10 de maio de 2014

11 erros que facilitam a clonagem do seu cartão na internet

O risco de ter o cartão clonado na internet é maior do que em lojas físicas. Tanto que casos suspeitos atingiram em torno de 3,6% das operações de compras virtuais no ano passado, de acordo com um levantamento da ClearSale, especializada em detectar fraudes.
          Cuidados para se proteger na internet são diferentes das compras presenciais.

“A fraude exige menos tecnologia, pois não é preciso copiar o cartão físico. Basta obter as informações básicas para cloná-lo”, explica na o coordenador de inteligência estatística da empresa, Omar Jarouche.


Os cuidados para proteger-se no ambiente virtual também são diferentes das compras presenciais. Recomenda-se evitar que o vendedor leve o cartão para longe da presença do consumidor, por exemplo. Mas, pela internet, os detalhes são mais complexos e nem é preciso ter a senha do cartão para efetuar compras ilícitas.

Para o especialista em direito digital do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados, Leandro Bissoli, o usuário dificilmente percebe o risco que corre no meio virtual. “Geralmente ele só vai identificar o dano quando chegar a fatura do cartão”.

Quando isso acontecer, o consumidor precisa imediatamente entrar em contato com a emissora do cartão e comunicar que não reconhece os gastos na fatura. Também é recomendável registrar um boletim de ocorrência, segundo o advogado.


“O banco é obrigado por lei a ressarcir o consumidor quando comprovada a fraude”, explica Bissoli. O maior prejudicado nestes casos, contudo, é o lojista “Se a loja permitiu a compra com um cartão roubado e entregou o produto, é ela que arcará com o prejuízo da operação”, completa.

Três especialistas consultados apontaram as principais erros que o internauta comete, sem perceber, que aumentam potencialmente as chances de ter seu cartão clonado no ambiente virtual. Confira abaixo e previna-se:

1. Digitar a senha do cartão de crédito – Não importa se você está em um site confiável ou fazendo compras em uma loja conhecida ou recomendada por amigos. “Os sites nunca pedem a senha do cartão para efetivar uma compra”, lembra Aline Rebelo, coordenadora do Investmania. No comércio eletrônico, os sites costumam pedir o número do cartão, a data de expiração e o código de segurança. A senha só é solicitada nos caixas de lojas físicas.

2. Acessar o internet banking em outros aparelhos – Se vocês está em um computador público ou em uma lan house, o risco de tornar-se vítima de um golpe é potencializado. O mesmo vale para conexões de wifi (internet sem fio) abertas, que permitem que invvasores acompanhem toda sua navegação, alerta o advogado Bissoli. “É preciso verificar se o anti-vírus do aparelho está atualizado, assim como a segurança do sistema operacional”, recomenda.

3. Ignorar os produtos mais visados por fraudadores – Segundo Omar, da ClearSale, as compras mais atacadas por golpistas que clonam cartões são as de itens com grande liquidez. Isto é, produtos fáceis de serem revendidos. O especialista cita o exemplo de uma geladeira e um notebook, que embora tenham preços semelhantes, a preferência é pelo último, devido à facilidade de passar o produto à frente.

4. Deixar de verificar o cadeado de segurança – Ao fazer uma compra em qualquer site, o consumidor deve atentar para o pequeno cadeado que aparece no canto da tela. É ele que garante ao internauta a navegação por um ambiente seguro, de acordo com Bissoli. “O cadeado assegura que a conexão com o servidor é segura e que ninguém pode ter acesso a estas informações no seu computador", explica o especialista em direito digital.

5. Desconhecer a credibilidade do site – Se a loja virtual for pequena ou desconhecida, o cuidado é redobrado. “É preciso verificar se a empresa possui endereço comercial, telefone e CNPJ, para ter certeza de que não se trata de um endereço fantasma”, afirma Aline, da Investmania. Outra recomendação é consultar listas do Procon e sites de reclamações e redes sociais para verificar a autenticidade do site.

6. Não informar o banco quando viajar para outro país – Uma forma de se resguardar de bloqueios devido ao uso do cartão em viagens internacionais é avisar o banco ou administradora do cartão toda vez que o consumidor sair para o exterior, recomenda Jarouche, da ClearSale. “Em alguns bancos é possível fazer isso até pelo internet banking”.

7. Esquecer de conferir a fatura do cartão – Consumidores que nunca verificam o extrato de seu cartão podem levar um susto na chegada da fatura, alerta Jarouche, da Clearssale. As operadoras dos cartões costumam disponibilizar as faturas na internet, em tempo real, e algumas avisam o cliente por SMS quando uma compra foi efetivada. “Há diversas ferramentas disponíveis que servem de alerta”, explica o advogado Bissoli.

8. Perder o registro de compra pela internet – Guardar o email recebido da loja com a comprovação da compra, ou até imprimir o comprovante, são ações que contam a favor do consumidor em caso de fraude em operações virtuais, observa a coordenadora da Investmania. “É recomendável manter essas informações até o recebimento do produto”.

9. Digitar dados sigilosos do cartão por email – “Nenhum banco é autorizado a solicitar dados pessoais e intransferíveis do cliente, como senha, por email”, lembra Aline. As lojas virtuais pedem o mínimo possível de dados pessoais nas compras. São eles o número do cartão, nome do titular e código de segurança (quatro dígitos que aparecem no canto do cartão).

10. Confiar cegamente na URL que aparece no site – Uma das formas de enganar o consumidor para roubar seus dados é utilizar uma URL (endereço de um site) maquiada, como explica Bissoli. “Os fraudadoes podem utilizar técnicas para iludir o internauta, sobrepondo páginas no navegando e dando a impressão de que se está em um site de cima, quando se está no de baixo”.

11. Comprar sem cuidado em lojas pequenas ou desconhecidas – Se a compra for feita em ambientes desconhecidos da internet, o alerta é para fazer uma pesquisa se há reclamações em sites como o Reclame Aqui ou Procons. No momento da transação com o cartão, observa Bissoli, é importante observar para onde o site direciona a operação. Caso seja uma página da operadora do cartão – recurso comum em sites pequenos – ou das bandeiras como Visa e Mastercard, é sinal de que o consumidor pode comprar com tranquilidade.

9 de maio de 2014

Japonês embala casais a vácuo para promover o sexo seguro


Chega mensagens de sexo seguro e médicos dando dicas de saúde. A sex shop japonesa Condomania, em Harajuku, um bairro de Tóquio, resolveu apelar para a arte para apoiar a campanha pelo uso de preservativos no Japão.
                              Casal embalado a vácuo em campanha da Condomania.

Na obra fotográfica, de autoria de Photographer Hal – como o profissional se intitula –, casais de modelos eram dispostos dentro de embalagens plástica, nus desenhando uma forma parecida com a de um coração.


Em seguida todo o ar do plástico era sugado e, durante dez segundos, o fotógrafo disparava seus cliques. “O humano não é completo. Seres humanos, quando juntos, ficam de fato completos”, diz Hal, que já fez outros trabalhos similares tenho o amor como temática. “Quero representar o amor de várias formas.”

Mesmo com a falta de ar e o incômodo das posições, os modelos dividiram depoimentos emocionados com o contato humano levado às últimas consequências. “Eu senti sua existência, queria estar mais próximo dele”, disse a modelo.

Confira o vídeo do making off das fotos abaixo (legendas em inglês).

8 de maio de 2014

Aprenda a dizer o que seu chefe espera ouvir

Faltam cinco minutos para você desligar o computador e encerrar o expediente. Seu chefe vai até sua mesa e pede o relatório das vendas do mês passado que ele não consegue encontrar. Você explica que já está de saída e que pela manhã faz o levantamento. Certo? Não, resposta errada. Esta é uma daquelas situações em que vale a pena ficar meia hora além do horário normal de trabalho.
                                    Nunca diga que não conseguiu cumprir uma tarefa.

Há frases e comportamentos que podem comprometer a carreira. Não que você deva ficar disponível dia e noite para as tarefas profissionais, mas estar pronto para um pedido de última hora pode ajudá-lo a ganhar pontos na hora da avaliação do chefe antes de uma promoção, explicam os especialistas em Recursos Humanos e coach.

"Aquele funcionário que nunca está disponível pode começar a ser mal visto pelo chefe, que prefere os colaboradores mais disponíveis, mais comprometidos", avalia Simone Leon, diretora de Gestão de Carreiras e Talentos da Right Management. "A maioria dos gestores espera que você se mostre aberto a cooperar".

Ainda segundo a especialista, a cultura do ambiente corporativo no Brasil dá alguns sinais de mudança. Isso porque, explica Simone, a nova geração que chega ao mercado de trabalho começa a impor um comportamento diferente, principalmente quanto às tarefas dadas pelo chefe que levam o profissional a estender a jornada de trabalho.

"A nova geração impõe o desafio maior de equilibrar a vida profissional e pessoal", diz. Mas por enquanto vale a regra de não fazer cara feia quando pedem uma tarefa importante perto do fim do expediente.

Use bem o tempo no trabalho

A receita ideal é aproveitar da melhor forma possível o tempo de expediente, com o foco nas tarefas e evitando se dispersar, por exemplo, com bate-papo nas redes sociais ou ao telefone.

"Não estar disponível para quando o chefe precisa pode ser um problema, mas ficar no trabalho muito além do expediente não necessariamente é um sinal de que você está comprometido com a empresa. Pode ser um indicativo de que você passou o dia perdendo tempo com outras atividades sem relação com o trabalho", lembra a diretora da Right Management.

Não dê desculpas, encontre soluções

Henri Fernandes Cardim, da HFC Consultoria e Treinamento, defende que o funcionário passe confiança ao chefe quando receber uma tarefa. Nada de dizer que é difícil ou que não sabe como fazer. "Mostre-se focado naquilo e procure respostas. Lembre-se que o empregador paga por aquilo, pela solução de problemas."

Ainda segundo o especialista, um dos piores comportamentos, na visão de um chefe, é quando o funcionário começa a conversa com justificativas para explicar a razão de não conseguir executar um trabalho. "As empresas precisam de respostas, não de desculpas", alerta Cardim.


Para o especialista, os chefes também esperam que sua equipe tenha bons ouvintes, que saibam se colocar na posição dos colegas de outros departamentos, do presidente da empresa e até dos acionistas. "Isso dá ao profissional uma visão mosaica e faz com que ele comece a entender o papel do outro na corporação. Ao final deste processo, ele não dirá mais 'lá, na empresa tal', mas sim 'nós, na empresa tal'. O papel do profissional deve ser colaborativo", salienta .

Cardim lembra ainda que é importante para o chefe saber que o seu grupo conhece a cultura da empresa. Com essa informação, o funcionário terá mais clareza de até onde pode ir nas suas atividades.

Para os chefes, também é relevante saber que seus funcionários estão fazendo investimentos pessoais, como um curso voltado ao trabalho até frequentar uma academia. Se isso pode melhorar a vida do funcionário, pode ter reflexo positivo na sua vida profissional, com aumento de criatividade e mais disposição e conhecimento para resolver problemas e apresentar propostas.

O que seu chefe espera ouvir de você:

1) "A tarefa foi dada. Fique tranquilo que será cumprida. Estou acostumado a pressões"

2) "Surgiu um problema, mas tenho algumas ideias para resolvê-lo"

3) "Conheço a cultura da empresa e sei até onde podemos ir em uma negociação"

4) "Procuro me colocar no lugar do chefe, dos colegas de outras areas e até dos acionistas"

5) "Estou pensando em todas as possibilidades para reduzir os riscos"

O que você deve evitar dizer ao chefe:

1) "Depois do feriado eu entrego o que você me pediu"

2) "Não consegui resolver o problema"

3) "Isto não faz parte das minhas atribuições"

4) "Já está quase no meu horário e não posso fazer isto agora. Resolvo amanhã"

5) "Desculpe-me, mas não me preparei para a reunião"

7 de maio de 2014

Fifa ganha exclusividade de venda e deixa feirantes sem emprego na Copa do Mundo

Gladislene Conceição Duarte, 52 anos, há 11 anos retira o sustento da família da barraca de comida que mantém na tradicional Feira do Mineirinho, em Belo Horizonte. Ela e mais 400 expositores que trabalham no local tinham a expectativa de ganhar mais dinheiro durante a Copa do Mundo. Para a preparação da Copa das Confederações, contudo, ocorreu o inverso: a feira foi fechada e os vendedores ficaram sete meses sem ter onde trabalhar.
                Durante a Copa do Mundo, feirante e camelôs ficarão longe dos estádios.

“Fecharam sem falar com ninguém. Passei a maior necessidade nos sete meses em que fiquei sem trabalhar”, relembra Gladislene. “Na reforma do Mineirão, eles cadastraram todas as árvores que foram arrancadas para fazer o estacionamento coberto e tiveram que plantar outras. Com os trabalhadores, ninguém catalogou, não viu quantos tinha, o que faziam, para arrumar outro local", conta Taine Cevidanes, 52, também feirante no Mineirinho.

Hoje, eles querem ter o direito de vender seus produtos, inclusive durante a Copa do Mundo, mas estão diante das restrições estabelecidas pela Lei Geral da Copa (12.663/13). A lei assegura à Fifa e aos grupos por ela indicados a exclusividade de comercializar nas chamadas Áreas de Restrição Comercial, que agregam tudo o que existe em um perímetro até 2 km em volta dos locais oficiais de competição. De acordo com a lei, “a delimitação das áreas de exclusividade relacionadas aos locais oficiais de competição não prejudicará as atividades dos estabelecimentos regularmente em funcionamento, desde que sem qualquer forma de associação aos eventos”.

Os feirantes do Mineirinho, embora ali trabalhassem de forma regulamentada há 11 anos, não venderão artesanato, alimentação ou vestuário em volta do estádio. Durante o campeonato, eles ficarão no local em que se encontram desde que conquistaram a reabertura da feira, uma área localizada no bairro da Pampulha, fora da zona de restrição criada pela lei. “Nós também precisamos trabalhar, nós temos família para sustentar”, afirma Gladislene, que questiona o que considera privilégios das empresas organizadores do Mundial: “Como que deixam a Fifa mandar aqui dentro? Quer dizer que só a Fifa tem que ganhar e a gente não?”.



Taine Cevidanes considera uma vitória a conquista do espaço, mesmo que seja temporário. “Fecharam a feira sem negociação nenhuma para ela voltar, nós conseguimos a volta da feira. Trabalhamos até o dia 30 de março lá no Mineirinho, e de novo tivemos que sair para eles colocarem a estrutura da Fifa no local, e de novo não tínhamos para onde ir. Solicitamos esse local na Pampulha e fomos atendidos”, comemora o feirante, que participa do Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos, promovido pela Associação Nacional dos Comitês Populares da Copa, em Belo Horizonte.


A situação ocorre também nas demais cidades-sede da Copa, nas quais deve vigorar, um dia antes de todas as partidas de futebol, o que estabelece a Lei Geral da Copa. Além dos feirantes, os vendedores ambulantes não poderão oferecer produtos nas proximidades dos estádios. De acordo com pesquisa feita pela StreetNet internacional, que reúne organizações de vendedores informais de diversos países, faltam informações sobre as condições estabelecidas pela Fifa e sobre a Lei Geral da Copa. “Essa falta de transparência dificulta a compreensão dos riscos reais a que os vendedores informais estão expostos e, consequentemente, impede uma organização mais efetiva desses trabalhadores para ações futuras, pois acabam priorizando questões mais urgentes de caráter cotidiano”, diz o trabalho.

Reunidos no 3º Encontro Nacional de Ambulantes, que ocorre paralelamente ao Encontro de Atingidos, alguns desses vendedores relataram os impactos econômicos e sociais vivenciados nos últimos anos. Edson da Paz, 61 anos, que desde 1976 trabalha como vendedor ambulante em São Paulo, contou que a banca em que trabalhava há décadas foi removida. “De início, falaram que não podia mais ficar ali. Eu perguntei onde poderia ficar e eles não deram expectativa nenhuma, sendo que das outras vezes em que ocorreu remoção, sempre tinha uma opção. Agora, eu acredito que em nome da limpeza e pela vontade de mostrar um país que não tem deficiente físico, pobre ou ambulante, não teve”, diz o cadeirante e vendedor, que espera voltar ao local de trabalho após a Copa.

O encontro dos ambulantes aprovou o envio de uma carta à presidenta Dilma Rousseff. O documento relata que “nos últimos anos, por influência da organização da Copa do Mundo, vem sendo estabelecida uma política de cassação de licenças e de não emissão de novas licenças de comércio de rua”. Também cita que, desde 2011, a Comissão Nacional de Ambulantes tem denunciado violações de direitos e apresentado reivindicações para os governos locais e federal, bem como feito injunções na Fifa para que os ambulantes tenham o direito de trabalhar livremente. Agora, eles pedem uma reunião com a presidenta para discutir a situação.

Segundo o vendedor Ernani Francisco Pereira, 51 anos, os ambulantes “querem deixar de ser tratados como invisíveis. Nós gostamos de futebol, trabalhamos ao redor de um estádio, mas não podemos aceitar que a gente continue nessa situação, sem ter nada garantido”. Ele disse que os vendedores pretendem boicotar as marcas das empresas autorizadas pela Fifa. “Vão notar como os ambulantes fazem falta”, conclui.

6 de maio de 2014

Exxon Mobil lucra mais que o esperado por maior preço do gás natural

Petroleira registrou lucro de US$ 9,10 bilhões, ou US$ 2,10 por ação no primeiro trimestre.

A Exxon Mobil, maior petroleira de capital aberto do mundo, anunciou no dia 1º de maio lucro trimestral que superou por uma grande margem as expectativas do mercado, uma vez que o inverno rigoroso que atingiu os Estados Unidos impulsionou os preços do gás natural.

O inverno passado, que afetou grande parte dos EUA em janeiro e fevereiro, elevou o preço médio de venda do gás natural da Exxon Mobil nos EUA em 49%, ajudando a compensar uma queda na produção global.


Os preços do gás natural também aumentaram globalmente, apesar de o preço que a empresa recebe por seu petróleo bruto ter caído tanto nos EUA como internacionalmente.

A Exxon Mobil registrou lucro líquido de US$ 9,10 bilhões, ou US$ 2,10 por ação no primeiro trimestre, em comparação com US$ 9,50 bilhões, ou US$ 2,12 por ação, no mesmo trimestre do ano passado. Os resultados superaram as expectativas dos analistas de lucro de US$ 1,88 por ação.

A produção total caiu cerca de 6%, para 4,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed).

5 de maio de 2014

Wipro Technologies amplia seus investimentos no Brasil

A indiana Wipro Technologies, gigante da área de TI, vai expandir sua operação no Brasil. Está investindo cerca de R$ 80 milhões na ampliação do centro de produção e manutenção de Curitiba, que passará a atender todo o mercado latino-americano.

4 de maio de 2014

Errou na declaração do IR? Saiba como corrigir

                       Declaração retificadora pode ser feita até cinco anos após o erro.

Você aperta o botão de enviar e a declaração do Imposto de Renda segue para os arquivos da Receita Federal. Logo depois, vem a lembrança de que o saldo da sua conta bancária ficou de fora. Mas nada de pânico. Para fazer as pazes com o Leão, basta entregar a declaração retificadora.


Qualquer contribuinte que identifique falhas no preenchimento da declaração pode retificá-la a qualquer momento, observa o presidente do portal DeclareFacil, Vicente Sevilha Junior. “O processo de retificação consiste em pegar a declaração entregue anteriormente, modificar o que for necessário, excluindo ou incluindo informações, e depois enviá-la para a Receita”.

Para retificar, basta abrir o mesmo programa usado para enviar a declaração anterior, e clicar na opção Declaração Retificadora, que aparece na abertura do documento.

Quando o Fisco identifica possíveis erros no documento, também é preciso retificar. Qualquer contribuinte pode consultar como anda o status do processamento de sua declaração no site da Receita, explica Sevilha Junior. “Se você identificar que sua declaração está no status ‘Com Pendência’, poderá identifica-las e fazer sua retificação, se for necessário”, sugere.
                           Opção para fazer a declaração retificadora, que corrige erros.

Contudo, nem todas as pendências da Receita exigem fazer a retificação. É possível que a informação enviada esteja certa, mas o Fisco reteu o documento na malha fina para entender melhor alguns dados como, por exemplo, despesas médicas muito elevadas.


Se a retificação for feita antes do prazo de entrega (30 de abril), é possível inclusive mudar o modelo de tributação (simplificado ou completo). Mas se a correção for entregue após essa data, não é mais permitido alterar o modelo escolhido. A retificação pode ser feita até cinco anos após o envio do documento à Receita.

Como o Fisco prioriza o pagamento das restituições para quem entrega antes a declaração, lembra o especialista do DeclareFacil, a retificação pode atrasar o pagamento para os últimos lotes.

Não é preciso pagar multa para corrigir o problema, mas o tipo de informação que for modificada pode sim mudar o valor do imposto a pagar ou da restituição a receber. “Se vendi um veículo e esqueci de zerar seu valor, faço a retificação e não terei que pagar multa ou penalidade”, exemplifica Sevilha Junior.

Mas o caso é diferente quando, por exemplo, uma pessoa que teve dois empregos em 2013 só lembrou de informar um deles. Na retificação, quando incluir os rendimentos da empresa que foi esquecida, a base de cálculo do imposto vai aumentar, pois o total dos rendimentos será maior que a declaração anterior.

“Se eu tivesse um imposto de R$ 1 mil que recolhi em 30 de abril, ao incluir mais rendimentos, é provável que o imposto a pagar passasse para R$ 1,2 mil, fazendo com que eu tenha que recolher mais R$ 200”, diz o consultor. Neste caso, se o prazo para o pagamento do imposto (em 30 de abril) já passou, ao recolher a diferença haverá multa de 0,33% ao dia (limitada a 20%) mais os juros da Selic.​

3 de maio de 2014

Ex-vendedor de picolé vira dono de rede de milkshakes que fatura R$ 45 milhões

Clederson Cabral, sócio-fundador do Mister Mix: inquietação é uma das características do empresário.

Quando tinha apenas oito anos, Clederson Cabral vendia sorvete na rua. Debaixo do sol, carregava um isopor nas costas com 50 picolés e oferecia os produtos a motoristas no farol e moradores de Paulínia, interior paulista. Com o dinheiro, ajudava a família e juntava uns trocados para estudar. 


Hoje, aos 38 anos, é empresário, dono da franquia Mister Mix, de milkshakes. Em 2013, a rede faturou R$ 45 milhões com as 154 unidades distribuídas pelo Brasil.

"Além de vender sorvete, eu já trabalhei em lanchonete, padaria e vendi cachorro-quente na rua. Apesar de humilde, nunca deixei de estudar", recorda Cabral.

Com o dinheiro que juntou durante a infância e a adolescência, o empresário conseguiu cursar Administração de Empresas.

"Quando entrei na faculdade, minha vida mudou. Comecei a fazer estágio no Banco do Brasil e depois trabalhei na Ambev e na 51", orgulha-se.


Apesar de estar empregado, Cabral não deixou de lado o perfil empreendedor. Para juntar mais dinheiro, vendia relógios da China no trabalho e conseguia, segundo ele, ganhar quase o mesmo salário que recebia como administrador.

"Quando terminei um MBA de projetos, meu desejo de ter o próprio negócio veio com mais força. Lembrei da minha infância como sorveteiro e decidi abrir minha primeira unidade do Mister Mix em Porto Ferreira [interior de São Paulo]", conta ele, que conciliou o trabalho com a empresa durante alguns meses.

Quando abriu a terceira loja — todas no interior de São Paulo —, o empresário decidiu iniciar o projeto de franquia. Participou de cursos na Associação Brasileira de Franchising (ABF) e até fez MBA voltado ao franchising.

A primeira unidade franqueada foi lançada em 2008. Hoje, existem 153 unidades neste modelo. Apenas uma loja da rede é própria.

"Para tocar o projeto, vendi duas unidades e uma casa que tinha. Investi tudo no meu sonho de empreender", relata Cabral.

Considerado inquieto, o empresário — pai de duas meninas — acredita que é necessário persistência e determinação para ter sucesso no mundo dos negócios. "É preciso ter atitude. Nem todo mundo nasceu jogando bola", compara.


A rede Mister Mix registrou crescimento de 70% de 2012 para 2013 e deve registrar o mesmo índice de expansão neste ano, calcula o empreendedor.

"Nosso foco está na customização de sabores. Da mesma forma que eu misturava diversos sorvetes quando era criança, hoje eu permito que o cliente faça o mesmo com o milkshake. No Nordeste, temos até o sabor tapioca", pontua.

2 de maio de 2014

5 conselhos para quem vai comprar um carro

Dizem que o carro é a paixão do brasileiro. Pode até ser que seja, mas em qualquer país do mundo capitalista, a decisão pela compra de um veículo tem um forte componente emocional.
                 O melhor momento para comprar o carro é a hora certa para seu bolso.

Normalmente, o que acontece é o indivíduo ter vontade de ser dono de um Porsche, o dinheiro suficiente para um Up! da Volkswagen e acabar comprando um Corsa da Chevrolet achando que fez um ótimo negócio. Para o educador financeiro da Academia do Dinheiro, Mauro Calil, o carro ideal é aquele que cabe no seu bolso e não compromete o restante dos seus compromissos financeiros.

É justamente por ser uma decisão tão emocional que tantas vezes nos sentimos tentados a aproveitar aquela promoção imperdível, o final do prazo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o feirão de fábrica. E não é exagero. Em janeiro, o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Junior, foi categórico ao afirmar que a expectativa de aumento do IPI aumentou em 21,9% a venda de veículos em dezembro do ano passado.

O fato é que não tem momento ideal para comprar carro. Consultar o bolso e a família é o primeiro passo para acertar a hora de comprar um carro. “O momento certo é o seu momento”, diz Calil.

Confira os 5 conselhos do especialista Mauro Calil para quem quer acertar na compra do carro.

1 – Faça as contas

Pode parecer redundância, mas não é. Na hora de fazer as contas para avaliar se vai ou não comprar um carro, não se esqueça de contabilizar que, além da parcela, você terá gastos de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o seguro, o combustível e eventuais acidentes. Calil relembra que também faz parte da despesa a eventual desvalorização o veículo. “Um carro de R$ 30 mil, acaba custando R$ 1 mil por mês, se você tem um salário líquido de R$ 1,5 mil, por exemplo, não sobra muito para os gastos diários”, explica.
                              Receba os juros de um investimento em vez de pagá-los.

2 – Compre um carro para o bolso

Sabe aquele papo de “preciso comprar um carro que comporte minha família”? Esqueça. Essa é mais uma daquelas desculpas que damos a nós mesmos para avançar um pouquinho no valor do bem adquirido.

Calil lembra que a maior parte dos automóveis populares já serve famílias, com cinco lugares e um bagageiro pequeno e suficiente para viagens curtas. “O que tem de determinar a mudança é a faixa de renda, não o crescimento ou redução da família”, diz.

3 – Acumule primeiro, compre depois

Nós sempre desejamos é que a realização de sonhos seja imediata. No entanto, se você não precisa de um veículo para gerar sua renda, é melhor receber os juros em vez de pagá-los. Ter o valor para a compra do carro aplicado na poupança antes de levá-lo à garagem vai reduzir o efeito da compra no seu bolso. “Todo mês tem um feirão, uma promoção, uma condição especial. Se você tiver o dinheiro guardado, vai dar para aproveitar boas oportunidades sem custo adicional”, explica o especialista.
                                                  Financie no máximo em dois anos.

4 – Procure financiamentos curtos

Se não for esperar, pelo menos, escolha os financiamentos de prazo mais curto, de, no máximo, dois anos. Calil explica que os juros multiplicam o valor do veículo e o tempo reduz o valor do seu carro, diferentemente do investimento em imóveis, em que o bem se valoriza. “Com um financiamento de cinco anos, você pagou dois carros e o seu vale metade”, explica.

5 – Cuide bem do que já é seu

Se desistiu de trocar de carro por enquanto, não largue sua máquina ao relento. Essa é a hora de investir em uma manutenção adequada para que o veículo não gere mais despesas de manutenção até que você troque por outro. “Essa história de ir dando jeito faz as pessoas perderem mais dinheiro”, comenta o educador financeiro.

1 de maio de 2014

Hello Kitty faz 40 anos e inaugura loja virtual para fãs no Brasil

Para comemorar o aniversário de 40 anos da gatinha mais famosa do mundo, a empresa japonesa Sanrio organiza ações em vários países. No Brasil, a marca inaugura uma loja virtual com produtos da personagem destinados aos fãs.

O slogan da campanha por aqui é 'Arigato, abrace muito', que tem como principal alvo o público feminino de diversas faixas etárias, de crianças a senhoras maduras. A oferta de produtos para o público adulto é uma das grandes apostas da marca.


De acordo com a Sanrio, a expectativa é de que os negócios que envolvem a personagem cresçam em torno de 10% em 2014 no Brasil, principal mercado da marca na América Latina.

A nova loja virtual disponibiliza cerca de 800 produtos que estampam a personagem, entre eles camisetas, squeezes, chaveiros e capas de iPhone e iPad. Hello Kitty foi criada em 1974 pela designer japonesa Yuko Shimizu.

A personagem foi patenteada pela Sanrio dois anos depois, e hoje é conhecida mundialmente.