13 de janeiro de 2014

Carrefour vende pudim com "cocaína" e pede desculpas por mal-entendido

Uma brincadeira feita por um funcionário do Carrefour na Argentina causou polêmica nas redes sociais e obrigou a rede varejista a se retratar publicamente com um pedido de desculpas aos consumidores, conforme noticiou o jornal argentino Clarin no dia 07 de janeiro.
             Embalagem de pudim mostra cocaína como um dos ingredientes do produto.

O rótulo de um pudim de baunilha da marca da rede francesa mostrava a palavra "cocaína" como um de seus ingredientes. O fato foi noticiado na TV local argentina e espalhou-se rapidamente entre internautas.


Em um comunicado oficial, a empresa afirmou tratar-se de um mau entendido. "O Carrefour Argentina quer levar tranquilidade ao público e especialmente a seus clientes e assegura que não há qualquer componente estranho em seus pudins como foi mencionado nas redes sociais", esclareceu em nota enviada à imprensa.

A companhia explicou também que o rótulo do produto foi adulterado, fruto "de uma conduta mal intencionada ou de uma piada de mau gosto por parte de algum empregado da empresa que fornece os pudins da marca".

O autor da brincadeira teria trocado, segundo o Carrefour, a informação nutricional que aparece na embalagem. Segundo a empresa, todas as medidas foram tomadas para investigar o caso. "Pedimos desculpas pelo desconforto ocasionado”, finalizou a rede no comunicado.

12 de janeiro de 2014

Saída de dólares em 2013 supera entrada pela primeira vez em cinco anos

O fluxo cambial fechou 2013 pela primeira vez no terreno negativo desde a crise de 2008, conforme dados apresentados no dia 08 de janeiro pelo Banco Central. Pelos números, a saída de recursos no ano passado foi de US$ 12,261 bilhões.


No encerramento do ano passado, o saldo ficou positivo em US$ 16,7 bilhões. Em 2011, a quantia de US$ 65,3 bilhões tinha sido a melhor desde 2007 e, em 2010, o resultado havia sido de US$ 24,3 bilhões. Em 2009, o saldo voltou a ser positivo (US$ 28,7 bilhões), depois de registrar saídas de US$ 983 milhões em 2008.
           No encerramento do ano passado, o saldo ficou positivo em US$ 16,7 bilhões.

O resultado fechado de 2013 é o pior desde 2002, quando a saída de capitais do País foi de US$ 12,9 bilhões; em 1998, de US$ 14,5 bilhões e, em 1999, de US$ 16,1 bilhões. Nos nove primeiros meses do ano passado, o fluxo cambial estava positivo em US$ 2,238 bilhões, mas houve uma reversão da tendência em setembro, que acabou sendo acentuada em outubro.

O saldo acumulado de 2013 é resultado de um total positivo de US$ 11,136 bilhões no segmento comercial e negativo em US$ 23,396 bilhões na área financeira. Apesar desse vazamento pela área financeira, representantes do BC têm minimizado a reversão dos números para o terreno negativo e assegurado que não há fuga de capitais do País.

11 de janeiro de 2014

Saiba quanto você paga em impostos no material escolar; caneta chega a 47%

Anunciada como oferta em uma loja de varejo na internet, uma caneta Bic da cor preta custa R$ 14,90 no dia 07 de janeiro. Se estivesse livre de impostos, o mesmo produto poderia ser vendido por R$ 7,82, quase metade do preço original.
         Régua é segundo item no ranking dos mais taxados, com 44,65% em impostos.

A caneta é campeã entre os materiais escolares mais taxados por impostos no Brasil, com 47,49% de carga tributária, como apontam dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Em seguida vêm régua, borracha, apontador e agenda escolar.


Pelo menos sete dos produtos obrigatórios na lista das escolas são taxados em mais de 40% no Brasil. Para reduzir o peso dos tributos com educação, a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE) informou que tenta emplacar um projeto de lei, junto ao Ministério da Educação, para a redução da carga tributária dos materiais escolares.

Enquanto isso não acontece, a solução é pesquisar: a diferença de preços dos materiais escolares pode chegar a 450% em um mesmo produto, conforme constatou em 2013 um levantamento feito pelo Procon-SP. Outra recomendação do órgão é preferir as lojas que oferecem descontos para compras em grandes quantidades.

10 de janeiro de 2014

Ministério do Trabalho estuda formar força-tarefa para avaliar demissões na GM

A demissão de funcionários da GM de São José dos Campos (SP) foi parar na pauta de Brasília. No dia 06 de janeiro, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, recebeu representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região para discutir o caso. A intenção dos sindicalistas era conseguir uma agenda com a presidente Dilma Rousseff. No entanto, segundo os metalúrgicos, a secretaria geral da presidência seguiu em recesso.

O encontro durou o dia inteiro, mas segundo o secretário-geral do sindicato, Luis Carlos Prates, o Mancha, o avanço foi pequeno. “O ministro ficou de nos dar uma resposta dentro de três dias sobre a criação de uma força-tarefa para avaliar o caso”, explica. A intenção de Dias é se juntar ao Ministério da Fazenda para avaliar a situação.


O principal argumento dos sindicalistas foi de que a empresa não estaria autorizada a demitir funcionários, uma vez que ainda é beneficiada pela isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Trabalhadores bloqueam pista da Dutra em protesto contra dispensas na GM, em agosto.

Acordos

O encerramento da linha do Classic, que teria motivado todas essas demissões, já estava previsto no acordo entre GM e sindicato. No entanto, Mancha ressalta que no documento não havia nada referente às demissões. “Eles queriam encerrar a linha já no meio do ano, nós nos movimentamos para que fosse mantida até dezembro. Expirado esse prazo, não estava escrito sobre o que aconteceria”, diz o líder sindical.

Mancha afirma, também, que nem todos os funcionários demitidos fazem parte da linha de produção do Classic – que será transferida para a Argentina. Em junho, segundo o sindicalista, a empresa tinha um excedente de 1.840 contratados e até novembro 1.600 postos de trabalho já teriam sido encerrados por meio de demissões ou Programas de Demissão Voluntária (PDVs). “Até agora a empresa não falou quantos foram, afinal”, diz.


No dia 03 de janeiro, o diretor de Assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan foi convidado a prestar esclarecimentos ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Após o encontro de pouco mais de meia hora, o executivo afirmou à imprensa que ao longo do ano foram 1.053 demitidos. Moan destacou que o acordo firmado entre governo e Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) – instituição que preside – era de manutenção do emprego nos níveis de maio de 2012, de 145 mil vagas.

Em novembro de 2013, a última medição apontou 155 mil empregados no setor. “Eles estão no direito deles de agir e entrar na justiça contra a montadora”, disse Moan, que descartou a reversão.

A empresa ressalta que "foram usadas todas as alternativas trabalhistas, como férias coletivas, plano de demissão voluntária, lay off e licença remunerada, para minimizar impactos para nossos trabalhadores".

9 de janeiro de 2014

Red Bull instala fábrica no Brasil

A Red Bull está dando asas ao projeto de instalar uma fábrica no Brasil. Executivos da empresa já visitaram áreas em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Atualmente, sua produção no país é terceirizada.

8 de janeiro de 2014

Expectativa de aumento do IPI aumentou em 21,9% a venda diária de automóveis

Linha de montagem da Fiat em Betim: montadora conquistou 21,3% das vendas neste ano.

A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) não atingiu a totalidade ainda, mas deverá pesar sobre as vendas de 2014. Em dezembro de 2013 foram vendidos 13.598 automóveis por dia, segundo os números divulgados pela Fenabrave no dia 03 de janeiro. O número é 21,94% inferior ao mês anterior.


"Esse é o principal indicativo do aumento no fluxo das vendas", aponta Alarico Assumpção Jr., presidente executivo da Fenabrave. No entanto, as vendas de automóveis e comerciais leves em dezembro foram 2,93% inferiores às apuradas no mesmo período do ano passado.

Expectativas

Para abertura de 2014, a federação lança dois cenários possíveis dada a incerteza dos próximos meses.

"O câmbio é a variável mais importante 2014, mas é improjetável porque depende de fluxo", explica Tereza Fernandez economista da MB Associados.

Em um cenário otimista, a Fenabrave espera um tímido crescimento de 0,21% nas vendas totais – incluindo motocicletas, comerciais leves, caminhões e ônibus.

"Uma inflação próxima ao teto da meta e o câmbio abaixo dos R$ 2,50 pode oferecer um cenário mais estável", lembra Teresa.

No entanto, a economista considera a possibilidade de manifestações durante os jogos, além de maior pressão da volatilidade externa. Nesse caso, foi desenhado um segundo cenário, que antevê queda de 3,6% das vendas.

"Esse será um ano atípico", afirma.

Para começar, a Copa do Mundo poderá tirar sete dias úteis do nosso calendário — isso sem falar nas eleições no final do ano. No entanto, o evento esportivo deve garantir melhoria de empregos e renda, o que pode impulsionar as vendas.

Fiat lidera


"Não fosse a redução do IPI teria sido ainda pior", lembra Assumpção, que ressalta que a comparação vem de uma base muito alta, de 2012. "O resultado não é bom, mas não é preocupante."

Para Teresa, o ritmo de crescimento das vendas até 2012 é "insustentável".

A Fiat conquistou 21,34% das vendas neste ano, alcançando a liderança. Volkswagen e GM dividem o segundo lugar com 18,64% e 18,17% respectivamente.

Motocicletas pesam sobre o resultado

No resultado do ano, o setor de motos sofreu mais que a média. A restrição de crédito derrubou as vendas em 7,44% no acumulado do ano. Foi emplacado 1,515 milhão de motocicletas ao longo de 2013. A Honda foi líder de vendas, com participação de 80% do mercado no ano, seguida pela Yamaha, com 10% das vendas.

Em dezembro, as vendas de motocicletas dispararam 15,02% frente a novembro deste ano, graças à distribuição do 13º, que acaba canalizado aos consórcios.

"Os consumidores acabam quitando os consórcios e retirando o bem", diz Assumpção.

A região Nordeste, onde o consórcio responde por mais da metade das vendas, representou por 40% dos emplacamentos de motocicletas.

7 de janeiro de 2014

Superávit primário é maior do que a meta no ano, diz Mantega

                                       Mantega: meta do superávit é de R$ 73 bilhões.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou no dia 03 de janeiro que o governo central fez um superávit primário de cerca de R$ 14 bilhões em dezembro, o que resultou em cerca de R$ 75 bilhões no ano, acima da meta de R$ 73 bilhões.


"Queria começar o ano dando boas notícias do ponto de vista fiscal. O governo central cumpriu o compromisso de fazer um superávit primário acima de R$ 73 bilhões para o ano de 2013", afirmou.

Mantega ressaltou que os dados ainda não são definitivos. "Existem ajustes que poderão ser feitos, mas até o fim do mês teremos os dados precisos", afirmou.

Normalmente, esse número é divulgado na última semana de janeiro, mas o ministro quis adiantar o anúncio para a primeira semana do ano para sinalizar comprometimento do governo com a austeridade fiscal, depois de um ano de críticas e desconfiança em relação à política fiscal.

O governo antecipou a divulgação do resultado primário de 2013 "para baixar a ansiedade", afirmou o ministro da Fazenda. "Havia alguns analistas que diziam que não cumpriríamos o fiscal. Ficar com essa expectativa até o fim de janeiro não é bom. Então a antecipação vai acalmar aqueles que estavam nervosinhos", disse.

O ministro lembrou que até novembro o governo central fez R$ 60,5 bilhões de superávit primário. "Somando com os R$ 14 bilhões e quebrados (de dezembro), chegaremos próximo dos R$ 75 bilhões de economia que o governo fez em relação à despesa em 2013", disse.

"Portanto, cumprimos o nosso resultado fiscal e fizemos um pouco a mais que 1,5% do PIB", completou.

Mantega afirmou que agora é necessário aguardar o resultado dos Estados e municípios para saber qual será o resultado primário do governo como um todo, que só será conhecido no fim deste mês. "Eles têm R$ 20 bilhões e pouco de primário até agora, mas não sei o que ocorrerá em dezembro. Não me arrisco a dar posição", afirmou.

Mantega afirmou que, "de qualquer forma", o governo está cobrindo uma parte. "O que o governo teria de cumprir mesmo era R$ 73 bilhões. Nós estamos fazendo mais e isso ajuda a cobrir uma parte que eles poderão não fazer", disse. A meta de Estados e municípios da 2013 é de R$ 38 bilhões.

Projeções

O ministro evitou fazer projeções sobre o superávit primário que o governo central vai perseguir 2014 e se esquivou em responder se o valor poderia ser menor do que o realizado em 2013. Ele disse que, neste momento, "não vai definir parâmetros para 2014" e que uma definição sobre isso deve ocorrer no início de fevereiro, quando será publicado o primeiro decreto de programação orçamentária.

Mantega destacou ainda que, em 2013, o governo central poderia ter abatido R$ 45 bilhões de investimentos do PAC e de desonerações tributárias do seu resultado primário, o que não ocorreu. "Em 2014, nós poderíamos abater R$ 45 bilhões, e não vamos fazer isso. Será (um valor) menor."

O ministro disse que a obrigação do governo central era apresentar um bom resultado primário, "e não ficar especulando" sobre eventual rebaixamento do rating brasileiro.

O comentário foi uma resposta ao questionamento sobre análises que apontam que o superávit primário realizado pelo governo central em 2013 pode não livrar o Brasil do rebaixamento da nota de classificação de risco de agências internacionais. "Estamos apresentando um bom resultado, (sobre) algo que era tido como um problema por algumas empresas de rating", disse.

Guido Mantega voltou a citar a melhora da economia internacional como fator necessário para garantir um bom desempenho da economia brasileira neste ano. Mais que isso, afirmou que a economia internacional já dá "sinais sólidos de melhoria" e que por isso o Brasil poderá exportar mais em 2014. Uma referência ao resultado da balança comercial divulgado pelo governo no dia 02 de janeiro, que mostraram uma queda de 1% em 2013 ante 2012. "Não foi um ano bom para balança comercial", admitiu.

6 de janeiro de 2014

Letônia é o 18º país a aderir ao euro

A Letônia celebrou o Ano Novo tornando-se o 18º membro da zona do euro. A moeda comum foi adotada pelo país do Báltico depois da meia-noite (do horário local), enquanto os fogos de artifício explodiam no céu da capital.

O primeiro-ministro interino, Valdis Dombrovskis, sacou a primeira nota de euro de um caixa automático em uma cerimônia em Riga depois que uma TV local exibiu imagens de saudações de líderes europeus ao país.
                                                     Casa do parlamento da Letônia.

"É uma grande oportunidade para o desenvolvimento econômico da Letônia tornar-se membro da segunda principal moeda do mundo", disse o premiê. Depois de aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e à União Europeia (UE), em 2004, a entrada da Letônia na zona do euro foi vista como um passo natural e aprofundou a integração que o país e seus vizinhos do Báltico buscavam desde que saíram da União Soviética no início da década de 1990.

"Aderir ao euro marca a conclusão da jornada de volta da Letônia ao coração político e econômico do nosso continente, e isso é algo para todos nós celebrarmos", disse Olli Rehn, comissário da UE encarregado de assuntos econômicos e monetários.

Mas muitos letões estão céticos sobre o euro. Pesquisas de opinião mostram que cerca de metade deles se opõe à troca de moeda, embora o suporte à medida tenha de alguma forma aumentado neste ano. Alguns estão relutantes em desistir da própria moeda, o lat, visto como um símbolo de independência.

Também há preocupações sobre as turbulências financeiras da zona do euro nos últimos anos e um ressentimento em relação às medidas de austeridade impostas pelo governo para cumprir os rígidos critérios do bloco.

Também no Báltico, a Estônia aderiu ao euro em 2011 e a Lituânia pretende fazê-lo em 2015. Isso completaria os esforços dos países da região para se unir economicamente, politicamente e militarmente ao Ocidente e desvencilhar-se da influência da Rússia.

5 de janeiro de 2014

IPI da linha branca não muda com a chegada de 2014

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos da linha branca não terá aumento a partir do dia 1º de janeiro. O ministério da Fazenda informou que as alíquotas, que já foram elevadas em outubro passado, serão mantidas no nível atual conforme já estava previsto.
Aumento do IOF terá impacto insignificante no valor das prestações de eletrodomésticos.

A partir do dia 1º de janeiro ficou mais alto o IPI sobre automóveis, móveis, painéis e produtos plásticos. O IPI para máquina de lavar roupa, refrigerador e congelador está em 10% desde o dia 1º de outubro. O imposto para tanquinho está em 5% e para fogões, 4%. As alíquotas valem para produtos com eficiência energética A. Alguns itens de material de construção também estão com o imposto reduzido e não sofrem alteração neste início de ano.

Desde o início da crise financeira internacional em 2009, o governo tem usado a redução de tributos para estimular alguns setores e aumentar as vendas no varejo. A receita vem sendo repetida na tentativa de melhorar o crescimento da economia depois da crise na Zona do Euro. Por conta da queda na arrecadação e a dificuldade de fechar as contas do governo, o ministério da Fazenda vem fazendo recomposições parciais das alíquotas de IPI.

No dia 1º de janeiro houve um aumento de IPI para automóveis, móveis, painéis e produtos plásticos conforme já anunciado pelo governo. As alíquotas para carros estavam reduzidas desde maio de 2012 e serão recompostas em duas etapas - a segunda será em 1º de julho.

No caso do carro popular, com motor 1.0, a alíquota a partir de janeiro passará de 2% para 3% e, em julho, para 7%, voltando assim aos níveis normais. Para os caminhões, a decisão foi manter a alíquota em zero, em vigor desde janeiro do ano passado. No caso dos móveis, painéis e produtos plásticos, o aumento será de 3,5% para 4%. A mudança terá validade até 30 de junho.

4 de janeiro de 2014

Perspectiva 2014: Uma grande chance para os pequenos negócios

O próximo ano será especialmente promissor para os pequenos negócios ampliarem seu alcance no mercado nacional. A Copa do Mundo e as eleições – tanto estaduais como federais – vão oferecer muitas chances para estabelecer novas parcerias, fidelizar e ampliar os clientes. Porém, só vai se sobressair nessa conjuntura tão favorável aquele que investir em planejamento e muita capacitação para melhorar a gestão do negócio.
Corredor na São Silvestre: torcedores e empresários animados com a oportunidade de receber a Copa do Mundo 2014.

O cenário é favorável para os mais variados segmentos, com destaque para o mercado de eventos, serviços gráficos e confecções. Nosso mercado nacional, com cerca de 100 milhões de consumidores, será reforçado por mais 600 mil turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo, segundo estimativas da Embratur.

Mesmo que as micro e pequenas empresas tenham o mercado nacional como foco, é estratégico considerar os concorrentes estrangeiros para aumentar a competitividade de seus produtos e serviços. De que maneira? Adotando processos e padrões de qualidade mundial, independentemente do porte do negócio.

Com o aumento de renda, a população tem tido mais condições de viajar e obter novos parâmetros de qualidade de produtos e serviços. A padaria da esquina, por exemplo, não concorre apenas com os estabelecimentos vizinhos da região. Os clientes pelos quais ela disputa também têm outras referências de mercado.

O trem com essas oportunidades está passando e as micro e pequenas empresas têm de ocupar pelo menos um dos vagões. Isso significa que não adianta o empreendedor confiar apenas no instinto ou em uma boa ideia. Convém se preparar para se sobressair. Um aspecto a considerar sobre 2014 é o fato de que neste ano teremos muitos feriados devido aos grandes eventos. Haverá mais turistas nas ruas, mas haverá menos clientes nas atividades que não são diretamente relacionadas aos jogos ou às eleições.

Para quem está atento e se prepara para as oportunidades, o prognóstico, sem dúvida, é muito positivo. Teremos grandes eventos que, embora sejam passageiros, podem ter consequências positivas duradouras. A sustentabilidade de uma empresa está diretamente relacionada ao foco na gestão e ao planejamento adequado. São esses os fatores que podem tornar 2014 um ano decididamente positivo para os pequenos negócios.