10 de março de 2014

Prejuízo da Vale mais que dobra no quarto trimestre e soma R$ 14,868 bilhões

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, teve prejuízo líquido no quarto trimestre mais de duas vezes superior ao registrado um ano antes, afetada por despesas financeiras, sobretudo pelo pagamento de dívidas tributárias com o governo brasileiro.

A empresa divulgou no dia 26 de fevereiro que teve prejuízo de US$ 6,451 bilhões de outubro a dezembro, contra perda de US$ 2,615 bilhões um ano antes.


O prejuízo dos últimos três meses de 2013 também foi pior que o prejuízo de US$ 3,83 bilhões esperados por analistas, segundo pesquisa Reuters.
       A receita operacional da mineradora no quarto trimestre somou R$ 31,053 bilhões.

O resultado financeiro líquido foi negativo em US$ 4,159 bilhões no quarto trimestre, prejudicado por despesas de US$ 3,3 bilhões, principalmente devido aos encargos referentes ao refinanciamento de tributos federais (Refis) acertado com o governo.

Em moeda brasileira, o prejuízo da Vale no quarto trimestre foi de R$ 14,868 bilhões.

Em novembro passado, a Vale decidiu aderir ao Refis para o pagamento de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido de controladas e coligadas no exterior para o período de 2003 a 2012. A companhia decidiu pelo pagamento à vista do principal para os anos de 2003, 2004 e 2006 e o parcelamento do principal, multas e juros para os outros anos.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado, que exclui efeitos não recorrentes e não caixa, somou R$ 15,137 bilhões no quarto trimestre, contra R$ 9,154 bilhões no mesmo período do ano anterior.

O Ebitda consolidado ficou positivo em R$ 8,451 bilhões nos três meses até dezembro. No quarto trimestre de 2012, ele tinha sido negativo em R$ 3,695 bilhões.

A receita operacional da mineradora no quarto trimestre somou R$ 31,053 bilhões, ante R$ 25,627 bilhões no mesmo período do ano anterior.

9 de março de 2014

Petrobras fecha na menor cotação desde 2005 e arrasta Ibovespa

                                         A ação preferencial da Petrobras caiu 3,39%.

A Bovespa fechou em queda no dia 26 de fevereiro, fortemente pressionada por Petrobras, após a petroleira divulgar seu resultado trimestral, que falhou em animar o mercado.

A estatal fechou com a menor cotação desde 2005.


O Ibovespa recuou 0,3%, aos 46.768 pontos. Giro financeiro do pregão foi de R$ 5,8 bilhões. A ação preferencial da Petrobras caiu 3,39%, a R$ 13,70.

A queda dos papéis da estatal ofuscou o avanço de ações de outras empresas que divulgaram resultados acima das projeções médias de analistas, como Embraer, Ambev e Telefônica Brasil.

A ação da Embraer subiu mais de 4% na sessão. 

Outro destaque foi a ação da Anhanguera Educacional, que teve o segundo dia de forte alta e acumula ganhos de mais de 15% nas duas últimas sessões, depois de ter recuado fortemente em meio a especulações sobre possível cancelamento da fusão com a Kroton.

A ação da Vale ficou quase estável, com investidores aguardando o resultado da mineradora na noite do dia 26 de fevereiro.

8 de março de 2014

Lucro da Petrobras avança 11% em 2013 e atinge R$ 23,6 bilhões

     O resultado no 4º trimestre foi impulsionado pelos reajustes do diesel e da gasolina.

O lucro da Petrobras atingiu R$ 23,6 bilhões em 2013, um aumento de 11% em relação aos R$ 21,2 bilhões de 2012, segundo balanço divulgado no site da empresa, no dia 25 de fevereiro.


No quarto trimestre, o lucro líquido da companhia atingiu R$ 6,2 bilhões, 85% maior do que o trimestre anterior, quando registrou R$ 3,3 bilhões.

O resultado no período foi impulsionado pelos reajustes do diesel e da gasolina, de 8% e 4%, respectivamente. A nova política de preços entrou em vigor no dia 30 de novembro de 2013.

Porém, o valor é 19% menor do que o registrado no mesmo período de 2012, R$ 7,7 bilhões.

Já o lucro antes de juros, impostos e amortizações (Ebitda) ajustado cresceu 18% no ano comparado a 2012, e atingiu R$ 69,2 bilhões

No acumulado do ano, a empresa destacou o aumento de 43% das reservas provadas no pré-sal em comparação a 2012.

7 de março de 2014

Petrobras anuncia novo recorde na produção do pré-sal

    A expectativa da Petrobras é que a produção atinja 1 milhão de barris por dia em 2017.

A Petrobras anunciou no dia 25 de fevereiro novo recorde na produção de petróleo da camada pré-sal.

A marca de 407 mil barris diários foi alcançada no dia 20 deste mês nas bacias de Santos, em São Paulo, e Campos, no Rio de Janeiro.


Segundo a companhia, tal produção foi alcançada oito anos após a primeira descoberta, ocorrida em 2006.

A marca de 407 mil barris diários foi obtida com a contribuição de 21 poços produtores, dos quais dez localizados na Bacia de Santos, responsáveis por 59% da produção, equivalente a 240 mil barris por dia, e 11 na Bacia de Campos, que responderam por 41% do total, ou 167 mil barris por dia.

A expectativa da Petrobras é que a produção do pré-sal atinja 1 milhão de barris por dia em 2017, quando terão entrado em operação mais oito plataformas.

6 de março de 2014

Rival da Havaianas, Ipanema aposta em Nordeste e exterior para liderar

Francisco Schmitt, diretor financeiro e de relações com investidores da Grendene: confiança na ampliação do mercado.

A marca Ipanema completa 14 anos em 2014 e já responde por 22% da receita da Grendene. São cerca de 100 milhões de pares da sandália produzidos por ano.

Apesar de um crescimento que oscilou ao longo dos anos, a grife ganhou mercado nos últimos três e hoje sua fatia na categoria sandálias e chinelos dedo no Brasil corresponde a 25%, segundo o Instituto Kantar. Mas ainda está no segundo lugar – bem atrás da líder Havaianas, com 45%. 


Ampliar as vendas da Ipanema é, portanto, um desafio para a fabricante de calçados. Hoje, a Grendene detém marcas líderes em todos os segmentos em que atua. Porém, a Ipanema é exceção.

É difícil disputar participação de mercado no Brasil, aponta o diretor financeiro e de relações com investidores da Grendene, Francisco Schmitt. A concorrente Havaianas – da fabricante Alpargatas – foi lançada em 1960, e dominou o mercado. Juntas, Ipanema e sua maior rival detêm 70% do mercado na categoria de sandálias e chinelos.


"Optaremos por ampliar esse mercado, e não simplesmente ganhar o já existente. Isso deve acontecer no médio prazo, com o aumento da renda da população no País". Uma eventual piora nas condições da economia e do consumo no País pode, contudo, postergar estes planos.

Para fortalecer e preparar a marca para a disputa, foi inaugurada a primeira loja da marca no bairro carioca que inspirou seu nome, Ipanema, que ainda tem espaço para venda dos calçados, exposições e eventos. O investimento na unidade foi de R$ 5 milhões.

Brasil consome menos que EUA e América Latina

Na visão de Schmitt, a categoria de sandálias e chinelos da Ipanema ainda tem potencial para crescer, principalmente nas regiões Norte, Centro Oeste e Nordeste. Estima-se que, de 800 milhões de pares de todos os tipos de calcados consumidos no País, a categoria represente de 350 a 400 milhões, e seja a maior do segmento.

Porém, o consumo de calçados no Brasil se situa em torno de quatro pares por ano por pessoa, enquanto nos Estados Unidos, fica entre sete e oito pares. Na América Latina, são cinco. "Sentimos a demanda da classe média por produtos com design mais arrojado", diz o executivo.

A estratégia também é aumentar as vendas da marca no exterior, em um momento em que a China, hoje o maior exportador no segmento, encara preços mais altos.

A Ipanema, ao menos, já lidera em número de pares exportados do Brasil. Do total produzido, 24% são enviados ao exterior.

5 de março de 2014

Anatel aprova cancelamento automático de serviços de telefonia, TV e internet

           Segundo comunicado da Anatel, as regras passam a valer dentro de 120 dias.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou no dia 20 de fevereiro regulamento que autoriza o cancelamento automático de serviços, como telefonia móvel e fixa, internet e TV por assinatura.


A agência também passou a exigir que os créditos comercializados para celulares pré-pagos tenham prazo de vencimento mínimo de 30 dias.

Outra medida exige que a prestadora de serviço retorne a ligação para o consumidor caso a ligação caia. Caso não consiga retomar contato, a operadora deve mandar mensagem de texto com número de protocolo. 

Ofertas unificadas

Segundo as novas determinações da Anatel, as promoções oferecidas pelas operadoras devem valer para os novos e antigos assinantes. Sendo assim, qualquer oferta da empresa deve estar acessível para todos os seus clientes.

Os valores também devem divulgados com transparência. Desta forma, a empresa deve comunicar quando um preço é promocional e informar o valor real quando a oferta acabar.

Segundo a Anatel, para a elaboração do novo regulamento, foram considerados os principais problemas registrados pelos consumidores. "Apenas em 2013, a agência recebeu mais de 3,1 milhões de reclamações contra operadoras de serviços de telecomunicações, a maioria delas relacionada à cobrança."

As regras passam a valer dentro de 120 dias. Confira o regulamento completo no site da Anatel.

4 de março de 2014

Pecuarista investe R$ 5 milhões em açougue chique

Aberto em janeiro no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, o açougue chique batizado de Feed nasceu com intenção de democratizar a cultura da carne de qualidade, feita de forma artesanal na fazenda.
           Pedro Merola, presidente executivo do açougue Feed: volta às raízes da fazenda.

A empresa já vendia carnes para restaurantes até que decidiu inovar na venda para consumidores com maior poder aquisitivo, das classes A e B. O novo espaço tem 350 metros quadrados de área construída, empório gastronômico, lounge e espaço para degustações e aulas de culinária.


O objetivo é que o cliente não só compre a carne, mas permaneça por mais tempo na loja. Funcionários treinados estão prontos para conversar sobre suas refeições, que podem auxiliá-los sobre o produto correto. "O estabelecimento é feito para quem gosta de comer bem", diz Pedro Merola, sócio-fundador da empresa especializada em carnes.

Empresário pecuarista e engenheiro agrônomo formado pela USP (Universidade de São Paulo), Merola investiu inicialmente R$ 5 milhões no negócio. Ele passou sete anos à frente da casa de carnes Bonsmara Beef, em São Paulo, e é presidente executivo da Fazenda Santa Fé, em Goiás.

Sem intermediários

O destaque do Feed é o controle de toda a cadeia produtiva. A loja é abastecida por sete fazendas, próprias e de parceiros – entre elas a Santa Fé –, e distribuídas em quatro Estados. Os empreendimentos têm, juntos, capacidade para produção de 200 animais por mês.

Esse padrão foi obtido ao longo de sete anos, após diversas mudanças na forma de como criar, recriar e engordar os animais.

Posteriormente, foi expandido para parceiros, que recebem a premiação necessária para abrir mão de índices de produtividade e focar na produção artesanal e sabor desejado. Isso é possível porque a empresa não tem intermediários em conversas com o produtor.

A característica permite praticar preços semelhantes aos ofertados em supermercados da zona nobre da cidade, com a vantagem de ter um padrão de qualidade na produção. As peças na loja variam de R$ 25 a R$ 70 o quilo.

Personalização

Além dos cortes tradicionais, são oferecidos mais de 45 cortes de carne em porções menores, que servem duas pessoas, prontas para serem usadas e desenvolvidas por chefs. “O objetivo é simplificar a vida das pessoas”, explica Merola. São produtos como hambúrguer com costela de boi e também strogonoff.

Uma equipe de açougueiros treinados atende também desejos personalizados dos clientes, tanto de cortes como formas de preparo.

No fundo da loja, a cozinha com fogão a lenha, chapa, parrilla argentina, uma horta com temperos frescos pode ser utilizada para aulas de cozinha, degustações e encontros gastronômicos.

O empório vende também sais, vinhos, temperos, acessórios e livros. "Alguns produtos, como o azeite trufado, são difíceis de encontrar, e têm a praticidade de estar reunidos no mesmo lugar", diz o empreendedor. 

Merola não descarta planos de formar uma rede com o novo empreendimento. "Vamos dar um passo de cada vez. Mas podemos ampliar a produção conforme a demanda".

3 de março de 2014

Hope é condenada por obrigar funcionárias a mostrar roupa íntima

     A Hope foi condenada pelo TST por vistoriar lingerie de funcionárias para evitar roubo.

A fábrica de roupas íntimas Hope do Nordeste foi condenada pela Justiça do Trabalho por revistar as funcionárias e checar a marca das roupas íntimas que usavam, como forma de banir o roubo de peças.

Segundo nota publicada no site do Tribunal Superior do Trabalho (TST), esse tipo de revista pessoal “viola a dignidade da pessoa humana e a intimidade do trabalhador”.


Condenada pelo TST, a empresa terá de pagar indenização no valor de R$ 27.283,20 à empregada, o equivalente a vinte vezes o salário da empregada.

O caso

Em 2012, uma operadora de telemarketing buscou a Justiça para pedir indenização por danos morais pelas revistas íntimas. De acordo com o TST, a funcionária tinha que se despir em cabines em frente das fiscais para mostrar a marca da lingerie e provar que não estava levando peças da Hope.


“Segundo a empregada, as revistas eram vexatórias e manchavam sua honra, privacidade e intimidade”, informa a nota do TST.

O tribunal afirma, ainda, que a empresa defendeu-se justificando que a atitude não fere as regras trabalhistas e a dignidade humana. A grife acrescentou também que a revista era prevista em instrumento coletivo de trabalho.

2 de março de 2014

PAC executou 76% do orçamento planejado até 2014

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante anúncio dos resultados do balanço de três anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) executou, até o fim de 2013, 773,4 bilhões de reais do orçamento previsto até o final de 2014, isso equivale a 76,1% do total. Isto significa que, nas contas do governo, a aplicação de recursos está andando conforme o planejado. Contudo, a situação seria pior se o governo não alterasse a previsão de conclusão das obras conforme os problemas surgem.

Um exemplo é a hidrelétrica de Belo Monte, que avançou com mais lentidão do que a previsão inicial, mas, mesmo assim, recebe a classificação de andamento "adequado". "Depois que o problema é resolvido á natural fazer a reprogramação", rebate a ministra do Planejamento Miriam Belchior.

O balanço de três anos do PAC 2, divulgado nesta terça-feira pelo Ministério do Planejamento, leva em conta dados até 31 de dezembro de 2013. No período, 82,3% das ações previstas para o quadriênio foram concluídas. O valor total aplicado no programa já é 25% maior do que o PAC 1 em seus quatro anos.

O Minha Casa, Minha Vida, um dos principais eixos do programa, deve encerrar 2014 com mais de 3 milhões de contratos firmados, que é a meta traçada pelo governo. Levando em conta a classificação do andamento das obras, 7% do total previsto exigem "atenção" e 4% estão em situação "preocupante" - ou seja: 11% estão fora do prazo adequado.

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Durante a divulgação dos dados sobre o PAC, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que 2014 deve marcar o início de uma recuperação da economia global. Como sempre, ele se mantém otimista e aposta em bons resultados para o Brasil. "Eu espero que, passadas essas turbulências ocasionais que se manifestaram no início de 2014, as economias brasileira e mundial sigam a rota de uma recuperação gradual. Ninguém vai ter um crescimento muito alto, mas nós estamos trabalhando com um crescimento um pouco maior em 2014 do que foi em 2013", disse ele.

Gargalos — Em números absolutos, alguns dados do PAC mostram como o programa não é capaz de desatar alguns nós da infraestrutura. Por exemplo: entre janeiro de 2011 e dezembro de 2013, foram concluídos 3.080 quilômetros de rodovias e 639 quilômetros de ferrovias - muito abaixo do que o crescimento econômico do país exige.

Dos 4.128 na área de saneamento planejados pelo governo, 46% não têm sequer um contrato de execução. Para melhorar a contabilidade, o Ministério do Planejamento incluiu no cálculo ações contratadas ainda durante o governo Lula.

Em 2013, o governo entregou 223 creches e 481 quadras de esportes. Novamente, o resultado ficou muito abaixo da meta, que é a de entregar 6.000 creches e 10.000 quadras até o fim de 2014 - em 2011 e 2012, os resultados haviam sido nulos.

1 de março de 2014

CSM Brasil abre 3 mil vagas para Copa do Mundo 2014

A CSM Brasill, empresa especializada na gestão de eventos, está com inscrições abertas até 15 de março para o processo que seleciona 3 mil profissionais para a área de hospitalidade da Copa do Mundo 2014.


As vagas estão disponíveis para todas as cidades-sede dos jogos, como Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA).

Os escolhidos trabalharão no receptivo de áreas de hospitalidade das arenas, sendo responsáveis pela orientação, informação e controle de acesso nesses locais.
                     As vagas estão disponíveis para todas as cidades-sede dos jogos.

Para participar, é necessário ter a partir de 18 anos, ensino médio completo, inglês intermediário e identificação com os eventos esportivos. Facilidade de comunicação é diferencial no processo, segundo a empresa.

Além da triagem de inscrições no site, a seleção envolverá entrevistas presenciais, entrevista em inglês e sessões de treinamento para reconhecimento dos estádios e teste de desempenho das funções.

Para os selecionados, além das diárias de trabalho, haverá sorteios de brindes realizados em todas as partidas e um certificado de treinamento.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.querovestiracamisa.com/hospitalidade.