13 de abril de 2013

Inadimplência cresce 10,58% em março

As dívidas com as compras de Natal associadas aos pagamentos de impostos de início de ano contribuíram para que a inadimplência encerrasse o primeiro trimestre em alta.

Segundo números divulgados no dia 09 de abril pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a taxa de inadimplência do consumidor cresceu 10,58% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O número representa aceleração em relação a fevereiro, quando o aumento havia atingido 6,65%. De janeiro a março, a inadimplência cresceu 9,68% em relação aos primeiros três meses de 2012.

Apesar do aumento, o presidente da confederação, Roque Pellizzaro Junior, não acredita que a inadimplência esteja fora de controle. Segundo ele, além de março ser um mês tradicional de crescimento nas dívidas em atraso, o desempenho das vendas, que continuam aquecidas, contribuiu para o aumento.

“Historicamente, a inadimplência tem picos em março, por causa das dívidas do Natal e de compromissos obrigatórios no início do ano, como IPTU e IPVA. Mas parte desse aumento também está associada à expansão do consumo e das vendas. Se as vendas aumentam, parte dela necessariamente se refletirá em aumento da inadimplência”, declarou.

Dentro do controle 

Segundo Pelizzaro, um dos fatores que mostram que a inadimplência não está fugindo do controle é o índice de recuperação de crédito (pessoas que pagam as dívidas em atraso), que cresceu 7,96% em março ante o mesmo mês do ano anterior. No primeiro trimestre, a alta acumulada soma 7,47% em relação aos três primeiros meses de 2012.

Para o dirigente da confederação, a estabilidade no mercado de trabalho (com o desemprego em queda) e o aumento da renda média trazem um ambiente de confiança para que os brasileiros consigam quitar as dívidas e a inadimplência não fuja do controle.

“A inadimplência está crescendo, mas associada à recuperação de crédito, está em níveis aceitáveis. Não vejo risco de que a inadimplência dispare”, disse.

12 de abril de 2013

Consumidores e comerciantes reclamam do preço do tomate


"Um quilo de tomate a quase R$ 10 é um absurdo", critica a doméstica Selma Santos Gonçalves, que trabalha em uma casa no bairro do Humaitá, zona sul do Rio. Ela disse que para quem cozinha e quer botar na mesa uma salada todo dia fica muito caro.

"Eu vejo quanto a minha patroa gasta para comprar. Estou vendo que também a alface está com o preço salgadinho", comentou. Segundo Selma, o jeito é mudar o cardápio. "Muda sim. Tem que mudar por causa o preço. Se não dá para uma coisa, a gente tem que trocar e colocar outra que está mais em conta", aconselhou.


Adriano Casares Gomes começou a trabalhar como feirante em 1960 e a mulher dele, Lucília Souza Gomes, três anos depois, sempre vendendo tomates em feiras livres nos bairros do Lins de Vasconcelos, do Engenho de Dentro e da Penha, todos no subúrbio do Rio.

O casal de portugueses da região de Trás-os-Montes disse que nunca viu o produto com o preço tão alto."Bateu o recorde. Todo ano, nesta época, o produto sobe, mas este ano foi demais, ultrapassou o limite", completou Adriano.
         Para o economista André Braz, o preço do tomate deve começar a cair em abril.

Lucília tem 80 anos e diz que os dois são os feirantes mais antigos. Ela lembrou que o casal ainda tem outros custos, como a compra dos saquinhos para o consumidor levar os tomates e o aluguel do tabuleiro para expor o produto na feira.

Eles disseram que compram o produto na Central de Abastecimento (Ceasa), em Irajá, onde chegaram a pagar R$ 160 pela caixa do tomate. Na avaliação deles, para os fregueses comprarem com preço mais baixo, teriam que encontrar a caixa por no máximo R$ 60. "Nesta semana baixou um pouco e chegou a ficar em R$ 100. Se chegar a R$ 60 a gente consegue vender a R$ 5", contou Adriano, que estava vendendo o quilo do produto por R$ 8 no dia 05 de abril, no Lins de Vasconcelos.

Na zona sul do Rio, Carlos Antônio Soares trabalha em uma mercearia dentro da Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal) de Botafogo e também sofre com a alta do preço do produto. Lá, o quilo do tomate chegou a quase R$ 11. "O pessoal reclama muito e diminui a quantidade devido ao preço. Quem comprava dois quilos compra meio quilo, mas já começou baixar", disse Soares, que estava vendendo o quilo a R$ 9,80.

Para o economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz, o preço do tomate, que sofreu aumento de 150% nos últimos 12 meses deve começar a cair em abril. "O pico de preço foi em janeiro.

A perspectiva é de queda do preço do produto nos próximos meses." Braz disse que por causa de outros fatores, como o aumento do custo da mão de obra e do diesel, o consumidor ainda vai encontrar o produto com preços elevados, mas perceberá uma queda em relação aos registrados entre janeiro e março. "A alta em janeiro, fevereiro e março é natural por que tem o período de entressafra de vários protudos, mas a do tomate é marcante."

O economista destacou que em 2010 e 2011 o produtor não teve um bom retorno com o tomate e o reflexo foi a redução da área plantada, que contribuiu para a elevação do preço no início de 2013. "A redução da área plantada foi notada especialmente em 2012, que teve a área inferior a de 2011", completou.

Na avaliação de André Braz, este foi um fenômero nacional. "Praticamente todas as cidades sofreram com a falta do produto. No Nordeste a alta ficou em 30%, na mesma dimensão de 2011", explicou.

11 de abril de 2013

Pagar IR à vista é melhor que parcelar, dizem especialistas

                                          Contribuinte pode parcelar IR em oito vezes.

Parcelar o pagamento do Imposto de Renda pode ser mau negócio e só vale para quem não puder pagar à vista. O alerta é de especialistas contábeis, que afirmam que os juros cobrados são muito altos: 1% ao mês, mais a taxa básica de juros (Selic).

Rogério Kita, sócio diretor da NK Contabilidade, explica que o contribuinte tem a opção de parcelar o pagamento do imposto em até oito vezes. “Quem entregou a declaração até 30 de março pôde escolher o débito automático em conta. Quem ainda não declarou deve agora imprimir um guia de pagamento por meio do programa da Receita (Darf) e optar por cota única ou parcelas”.

A cota mínima mensal é de R$ 50 e os juros só passam a incidir a partir da segunda parcela, lembra o especialista.

Para saber quanto de juros será cobrado em cada prestação do Imposto de Renda, o Fisco fornece um aplicativo chamado Sicalc (http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/darf/sicalc.htm ), que permite calcular a taxa Selic do mês.

POUPANÇA

Segundo o coordenador de ciências contábeis da faculdade Santa Marcelina, Reginaldo Gonçalves, o contribuinte que tiver dinheiro aplicado na poupança deve aproveitar para pagar o Imposto de Renda à vista. “Vale à pena tirar dinheiro desta aplicação, porque o rendimento é apenas 70% da taxa Selic”, explica.


Após um ciclo de queda que levou a taxa básica de juros aos atuais 7,25%, o Banco Central acena para uma retomada de altas, que podem levar a Selic a 8,5% até o fim do ano. Se a previsão se confirmar, o parcelamento o IR ficará ainda mais salgado para o contribuinte.

10 de abril de 2013

Preço do etanol sobe em 13 Estados e no Distrito Federal, diz ANP


Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em 11 Estados, ficaram estáveis em três e subiram em outros 13 e no Distrito Federal na semana encerrada em 05 de abril, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


No período de um mês, os preços do etanol caíram apenas no Amapá, Mato Grosso e Roraima.
Maior alta semanal foi verificada no Espírito Santo, enquanto que a maior queda ocorreu na Bahia.

Em São Paulo, principal Estado consumidor, as cotações subiram 0,30% na semana (R$ 1,948 o litro). No período de um mês, registram alta de 0,26% nos postos paulistas.

A maior alta semanal foi verificada no Espírito Santo (1,60%), enquanto que a maior queda aconteceu na Bahia (-0,47%). No mês, os preços subiram mais em Tocantins (2,64%) e caíram mais em Mato Grosso (-4,23%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,58 o litro, no Estado de São Paulo. O preço máximo foi de R$ 3,16 por litro, registrado no Pará. Na média, o menor preço foi R$ 1,948 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado no Acre, a R$ 2,641 o litro.

9 de abril de 2013

Governo garante oferta de hotéis até a Copa do Mundo

O governo federal garante que, até o início da Copa do Mundo, em junho de 2014, as 12 cidades que receberão jogos do mundial terão 109 novos meios de hospedagem, como hotéis, resorts, pousadas, hotéis e albergues, prontos. Com isso, serão ofertados 19.036 quartos a mais na rede hoteleira para atender a demanda extra que será produzida pelo evento esportivo.
       No dia 05 de abril, as 12 cidades-sede contam com 5.510 meios de hospedagem.

Os dados fazem parte de levantamento inédito realizado pelo Ministério do Turismo. Hoje, as 12 cidades-sede contam com 5.510 meios de hospedagem, universo que deve subir para 5.619 locais caso todos os previstos pelo governo federal efetivamente saiam do papel. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as 12 cidades têm, hoje, 567,1 mil leitos.

Segundo o secretário executivo do Ministério do Turismo, Valdir Simão, a oferta de hospedagem será capaz de atender a chegada dos turistas previstas pelo governo. De acordo com estimativa oficial, cerca de 600 mil turistas estrangeiros e outros 3,1 mil turistas brasileiros vão visitar as 12 cidades-sedes na Copa do Mundo no ano que vem.

"Metade dos turistas brasileiros e quase um terço dos estrangeiros vão se hospedar na residência de familiares ou amigos, então, a demanda efetiva pelos meios de hospedagem será menor", diz Simão. Mesmo assim, os técnicos do ministério fecharam planos com cada uma das cidades-sedes para criar alternativas caso, no sorteio das seleções de futebol, algum município fique sobrecarregado. "Imagine se a seleção da Argentina seja sorteada a jogar em Porto Alegre? A demanda lá será maior, então precisamos ter alternativas", diz o secretário executivo do Turismo.


Entre as opções, o governo federal trabalha com residências que possam ser transformadas temporariamente em albergues e com meios de hospedagem que ficam nas regiões metropolitanas das capitais. De acordo com levantamento do IBGE contratado pelo Ministério do Turismo no ano passado, de todos os estabelecimentos existentes nas capitais, 85,5% encaixam-se nos padrões de médio e baixo conforto e qualidades dos serviços. Apenas 14,5% foram considerados de luxo ou muito confortáveis.

Segundo o Ministério do Turismo, os meios de hospedagem contrataram R$ 633,9 milhões em financiamento público para construção e reforma de seus empreendimentos.


Além disso, deve ser anunciada na próxima semana nova leva de vagas no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. O programa, que qualifica trabalhadores ligados à Copa, como garçons, camareiras e funcionários de hotéis em geral, deve consumir mais de R$ 30 milhões neste ano.

8 de abril de 2013

América Latina deve crescer entre 3,6% e 3,7% em 2013, informa Cepal

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) reduziu levemente a projeção de crescimento da região para entre 3,6% e 3,7% neste ano, desde a previsão de 3,8% feita em dezembro, disse a secretária-executiva da entidade, Alicia Bárcena.

Os dados atualizados, que serão publicados na próxima semana no relatório trimestral macroeconômico da Cepal, refletem um menor crescimento de alguns países da América Latina e o Caribe.

"Achamos que alguns países não vão alcançar o nível de crescimento que esperávamos", disse Bárcena, acrescentando que é mais provável que finalmente o número médio da região seja de 3,6%.

Cautela 

"Esperamos que Argentina e Brasil irão melhor, mas somos cautelosos em nossas projeções porque obviamente o que vemos com muita clareza é que a Europa vai continuar em recessão", acrescentou.

Bárcena acrescentou que a Europa registrará uma contração de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB).

"Isso para nós impacta muito, sobretudo no canal comercial. Até que tenhamos uma clareza para onde vai o contexto mundial, continua sendo ainda um contexto muito incerto", garantiu a chefe da Cepal.

7 de abril de 2013

Relação etanol e gasolina tem maior nível desde dezembro de 2011 em SP


A relação entre o valor médio do etanol e o preço médio da gasolina alcançou o nível médio de 71,27% no fim de março na cidade de São Paulo, segundo levantamento divulgado no dia 03 de abril pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O número apurado no mês passado superou os 69,82% em fevereiro e atingiu o maior nível mensal desde dezembro de 2011, quando a relação foi de 71,86%.
Uso do etanol deixa de ser vantajoso quando seu preço representa mais de 70% do valor da gasolina.

De acordo com especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor a etanol é de 70% do poder dos motores à gasolina.

Em entrevista à Agência Estado para comentar o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de março, o coordenador do indicador, Rafael Costa Lima, disse que o aumento da relação entre os combustíveis tem ligação com a entressafra da cana-de-açúcar.

"E olha que isso está acontecendo depois de um aumento da gasolina", comentou, ressaltando que, sem o reajuste do derivado do petróleo, a relação poderia ter atingido um nível ainda maior.

No IPC da Fipe, o valor médio do etanol apresentou variação positiva de 4,50% em março, bem maior do que a de 2,70% de fevereiro. O preço médio da gasolina, por sua vez, mostrou alta modesta, de 0,12%, nos postos da cidade, ante elevação bem maior, de 4,01%, em fevereiro.

No mesmo período, a taxa geral do IPC da Fipe passou de 0,22%, no segundo mês de 2013, para uma deflação de 0,17% em março.

6 de abril de 2013

Exportação de petróleo bruto cai 32,9% na média diária de março


A exportação de petróleo bruto do Brasil caiu 32,9% na comparação da média diária de março com o mesmo mês de 2012. A média diária de venda externa do produto no mês em 2013 foi de US$ 64,5 milhões.


Em 2012, o valor médio por dia foi de US$ 96,2 milhões. Em todos os casos, a média diária leva em conta os dias úteis do mês. Março deste ano teve 20 dias úteis. Em 2013, foram 22 dias úteis no mesmo mês.

A exportação de minério de ferro também teve queda, de 0,9%. Em março, a média diária de saída foi de US$ 125 milhões. No mesmo mês de 2012, o valor médio por dia foi de US$ 126,2 milhões. A comercialização externa de soja em grão teve alta de 1,9%. A média diária de venda em março deste ano foi de US$ 95,5 milhões. No mesmo mês de 2012, a média foi de US$ 93,8 milhões.
                               Em 2012, o valor médio por dia foi de US$ 96,2 milhões.

Com a supersafra deste ano, o País registrou um aumento surpreendente do escoamento externo de milho em grão, de 613,7% em março. Enquanto em março de 2012, as exportações desse item foram de US$ 3,3 milhões pela média diária, no mesmo mês de 2013, passou para US$ 23,7 milhões.

Com o desempenho dessas commodities, o grupo dos produtos básicos teve declínio de 3,7% nessa base de comparação, saindo de uma média diária de US$ 460,9 milhões em março do ano passado para US$ 444,0 milhões no mesmo mês deste ano.

Já os produtos semimanufaturados assinalaram acréscimo das vendas, de 17,2% no período, saindo de US$ 109,1 milhões para US$ 128,0 milhões em março de 2013. Por fim, a ampliação das exportações de produtos manufaturados pela média diária avançou 4,1% em março de 2013 ante o mesmo mês de 2012. O resultado ficou em US$ 373,4 milhões neste ano, ante US$ 358,5 milhões em março de 2012.

Crescimento comercial 

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, afirmou no dia 1º de abril que o crescimento das exportações "foi modesto, mas chama atenção". Tatiana referiu-se ao avanço de 1,6% nas exportações em março, comparado ao mesmo período de 2012. De acordo com o MDIC, foi o primeiro crescimento mensal sobre o mesmo mês do ano anterior desde maio de 2012.

5 de abril de 2013

Cinco dicas para não errar na preparação para concursos

Quem está em busca de estabilidade cogita um objetivo: passar em um concurso público. O grande problema é que nessa longa estrada até alcançar tal meta - que inclui horas e mais horas de estudo - pode existir uma série de pequenos erros ali, prontinhos, para prejudicar o andamento dessa árdua preparação. São detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos no dia a dia, mas que fazem um estrago que só é visto na hora de buscar o nome na lista dos aprovados. 

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Antes do concurso dos sonhos ser anunciado oficialmente existe a tensão pré-edital. A demora nessa publicação pode desestabilizar os candidatos. No entanto, Marco Antônio Araújo Júnior, vice-presidente acadêmico do Complexo Educacional Damásio de Jesus, diz que o concurseiro deve encarar isso de forma positiva. "Com isso o candidato ganha mais tempo para estudar e assimilar bem o conteúdo". No pós-concurso, uma pedra no sapato é a reprovação. Passar não é nada fácil e as desclassificações vão existir. Araújo aconselha o candidato a não dar chance ao desestímulo. "Respire fundo, dê um tempo para relaxar e recomece os estudos".

Mas, se fosse só isso, seria mais tranquilo. A verdadeira questão é que os candidatos precisam lidar com outros comportamentos durante a fase de estudos. Esses, sim, podem ser grandes vilões para quem está correndo atrás da vaga. O professor Araújo listou cinco erros que, se ajustados, podem fazer os concurseiros chegarem mais longe. E, nessa etapa, não custa nada ouvir algumas dicas de especialistas no assunto. Veja:

Não planejar os estudos

Segundo o especialista, esse é o principal erro dos concurseiros. Para o professor, um bom planejamento inclui o que estudar, como estudar e a distribuição de tempo para cada disciplina ou bloco de matérias. "Se o candidato não tem um plano de estudo, ele tende a estudar de forma equivocada", diz. "O candidato precisa dividir o tempo para se dedicar ao conteúdo propriamente dito e para resolver as questões". O planejamento também deve incluir um rodízio de matérias. "Estudar a mesma disciplina por muito tempo faz com que o rendimento do concurseiro em relação a ela diminua", orienta.

Deixar de lado algumas matérias

Esse é um erro clássico, principalmente quando há muito conteúdo de Direito, por exemplo, a ser estudado. No entanto, Araújo ressalta que todas as disciplinas merecem atenção e devem ser contempladas no plano de estudo. O especialista diz, ainda, que matérias que fogem do âmbito do concurso, como Informática e Raciocínio Lógico podem derrubar muitos candidatos. "As questões de profundidade mediana pegam muita gente desprevenida", observa.

Ignorar que existe um estilo na banca examinadora

Conhecer o estilo das bancas é um dos principais pontos para começar a se dar bem nas provas. Umas atentam para detalhes nas perguntas, outras priorizam a boa interpretação. Por isso, "saber com quem está lidando" pode garantir pontos extras ao concurseiro e fazê-lo ganhar pontos na classificação. "É importante conhecer a banca para saber qual o posicionamento adotado em relação a alguns temas", orienta Marco Antônio Araújo Júnior.

Não fazer simulados

Fazer simulado é bem diferente de refazer provas anteriores. O objetivo do simulado, como o próprio nome já diz, é simular o momento da prova: o tempo que o candidato tem para resolver as questões, o ambiente. "Esse é o momento de perceber qual é a resistência do candidato. No simulado ele vai ter a oportunidade de aplicar o que estudou em uma situação próxima da realidade do dia da prova. Tudo o que acontece no simulado pode acontecer no dia da prova", diz Araújo.

Não dar trégua aos estudos

Ao contrário do que muita gente pode pensar, horas e horas a fio estudando não traz aprovação em concursos. Para conseguir a tão sonhada vaga, a receita deve ter uma boa dose de equilíbrio. A concentração e o rendimento se perdem depois de algum tempo e é bastante necessária - e fundamental - a pausa. Isso ajuda a fixar o conteúdo. Então, ao perceber que não está assimilando o conteúdo lido, dê uma paradinha. Vale beber água, ir ao banheiro, esticar a coluna por alguns minutos. "Estudar pouco é ruim, mas estudar demais também é. Por isso, mais uma vez, é bastante necessário que o candidato destine um tempo específico para cada matéria dentro do seu plano de estudos", aconselha o especialista.

Um tempo livre maior que quinze minutinhos também é válido. Apesar de estar participando de uma seleção onde há muitas pessoas disputando a mesma vaga, é bastante sadio ter momentos de lazer de verdade. Descansar e sair com amigos são ações que não devem ser descartadas. O estresse dos estudos deve ser eliminado através de qualquer atividade que dá prazer ao concurseiro, mas os especialistas dizem que os exercícios deveriam ter um tempinho nessa agenda lotada. "A atividade física ajuda a melhorar o rendimento, além de deixar o candidato mais preparado fisicamente para encarar a prova", finaliza Araújo.

4 de abril de 2013

IPI reduzido mantém produção e emprego, diz Anfavea

A prorrogação da alíquota reduzida do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis até 2014, anunciada na noite do dia 30 de março pelo Ministério da Fazenda, ajuda a manter os níveis de produção e de emprego no setor automotivo, avaliou no dia 31 de março o diretor de Relações Institucionais da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ademar Cantero.

"Mantendo os níveis de vendas, você automaticamente está assegurando níveis de produção e, consequentemente, níveis de emprego", afirmou. De acordo com Cantero, o efeito da medida sobre o mercado é "muito positivo".

"A indústria automobilística representa 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O efeito econômico social desse mercado é muito importante na economia. Nós saudamos a medida", afirmou Cantero.
Linha de montagem do modelo Onix na fábrica da GM em Gravataí, no Rio Grande do Sul.

A questão do incentivo fiscal foi levada ao Ministério da Fazenda pelas associações como um dos temas tratados em reuniões com o governo. "Evidentemente, nós temos muitos encontros com o governo em função dos nossos temas. Esse tema da possibilidade de prorrogar o IPI nós discutimos com o governo, que, considerando o efeito disso na economia, decidiu prorrogá-lo."

O setor automotivo já contratou, em janeiro e fevereiro deste ano, 1.819 trabalhadores, segundo a Anfavea. Reportagem publicada na edição do dia 30 de março do jornal O Estado de S. Paulo mostra que a indústria automobilística, com 131,7 mil trabalhadores, está perto de atingir seu recorde histórico em número de funcionários (133,6 mil em fins de 1980).

A partir de abril, a alíquota de IPI sobre veículos subiria novamente - após uma primeira rodada de aumento no início do ano - e, em julho, retornaria à alíquota original. Os veículos flex e a gasolina de até 1.000 cilindradas, por exemplo, teriam a partir do dia 1º de abril as alíquotas majoradas de 2% para 3,5%. O governo, no entanto, decidiu manter o imposto em 2% para a categoria até o final do ano.

O diretor da Anfavea ressaltou que, no início do ano passado, o setor registrava queda nas vendas de automóveis, movimento revertido depois do anúncio do benefício do IPI reduzido. "O governo adotou a redução do IPI, as montadoras também reduziram os seus preços e o crédito foi destravado. Em função desse conjunto de medidas, no ano passado conseguimos inverter essa curva para um crescimento de 4,5% no mercado", disse Cantero.