14 de setembro de 2012

Investimento recua no governo Dilma

Apesar de presidenta ter objetivo de levar taxa de investimento a 23% do PIB, ela passou de 19,46% no início do mandato a 18,33% em junho de 2012.

A taxa de investimento da economia brasileira caiu quase o tempo todo durante o governo de Dilma Rousseff, indo na direção contrária ao objetivo da presidente de levá-la ao nível de 22% a 23% do Produto Interno Bruto (PIB). Dilma iniciou seu mandato com uma taxa de investimento acumulada em quatro trimestres de 19,46% do PIB, que caiu para 18,83% em junho de 2012, tornando cada vez mais difícil alcançar o objetivo.


Para a maioria dos economistas, é preciso chegar a pelo menos 22% de taxa de investimento para sustentar um ritmo de crescimento aceitável para a economia brasileira. Diversos países emergentes têm taxas superiores a 20%, e mesmo a 30% ou 40% do PIB (caso da China). Muitos analistas consideram que uma taxa de investimento de 22% ou 23% do PIB no Brasil tornaria viável um crescimento equilibrado e sustentável em torno de 4% ou até 4,5% ao ano.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu governo com taxa de investimento de 16,4% do PIB, e a levou até 19,5% em 2010, pelos dados das contas nacionais anuais. Nas contas nacionais trimestrais, a taxa de investimento em quatro trimestres saiu de 19,46% do PIB em dezembro de 2010, ao fim do governo Lula, para 19,52% em março de 2011, início do governo Dilma. A partir daí, ela caiu em todos os trimestres da administração da presidente.

Nenhum analista responsabiliza a gestão de Dilma pela queda da taxa de investimentos, que é um indicador que depende de fatores estruturais de longo prazo ou de oscilações conjunturais da demanda - em nenhum caso, algo que possa ser atribuído diretamente ao governo de plantão.

13 de setembro de 2012

BNDES empresta R$ 336 milhões para a indústria do fumo, em cinco anos

Mesmo tendo assinado acordo para reduzir e prevenir o tabagismo, País empresta, por meio do banco de fomento, tanto para grandes indústria quanto para pequenos produtores.

A movimentação de recursos públicos para o setor de fumo no País retrata em números o descompasso dentro do governo na condução das regras da Convenção-Quadro do Tabaco - acordo internacional para reduzir e prevenir o tabagismo no mundo, assinado pelo Brasil. Entre 2006 e 2012, os cofres federais reservaram apenas R$ 22,4 milhões para ajudar pequenos fumicultores a diversificar suas culturas.


Isso representa apenas 6,6% do valor que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou para a agroindústria do fumo: R$ 336 milhões entre 2006 e 2011. "Uma migalha para uns, um banquete para outros", compara a diretora executiva da Aliança de Controle do Tabagismo, Paula Johns.

O BNDES informou não haver uma política específica de fomento ao setor fumageiro. Os empréstimos realizados, informa o banco, foram feitos dentro de uma linha de crédito geral para a agricultura. Recebe quem faz o pedido certo na hora certa.

Para o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf), Marcos Rochinski, é uma estratégia que deixa evidente as contradições do governo. Ele conta que, além dos projetos de diversificação de fumo, restam aos pequenos fumicultores linhas de crédito como o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). "As opções são bem mais limitadas. E sem ajuda fica difícil mudar. É preciso uma ação forte de indução para ajudar o fumicultor a encontrar alternativas viáveis."

12 de setembro de 2012

Eike Batista: “O interesse [pelo SBT] é real”


No evento de lançamento do site de sua namorada, Flávia Sampaio, bilionário disse que está cansado de notícias de violência.
                                            Eike Batista: interesse em comprar o SBT.

O empresário Eike Batista, em rápida conversa com jornalistas presentes ao lançamento do site de venda de roupas Powerlook, administrado por sua namorada, a advogada Flávia Sampaio, disse na tarde do dia 04 de setembro que tem interesse na compra do SBT.


“Não há uma negociação concreta, mas o interesse é real. Estou cansado de notícia ruim e gostaria de ter um canal que se dedique mais às notícias boas”, disse.

O bilionário acha que nossos meios de comunicação só mostram casos de violência.


“Los Angeles é uma cidade muito violenta, mas quando pensamos nela só lembramos do glamour. Para mim o mundo é rosa, sou um positivista”, afirmou. “Turistas deixam de vir ao Rio por causa dessas notícias. Gostaria de ver uma programação mais dedicada à saúde, educação”, explicou. “Ter certa mídia pode ser bom”, completou.

11 de setembro de 2012

Candidatos a emprego precisam conquistar 'robôs' em processo seletivo


"Entrevistas presenciais vão cada vez mais ficar restritas às partes finais das etapas de contratação, porque demandam muito tempo e custos para ambas as partes", diz consultor.
Entender as novas ferramentas usadas pelos empregadores aumenta a chance de emprego.

Com o aumento das influências da tecnologia nos processos de recrutamento das empresas, entrevistas individuais para conseguir um emprego parecem cada vez mais coisas do passado.

Entre as novidades, estão jogos de computador, onde o candidato tem que escolher entre várias opções, ou achar soluções para problemas diante de um olhar inquisidor do chefe virtual.

Outro programa grava pela webcam as respostas do candidato a perguntas.

Especialistas apontam que o contato humano deverá ser muito reduzido nos processos seletivos.

"Entrevistas presenciais vão cada vez mais ficar restritas às partes finais das etapas de contratação, porque demandam muito tempo e custos para ambas as partes", diz o consultor de recrutamento no grupo BIE, Gordon Whyte.

No entanto, ele não acredita que encontrar pessoalmente com o futuro contratado vai desaparecer completamente do processo.

"Você pode imaginar contratar alguém para liderar uma organização, ou para uma posição de atendimento presencial ao cliente sem nunca ter visto o candidato pessoalmente?

Automatizado

Isto significa que quem busca emprego vai ter que observar muito mais cuidadosamente aos anúncios da vaga, pois muitas firmas já usam sistemas que analisam os currículos em busca de palavras-chave.

"Ninguém lê mais 500 currículos, tudo está automatizado", revela Whyte.

Ele diz que os candidatos podem aumentar em muito sua chance de conseguir o emprego ao entender as ferramentas usadas pelas empresas para filtrar as inscrições.

Entre elas, estão softwares capazes de detectar inconsistências nos currículos.

A empresa de recursos humanos NorthgateArinso desenvolveu um programa que cruza dados e informou que foram encontradas mentiras em 71% das informações fornecidas por candidatos.

Embora o contato humano esteja diminuindo nos processos seletivos, paradoxalmente, as novas tecnologias permitem construir mais relacionamentos com futuros interessados a vagas de emprego.

Parece ser apenas uma questão de tempo até que as redes sociais desempenhem um papel de liderança no recrutamento, por meio da criação de "bancos de talentos digitais".

Os empregadores estão aprimorando o uso destas redes.

"O recrutamento social pelo LinkedIn, Facebook, Twitter e outras mídias permite as empresas melhorar exponencialmente o círculo de talentos potenciais ao estimular funcionários a compartilhar ofertas de empregos com seus contatos relevantes", diz Dann Finnigan, CEO da empresa de recursos humanos Jobvite.

Ele diz que este processo é mais rápido, barato e resulta na contratação de pessoas mais compatíveis com a cultura da empresa.

Com isso, quem busca emprego terá que ter uma postura nas redes sociais condizente com a posição que almejam.

No entanto, Gordon Whyte acredita que há limites no uso da tecnologia.

"Comunicação não-verbal e física, habilidades de persuasão entre outras ainda requerem pessoas reais, aptas a encontrá-las", conclui ele.

10 de setembro de 2012

Apple vale mais que 13 maiores empresas brasileiras juntas

Na comparação com outras gigantes de tecnologia, companhia supera soma de Google, Intel, Facebook, HP e outras; veja infográfico.

A Apple parece não ter rivais que ameacem seu posto de maior empresa do mundo em valor de mercado . Na semana passada, a soma do preço de todas as ações da companhia passou dos US$ 630 bilhões, aumentando a distância para a segunda colocada, a Exxon Mobil, que vale por volta de US$ 400 bilhões. Na comparação com outras gigantes de tecnologia, ela é maior que a soma de Google, Facebook, Intel, HP, Amazon, eBay, Yahoo, Dell, AOL e Groupon.

A atual cotação das ações da Apple fazem dela a empresa com maior valor de mercado da história. A marca foi atingida em agosto , após a companhia superar o recorde anterior da rival Microsoft, que chegou a valer US$ 616 bilhões no final de 1999, antes do estouro da bolha da internet, mas agora é avaliada em US$ 254 bilhões.

Pode parecer algo fora da realidade, mas o valor de mercado normalmente reflete os resultados das companhias. Por exemplo: a Apple vale aproximadamente três vezes mais que o Google (veja no infográfico), enquanto seu lucro no último trimestre (US$ 8,8 bilhões) também foi mais ou menos três vezes maior que o do Google (US$ 2,8 bilhões).

Veja quantas gigantes corporativas "cabem" dentro da Apple.
Desde que as bolsas começaram a se recuperar da turbulência de 2008, os papéis da Apple acumulam uma alta histórica. A valorização da companhia foi ainda mais intensa no último ano, quando foi comandada por Tim Cook, substituto do fundador Steve Jobs. No primeiro ano com o novo presidente, a empresa se valorizou nada menos que 76,3%.

Mas especialistas do mercado avaliam que os principais desafios do executivo estão reservados para o próximo ano. Até agora, os produtos lançados haviam sido planejados na gestão Jobs (como o iPhone 4S), ou não trouxeram grandes novidades (como o novo iPad). Agora, com a briga pelo mercado de smartphones cada vez mais acirrrada, as inovações serão de total responsabilidade de Cook. 

Ainda assim, o consenso entre os analistas, segundo o sistema da bolsa eletrônica Nasdaq, é recomendar a compra das ações da Apple. Ou seja, eles acreditam que as cotações devem subir ainda mais. Atualmente, uma ação da companhia vale por volta de US$ 660, e o banco de investimentos Jefferies recentemente elevou o preço-alvo do papel para US$ 900. Se algo próximo disso acontecesse, a gigante californiana quebraria – mais um vez – todos os recordes do mercado.

9 de setembro de 2012

State Grid quer investir US$ 5 bilhões no Brasil até 2015


Presidente da filial brasileira defende uso da experiência da companhia chinesa para modernização da rede.
Empresa chinesa State Grid busca expansão no Brasil por meio do setor de transmissão.

A empresa chinesa de energia State Grid quer investir US$ 5 bilhões (R$ 10 bilhões) no Brasil até 2015 e vê oportunidades em todos os segmentos do setor elétrico no país, afirmou o presidente da unidade brasileira da companhia, Cai Hongxian.

"Existem muitas oportunidades de investimento em geração, transmissão e distribuição", disse o executivo à Reuters no dia 03 de setembro, por telefone.

"A State Grid quer ser tratada como uma empresa local. Nós agimos como um 'player' local e queremos ser tratados como tal."

No segmento de distribuição de energia, Cai considera que a State Grid pode colaborar com sua experiência nessa área na China para ajudar na modernização das redes no Brasil, embora não identifique atualmente nenhuma oportunidade firme de aquisição.

"Estamos muito interessados em expandir os nossos negócios no Brasil. Mas, neste momento, estamos focados em transmissão."

A State Grid chegou a avaliar os ativos do Grupo Rede Energia no passado, porém definiu que a aquisição não seria atrativa.

Atualmente, o grupo chinês não tem uma posição definida sobre o Grupo Rede, com dívidas de R$ 5,7 bilhões e que teve oito de suas nove distribuidoras com intervenção decretada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 31 de agosto.

Cai considera que existem desafios para administração de empresas de distribuição em áreas de pouca densidade demográfica, como é o caso de algumas unidades do Grupo Rede.

A forma de entrada da State Grid no negócio de distribuição de energia no Brasil não está claramente definida, mas Cai mencionou, por exemplo, serviços de consultoria.

O presidente da State Grid Brazil Holding disse que é preciso haver algum tipo de mudança para estimular maior investimento na modernização das redes de distribuição de energia no país, mas não entrou em detalhes.

O grupo chinês desembarcou no Brasil em 2010, quando comprou ativos da Plena Transmissora. Em maio deste ano, arrematou sete linhas de transmissão de energia no país da espanhola ACS.

Entre as duas aquisições, a State Grid participou de leilões de linhas de transmissão.

Em dezembro passado, venceu um lote para construção de duas substações em consórcio formado com a estatal Furnas, do grupo Eletrobras. Em março deste ano, deu o melhor lance por dois lotes de transmissão que farão a interconexão das hidrelétricas do rio Teles Pires, desta vez em parceria com a paraense Copel.

LEILÕES

A State Grid pretende ir ao leilão de transmissão de energia que licitará sistemas que fazem parte da conexão relacionada à hidrelétrica Belo Monte, chamados "pré-Belo Monte", que é o próximo certame esperado para 2012

"Sim, estamos avaliando a participação com um parceiro local", disse Cai, acrescentando que a empresa ainda não definiu a parceria nem quais lotes irá disputar.

A State Grid também tem interesse em disputar o leilão de energia A-5, que contratará energia a ser entregue a partir de 2017 e está marcado para outubro, na disputa pelas hidrelétricas - algo que marcaria a entrada da empresa chinesa no segmento de geração no país.

8 de setembro de 2012

Índice de serviços da China em agosto atinge menor nível em 9 meses

Índice de Gerentes de Compras caiu para 49,2 pontos em agosto, ante os 50,1 pontos registrados em julho sinalizando que a segunda maior economia do mundo está enfrentando dificuldades diante da situação global.

O Índice de Gerentes de Compras da China (PMI) caiu para um número menor que o esperado de 49,2 pontos em agosto, ante os 50,1 pontos registrados em julho, segundo dados oficiais divulgados no dia 1º de setembro, em um resultado que possivelmente reafirmará a necessidade de medidas de política monetária para fomentar o crescimento.

O PMI oficial caiu para abaixo dos 50 pontos - que separa a expansão da contração - pela primeira vez desde novembro de 2011, em um sinal mais recente de que a segunda maior economia do mundo está enfrentando dificuldades diante da situação global.


Economistas consultados em uma pesquisa da Reuters nesta semana esperavam que o PMI oficial de agosto caísse para 50 pontos.

A China baixou taxas de juros em junho e julho e tem injetado capital nos mercados para aliviar as condições de crédito e apoiar a economia que registrou seu sexto trimestre consecutivo de menor crescimento no período de abril a junho.

Mas analistas estão divididos sobre se isso será suficiente para evitar que a desaceleração se estenda pelo sétimo trimestre.

7 de setembro de 2012

XXII ENBRA e VIII Congresso Mundial de Administração

Na edição de nº. 97 da Revista do CRA/RJ em reportagem de capa aborda
"XXII ENBRA e VIII Congresso Mundial de Administração: Venha refletir sobre os princípios do Pacto Global aplicados nas Organizações."

Clique aqui e leia na íntegra a edição nº. 97 da Revista do CRA/RJ

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Fonte: CRA/RJ


Aumento de imposto entra em vigor na Espanha para combater déficit público

Alta do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), cuja taxa principal passa de 18% a 21%, entrou em vigor no dia 1º de setembro.

O aumento do IVA na Espanha, cuja taxa principal passa de 18% a 21%, anunciada em julho pelo governo conservador de Mariano Rajoy, entrou em vigor no dia 1º de setembro como parte de uma política de austeridade sem precedentes destinada a reduzir o déficit público a 6,3% do PIB.

Depois de ter rejeitado por muitos meses a adoção da medida, defendida pela Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), Rajoy anunciou em 11 de julho que o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) aumentaria a partir de 1º de setembro.


A taxa principal do imposto passa de 18% a 21%, enquanto a reduzida, aplicada a setores como turismo e transporte, aumenta de 8% a 10%. A menor faixa do imposto permanece em 4% para produtos de primeira necessidade, que incluem alimentos, medicamentos e livros.

Mas a menor taxa deixa de ser aplicada a certos produtos, como parte do material escolar, o que eleva em 17% o IVA deste setor, o que preocupa muitos pais de alunos, já afetados pelos estragos da crise que elevou o índice de desemprego a 24,6%.

6 de setembro de 2012

Ouro supera Bolsa e se torna a melhor aplicação de agosto

Metal, que foi a melhor opção do primeiro semestre e que já tinha fechado 2011 como investimento mais rentável, voltou a se confirmar na preferência dos investidores.

O ouro desbancou a bolsa (que foi a melhor aplicação de julho ) e se tornou a opção que mais trouxe retorno ao investidor em agosto, após subir 4,67% no mês. Com isso, o metal, que foi também a melhor alternativa do primeiro semestre e já tinha fechado 2011 como investimento mais rentável , voltou a se confirmar na preferência dos investidores em momentos de crise, que recorrem ao ouro quando buscam aplicações seguras. 

Em agosto, o metal registrou grande valorização no exterior, e continua sendo uma opção conservadora para a diversificação, explica o administrador de investimentos Fábio Colombo. "O ouro é reflexo do que acontece lá fora. Como a situação está conturbada, os investidores se refugiam no ouro", afirma. O metal vem tendo uma escalada de alta e já soma ganhos de mais de 12% no ano. 


O ouro é uma opção de investimento com pouca liquidez no mercado interno, por isso as cotações podem ser um pouco imprecisas. O preço do metal, no Brasil, é composto por duas variáveis: o preço do dólar e a cotação do ouro no exterior. Assim, a alta do dólar nos últimos meses também colabora para a valorização do ouro.

Com o bom desempenho no mês, o metal superou a alta da Bovespa (+ 1,72%), do euro (+ 1,39%), de títulos e fundos de renda fixa e da poupança. O dólar encerrou o mês com queda de 0,83%.

Da metade do mês para a frente, as bolsas registraram uma pressão positiva de recuperação, na expectativa de que "algum coelho sairia da cartola" e ajudaria a solucionar a crise da dívida da zona do euro, explica Pedro Galdi, economista-chefe da corretora SLW. "Nessa semana, os mercados aguardaram a reunião dos presidentes dos Bancos Centrais dos Estados Unidos, e o pronunciamento do presidente do Fed (Federal Reserve, banco central americano), que acabou não falando nada", afirma.


No discurso, Ben Bernanke afirmou que o banco central vai agir "conforme necessário" para fortalecer a recuperação. No entanto, deixou claro que é preciso ver os prós e contras da adoção de mais estímulo monetário, embora tenha indicado que os custos podem valer a pena.

Mesmo com a falta de novidades, alguns indicadores melhores que o esperado ajudaram a dar ânimo aos mercados no mês, em especial os referentes aos Estados Unidos. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano foi revisado para cima, de 1,5% para 1,7% , no segundo trimestre. 

Os investidores também esperavam que o Banco Central Europeu definisse seu plano de intervenção nos mercados da dívida da Espanha e da Itália, e isso não ficou esclarecido, ressalta Colombo. 

Já no Brasil a informação mais importante foi a divulgação do PIB, no dia 31 de agosto, que mostrou avanço de 0,4% no segundo trimestre na comparação com o primeiro trimestre do ano. 

No próximo mês os investidores seguirão atentos às novidades sobre as intervenções do BCE e procurarão mais informações sobre o plano de socorro ao setor bancário da Espanha. Além disso, continuarão aguardando uma sinalização do Fed de que vai adotar medidas de afrouxamento monetário.

Confira as melhores aplicações nos meses anteriores de 2012:

Janeiro: Bovespa (+ 11,1%)

Fevereiro: Bovespa (+ 4,34%)

Março: dólar e euro (+ 6,5%)

Abril: ouro (+ 5,3%)

Maio: dólar (+ 5,8%)

Junho: ouro (+ 2,33%)

Julho: Bovespa (+ 3,2%)

Primeiro semestre: ouro (+ 8,8%)