelo público, que antes encontrava tecnologia têxtil mais facilmente disponível apenas em produtos esportivos e nas peças de lingerie e roupa de banho. “A inovação vem buscando empregar algo a mais para o indivíduo, seja em termos de conforto ou em termos de interatividade com o corpo humano”, comenta o diretor.

A marca norte-americana Wrangler também percebeu a necessidade de fazer com que o jeans interagisse com o corpo humano e desenvolveu a linha “Denim Spa”, com propriedades hidratantes. As peças contêm manteiga de karité e óleo de semente de pêssego na composição, levando os benefícios destes elementos para a pele de quem usá-las.

Já a Invista, também produtora de fios sintéticos e polímeros, apostou na mistura do fio de elastano ®LYCRA com o denim para produzir um jeans com uma maior elasticidade. “A gente fez uma pesquisa bastante extensa no mercado brasileiro com o consumidor, para entender o que ele valoriza. De acordo com a opinião do cliente é que a gente buscou inovação para prover elasticidade, conforto, qualidade, durabilidade e caimento no jeans”, diz Newton Coelho, diretor Comercial para a América do Sul da empresa.

O desenvolvimento do novo denim também levou em consideração as mudanças no gosto do público como, por exemplo, a moda da calça skinny, mais ajustada ao corpo, para os homens. “Cada vez que a gente vai colocando o tecido mais perto do corpo, temos uma necessidade de prover uma compensação em termos de conforto, para não ficar estrangulando, como aquelas calças antigas que eram um sacrifício para os brasileiros entrarem”, conclui Coelho.

Bumbum perfeito

A Levi’s, conhecida mundialmente pela tradição em jeanswear, buscou no desejo das mulheres em ter um corpo em forma a inspiração para desenvolver o jeans Revel, lançado em setembro passado.

Segundo Fabiana Santana, diretora de marketing da Levi’s Brasil, a empresa norte-americana ouviu consumidoras de todas as partes do mundo, que afirmaram ter dificuldade em encontrar uma calça jeans que deixasse o corpo delas com uma imagem mais fina e “colocasse as coisas no lugar”.

A marca, então, criou a tecnologia chamada “liquid-shape” – um líquido de stretch flexível aplicado com uma tela dentro da trama do jeans e que comprime a região do culote, interior da coxa, embaixo do bumbum e a parte da frente da coxa. Além disso, a lavagem e a costura da calça criam um efeito visual que transmite a impressão de que o corpo da mulher está mais fino. “Nem sempre é tecnologia envolvida, às vezes é a própria construção da peça que já faz diferença na vida da pessoa”, conta a diretora.

Sobre a aceitação dos jeans tecnológicos pelos brasileiros, Fabiana afirma que cresce a cada dia. “A procura é instantânea. Pela mídia, ou então pelo boca a boca, as pessoas vão na loja para procurar, principalmente pelo conforto”, afirma.

“A tendência é tecnologia”

Para Júlia Reina, diretora de marketing da Vicunha, uma das maiores produtoras de tecido jeans do mundo, o momento não poderia ser melhor para os fabricantes de denim investirem em inovação. “A tendência é tecnologia. É promover uma maior diversificação de benefícios em um único produto”, avalia a diretora.

A empresa, que conta com quatro centros de produção, sendo dois no Brasil, um no Equador e outro na Argentina, lançou no início deste ano o Transforming Denim, que revela diferentes cores do algodão conforme o grau de desgaste químico dos processos de lavagem industrial, dando novas opções de criação para as confecções e marcas e, consequentemente, levando um novo tipo de estamparia para o consumidor final.

Outra aposta da companhia, com a promessa de aumentar o conforto dos fãs de jeanswear, é o Athletic Denim, com 74% de stretch na composição, fibra bastante elástica e maleável, com o forro imitando o toque do moleton.

Segundo Júlia, nem mesmo o grande volume de importação de tecidos e roupas da Ásia chega a ser uma ameaça ao bom momento do jeanswear. “A Vicunha está nadando contra a maré. No ano passado, nós aumentamos a produção de 15 milhões de metros para 20 milhões de metros anuais e abrimos a fábrica na Argentina”, afirma a diretora.

Falta de investimento

No entanto, nem todos estão na mesma situação. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), o Brasil exportou somente US$ 10,1 milhões em “calças, jardineiras, bermudas e shorts jeans”, ou 180 toneladas, contra a importação de US$ 188 milhões dos mesmos itens, correspondentes a 9 mil toneladas.

Para o diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), José Luiz Cunha, apesar dos avanços, os investimentos em inovação têxtil ainda são muito baixos quando comparados com outros setores de transformação do País. De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em maio de 2013, apenas 1,8% das empresas do setor têxtil tinham atividade de pesquisa e desenvolvimento. Entre as confecções, essa atividade cai para 0,7% das empresas.

“A gente tem dificuldade na produção do material em si e, às vezes, o tecido está disponível, mas as empresas de transformação não têm maquinário disponível para poder trabalhar ele”, observa Cunha.

Segundo o executivo, as grandes descobertas têxteis nacionais circulam apenas entre a população com maior poder executivo, não chegando a alcançar os consumidores das grandes magazines. “A gente acaba importando vários destes produtos para poder disponibilizar, mas evidentemente que a importação não é a melhor solução”, comenta o diretor da ABVTEX.

Cunha também afirma que o fato de a indústria têxtil do País ser composta essencialmente por pequenas e médias empresas dificulta o investimento no setor, pois além dos recursos limitados, também falta formação por parte dos administradores para gerir o negócio e fazer investimentos em inovação. “Essa parte administrativa de marketing, da importância dessa inovação, ela ainda não está na consciência do industrial brasileiro”, conta.

Apesar das dificuldades, a expectativa é que o setor têxtil do País cresça 3% em 2014, segundo a ABIT. Enquanto isso, o jeans deve continuar sendo o companheiro dos brasileiros seja para o trabalho ou para o lazer, seja básico ou brilhando no escuro.

4 de fevereiro de 2014

Preço da energia de curto prazo atingirá recorde na próxima semana

Energia: elevação dos preços poderá impactar caixa de empresas em 1 bilhão de reais por mês.

O preço da energia elétrica de curto prazo deverá ultrapassar 800 reais por megawatt-hora na próxima semana, um recorde que penaliza o caixa das distribuidoras de energia. Na semana passada, o valor está acima de 400 reais por megawatt-hora. Se a seca continuar comprometendo os reservatórios e elevando os gastos com as termelétricas, o impacto desse aumento poderá chegar ao bolso do consumidor por meio de reajuste tarifário em 2015, segundo especialistas ouvidos pelo site de VEJA.

Tal cotação de energia que vem subindo ao longo das últimas semanas leva o nome de Preço de Liquidação de Diferenças (PLD). Trata-se do indicador usado para negociações no mercado livre, onde atuam grandes indústrias e distribuidoras de energia — não o consumidor comum, cujo fornecimento de luz é gerido no mercado regulado pelo governo.

O problema é que, como muitas distribuidoras precisam comprar periodicamente no mercado à vista, a alta poderá ter um impacto indireto na conta paga pela população — aquela mesma que o governo afirmou ter reduzido no final de 2012. 

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No ano passado, durante os leilões de reajuste de preço de energia promovidos pela Empresa de Planejamento Energético (EPE), muitas distribuidoras não conseguiram comprar a quantidade necessária para suprir suas necessidades.

Segundo Walter Froes, da CMU Energia, o preço fixado pela EPE para o megawatt-hora era inferior ao praticado no mercado de curto prazo (163 reais contra 263 reais). Assim, muitos ofertantes de energia não quiseram vender ao preço mais baixo. Com isso, muitas distribuidoras não conseguiram comprar quantidade suficiente para abastecer sua demanda. Ficaram, assim, à mercê do mercado à vista — naturalmente mais caro. "Houve uma exposição involuntária das distribuidoras", afirma Froes.

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Com isso, caso não haja uma queda brusca no preço do megawatt-hora no mercado à vista ao longo de 2014 e não ocorram chuvas torrenciais nos lugares desejados para repor o nível dos reservatórios, a subida de preços absorvida pelas distribuidoras atualmente poderá ser repassada ao consumidor em forma de reajuste tarifário. Caberá ao governo aceitar o reajuste ou compensar as distribuidoras por meio dos recursos do Tesouro — que já turbinou a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em mais de 9,6 bilhões de reais em 2013. "Não tem almoço grátis. Se a situação não se reverter, paga o consumidor ou o contribuinte. Uma hora a conta virá", afirma.

De acordo com a agência Reuters, se o PLD permanecer elevado nas próximas semanas, as distribuidoras podem ter um impacto no caixa entre 1 bilhão e 1,5 bilhão de reais por mês.

3 de fevereiro de 2014

Juiz obriga a correção do FGTS pela inflação em pelo menos 20 processos

      Caixa Econômica Federal, de Hereda, diz não poder ser responsabilizada pela conta.

A Caixa Econômica Federal sofreu cerca de 20 novas condenações que a obrigam a corrigir o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela inflação, e não pela Taxa Referencial (TR), como determina a lei.

As sentenças foram dadas pelo juiz Diego Viegas Véras, o mesmo que havia sido responsável pelas quatro primeiras decisões nesse sentido, em 15 de janeiro. Ele também negou os recursos apresentados pela Caixa nesses casos.

Para Viegas, que atua como juiz-substituto da 2ª Vara Cível de Foz do Iguaçu, os trabalhadores têm direito a que o FGTS seja corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-E), em vez de pela Taxa Referencial (TR), como prevê a legislação, pois essa última não garante a correção monetária dos saldos.

Além de Véras, a ideia da correção pela inflação já foi aceita em um processo por um juiz de Pouso Alegre (MG).

Decisões fortalecem avalanche de processos

As primeiras cinco condenações fortaleceram uma avalanche de processos que tomou força a partir de 2013. Segundo o último número disponível, já existem 39.269 mil ações que pedem a correção do FGTS pela inflação. Como muitas dessas são coletivas, a quantidade de pessoas representadas é ainda maior.

A Caixa, que já venceu em 18.363 desses processos, apresentou então embargos de declaração contra as sentenças de Véras. Nesta semana, o juiz negou os pedidos em três dos processos, e acusou o governo de implementar projetos às custas de uma “quase nula atualização monetária” do dinheiro que os trabalhadores têm no fundo.

Os recursos do FGTS são usados, sobretudo, para financiar habitação. Mas, para Véras, “ainda que a pretexto de implementação de políticas públicas”, o Estado não pode usar dinheiro particular sem pelo menos garantir a manutenção do poder de compra desses recursos.

A Caixa diz contabilizar apenas 6 decisões contrárias e ressalta o fato de elas terem ocorrido em apenas duas Varas (Foz do Iguaçu e Pouso Alegre). A instituição informa ainda que saiu vitoriosa em uma ação coletiva movida pela Força Sindical em Brasília.

"Em mais de 200 subseções da Justiça Federal os juízes entendem como correto o índice de correção aplicado pelo FGTS. Apenas 2 divergem", informou, em nota. "E os Tribunais têm mantido o entendimento. Já temos decisões favoráveis em grau superior dos tribunais da 3ª (São Paulo), 4ª (Porto Alegre) e 5ª (Recife) regiões."

O banco presidido por Jorge Hereda também tem argumentado apenas cumprir a lei e que uma eventual correção dos saldos do FGTS pelp IPCA-E também levará a um aumento das taxas de juros cobrados nos financiamentos imobiliários. A Caixa entende ainda que, como é apenas a operadora do fundo, quem deverá bancar as correções é o próprio FGTS.

Decisões favoráveis são minoritárias

Além dos quatro casos paranaenses, a Caixa também enfrenta uma derrota em Pouso Alegre (MG). Lá, o juiz Márcio José de Aguiar Barbosa, titular da 1ª Vara Federal Cível, determinou a correção do saldo do FGTS de um trabalhador pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

As decisões favoráveis aos cotistas, porém, ainda são minoritárias mesmo na primeira instância. No dia 27 de janeiro, o juiz José Denilson Branco, da 3ª Vara Federal e Santo André (SP), negou um pedido com o argumento de que a legislação não exige que a correção do FGTS reflita a inflação real. Até o momento, não há notícias sobre decisões favoráveis nos Tribunais Regionais Federais (TRFs).

Na semana retrasada, a Defensoria Pública da União (DPU) informou que preparava uma ação coletiva para solicitar a correção a todos os trabalhadores. Só não serão beneficiados por uma eventual decisão favorável nesse caso aqueles trabalhadores que perderam em ações individuais. 

Entenda a disputa 

Desde 1991, os saldos do FGTS são corrigidos pela TR, que é definida regularmente pelo Banco Central. Essa mudança foi feita pelo presidente Fernando Collor (1990-1992) como parte do esforço para combater a hiperinflação do País, por meio do desatrelamento das correções dos contratos de índices inflacionários – o que ficou conhecido como desindexação da economia.

A partir de 1999, entretanto, a TR passou a perder para a inflação e, com isso, o poder de compra do dinheiro que o trabalhador tem no FGTS passou a ser corroído pela elevação dos preços. E, diferentemente do que acontece na poupança, que também é corrigida pela TR, não é possível sacar esses recurso a qualquer momento para buscar uma melhor remuneração.

Para os críticos, esse mecanismo causou perdas de até 100% para quem tinha saldo no FGTS em 1999 – à época, o fundo possuía 65 milhões de contas. Por esse motivo, trabalhadores e organizações (como sindicatos e associações) têm procurado a Justiça para pedir que a TR seja substituída por um índice que mede a inflação.

Esse movimento ganhou corpo no ano passado, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a TR não pode ser usada como índice de correção monetária nos precatórios, que são dívidas dos governos com a população. A ideia é que a mesma interpretação possa ser aplicada também ao FGTS, onde a lei estabelece que as contas devem ter correção monetária, mas impõe um índice que não garante a reposição da inflação.

2 de fevereiro de 2014

ANP nega prazo maior à ex-OGX para duas áreas em blocos vencidos

A Óleo e Gás Participações, ex-OGX, teve pedido negado pela agência reguladora para postergar planos de avaliação de descoberta de duas áreas localizadas em blocos com prazo já vencido para esta atividade, o que poderá levar à devolução dos prospectos.

A petroleira de Eike Batista solicitou postergação de planos de avaliação de descoberta para Itacoatiara, Viedma, Tulum e Vesúvio, na Bacia de Campos; além de Natal e Belém, na Bacia de Santos.


A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, entretanto, indeferiu o pedido de prorrogação em meados de janeiro, segundo a ata de reunião.

Os prazos dos planos de avaliação de descoberta dos blocos BM-C-39, onde está localizada a acumulação de Itacoatiara, e BM-S-226, onde se encontra a descoberta Belém, venceram respectivamente em setembro e novembro do ano passado, de acordo com dados do site da ANP.
Procurada, a OGX informou que aguarda a notificação da reguladora sobre o fim dos prazos de exploração.

Um registro na ata sinaliza a extinção de contratos, sem contudo, especificar quantos nem quais são eles. "A diretoria instrui a SEP (superintendência de exploração e produção da agência) a adotar os procedimentos necessários para a comunicação ao concessionário dos contratos que já estão extintos, dado o término da fase de exploração".

Procurada, a OGX informou que aguarda a notificação da reguladora sobre o fim dos prazos de exploração para tomar as decisões cabíveis.

Em fato relevante divulgado no dia 28 de janeiro, afirmou que o pedido de extensão do prazo visava a adequação da conclusão das operações exploratórias ao processo de recuperação judicial, bem como o estudo de alternativas econômicas que possam viabilizar essas prospecções, tais como a busca de parceiros.

A eventual devolução de algumas dessas áreas, anuncia a petroleira, não afetará o plano de negócios da companhia que irá constar em seu plano de recuperação judicial, pois o valor econômico dos projetos não foi considerado nas projeções da empresa.

O bloco BM-S-59, que inclui a área de Natal, tem prazo até agosto de 2015.

Tubarões

As demais descobertas que constam do pedido de mais prazo da OGX encontram-se em áreas com prazos vencendo entre fevereiro e março de 2014.

É o caso do BM-C-41, onde estão os campos Tubarão Areia, Tubarão Tigre e Tubarão Gato.

Os três campos chegaram a ser declarados comerciais em março do ano passado, mas alguns meses depois a OGX informou que não tinha tecnologia para torná-los viáveis, pedindo a suspensão das atividades, de modo a manter a concessão por mais alguns anos. A ANP não aceitou, após rejeitar outros pedidos de postergação de prazo.

A legislação do setor prevê prazos para que petroleiras não fiquem com as áreas sem investir. É comum na indústria petrolífera a devolução de áreas pelas empresas, mas no caso da OGX a diminuição do seu portfólio preocupa mais os investidores e credores que pensam em recuperar perdas com provável venda de ativos.

O conjunto de áreas que deverão ser devolvidas se soma a várias outras devolvidas recentemente pela OGX, em um movimento que tem reduzido cada vez seu portfólio.

Capacidade financeira

A agência ainda deverá analisar até o final de março a documentação da companhia referente a sua capacidade financeira para manter todos os blocos exploratórios sob concessão, uma exigência da ANP diante das dificuldades financeiras da empresa.

Entre as obrigações, a ex-OGX precisa provar sua adimplência nos blocos ES-M-472, ES-M-529, ES-M-531 aos parceiros nas concessões, Perenco e Sinochem. O mesmo prazo foi acertado para compromissos nos campos Atlanta e Oliva, para os quais pelo menos uma parte da dívida foi paga, conforme informou a companhia em 09 de janeiro.

A endividada petroleira entrou em 30 de outubro com o maior pedido de recuperação judicial da história corporativa da América Latina, num passo esperado para tentar evitar a falência.

A empresa deverá apresentar à Justiça seu plano de recuperação judicial até o final desta semana.

A OGX conseguiu autorização da Justiça para usar ativos como garantia de um empréstimo fundamental para manter suas operações.

O juiz que cuida do processo de recuperação da OGX, Gilberto Clovis Faria Matos, determinou que ativos da empresa podem ser usados como garantia de até US$ 200 milhões para realização de empréstimo.

"Contudo, tais aportes financeiros dependem de garantia real para serem liberados ...", diz a decisão do juiz.

A ação da Óleo e Gás fechou em alta de 3,4% no dia 28 de janeiro.

1 de fevereiro de 2014

Bradesco recorre à igreja evangélica para oferecer cartão de crédito religioso

        A renda mínima exigida para adquirir o cartão é o salário-mínimo vigente (R$ 724).

Para atrair fiéis à cartela de clientes, o Bradesco oferece um cartão exclusivo da Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada por Romildo Ribeiro Soares, conhecido como R. R. Soares.


Segundo anúncio no site do banco, parte da anuidade do cartão, de R$ 105,60, é destinada à igreja. A renda mínima exigida é o salário-mínimo vigente (R$ 724).

Para adquirir o cartão, é necessário apresentar cópia de CPF, RG, comprovante de renda e de residência.

Em nota, o Bradesco afirma que cartão foi criado há mais de cinco anos e tem como objetivo "oferecer ao cliente a opção de adquirir um cartão de uma entidade que ele se identifique”.

Como ele, há outras opções como o SOS Mata Atlântica, Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e de diversos times.