22 de fevereiro de 2014

Maioria dos quartos de hotéis está vaga para a Copa

                                         A Copa no Brasil começa no dia 12 de junho.

A maioria dos quartos de hotéis ainda está disponível para o mês da Copa do Mundo, de acordo com levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), faltando apenas quatro meses para o evento. O estudo se refere a 15 redes hoteleiras associadas à entidade.

As redes associadas à entidade somam 600 hotéis e representam 18% da oferta oferecida pelos hotéis nacionais. Entre elas, estão Accor, IHG, Pestana e Transamérica. As redes representam 30% dos hotéis reservados pela Match, agência oficial de viagens da Fifa, organizadora do evento no País. 


Até agora, cerca de 185 mil diárias já foram comercializadas nestas redes nas 12 cidades-sedes em dias de jogo e na véspera dos eventos, o que representa apenas 40% do total. Ainda restam 20% de diárias bloqueadas pela Match e clientes, que podem não ser compradas, e mais 40% que estão disponíveis.

Diante da demanda abaixo da expectativa, a Match já devolveu até 50% da reservas feitas em algumas praças, como Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 31 de janeiro. A ação decepcionou empresários do setor, que diminuíram expectativas com relação ao evento esportivo.


Para Roberto Rotter, presidente do FOHB, o panorama é desafiador para o setor. As manifestações, na sua visão, podem ter contribuído para a baixa procura, bem como indefinição sobre a malha aérea. 

Além disso, o volume de hóspedes no período não depende da oferta, mas sim do grau de atratividade de cada jogo da Copa, somado à acessibilidade de transporte e atratividade da cidade, diz o FOHB.

"Curitiba e Cuiabá são cidades que sediarão jogos que não atraem pessoas, como Nigéria e Bósnia; Irã e Nigéria, enquanto o Nordeste terá partidas mais interessantes – e duas cidades sediarão quartas de final: Fortaleza e Salvador. Das semifinais em diante, os jogos se concentram em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo", explica o FOHB.

Situação é variada nas cidades-sedes

Recife é a praça que tem mais diárias comercializadas: 77%. Enquanto Porto Alegre ainda tem uma quantidade relevante de diárias bloqueadas (31%). São Paulo, por outro lado, é o que tem mais diárias disponíveis: 53%. 

Em Belo Horizonte, 40% das diárias que ainda podem ser compradas em dias de jogos. Em Curitiba, a média é menor: 30%. Em Cuiabá, apenas 20% estão disponíveis em dias de jogos, em média, mesma média de Fortaleza, onde, em determinados jogos, restam apenas 10% das diárias.

Em Salvador, o total de diárias disponíveis varia entre 30% e 40% conforme o jogo, enquanto em Manaus oscila entre 20% a 40%. Em Porto Alegre, oscila entre 20% a 30%. Em Recife, apenas de 10% a 20% das diárias ainda estão disponíveis no dia dos eventos. No Rio de Janeiro, cerca de 20% das diárias estão ainda disponíveis para os dias de jogos.

Preço das tarifas aumentou no ano passado

As tarifas das diárias dos hotéis das 25 redes associadas ao FOHB subiram, em média, 6,1% no ano passado, de R$ 229 para R$ 243, pouco acima da inflação geral, de 5,91%, e abaixo da relacionada à serviços, que atingiu 8,75% no período.

Porém, em algumas cidades-sedes as tarifas subiram mais do que a inflação do setor de serviços. As que ficaram mais caras foram as tarifas dos hotéis de Brasília: 11,8%. Em seguida, aparecem as redes do Rio de Janeiro, que tiveram reajustes de 11,5%, seguido por Recife (10,6%), e Fortaleza (9,5%). 

Rotter, presidente do FOHB, espera que as tarifas aumentem 5% no ano da Copa. "A hotelaria não é irresponsável e não irá cobrar tarifas caras. Isso será pontual, e não uma prática comum", anuncia. Ele estima que, em dias de jogos, o aumento será maior, enquanto em jogos menos atrativos serão menor. O período entre os jogos deverão apresentar reajuste ainda menor.

21 de fevereiro de 2014

Indústria de alimentos Maratá é condenada por impor metas abusivas

Segundo o MPT, a empresa foi processada por submeter os funcionários a metas abusivas.

Sentença da 11ª Vara do Trabalho de Natal (RS) condenou a Indústria Alimentícia Maratá em R$ 500 mil por dano moral coletivo.

Segundo nota publicada no site do Ministério Público do Trabalho (MPT), a empresa foi processada por submeter os funcionários a metas abusivas, “enganando-os com processas de vantagens não cumpridas”.


De acordo com o MPT, um ex-empregado revelou, em depoimento, ter deixado um emprego anterior em que recebia R$ 6 mil mensais, atraído pela promessa de que ganharia entre R$ 11 mil e R$ 12 mil. No entanto, os valores pagos mensalmente pela Maratá foram de R$ 1,3 mil até R$ 6,7 mil.

“Outros depoimentos colhidos no processo confirmaram que os vendedores não tinham como saber sobre as vendas realizadas, nem sobre quanto lhes era devido em comissões”, informa a nota.

Além do dano moral coletivo, a Justiça determinou que a Maratá deixe de contratar trabalhadores oferecendo vantagens que não serão cumpridas e acabe com as metas abusivas.

A empresa também fica obrigada a disponibilizar aos empregados sujeitos à remuneração variável o detalhamento dos valores que recebem mensalmente. Em caso de descumprimento, a companhia está sujeita ao pagamento de multa diária de R$ 1 mil até o limite de R$ 500 mil.

20 de fevereiro de 2014

BB prorroga validade de concurso

                                        Participaram do concurso 339 mil candidatos.

O Banco do Brasil divulgou nota informando que a seleção 2012/003, realizada para formação de cadastro de reserva para os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe, será válida até 16 de abril de 2015.

Segundo o banco, esse concurso apresentou novidades a 339 mil candidatos, como prova de redação, raciocínio lógico, técnicas de vendas e cultura organizacional. As provas foram aplicadas em janeiro de 2013.

A prorrogação da validade tem como objetivo, segundo o BB, manter um cadastro de reserva vigente em todas as regiões do Brasil, permitindo ao banco prover as vagas de escriturário de acordo com o seu planejamento estratégico e orçamentário.

19 de fevereiro de 2014

Terapeuta ganha indenização por ter carteira assinada por funerária

"Que experiência teria uma massoterapeuta atuando em sua profissão em uma funerária?", argumentou na ação.

Uma terapeuta do Paraná conseguiu na Justiça a condenação da clínica de estética onde trabalhava. A indenização por danos morais foi de R$ 2 mil. O mais inusitado na história é que massoterapeuta, que foi contratada por uma clínica de estética, tinha na sua carteira de trabalho o registro feito por uma funerária. Com isso, não conseguia comprovar a experiência profissional.

A terapeuta tentou aumentar o valor da indenização, fixado pela 8ª Vara do Trabalho de Curitiba, e entrou na Justiça com vários recursos, mas a sentença tem sido mantida, inclusive no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Para o desembargador convocado João Pedro Silvestrin, relator, a instância ordinária, ao fixar o valor da indenização em R$ 2 mil, "pautou-se pelo princípio da razoabilidade, obedecendo aos critérios de justiça e equidade", não se justificando a intervenção excepcional do TST.

Vítima de má-fé 

Segundo informação do site do Tribunal Superior do Trabalho, a terapeuta foi contratada para prestar serviços de auxiliar de estética na Clínica de Estética Prevenir em dois períodos distintos. O último deles foi entre outubro de 2010 e fevereiro de 2011. Ela fazia massoterapia e auxiliava na aplicação de tratamentos estéticos como laser e carboxiterapia.

Após entregar carteira de trabalho para registro do contrato, a terapeuta relatou que por diversas vezes solicitou sua devolução, o que a clínica negava. Cansada daquela situação, ela pediu a seu pai para acompanhá-la até a empresa para exigir a devolução do documento. Depois de uma grande discussão, pediu demissão.
Carteira de trabalho: marido de dona de clínica usou sua funerária para registrar terapeuta.

Ao receber a carteira de trabalho, ela percebeu que, apesar de ter sempre trabalhado para o Grupo Prevenir Consulting Ltda., uma microempresa de Curitiba, a carteira profissional foi assinada por uma funerária localizada em Pinhais (PR), cujo proprietário era marido da dona da clínica de estética.

A massoterapeuta alegou má-fé das empresas envolvidas, por ter a clínica de estética se "utilizado de outra empresa, em outro município, para mascarar a situação de seus empregados e fraudar a lei". Além de pedir a retificação do nome do empregador na CTPS, também pediu indenização por danos morais.

"Que experiência teria uma massoterapeuta atuando em sua profissão em uma funerária?", argumentou na ação.

18 de fevereiro de 2014

Calor esgota estoques de água mineral e ventilador, que já tem fila de espera

O calor atípico deste verão está forçando segmentos do comércio a disputar uma maratona para atender a clientela ávida por se refrescar. Sem estoque, distribuidores de água mineral reclamam que mal conseguem dar conta do que sobra para entregar, ao passo que redes de varejo já fazem lista de espera para vender ventilador, esgotado das prateleiras.

Para não deixar os clientes na mão, o comerciante José Genival dos Santos, dono da Adega Vita, na região central de São Paulo, conta que precisou rebolar. O empresário comprou galões por R$ 11,50 no atacado e vendeu por R$ 9, preço normal de venda para o consumidor, para conseguir atender aos pedidos.
    Faturamento quadruplica para distribuidores de água engarrafada em verões atípicos.

Mesmo assim, teve de tirar o telefone do gancho a partir das 14 horas nas últimas semanas, porque não tinha mais estoque. Sorte dele é que os outros seis concorrentes da região estão com o mesmo problema. Apesar de ter de se desdobrar, o distribuidor diz não ter prejuízo.


“A demanda por água aumentou 500% nesse verão e o faturamento deve quadruplicar”, conta Santos. O cliente que tiver sorte e paciência de esperar consegue receber a água mineral quatro horas após o pedido. Em outras épocas do ano, o tempo de entrega não ultrapassa 30 minutos, segundo o dono da Adega Vita.

O problema não está só na entrega ao consumidor final. Comerciantes culpam os fornecedores e fabricantes de água engarrafada pelo atraso na entrega dos produtos.

Na distribuidora Pirâmides Água Azul, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, alguns fornecedores atrasaram a distribuição em mais de uma semana. Nestlé e Bonafont são as marcas com maior escassez de estoque, segundo a atendente da loja. “Os pedidos aumentaram em torno de 50% nessa época do ano”, calcula.

A Bonafont informou, por meio de seu serviço de atendimento ao consumidor, que alguns pontos de venda não foram abastecidos no País devido a um período de manutenção de sua estrutura, mas seriam problemas pontuais em algumas regiões.

Já a assessoria de imprensa da Nestlé informou, em nota, que a distribuição de água transcorre normalmente e garantiu que a marca está preparada para atender aos clientes. “Todo o planejamento anual já considera o aumento de demanda que ocorre nesta época no ano”.

Mas os comerciantes relatam que este verão tem sido muito diferente dos anteriores. “Só tive problema parecido em 2007 e 2004. Nos anos passado e retrasado não fez tanto calor e as vendas foram mais fracas”, conta Santos.

A restrição nos horários dos caminhões em São Paulo, proibidos de descarregar mercadorias das 5h às 21h, é outro agravante na distribuição, comenta o comerciante da Adega Vita. “Eles não têm tempo de terminar o serviço em todos os pontos e são obrigados a voltar no dia seguinte. Isso afeta a nossa entrega”.

Mesmo que os caminhões conseguissem entregar todos os pedidos no prazo combinado, outro problema seria a falta de espaço para estocar a quantidade de água que os consumidores estão exigindo, completa o empresário.

Os galões de 10 e 20 litros, e as garrafas de 1,5 litro são os que mais estão em falta, de acordo com os distribuidores consultados. Os preços do 1,5 litro das marcas populares variam entre R$ 1,70 a R$ 3. Já marcas importadas como a francesa Perrier chegam a custar R$ 8 a garrafa de 750 ml.

Com 400 marcas, o mercado de água engarrafada produziu 11 bilhões de litros no ano passado, segundo a Abinam (Associação Brasileira da Indústria de Água Mineral ). Em 2014, a entidade espera um crescimento de 35% nas vendas.

Precisa de ventilador? Entre na fila de espera

O estoque de ventiladores e de aaparelhos de ar condicionado também estava crítico em conhecidos pontos de venda físicos no dia 09 de fevereiro. Mostrado em janeiro que estava difícil encontrar os aparelhos nos centros comerciais.
  Temperaturas bateram recorde neste verão; praia é opção para quem tenta se refrescar.

Comerciantes responsabilizam os fabricantes de não conseguirem repor os produtos na velocidade com que somem das prateleiras.

Em uma unidade da Fast Shop, na zona sul de São Paulo, não havia opção de ventilador nem ar condicionado. As 200 peças da Arno no modelo de torre, vendidas a R$ 379, se esgotaram duas horas depois de chegarem à loja, informou o vendedor. "Você pode fazer uma reserva para ver se chega na próxima semana. Já tem fila de espera", disse.

Na Telhanorte, só sobraram as etiquetas com os preços na sessão de circuladores de ar. Em um canto, poucas unidades do ventilador Ventisol, ofertado por R$ 86,90, única marca disponível, e ventiladores de teto. Não havia nenhum vestígio de ar condicionado. "Acabou tudo e não tem previsão de quando vai chegar mais", informou o vendedor. 

A marca Ventisol também foi a opção nas Lojas Americanas do shopping Morumbi. Mas nada de ar condicionado. No Ponto Frio do mesmo centro de compras, a atendente informou que o estoque acabou há vários dias e também não havia previsão de quando chegariam novas unidades.

17 de fevereiro de 2014

Misterioso dono da Dumb Starbuck's é descoberto e fiscais fecham loja

Após uma série de especulações nas redes sociais, o misterioso criador da loja Dumb Starbuck's (Starbucks Idiota, na tradução literal), inaugurada em Los Angeles, Estados Unidos, no dia 07 de fevereiro, mostrou sua identidade ao público no dia 10 de fevererio. Trata-se do comediante canadense Nathan Fielder.


O apresentador do humorístico Nathan for You, exibido na TV do Canadá, afirmou em uma coletiva de imprensa que não precisava da permissão da rede Starbuck's para funcionar. Ele disse que estava perseguindo o sonho americano – antes de reconhecer que planejava divulgar a ideia inusitada em seu programa.
     Starbuck's 'idiota' foi inaugurada esta semana em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Logo após fazer a declaração, fiscais da saúde de Los Angeles fecharam o estabelecimento de Fielder por operar sem permissão de funcionamento.

Recém-inaugurada, a loja havia chamado atenção nas redes sociais ao começar a vender bebidas de graça em um shopping pouco conhecido na Califórnia.

A marca divulgou fotos nas redes sociais bem parecidas às da cadeia americana Starbuck's, com o familiar logo de uma sereia – mas com a palavra dumb (idiota) antes do nome.


A verdadeira rede de fast food, de Seattle, afirmou ontem que procurava descobrir quem era o dono da loja que plagiou a marca. "Apesar de apreciarmos o senso de humor, eles não podem usar nosso nome, que é uma marca protegida", afirmou a porta-voz da empresa, Laurel Harper.
Café Starbuck's 'idiota': menu é idêntico ao da rede original. A única diferença é que todos os itens incluem a palavra 'idiota'.

Laurel complementou que a maioria das disputas que envolvem a marca "são solucionadas informalmente", sugerindo que a empresa não precisará tomar medidas legais contra a loja.

No balcão do estabelecimento, um papel informava que a loja estava protegida por "leis de paródia".

"Ao adicionar a palavra 'idiota', estamos tecnicamente zombando da rede Starbuck's, que nos permite usar sua marca sob uma norma conhecida como uso justo (fair use)", dizia o informe.

A mensagem prosseguiu: "Pelos olhos da lei, nosso coffee shop é na verdade uma galeria de arte e o café que você está comprando é considerado arte. Mas isso é uma questão para nossos advogados se preocuparem".

Segundo o professor de direito Mark McKenna, da Universidade de Notre Dame, a lei mencionada protege conteúdos autorais, mas o logo de uma marca tem diferentes proteções que a Dumb Starbuck's pode estar violando".

16 de fevereiro de 2014

HSBC é condenado em R$ 67,5 milhões por espionar empregados doentes

O banco HSBC foi condenado em R$ 67,5 milhões por espionar funcionários doentes. A sentença foi dada pela 8ª Vara do Trabalho de Curitiba (PR), em ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT).


Segundo nota do MPT, documentos comprovam que, entre 1999 e 2003, a instituição financeira contratou o Centro de Inteligência Empresarial (CIE) para realizar investigações privadas, “supostamente justificadas pelo alto número de trabalhadores afastados por motivos de saúde”.

Para o procurador do Trabalho Humberto Mussi de Albuquerque, responsável pela ação, a decisão tem efeito pedagógico e servirá como parâmetro para a atuação de outros empregadores no Brasil.
Em nota, o HSBC afirma que não comenta o caso porque a decisão foi em primeira instância.

“Por suspeita de fraude, 152 trabalhadores tiveram suas vidas devassadas e seus direitos fundamentais à intimidade e à vida privada brutalmente violados”, afirma.

Para espionar os trabalhadores, segundo nota do MPT, o CIE abordava os empregados usando disfarces como de entregador de flores e de pesquisador. Os espiões também seguiam os profissionais pela cidade, filmavam e fotografavam as residências dos funcionários afastados e mexiam em seus lixos.

Dossiês

Nos dossiês constavam informações como horários de saída e volta à casa do profissional, local de destino, meio de transporte e trajes usados quando saíam, hábitos de consumo, informações sobre cônjuges e filhos, antecedentes criminais, participação em sociedade comercial e posse de bens como carros.

O MPT começou a investigar o banco após denúncia da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Créditos do Estado do Paraná (Fetec-CUT-PR) e do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Curitiba e Região.

De acordo com o MPT, 12 testemunhas confirmaram dados sobre suas rotinas expostos nos dossiês, mas informaram não saber da existência da investigação contratada pelo banco.

Além do pagamento da indenização, o HSBC foi condenado a não realizar novas investigações particulares, sob pena de multa de R$ 1 milhão por empregado investigado. Os trabalhadores prejudicados ainda podem entrar com ação na Justiça do Trabalho para obter indenização por dano moral individual.

Em nota, o HSBC afirma que não comenta o caso porque a decisão foi em primeira instância.

15 de fevereiro de 2014

"Proibir crédito para quem tem nome sujo pode fortalecer ação de agiotas"

Emprestar dinheiro para quem está com o nome sujo pode virar prática ilegal. É o que propõe o texto do novo Código de Defesa do Consumidor (CDC), que tem recebido o apoio da Secretaria de Defesa do Consumidor, do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin, do Ministério Público e de entidades como a Febraban, federação que representa os bancos.

Se o banco ou varejista fornecer crédito para quem está inadimplente, sem avaliar sua condição financeira, pode perder o direito de cobrar a dívida e ser obrigado a indenizar o cliente por danos morais e patrimoniais.
                 Crédito compartilhado responsabiliza credor pela liberação do dinheiro.

A punição é uma das medidas contra o superendividamento, com a criação do conceito de crédito compartilhado, explica o relator da proposta e senador Ricardo Ferraço (PMDB/ES).


“A responsabilidade pelo crédito deixará de ser apenas do devedor, para ser também de quem faz a oferta do dinheiro [o credor], a fim de inibir a farra de empréstimos fáceis e sem critérios", diz o parlamentar. 

Na visão da Abcred (Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças), ainda é cedo para tomar medidas restritivas ao crédito, que estaria em expansão recente no País. O problema poderia até piorar, acredita o presidente da entidade, Almir Pereira.

"A proibição vai estimular a procura por agiotas. O devedor também tem família e contas a pagar, e será forçado a buscar a informalidade em uma situação limite”, afirma o representante das financeiras.

O Banco do Povo, que concede microcrédito para empreendedores no ABC Paulista, já teve cerca de 25% da carteira formada por quem tem o nome sujo. Mas a inadimplência da instituição está abaixo de 2% há quatro anos, segundo Pereira.

Inadimplência caiu em 2013

Os atrasos nos pagamentos de dívidas com mais de 90 dias eram de 4,4% entre pessoas físicas em dezembro de 2013, de acordo com o Banco Central (BC). Houve uma queda expressiva de 1,2 pontos percentuais em comparação ao mesmo mês de 2012.

Quando se leva em conta a inadimplência nos empréstimos bancários com recursos livres (que o banco escolhe como emprestar), o número ficou um pouco maior em dezembro: 6,7%. Ainda assim, representa uma redução de 1,3 ponto percentual ante igual período do ano anterior.

Segundo o BC informou, se o contrato entre credor e devedor estiver claro e houver concordância mútua, cabe ao consumidor analisar sua situação de crédito e avaliar o próprio risco de deixar de honrar o pagamento da dívida.

A responsabilidade só é do banco ou financeira se houver denúncias e comprovação de que houve abusos no contrato. O novo CDC pretende impôr maior rigor do credor antes de fornecer o crédito.

Grande parte dos bancos e financeiras consultam os bancos de dados de Serasa e SPC antes de liberar o dinheiro, mas a prática de conceder crédito para negativados ainda é bem disseminada. Crefisa e Agiplan são as mais conhecidas pela prática.

Promessas de crédito imediato, em até 24 horas, também serão coibidas pelo novo CDC. O projeto busca abolir a liberação do dinheiro no ato, mesmo para quem tem o nome limpo. "A ideia é evitar facilidades que possam levar à inadimplência", analisa a coordenadora da associação Proteste, Maria Inês Dolci.

Por outro lado, o novo código impõe deveres ao consumidor. Ele pode ser obrigado a apresentar todas informações solicitadas sobre sua situação financeira. Se houver alguma incorreção, o o consumidor pode perder o direito à proteção estabelecida por lei.

Nem todo inadimplente é mau pagador

Na opinião do diretor de inovação e sustentabilidade da Boa Vista Serviços, Fernando Cosenza, nem sempre uma pessoa inadimplente representa risco de não pagar uma nova dívida. Para o executivo, a instituição financeira deve avaliar caso a caso.

“Muitas vezes, a pessoa que foi negativada tem um bom histórico de pagamentos. Talvez nem tenha tido conhecimento da dívida e não representa um risco considerável de crédito”, explica o executivo.

Cosenza não vê empecilhos para fazer empréstimos para alguém nesta situação, desde que seja de forma planejada e consciente, e que o devedor esteja trocando uma dívida cara por outra mais barata – ou seja, com juros menores.

Como mostramos na última semana, financeiras que aceitam negativados em suas carteiras costumam comprometer a renda do cliente acima dos 30% recomendados, e praticam taxas de juros em torno de 20% ao mês no crédito pessoal não consignado, bem acima da média de mercado.

Outra prática destas instituições é condicionar o empréstimo a um número mínimo de parcelas. Na Agiplan, por exemplo, só há crédito a partir de quatro prestações. Na Crefisa, são oito.

“Mesmo que a taxa seja boa, um empréstimo extensivo demais representa risco, fazendo com que o credor ganhe sobre o prazo, não sobre os juros”, explica a advogada de direito do consumidor, Denise Santos.

A especialista defende penalidades mais severas para bancos e financeiras que cometam abusos. “Se fossem impostas altas multas, seria uma forma educativa para não praticar essas condutas”.

Procuradas, a Crefisa e a Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) afirmaram que não comentam o assunto.

14 de fevereiro de 2014

Poupança tem captação líquida de R$ 1,743 bi em janeiro

 Mesmo assim, o número representa queda de 24% em relação a igual período de 2012.

A caderneta de poupança registrou em janeiro captação líquida positiva pelo 23º mês consecutivo. Os depósitos feitos no mês passado superaram os saques em 1,743 bilhão de reais, anunciou o Banco Central (BC). Os depósitos no mês passado somaram 127,6 bilhões de reais, enquanto os saques totalizaram 125,9 bilhões de reais.

Mesmo assim, o número representa queda de 24% em relação a igual período de 2012. 

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Com o resultado do mês passado, que inclui ainda 3,107 bilhões de reais de rendimentos creditados, o saldo total da poupança chegou a 602,794 bilhões de reais, ante 597,943 bilhões de reais no fim de 2013.

13 de fevereiro de 2014

Estatal chinesa e Eletrobras vencem leilão de Belo Monte por R$ 434 mi

        Vista aérea da construção da barragem de Belo Monte, próximo de Altamira, Pará.

O Consórcio IE Belo Monte, formado pela estatal chinesa State Grid e pela Eletrobras, venceu o primeiro leilão de transmissão da usina de Belo Monte, realizado nesta sexta-feira, com uma oferta de 434 milhões de reais. O critério para escolha do vencedor era o que apresentasse a menor receita anual permitida (RAP), ou seja, o ofertante que realizasse a construção e a operação pelo menor valor. Como a receita teto proposta pela Aneel era de 701 milhões de reais, o valor oferecido pelo IE Belo Monte ficou 38% menor do que esse teto (diferença conhecida como deságio).

O certame foi realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na manhã desta sexta-feira na sede da BM&FBovespa, em São Paulo. As empresas vencedoras serão responsáveis pela construção e operação de uma linha de transmissão de 2.092 quilômetros e duas estações conversoras de energia, que escoarão energia do Pará ao centros de carga no Sudeste do país, num investimento estimado em 5 bilhões de reais.

O Consórcio vencedor é formado por uma participação de 51% da estatal chinesa e por outros 49% da Eletrobras (divididos entre 24,5% de Furnas e 24,5% pela Eletronorte). O leilão recebeu ainda outras duas propostas: uma no valor de 666 milhões de reais e deságio de 4,93%, do consórcio BMTE (com 50% de participação da Taesa e 50% da Alupar Investimentos); e outra oferta no valor de 620 milhões de reais e deságio de 11,49%, da Abengoa Construção do Brasil. 

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Este é o primeiro leilão em que é empregada no Brasil a tecnologia de ultra-alta tensão em corrente contínua, que tem como principal benefício o baixo nível de perdas técnicas. A nova linha terá 800 kV de tensão, superior aos 765 kV do sistema de transmissão de Itaipu.

Leilão — Foram leiloados, em uma única rodada, dois lotes. O lote A é formado por duas subestações conversoras instaladas no Pará e em Minas Gerais. Já o lote B é composto pela linha de transmissão que passará por Pará, Goiás, Tocantins e Minas Gerais, partindo de Xingu (PA) até o município mineiro de Estreito. A Aneel previa ainda a possibilidade de ofertar os lotes separadamente, caso não houvesse interessados para levar os dois juntos. 

A expectativa da agência reguladora é de que o sistema entre em operação no prazo de 46 meses a partir da assinatura dos contratos, ou seja, no início de 2018, e resulte na criação de 15.476 empregos diretos. Estima-se que serão necessárias 4.500 torres para viabilizar a operação da linha que ligará o Sudeste e a hidrelétrica de Belo Monte, localizada no rio Xingu.

O linhão licitado nesta sexta é fundamental para o escoamento de energia da usina Belo Monte, a maior hidrelétrica em construção no Brasil, com capacidade para gerar até 11.233 MW no pico. A primeira máquina da unidade deverá operar a partir de 2016, porém o pleno funcionamento da usina deve ocorrer apenas em 2019, quando a última das 24 turbinas do sistema entrará em operação.