16 de junho de 2013

Governo lança linha de R$ 18,7 bi para móveis e eletrodomésticos

                               Mutuários poderão comprar móveis e eletrodomésticos.

O governo anunciou no dia 12 de junho uma linha especial de R$ 18,7 bilhões para financiar a compra de eletrodomésticos e móveis aos beneficiários do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

O benefício, chamado pelo governo de Minha Casa Melhor, terá juros de 5% ao ano e um prazo máximo de 48 meses para o financiamento. Cada família pode financiar até R$ 5 mil, segundo informou nota divulgada pelo Ministério das Cidades.

A Caixa Econômica Federal será o responsável pela administração dessa nova linha – inicialmente, o governo havia divulgado que o Banco do Brasil também operaria o crédito. 

A Caixa receberá capitalização de R$ 8 bilhões para operar o programa. Segundo o Tesouro Nacional "o custo financeiro disto é dado pela diferença entre a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e a das taxas de juros de mercado."


Quem decidir pagar à vista terá desconto de 5% na nota fiscal. As prestações poderão ser pagas por meio de boleto bancário ou débito em conta. A expectativa do governo é que sejam beneficiadas 3,4 milhões de famílias.

Lista de bens

Fazem parte dos itens beneficiados com a linha especial de crédito geladeira, fogão, lavadora de roupas automática, computador, TV digital, guarda-roupa, cama de casal e de solteiro (com ou sem colchão), mesa com cadeiras e sofá. “O objetivo é oferecer condições à família – que saiu do aluguel – a dar o segundo passo: montar sua casa e, assim, melhorar a qualidade de vida”, informou o Ministério das Cidades.

As compras serão feitas por meio de um cartão magnético, emitido pela Caixa e pelo Banco do Brasil. O crédito estará disponível por 12 meses, a partir da emissão do cartão, para que as compras possam ser planejadas, com pesquisa de preço. Cada produto tem um limite máximo de preço.

O crédito poderá ser contratado pelo beneficiário a partir do momento que ele receber as chaves do imóvel. Uma condição é que ele esteja em dias com as prestações do imóvel. Do contrário, precisará regularizar o pagamento e, após dez dias, solicitar o cartão de compras. O cartão deve ser pedido pelo telefone 0800-726-8068 e será entregue em domicílio, podendo ser utilizado em mais de 12 mil lojas credenciadas em todo o País.

15 de junho de 2013

De pai para filha: mulheres assumem cada vez mais comando de empresas familiares

                                              Fran's Café: transição feminina à vista.

Comandada por dois irmãos de sangue e um de coração, o Fran’s Café prepara-se para ter uma mulher no comando: Ana Gabriela Ribeiro Dezan, filha de Henrique Ribeiro, sócio da empresa, deve ter papel relevante numa transição que será, ao menos em parte, de pai para filha – uma tendência mais comum hoje, segundo observadores de empresas familiares consultados.

“Todo mundo tem seu lado feminino e isso [ ter mulheres no comando ] equilibra mais a estrutura. Hoje se fala tanto em mulher por causa da presidente [ Dilma Rousseff ]...”, diz Ribeiro, que prefere não dar uma data para sua despedida da empresa. “A meta é [ estar preparado para sair ] hoje, mas o prazo é muito difícil. Pode ser amanhã, pode ser daqui a 15 anos, mas sabemos que não somos eternos.”

O Fran’s Café foi fundada em 1972 em Bauru, no interior paulista, por dois irmãos: José Roberto e Francisco Conte – o Fran que dá nome à rede. Ribeiro, um amigo de longa data, aderiu à empresa em 1988, quando foi aberta a primeira loja em São Paulo, no emblemático Edifício Itália, na região central da cidade.

Como a gestão familiar em dois núcleos, os Conte e os Ribeiro, vem dando certo – em 2012, a rede de 129 lojas atingiu R$ 100 milhões em faturamento – melhor é não mexer. Francisco, filho de Francisco, é o nome mais cotado para assumir empresa. Junto com Gabriela, uma das duas filhas de Ribeiro.

Hoje com 34 anos, Gabriela, responsável pelo RH do Fran’s Café, passou metade da vida dentro do negócio. Enquanto atuava em todas as funções – da limpeza à direção – formou-se, fez MBA, estudou línguas e prestou consultoria a outras empresas.

A executiva não sabe dizer ao certo se tanta dedicação à vida profissional é uma característica própria ou se é reflexo de ter sentido que a linha de partida delas fica um tanto atrás da deles.

“Fui estudar governança corporativa focada na empresa familiar. Não sei se é um jeito meu ou pelo fato de ser mulher. As meninas que trabalham comigo têm um perfil semelhante.”

'O filho espera cair no colo'

As mulheres vêm ampliando, ligeiramente, sua participação em posições de comando. Em 2002, elas respondiam por 33% dos trabalhadores ocupados em posição de dirigente no País, fatia que cresceu para 36% em 2011, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Presidente do Comitê de Sucessão Familiar da Câmara Americana de Comércio (Amcham) em Goiás, Cauê Silveira Campos se diz "impressionado" com o aumento da procura de mulheres por grupos que discutem a transição em negócios familiares.

Hoje, diz Campos, as mulheres já são maioria nas reuniões promovidas pelo comitê. E, geralmente, são mais bem formadas do que os homens.
                                   Mariana Rassi, do Ramasa: 'depois acostumamos'.

“O filho geralmente espera que a empresa dos pais caia no colo. A filha se prepara mais para poder dizer ‘estou aí também’”, diz Campos. “E a mulher é mais ambiciosa, pois tem mais barreiras para vencer.”

Consultor de empresas familiares, Domingos Ricca também diz ter recebido mais clientes em que quem assume – ou vai assumir – o negócio é uma filha.

“Estou há 23 anos no ramo e não lembro de nenhum caso nos primeiros dez”, diz ele. “Nos últimos dois ou três, foram sete.”

Um traço marcante entre as sucessoras, diz o consultor, é o fato de já terem trabalhado em outras companhias.

“A maioria delas, para terem mais conhecimento e até mesmo por exigência dos pais, passa um período do lado de fora. Já os homens, não: se gostam, vão direto para a empresa familiar.”

‘Autoconfiança’

Aos 29 anos, Ana Flávia Abrão lidera desde 2006 o setor de armazenagem e, desde 2008, as concessionárias do Grupo Voar, de Goiás. Sua irmã, Alessandra, é responsável pelo braço de aviação. Ana diz que foi um dilema para o pai de quatro filhas.

“Meu pai se viu obrigado a se amarrar a um dos pilares: ou preservava os negócios e deixava de lado um pouco o machismo ou o contrário”, diz a executiva do Grupo Voar. “Ele optou pelos negócios. “

Antes de assumir o posto no Voar, a executiva teve dois empregos, um deles numa multinacional.

“Isso contribuiu para a minha autoconfiança pois, além de ser nova, tem a questão de ser mulher”, afirma Ana Flávia. “[ Trabalhar fora ] contribui, sim, mas não perante a sociedade e sim perante a gente mesmo”

Mariana Rassi e as irmãs também já haviam passado por empregos fora do Grupo Ramasa quando, em 2007, assumiram os segmentos de hotelaria, construção civil e concessionárias de veículos. Para os pais, elas estavam prontas. Mesmo assim, a integração numa empresa que já conheciam desde jovens foi um tanto truncada.

“Há aquele choque natural de gerações, mas também por ser mulher. Ainda mais que são setores dominados por homens, como concessionária de veículos e construtoras”, diz Mariana. “No começo a gente até fica um pouco... é diferente, depois a gente acostuma.”

14 de junho de 2013

Com a compra da Seara, JBS terá aumento de R$ 10 bilhões no faturamento

JBS passará a ser o segundo maior grupo nos segmentos de aves, suínos e processados.

Com a compra da Seara das mãos da Marfrig, anunciada no dia 10 de junho, a JBS trabalha com a expectativa de ver seu faturamento anual aumentar em R$ 10 bilhões. A decisão de vender a operação da Seara foi tomada pela Marfrig por conta do elevado endividamento do grupo. A JBS desembolsou pelo ativo R$ 5,850 bilhões, que inclui a marca, 30 plantas e 21 centros de distribuição, além da unidade de couros da empresa no Uruguai, a Zenda. O valor refere-se à dívida da Marfrig e da Seara com bancos nacionais, com vencimentos entre 2013 e 2017 – 65% em dólar e 35% em real. Para Wesley Batista, presidente da JBS, a geração de caixa da empresa será suficiente para quitar essas dívidas.

A redução do endividamento, segundo Sergio Rial, futuro presidente da Marfrig, era uma das missões da empresa. O executivo tinha como meta reduzir a dívida a R$ 2 bilhões até 31 de dezembro de 2013. A Marfrig terminou o primeiro trimestre com uma dívida líquida de R$ 9,826 bilhões.

Para Batista, o negócio é feito em um momento favorável ao mercado, já que as commodities agrícolas [base da alimentação de aves e suínos] estão com os preços em baixa e o dólar, que favorece as exportações, seguem em alta. Para o controlador da JBS, a aquisição ocorre em uma fase favorável á empresa. "Vamos absorver isso com bastante confiança, já que estamos desalavancados [sem dívidas] e melhoramos o perfil da dívida", afirma Batista.

Futuro da marca

A JBS ainda não definiu se vai utilizar a marca Seara para toda a linha de aves, suínos e processados. Mas a lógica é que o grupo passe a utilizar a marca, que passou por um esforço grande de marketing nos últimos anos. Além das campanhas publicitárias, a Seara é patrocinadora do Santos e da Fifa. "Por questões operacionais", segundo Rial, o contrato com a CBF foi rompido recentemente.

Com o negócio, que ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a JBS (maior exportadora global de carne bovina) será líder mundial no segmento de aves. Em alimentos processados, a companhia ficará com a segunda posição, atrás da BRF.

Para os executivos das duas empresas, o sinal verde deverá ser dado rapidamente, já que não há sobreposições de negócios. A JBS atualmente é dona da Doux Frangosul no segmento de aves. Rápida também foi a negociação entre Marfrig e JBS. As duas empresas levaram três semanas para bater o martelo. Para Batista, no entanto, a integração da Seara ao grupo deverá ser tranquila. "Acreditamos na nossa capacidade de integrar a Seara. Nossa última grande aquisição foi feita em 2010, A JBS teve tempo nos últimos anos para focar em seus negócios", afirma o empresário.

Gilberto Tomazoni, que preside a JBS Aves, assumirá a presidência da unidade de aves, suínos e industrializados da companhia no País, agora que conta com a Seara Brasil. O executivo é conhecido do setor, já que atuou cerca de 30 anos na Sadia (hoje BRF).

Metade das vendas da Seara concentra-se no mercado interno e a outra metade vem das exportações, principalmente para países asiáticos. "Este é um negócio que estrategicamente atende as duas companhias", segundo Batista.

De acordo com Rial, não está nos planos da empresa a venda de outros ativos, já que o negócio com o JBS deu um bom fôlego financeiro à Marfrig. Mas o executivo não descarta que outras oportunidades apareçam no radar da companhia. "Comprar e vender é um processo bastante dinânimo. Mas agora isso será feito de maneira mais consistente", explica Rial.

Uma das reclamações feitas por acionistas e analistas de mercado sobre o desempenho da Marfrig nos últimos anos é quanto à quantidade de aquisições. O grupo ganhou tamanho, mas não conseguiu tornar o ativo rentável como se esperava. A sinergia, segundo especialistas, foi lentra e ineficiente, o que ficou evidente com o passar do tempo no balanço da empresa.

Reação no mercado acionário

Após o anúncio da compra da Seara pela JBS, as ações das empresas envolvidas no negócio oscilavam em direções opostas na Bolsa de Valores de São Paulo.

Às 15h15, as ações ordinárias da JBS lideravam as quedas na BMF&Bovespa, com desvalorização de 7,29%, ao preço de R$ 6,61. Os papéis da Marfrig, por sua vez, disparavam 5,91% no mesmo horário, com valor de R$ 7,89. Já o índice Ibovespa caía 0,66%, aos 51.278 pontos, menor nível desde outubro de 2011.

13 de junho de 2013

Apple anuncia iOS 7, maior mudança no sistema desde o lançamento do iPhone

A Apple anunciou, em sua conferência anual para desenvolvedores realizada em San Francisco (EUA), a nova versão do sistema operacional iOS. O sistema, usado no iPhone e no iPad, ganhou um novo visual, que rompe com o design tradicional do sistema que estreou no mercado com o lançamento do iPhone, em 2007. Para que está acostumado com o iPhone e o iPad, a atualização, que deve chegar até o final do ano, representa uma mudança radical nos dispositivos móveis da Apple.

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O design mais moderno chega acompanhado por novos recursos, como o centro de controle, que pode ser acessado ao arrastar o dedo na tela a partir da base do aparelho. Por meio dessa tela, o usuário poderá ligar o Wi-Fi, colocar o aparelho em modo avião, alterar o brilho da tela e ligar recursos como AirDrop e AirPlay. Todos os aplicativos para iOS passam a suportar o recurso de multitarefa, o que significa que o conteúdo do aplicativo já estará atualizado quando o usuário acessá-lo.

A multitarefa em todos os aplicativos será possível, segundo a Apple, porque o sistema operacional passará a monitorar o uso do smartphone ou tablet a partir de agora. Isso dignifica que ele poderá se antecipar ao usuário deixando o aplicativo atualizado antes mesmo de ele abri-lo ou mesmo ajustar o aparelho automaticamente para gastar menos bateria ao longo do dia. 

De acordo com Jonathan Ive, vice-presidente sênior de design industrial e chefe de design do iOS da Apple, explicou as mudanças de design realizadas no iOS 7. "Nós sempre pensamos em design como algo muito maior do que a aparência de alguma coisa. O design está no produto todo, na forma como algo funciona em diferentes níveis. O design define muito a nossa experiência", disse Ive, durante a apresentação.

"Eu acho que existe uma beleza na simplicidade, na clareza, na eficiência. A verdadeira simplicidade não vem da falta de ornamentação, mas está ligada a ordenar a complexidade", disse o chefe de design da Apple, para justificar as decisões em relação ao novo visual do sistema operacional do iPhone e do iPad.

A nova geração do iOS será suportada pelo iPhone 4, iPhone 4S e iPhone 5, além do iPad 2 em diante, iPad Mini e iPod Touch da quinta geração em diante. Usuários de gerações mais antigas dos smartphones e tablets da Apple não poderão atualizar o software do dispositivo a partir do iOS 7.

Siri ganha versão masculina

O aplicativo de assistente pessoal da Apple, o Siri, será compatível com os idiomas francês e alemão a partir do iOS 7. Os usuários agora também tem a opção de definir se a voz do assistente, que até então era só feminina, continuará sendo de uma mulher ou uma voz masculina.

A Apple também anunciou que, a partir de 2014, o iOS começará a ser embarcado em carros de 16 montadoras pelo mundo. Nesses carros, o Siri auxiliará o usuário a atender ligações recebidas no iPhone, responder mensagens, acessar direções no aplicativo de mapas, entre outros. Tudo isso por meio de comandos de voz. No WWDC, a Ferrari foi a primeira montadora a anunciar a parceria com a Apple.

iTunes Radio

O aplicativo de música da Apple ganhou um novo recurso que representa o primeiro passo da empresa no mercado de serviços de streaming de música. O iTunes Radio permite que o usuário escolha listas de reprodução disponíveis no serviço, que não teve quantidade total de músicas revelada pela Apple, além de criar suas próprias rádios. Além disso, ao marcar uma música com uma estrela, o usuário passa a ouvir outras músicas similares de outros artistas.

O novo serviço, no entanto, não adota um modelo de assinatura tradicional, como de outros concorrentes como Spotify, Pandora e Rdio. Usuários de iPhone, iPod Touch e iPad poderão usar o serviço de streaming de música gratuitamente, mas verão anúncios. A Apple, no entanto, oferecerá uma experiência sem publicidade do iTunes Radio para quem assinar o serviço iTunes Match, que criar um cópia na nuvem de todas as músicas que usuário armazena.

Novos MacBooks Air

A Apple renovou sua linha de MacBooks Air, que não tiveram nenhuma alteração no design, mas ganharam a quarta geração de processadores Intel Core e nova bateria que, segundo a Apple, dura o dia todo. A versão de 11 polegadas, por exemplo, tinha bateria com autonomia de 5 horas, mas agora deve oferecer até 9 horas de autonomia para usuários. A versão de 13 polegadas, segundo a Apple, permite assistir até 10 horas de vídeos, sem recarregar a bateria.

De acordo com a Apple, o MacBook Air, na versão com tela de 11 e 13 polegadas, usarão os chips da nova geração anunciada pela Intel, além de ganhar unidade de processamento gráfico (GPU) duas vezes mais rápida, o que significa uma performance até 40% mais rápida, de acordo com a Apple. O produto ficou disponível no dia 10 de junho por US$ 999, na versão de 11 polegadas com 128 GB de memória SSD, ou US$ 1.099, na versão de 13 polegadas com 128 GB SSD.

A Apple também anunciou uma versão remodelada do Mac Pro. O computador, direcionado para profissionais que trabalham com design, fotografia e outras áreas, ganhou novo design, com tamanho oito vezes menor do que o anterior. O produto chegará ao mercado equipado com processador Intel Xeon com 12 núcleos e suportará monitores de vídeo com resolução 4K ou Ultra HD. O produto estará a venda ainda em 2013, mas a Apple não divulgou quando o produto chegará às lojas, nem seu preço.

Novo Mac OS X Mavericks

Todos os novos lançamentos já chegarão ao mercado com o Mac OS X, sistema operacional presente em toda a linha de Mac, em sua nova versão. Substituto do OS X Mountain Lion, a nova versão se chama Mavericks. Segundo os executivos, o novo nome apareceu inspirado na Califórnia, onde fica a sede da Apple. Uma atualização será liberada em breve pela Apple, para outros modelos do Mac.

A nova versão do sistema traz um dos recursos mais pedidos pelos usuários, a possibilidade de usar o Mac com vários monitores ao mesmo tempo. O recurso permite que o usuário use um MacBook conectado a vários outros monitores ou mesmo a uma TV com tela HD compatível com o recurso AirPlay.

Outro novo recurso permite criar várias abas na janela Finder, do Mac OS. Para isso, o usuário pode mesclar várias janelas abertas em uma única janela com abas independentes, como já é possível fazer há algum tempo nos navegadores de internet.

Os usuários do novo Mac OS Mavericks também poderão organizar melhor os arquivos armazenados no computador por meio do recurso de tags. Assim como já acontece em serviços de blogs, os usuários poderão associar palavras-chave aos arquivos armazenados no Mac, o que ajudará o sistema a encontrar. Para associar um arquivo a uma tag já existente, bastará arrastar o arquivo na direção da palavra-chave.

Para melhorar a autonomia de bateria dos MacBooks, a Apple também lançou um aplicativo chamado AppNap, que desativa todos os aplicativos que não estão sendo usado no momento temporariamente, de modo que eles não gastem a energia armazenada na bateria. Com isso, o recurso economiza, segundo os executivos da Apple, até 72% da bateria gasta pelo MacBook.

Safari

O navegador Safari também ganhou melhorias. Além de estar mais rápido na rolagem da tela e usando menos memória, o navegador agora também tem recursos avançados de segurança. Ao criar uma nova conta para acessar um site, o navegador sugerirá uma senha forte, difícil de ser descoberta por hackers, e ainda armazenará todas elas para o usuário. Dessa forma, o internauta não precisará digitar suas senhas toda vez que acessar o site, o login será feito automaticamente.

12 de junho de 2013

'É difícil esperar e ficar sem fazer nada' diz executivo coreano sobre visto

                                       Sung: 'Tomava cuidado para não ter problema'.

Sung tem US$ 100 milhões para comprar o controle de uma empresa no Brasil. O objetivo é transformá-la na “pedra fundamental”, no País, da gigante sul-coreana SK Holdings – hoje dona de uma parcela da MMX, de Eike Batista. Até há pouco, Sung andava um tanto às escondidas e ainda hoje prefere que seu nome verdadeiro não seja publicado.

“Tomava vários cuidados para não causar problemas. Ia de casa para o trabalho e do trabalho para casa, dirigia o carro muito devagar”, diz. “Soube que, em outra empresa, os empregados estavam orientados a se esconder se chegasse a fiscalização.”

O receio decorre do fato de que Sung foi, tecnicamente, um clandestino durante seus primeiros sete meses no País. O executivo chegou ao Brasil em janeiro de 2012, entregou a papelada às autoridades, mas seu visto só saiu em julho daquele ano. Local de retirada: Seul. A legislação brasileira impede que os estrangeiros peguem o documento no País – e, como o iG mostrou ao longo desta semana, impõe dificuldades à integração da mão de obra internacional.

Sung pagou as multas, viajou por volta de 34 mil quilômetros e voltou. Valia mais a pena fazer o périplo do que esperar, já que negócios não esperam.

“ Time is money, right? É muito difícil ficarmos esperando e não fazer nada”, diz ele. “E nós viemos para investir”, diz, folheando planilhas que descrevem a SK como a terceira maior companhia da Coreia do Sul, com US$ 118 bilhões em ativos, à frente da LG.

Fatia permanente

Numa era em que a participação asiática no mercado de trabalho brasileiro se tornou menos japonesa e mais chinesa, os coreanos mantiveram inalterada sua fatia, segundo dados de uma amostra de 6 milhões de domicílios feita no âmbito do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2000, os trabalhadores nascidos no Japão representavam cerca de 60% dos asiáticos em atividade no País. Em 2010, caíram 40%. Quem tomou esse espaço foram os chineses, que, de 20% em 2000, duplicaram sua participação, para 40%.

Já os coreanos mantiveram seus 16% ao longo do período, apesar de o número absoluto de empregados ter caido de 5,2 mil para 4,9 mil. Com isso, continuam a constituir a terceira maior colônia asiática no mercado de trabalho brasileiro. 

"Em apenas três países asiáticos a população usa palitos para comer. E apenas na Coreia se usa palito de metal", afirma o cônsul-geral da Coreia em São Paulo, Park Sang Shik, para metaforizar a habilidade e a sofisticação da cultura do país.

E alguns sinais sugerem um interesse renovado da nação asiática pelo Brasil. O número de autorizações de trabalho concedidas aos coreanos disparou 158% em dois anos, de 897 em 2010 para 2.311 em 2012, de acordo com o Ministério do Trabalho. O aumento só foi menor que o relativo aos portugueses (158%).

Um dos motivos para o aumento foi a entrada da Dongkuk e da Posco num projeto de mineração em Pecém (CE). Só no estado foram concedidas 297 autorizações em 2012. No geral, entretanto, enquanto há 3 anos o Ministério dera 2,4 autorizações a chineses para cada uma dada aos coreanos, no ano passado essa razão caiu para 1,3.

Há também indícios de tentativas de diversificação dos investimentos. A SK, por exemplo, está atenta a qualquer setor, diz Sung. Hoje, a companhia atua apenas na de mineração, por meio da MMX.

"Estamos procurando qualquer oportunidade que seja estável e lucrativa”, diz ele, negando interesse em se desfazer da participação na empresa de Eike.

Mais menores

Embora nomes como Samsung, LG, Hyundai e a própria SK dominem a paisagem coreana no Brasil, o País deve se preparar para um aumento no número de pequenas e médias empresas interessadas em se estabelecer por aqui.

Em março passado, a presidente da Coreia, Park Geung-Hye, disse ter identificado um crescente interesse das PMEs do país pelas Américas do Sul e Central, e afirmou que “o governo coreano irá apoiá-los, dando-lhes o suporte necessário”.

“É de importância máxima que pequenas ou médias empresas possam ingressar no Brasil”, afirma o cônsul-geral. "Hoje há 150 empresas coreanas no Brasil, das quais apenas dez são grandes, e podemos chegar a 500 em alguns anos.” Mas a dificuldade com o visto de trabalho pode minar o interesse.

Num sinal da maior integração entre as economias, lembra Park, neste ano a Universidade de São Paulo (USP) incluiu a habilitação em língua coreana no seu curso de Letras, por demanda dos próprios alunos. Das 15 vagas disponíveis, 13 foram preenchidas, informou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFLCH) da USP.

Sung, o diretor da multinacional SK, diz que ficaria no Brasil, mas quem decide é a empresa e por isso, já se preparar para partir. Além das dicas turísticas – ele já visitou as Cataratas do Iguaçu e Campos do Jordão (no interior de São Paulo) –, provavelmente vai deixar ao sucessor o relato de seu período como um executivo clandestino no País.

"Daqui a dois ou três anos vou ser substituído. E com certeza a próxima pessoa vai sofrer o mesmo problema."

11 de junho de 2013

Sem ajuste fiscal, Selic vai a dois dígitos, diz Delfim Netto

O Banco Central (BC) terá de elevar os juros para uma taxa de dois dígitos para combater a inflação, caso o governo não contribua com um ajuste fiscal (redução de gastos públicos), afirmou o ex-ministro da Fazenda e do Planejamento Antônio Delfim Netto. "Se deixar tudo na mão do BC e se ele for cumprir o seu papel, isso vai gerar uma recessão muito mais profunda do que em qualquer outra condição", disse.
"Sozinha, política monetária é incapaz de controlar inflação", disse Delfim Netto, em entrevista.

Para Delfim, a presidente Dilma Rousseff deveria buscar o déficit nominal zero (ou seja, uma economia suficiente para pagar todas as despesas do governo, incluindo os juros da dívida), pois um controle rigoroso das contas públicas é fundamental para restaurar a credibilidade da política econômica. Essa estratégia, avalia, contribuiria para reduzir os juros futuros e estimularia os investimentos. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Agência Estado: Por que o sr. defende uma política fiscal austera e déficit nominal zero? 
Antônio Delfim Netto: Porque só a política monetária (taxa de juros) é incapaz de controlar essa inflação. Os juros sozinhos impõem um custo social gigantesco, muito maior que o necessário. Mas o governo está mudando. Ele deixou o dólar flutuar um pouco mais, acabou aceitando a ideia de que precisa de uma política monetária um pouco mais ativa. Falta um complemento fundamental que é uma mudança radical no entendimento da economia brasileira.

AE: Há muitas críticas de economistas que acreditam que o governo vai gerar um superávit primário (economia para pagamento dos juros da dívida pública) menor que 2% do PIB neste ano. 
Delfim: Tem de esquecer o superávit primário. Temos de ir para o déficit nominal zero. O que interessa é o déficit fiscal.

AE: O que ocorreria se a presidente Dilma Rousseff anunciasse agora que vai buscar o déficit nominal zero? 
Delfim: Se ela disser "eu vou buscar o déficit nominal zero nos próximos três anos", o efeito ocorre hoje, pois ela tem credibilidade. E estamos nas vésperas de recuperar a credibilidade. Está na mão dela fazer isso. O governo precisa fazer com que todos os gastos avancem menos que o PIB, sobretudo despesas correntes. Graças aos enormes truques contábeis, ninguém mais acredita em nada. A tal quadrangulação fiscal realizada no fim do ano foi a gota que derrubou a água do copo.

AE: E isso melhoraria o sentimento dos empresários para investir e rebaixaria os juros futuros? 
Delfim: E criaria também um ambiente favorável para as novas concessões públicas, como estradas, aeroportos, ferrovias. A presidente é uma mulher inteligente, preparada e pragmática. Tudo o que ela fez está correto. A forma de fazer você pode discutir. Ela agiu bem na mudança das regras da poupança, na desoneração de impostos federais da folha de pagamento, no acordo do aumento salarial do serviço público. Só que na execução tem muito atrito. Daqui a dois anos tudo isso estará no lugar certo e vai ajudar o crescimento.

AE: A adoção do déficit nominal zero pode ocorrer no curto prazo? 
Delfim: Sim. O mercado tem a percepção de que a situação fiscal no Brasil é uma esculhambação. Há uma crença no mercado, que não é a minha opinião, de que o governo já não sabe mais qual é o déficit público que está criando. Para o mercado, o governo faz tanto truque, mexe com tanta coisa, que não tem mais credibilidade. É preciso encontrar um caminho claro e transparente que não tenha mais truque.

AE: Essa percepção ruim sobre a política fiscal colaborou para que a Standard & Poor’s mudasse a perspectiva do Brasil de estável para negativa. 
Delfim: A decisão da Standard & Poor’s reflete esse pensamento do mercado, que é exagerado. O governo mexeu tanto que as pessoas adquiriram uma percepção de que o sistema está caminhando mal. Não adianta insistir que a situação não é essa, pois as pessoas respondem à situação na qual elas acreditam.

AE: Por que o BC aumentou o ritmo da alta de juros pela primeira vez no governo Dilma? 
Delfim: O BC adotou essa postura para cortar a demanda mesmo. Mas vai cortar a demanda privada, quando o que tem de ocorrer é a redução da demanda pública. E, na medida em que isso não acontece, sobe o custo da dívida, que eleva o déficit público. A solução para o problema é fiscal. O Tombini vai aumentar os juros para onde eles terão de ir. Só que, se tiver que subir os juros sem o ajuste fiscal, a Selic vai aumentar para dois dígitos, seguramente. Se deixar tudo na mão do BC, e se ele for cumprir o seu papel, isso vai gerar uma recessão muito mais profunda do que em qualquer outra condição.

AE: Nesse contexto, o crescimento do País de 2,5% neste ano estará de bom tamanho? 
Delfim: Eu acho que deve ser por aí mesmo. Mas o ano não está acabado.

AE: O BC disse na ata da última reunião do Copom que o caminho do dólar é de fortalecimento. O sr. concorda? 
Delfim: É de fortalecimento mesmo, o que tem consequências, como a queda do preço das matérias-primas. E sobem os juros nos EUA. Ou seja, a direção do investimento estrangeiro vai mudar. Os EUA são um elefante na sala. Ele mexe o rabo e quebra quatro ou cinco peças de louça, e nós somos uma louça que está lá na sala. Hoje é o momento próprio para fazer essa inversão: dar para o setor externo aquela convicção que existia há três anos de que o Brasil é um país no qual as oportunidades de investimentos são as mais seguras.

10 de junho de 2013

Brasil deixa de arrecadar R$ 415 bilhões ao ano por sonegação

Valor estimado de sonegação tributária é superior a tudo que foi arrecadado em 2011 com o IR.

Sonegar imposto é crime e custa caro ao Brasil: 415 bilhões de reais. O valor se refere ao que o Brasil deixa de arrecadar por ano com a evasão fiscal, de acordo com estudo divulgado no dia 05 de junho pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

O Sindicato informa ainda que o valor estimado de sonegação tributária é superior a tudo que foi arrecadado em 2011 em Imposto de Renda (278,3 bilhões de reais) ou tributos sobre folhas e salários (376,8 bilhões de reais). Além disso, é mais da metade do que foi tributado sobre bens e serviços (720,1 bilhões de reais).


De acordo com o Sinprofaz, a arrecadação brasileira poderia ser 23% maior se fosse eliminada a evasão fiscal. "Isso significa que, se não houvesse sonegação de impostos, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em até 20% e ainda sim se manter o mesmo nível de arrecadação", informou o presidente do Sinprofaz, Allan Titonelli Nunes, em nota.

O Sindicato chegou ao número após analisar treze tributos que correspondem a 87,4% da arrecadação tributária no Brasil, entre eles IR, IPI, IOF, INSS, Cofins, CSLL, FGTS, ICMS e ISS. O Sinprofaz informou ainda que a população pode acompanhar a contagem da sonegação fiscal no site do Sonegômetro, lançado no dia 05 de junho.

9 de junho de 2013

Câmeras básicas estão em baixa, mas não vão acabar, diz Canon

Queridinhas dos fãs de tecnologia nos anos 2000, as câmeras fotográficas básicas estão em baixa. Em 2008, as vendas dessas câmeras (também conhecidas como compactas ou point-and-shoot) foram de 114 milhões de unidades, segundo dados da Canon. Para 2013, a previsão é que 70 milhões de câmeras dessa categoria sejam vendidas até o fim do ano.

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A culpa pela queda pode ser atribuída em grande parte aos smartphones, que têm câmeras cada vez mais sofisticadas. Este ano, as vendas globais de smartphones ultrapassaram as de celulares básicos pela primeira vez. Um estudo da Ericsson prevê que, até 2018, haverá 3,3 bilhões de usuários de smartphone , em comparação ao 1,2 bilhão de usuários do fim de 2012.
                                     Mitarai, da Canon: câmeras básicas sobreviverão.

Uma das maiores fabricantes de câmeras do mundo, a Canon sentiu na pele a queda no interesse pelas câmeras básicas. Mas a empresa não acredita que elas vão acabar. “As vendas de câmeras compactas vêm caindo, mas acredito que estão perto de se estabilizar, em um nível menor do que o de anos anteriores”, disse Fujio Mitarai, CEO global da empresa, em evento para jornalistas da América Latina realizado em Tóquio (Japão).

A Canon aposta em duas estratégias para manter o interesse dos consumidores pelas câmeras básicas. A primeira delas é enfatizar que, em algumas situações, a câmera de smartphone não é suficiente. Câmeras básicas ainda são superiores a de celulares em situações como fotos no escuro, fotos de objetos em movimento e fotos de objetos que estão longe do usuário (nas quais o zoom é necessário).

A segunda estratégia da Canon é reforçar os recursos de conectividade das câmeras. O suporte a redes Wi-Fi, também presente em câmeras de rivais como Sony, Samsung e Panasonic, está em vários dos modelos mais recentes da linha Powershot. Com esse recurso, fica mais fácil enviar uma foto da câmera para o smartphone ou para uma impressora, por exemplo.

Intermediárias ganham espaço

Na contramão das câmeras básicas, os modelos intermediários vêm ganhando espaço entre fãs de fotografia. Esse segmento é formado por câmeras com funções mais avançadas e que permitem a troca de lentes, conhecidas como câmeras DSLR (Digital Single-lens Reflex) ou simplesmente Reflex.
             Câmeras Reflex, como o modelo EOS 7D, estão mais populares, diz Canon.

Essas câmeras têm sido uma opção popular para usuários com maior conhecimento de fotografia e também fotógrafos profissionais. Em 2010, 13 milhões desses equipamentos foram vendidos, segundo dados da Canon. Para este ano, a previsão é de 20 milhões de unidades comercializadas.

Para o CEO da Canon, esse mercado ainda tem potencial para crescer mais. “Observamos que muitos fotógrafos profissionais ainda usam câmeras de filme. A migração para o formato digital ainda não se completou neste segmento. Em algum momento, eles migrarão para o digital”, afirma Mitarai.

Android é só possibilidade

Fabricantes como Samsung e até a mais conservadora Nikon têm câmeras com sistema Android, do Google. Questionados sobre essa possibilidade, os executivos da Canon são evasivos. A empresa limita-se a dizer que estuda a possibilidade de incluir outros sistemas em algumas de suas câmeras, mas nada está decidido.

8 de junho de 2013

S&P eleva rating da Embraer para "BBB", de "BBB-"

                                       Rating da Embraer subiu de "BBB-" para "BBB".

A agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou no dia 04 de junho o rating da Embraer para "BBB", de "BBB-", com perspectiva estável.

"A Embraer continua a apresentar fortes métricas financeiras e a melhorar sua posição de negócios devido à crescente diversificação e a um portfólio competitivo de produtos", afirmou a S&P em comunicado.

7 de junho de 2013

Cooperativas brigam pela regulamentação de aplicativos de chamada de táxi

Apontados pelos clientes como uma ferramenta que torna mais rápida a localização de um táxi, os aplicativos instalados em smartphones também ganharam opositores. Cooperativas de táxis têm se sentido prejudicadas pelos novos concorrentes – que cobram do taxista até R$ 2 por corrida repassada. Já as cooperativas, que têm como principal vantagem a central de rádio-chamadas, recebem valores que variam de R$ 500 a R$ 2 mil por mês de seus associados.

Ameaçadas pelo avanço da concorrência, as cooperativas decidiram recorrer à Prefeitura de São Paulo na tentativa de impôr restrições aos aplicativos. 

A Associação Brasileira das Cooperativas e Associações de Táxis (Abracomtaxi), por meio da Artasp (Associação de Rádio-Táxis de São Paulo) e do Sinditaxisp (Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo), entraram com um pedido junto ao Departamento de Transporte Público, ligado à Secretaria Municipal de Transportes, para a regulamentação desses sistemas de tecnologia.
                            Cooperativas pedem regulamentação de aplicativos de táxi.

“Estamos lutando para que este serviço seja regulamentado pelo poder público, não para que eles não existam”, afirma o secretário da Abracomtaxi e presidente da cooperativa Use Táxi, Eder Luz. “Não concordamos com inúmeras empresas criando aplicativo e trabalhando na ilegalidade. Se as cooperativas passam pelo crivo da fiscalização do poder público, os aplicativos também devem passar”, diz.

O representante da Abracomtaxi argumenta que as cooperativas, diferentemente dos aplicativos, garantem a segurança dos serviços prestados tanto para o taxista quanto para o passageiro, por exemplo, em casos de trote e esquecimento de objetos no carro. Além, segundo ele, de arcar com todos os impostos e direitos trabalhistas de cada motorista.

“Nós cooperativas pagamos impostos, ISS, PIS/Cofins, recolhemos INSS do motorista, devemos obrigações à prefeitura e esses aplicativos trabalham totalmente informais. Nas cooperativas existe um controle, uma formação do motorista que nesses casos não existe”, explica.

Eder Luz, no entanto, ressalta que a prefeitura está apática perante essa situação e lamenta: “Nós temos cerca de 30 anos de tradição e conhecimento. De repente viramos um simples serviço de táxi”. “A nossa seriedade está indo por água abaixo”.

A Secretaria de Transportes confirma que o uso dos aplicativos está em estudo pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP). Segundo a pasta, neste ano o DTP já recebeu representantes de sindicatos, das empresas de táxi e de rádio táxi e também de algumas empresas que produzem ou administram esses aplicativos, com o objetivo de registrá-los.

“Como o assunto é relativamente novo, estamos estudando a questão e os impactos que esses aplicativos produzem em toda a cadeia dos táxis na cidade, como empresas de táxi e rádio taxi, para verificar a necessidade de alguma eventual regulamentação legal da questão”, afirma a secretaria, em nota.
                             Taxibeat: aplicativo mostra relação de taxistas disponíveis.

Apesar da expansão dos aplicativos de smartphone para chamar táxi, Eder Luz garante que as novas tecnologias não estão provocando a saída de taxistas das cooperativas.

Para o diretor-presidente da Coopertax, Daniel Francisco de Sales, é importante que as cooperativas se adequem às novas tecnologias para não perder espaço no mercado. E avalia: “A tecnologia que traz uma facilidade para o usuário. As grandes rádio táxi já estão desenvolvendo o próprio aplicativo”.

Prós e contras

Como em toda briga, cada lado faz sua defesa. De acordo com os representantes de empresas de aplicativo, a utilização destas ferramentas tem seguido em alta, sobretudo por causa da agilidade para se chamar o táxi e da segurança do serviço, já que exige o cadastro tanto de seus usuários quanto de seus motoristas. Outros atrativos são o aumento de renda e da independência do taxista em relação às empresas de rádio-chamada.

“Com o aplicativo, o taxista só paga pela corrida que ele fizer. Com a cooperativa, ele já sai de casa devendo”, diz o gerente comercial do aplicativo Taxibeat, Sandro Barretto.

Segundo Barretto, a aceitação do aplicativo no mercado foi a melhor possível. “Ele trouxe um novo modelo para o serviço de táxi e uma nova ferramenta para o taxista gerar mais corrida, de uma maneira mais independente e econômica”, ressalta o diretor. Barretto é contrário à regulamentação.
                                     Easy Taxi: aplicativo mostra local exato do usuário.

“A gente já viu isso acontecer em outras cidades do mundo, como Nova York, e não deu resultado por um motivo simples: nós somos uma empresa de tecnologia, criamos um aplicativo, uma ferramenta”.

Barretto explica que a Taxibeat, assim como outros sistemas de aplicativos, não é uma empresa de táxi. E caso o serviço seja regulamentado, o que acontecerá é que o aplicativo apenas continuará atuando no sentido de facilitar a prestação de serviços de táxi já legalizados na cidade.

Atualmente, segundo Barretto, a Taxibeat conta com quase 6 mil taxistas cadastrados, entre Rio de Janeiro e São Paulo, com adesão diária de aproximadamente 100 motoristas nas duas cidades. Já foram feitos, de acordo o gerente, 150 mil downloads.

Para o CEO da Easy Taxi, Tallis Gomes, os aplicativos se tornaram uma ferramenta essencial para o mercado de táxi. “É uma tendência sem retorno”, afirma.

Para Gomes, bloquear a entrada deste tipo de tecnologia seria concorrência desleal e uma tentativa de reserva de mercado por parte das cooperativas. No entanto, o executivo ressalta que ainda é necessário regulamentar os aplicativos.

“Regulamentar é importante em qualquer coisa. Tem muitos aventureiros entrando nos [mercados de] aplicativos”, diz. “Mas regulamentar para monopólio político, não”, pondera.

Hoje, a Easy Táxi é uma empresa de aplicativo com cerca de 1,5 milhão de passageiros, 25 mil taxistas e gera cerca de 500 mil corridas mensais.
                         99Taxis: aplicativo mostra distância entre passageiro e taxista.

Sócio da 99Taxis, Paulo Veras diz que as empresas de aplicativos não fazem campanha para que os taxistas saiam de suas cooperativas. Ele afirma que a maior parte de seus motoristas são autônomos e mostra as vantagens da empresa: “Nosso serviço não é pago, é menos burocrático, é muito cômodo. Ele [o taxista] usa como quiser e não tem obrigação conosco”.

Em São Paulo, a 99Taxis já conta com 200 mil passageiros cadastrados, 5 mil táxis e promove 100 corridas ao mês.

Opinião de quem usa

Antônio (que não quis se identificar), que trabalha para uma cooperativa da capital, já vai para o terceiro telefone móvel. Além do celular convencional e do smartphone pelo qual recebe informações da base sobre as corridas, comprará mais um aparelho só para instalar o aplicativo da 99Taxis.

"A cooperativa não fala nada, pois todos os equipamentos no carro são meus. Então eu poderia instalar [o aplicativo] neste aqui [com o qual se comunica com a cooperativa]", diz ele. "Mas para evitar problema eu vou comprar outro celular", diz ele.

Custos

A 99Taxis não possui custos nem para o usuário, nem para o motorista. A ideia da empresa é manter o serviço gratuito e faturar com as comissões por meio de pagamentos via cartão de crédito. Neste caso, 90% do valor da corrida ficará com o taxista. A Taxibeat e a Easy Taxi também não repassam gastos para os passageiros, porém é cobrado R$ 2 por corrida do motorista.

ONDE FUNCIONA
Easy TaxiTaxibeat99Taxis
Rio de JaneiroRio de JaneiroRio de Janeiro
São PauloSão PauloSão Paulo
Belo HorizonteFrança
Porto AlegreGrécia
BrasíliaNoruega
SalvadorRomênia
Recife
Fortaleza
Goiânia
Curitiba
Bogotá (Colômbia)
Lima (Peru)
Santiago (Chile)
Caracas (Venezuela)
Buenos Aires (Argentina)
Cidade do México (México)
Seul (Coreia do Sul)
Sejong (Coreia do Sul)
Suncheon (Coreia do Sul)
Yeosu (Coreia do Sul)
Lagos (Nigéria)
Malásia
Dentre as cooperativas, a Use Táxi cobra R$ 34,5 mil pela adesão do taxistas, mais a taxa de manutenção no valor de R$ 600 mensais. Para participar da Coopertax é preciso pagar uma luva de cerca de R$ 40 mil, além de R$ 660 mensais pela manutenção.