13 de abril de 2014

BRF poderá explorar Indonésia com nova unidade, diz Abilio Diniz

                         Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração da BRF.

A BRF, maior exportadora de carne de frango do mundo, espera que sua nova fábrica de alimentos processados em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, possa ajudá-la a explorar o mercado da Indonésia, disse o presidente do Conselho de Administração da companhia, o empresário Abilio Diniz, no dia 07 de abril.


A empresa informou no ano passado que esperava iniciar a operação da unidade em Abu Dhabi no primeiro semestre de 2014.

"A fábrica vai nos tornar mais fortes no Oriente Médio e melhorar a nossa presença na região", disse Abilio, em um evento em São Paulo promovido pelo banco de investimentos Bradesco BBI.

"Quem sabe, poderíamos até esticar e ter uma presença no mercado indonésio, um mercado com mais de cem milhões de pessoas", acrescentou Diniz.

12 de abril de 2014

Fuja dos 7 piores momentos para tomar uma decisão financeira

Tomar decisões quase sempre é uma tarefa difícil. Fica ainda mais complicado quando o principal elemento em questão é o seu dinheiro. Entre palpites, pressões familiares e questões subjetivas, praticamente tudo que está ao redor influencia, e muito, na hora de bater o martelo de uma compra, venda e até de fazer um investimento.
                 Será sempre muito difícil racionalizar completamente qualquer decisão.

A questão é que nós, os seres humanos, somos absolutamente emocionais e, por mais contas e análises que façamos, será sempre muito difícil racionalizar completamente qualquer decisão. Tudo fará diferença no seu veredicto: desde a simpatia do corretor de imóveis até a temperatura da sala onde você e seu gerente conversaram sobre os investimentos.

O educador financeiro Conrado Navarro sugere como primeiro passo o reconhecimento desta condição. Será muito mais fácil lidar com as variáveis emocionais quando você souber que elas existem. “Um bom negócio passa pela questão financeira, pela idoneidade da operação e pela sua satisfação em fazê-lo. Sempre terá um componente pessoal muito grande”, diz.

Garantia de sucesso não há. Mas há momentos que claramente não são melhores para bater o martelo sobre uma decisão. O pesquisador do Núcleo de Estudos de Felicidade e Comportamento Financeiro da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), Wesley Mendes, lembra que é possível criar as melhores condições possíveis para uma escolha acertada. “Toda decisão precisa de um certo nível de racionalidade”, diz. “Então é fundamental tentar fugir dos momentos altamente emocionais.”

Veja os 7 piores momentos para tomar uma decisão financeira.

1- Na alegria

Momentos de felicidade e comemoração merecem ser curtidos. Não perca tempo pensando em decisões financeiras, porque muito provavelmente seu bom humor poderá converter otimismo em excesso de confiança – e é aí que mora o perigo. Wesley Mendes, da FGV, lembra que toda decisão financeira envolve um risco e ele precisa ser, ao menos, estimado. “Quando estamos muito felizes, tendemos a confiar demais nas abstrações”, diz. Para o pesquisador, jovens e religiosos ferrenhos são os principais perfis. “O jovem porque não teme e os excessivamente religiosos porque têm um menor senso de controle da vida.”

Por isso, o momento de euforia de ver seu time campeão, por exemplo, deve ser aproveitado fora de qualquer estabelecimento comercial – e de preferência com a carteira longe.
                     A depressão ou a tristeza tiram de você boa parte da racionalidade.

2 - Na tristeza

Os sentimentos extremos são sempre o pior cenário possível para sua decisão. Assim como a euforia eleva as expectativas a níveis pouco saudáveis, a depressão ou a tristeza tiram de você parte da sua racionalidade. Nesses casos, ou você toma decisões que confortarão os seus sentimentos, ou deixará de ver oportunidades onde pode haver bons negócios. “Não se toma decisões em momento de crise”, define Mendes, que sugere resguardo máximo em momentos de instabilidade. “Nesses momentos, nossa capacidade de processar informações está restrita e, por isso, vamos acabar em decisões pouco racionais.”

Quando perder uma pessoa próxima, deixe para decidir o que fazer com os bens quando o luto já estiver elaborado. Por exemplo, manter um comércio funcionando só porque era a razão de viver do seu avô pode dar dor de cabeça no futuro.

3 - Na pressa

Não é por acaso que as promoções de lojas e supermercados invariavelmente incluem um “só hoje” ou um “promoção válida enquanto durarem os estoques”. “As propagandas tendem a suprimir sua racionalidade privando você do tempo”, lembra Mendes. Você não precisa correr se não quiser e não há oportunidades únicas. “As decisões rápidas tendem a ser demasiadamente irracionais. Só toma decisão acertada rapidamente quem é treinado para isso”, aponta. Quando o assunto é tempo, uma regra é magna: quanto maior o valor financeiro do objeto em decisão, mais tempo você deverá gastar estudando possibilidades.

Não tema levar meses até decidir qual geladeira ou computador comprar. Mendes sugere ensaiar. “Se você quiser pegar o jeito e se acostumar com a tomada de decisão, a melhor coisa é simular”, diz. Faça as contas como se fosse fazer a aquisição ou a venda todas as vezes em que escutar propostas. Aos poucos, as ponderações ficam mais automáticas – e as decisões mais seguras.

4 - Na dúvida

Por sinal, se você é daqueles que simplesmente não consegue chegar a um veredicto, saiba que você não é só extremamente cauteloso nem indeciso, pode estar também mal informado. O educador Conrado Navarro explica que normalmente essa insegurança vem de falta de domínio sobre o assunto, seja ele um investimento ou qualquer outro tipo de operação. “Geralmente as pessoas ficam indecisas quando há uma assimetria de informação entre a pessoa que está do outro lado e quem está tomando a decisão. Esse medo paralisa”, explica.

Navarro aconselha ser mais proativo e buscar aprender mais, com cursos, conversas, ajudas, leituras e qualquer outra coisa que possa dar mais confiança. “É fundamental você decidir sabendo por que tomou a decisão”, aponta.
                                       Excesso de palpites pode atrapalhar a decisão.

5 - Na pressão

Se tiver muita gente em volta dizendo o que fazer, procure a primeira porta mais próxima e fuja. Poucas coisas podem ser mais venenosas para uma boa tomada de decisão que os excessos de opções e argumentações vindos de familiares, amigos e palpiteiros em geral. Estes carregam a decisão de tons emocionais e é exatamente isso que você não quer.

Se forem familiares, procure o diálogo e encontre um acordo comum a todos. Navarro explica que todos os envolvidos nos resultados da decisão podem e devem discutir e também fazer concessões. “É importante que cada um ceda em um aspecto, para que não haja intransigência na decisão”, explica. Quando o acordo não for viável, consulte um profissional e faça com que ele aponte qual o melhor caminho.

6 - No escuro

Quando você não tem um objetivo muito claro, tomar decisão pode ser um processo duro e, pior, frustrante. Isso poder parecer óbvio, mas muitas vezes as pessoas se perdem dentro de seus sonhos. Seu objetivo de vida é morar fora do País? Não compre um imóvel. Acabou de casar e ainda não sabe em que cidade pretendem criar raízes? Opte pelo aluguel. O importante é manter a coerência. “O objetivo precisa estar claro, senão a insegurança do futuro vai estragar seu presente”, explica Navarro. “Tem casal que acaba de casar, já compra um apartamento sem saber se pretende, por exemplo, mudar de cidade para criar os filhos. Aí se endivida, aperta os cintos e não consegue curtir os primeiros anos do casamento.”

Claro que não há regras: se o seu objetivo for comprar um apartamento em Miami, não hesite em correr atrás do que quer. No entanto, mantenha-se focado e coerente. Só assim você não vai acabar se arrependendo do esforço. “Para tomar alguma decisão, a pessoa precisa estar sempre orientada para um objetivo maior, em que suas ações convirjam naturalmente para ele”, explica Wesley Mendes, da FGV.
                                                Observe os movimentos do mercado.

7 – Na tempestade

É claro, não se esqueça de observar o cenário econômico da sua decisão em questão. Se vai comprar ações na bolsa, lembre-se de avaliar se o momento é o mais favorável. Quando for abrir um negócio, avalie se há demandas para seu produto e, principalmente, se as pessoas estão dispostas a pagar por ele. Se já planejou as férias, acompanhe a oscilação da moeda que você deverá comprar e aproveite as oportunidades. Com o objetivo em mente, você vai saber para onde olhar.

Fundamental aqui é, por exemplo, não deixar para observar a cotação do dólar somente quando falta uma semana para fazer aquela viagem da qual você já estava informado à mais de um mês. “Toda boa decisão depende de planejamento”.

11 de abril de 2014

Log-In vai operar rota de Manaus a Santos a partir de maio

                                                Navio Jacarandá da Log-In Logística.

A empresa de logística Log-In informou no dia 04 de abril que lançará em maio serviço de cabotagem expresso que conectará os portos de Manaus (AM) e Santos (SP) com tempo de viagem de 10 dias, segundo comunicado – quatro dias menor que serviços de cabotagem atuais, disse a empresa.

O serviço, batizado de Costa Norte Express, aumentará a capacidade de transporte de cargas entre os portos do Sul, Sudeste, Nordeste e Norte do país, conectando terminais em Salvador (BA), Suape (PE), Fortaleza (CE) e Vila do Conde (PA).

A empresa vai usar os navios Log-In Pantanal e Log-In Amazônia, cada um com 1700 Teus (unidade de medida para contêineres) de capacidade.


De acordo com a companhia, o novo serviço de cabotagem visa prioritariamente atender empresas de polo industrial de Manaus que necessitam enviar seus produtos aos mercados do Sudeste e Sul do país com uma maior frequência do que as linhas atuais.

A Log-In informou ainda que o Costa Norte Express terá frequência quinzenal e, somado com outra rota da Log-In – o Serviço Amazonas – a empresa fará seis escalas por mês em Manaus. Já a conexão do novo serviço com a rota Atlântico Sul permitirá o envio de carga para Buenos Aires, via Manaus, disse a empresa.

10 de abril de 2014

Gol é condenada por racismo após atendente dizer "tinha que ser preto mesmo”

A companhia aérea Gol foi condenada pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Amazonas a pagar R$ 20 mil em indenização a um consumidor por racismo. O passageiro ia viajar para Recife para comparecer ao funeral da mãe.


A discriminação racional ocorreu por parte de uma atendente da Gol no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, em 2011.
                       Gol também foi condenada por danos materiais em R$ 1.842,22.

Segundo nota publicada no site do TJ, o consumidor teve dificuldades para comprovar uma transação feita pelo cartão de crédito do chefe no mesmo dia da viagem. Impossibilitado de entrar no voo, ele afirmou que iria buscar os seus direitos.


"Quando virou as costas, ouviu a funcionária proferir ofensas discriminatórias, na frente de outros passageiros, dizendo: 'tinha que ser preto mesmo'", informa a nota.

Além da indenização por danos morais, a Gol também foi condenada a pagar a quantia de R$ 1.842,22, a título de indenização por danos materiais, pelo valor gasto com a compra das passagens no cartão de crédito do chefe do passageiro, acrescidos de juros e correção monetária.

Procurada, a Gol informou que só se manifestará na Justiça.

9 de abril de 2014

Produtos da Páscoa têm mais de 50% de impostos, revela estudo

                     Mais de 38% do valor dos ovos de Páscoa é composto por tributos.

Alimentos, serviços e produtos consumidos na Páscoa, como bacalhau, vinho, chocolate e até coelho de pelúcia poderiam ser vendidos por um preço muito menor se não fossem os impostos.


Segundo estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), a carga tributária sobre esses artigos ultrapassa 50%.

O vinho, por exemplo, é o produto que tem maior incidência de impostos: 54,73%.

Já o bacalhau tem 43,78% de seu valor em carga tributária, o que explica, em grande parte, o seu alto custo.


Os ovos de Páscoa também não ficam de fora. Mais de 38% do valor desses produtos é composto por tributos.

Segundo João Eloi Olenike, presidente executivo do IBPT, a maioria dos brasileiros poderia desfrutar de mesas mais fartas se não houvesse o excesso de tributação.

"Os produtos da Páscoa normalmente são superonerados de tributos. Com menos carga tributária, maior seria a demanda de emprego e renda em todos os setores”, avalia Olenike.

8 de abril de 2014

Mantega reconhece reajuste maior de energia a partir de 2015

         Segundo Mantega, economia poderá crescer entre 3% e 5% nos próximos anos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse no dia 02 de abril, durante o programa Bom Dia Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que o reajuste de energia de 2015 deve ser um pouco maior porque o custo da eletricidade no país aumentou. Ele lembrou, no entanto, que o Tesouro Nacional vai liberar 4 bilhões de reais às distribuidoras de energia para mitigar parte desse problema e compensar parte do reajuste. 

Ele ressaltou que o aumento na conta de luz não será linear para todas as companhias. "Existe uma regra para reajustes de energia elétrica e cada empresa tem o seu", afirmou. "O reajuste vai acontecer, será um pouco maior, mas não tudo que é devido porque o governo estará compartilhando parte do custo com consumidor", completou.

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PIB - Mantega também reconheceu que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% em 2013 não foi "um grande crescimento", mas ponderou que foi suficiente para criar os empregos que o país precisava e para gerar renda e riqueza para a população. "Se você comparar com outros países, no âmbito do G-20, nós estivemos entre os que mais cresceram em 2013, mais do que os EUA. "Estão aí falando em retomada do crescimento dos EUA, e eles só cresceram 1,9% no ano passado", afirmou.

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Meta fiscal - Em entrevista à NBR, no dia 02 de abril, Mantega, afirmou que o governo federal está propondo o adiamento da votação no Congresso da mudança nos parâmetros de cobrança de juros da dívida de Estados e municípios com a União. Segundo ele, o governo quer deixar "em suspenso" o projeto de lei que deixa dúvidas quando ao desdobramento do endividamento de Estados e municípios, diante de interpretações de que agentes econômicos de que isso poderia comprometer a meta fiscal. 

O ministro reafirmou que a meta de superávit primário de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2014 será cumprida.

7 de abril de 2014

Casal gay pode fazer declaração conjunta no Imposto de Renda

Desde 2011, a Receita Federal permite que casais homossexuais coloquem seus parceiros como dependentes na declaração do Imposto de Renda (IR). A conquista ocorreu logo após uma decisão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), em maio daquele ano, que reconheceu a união estável entre casais do mesmo sexo – abrindo precedente para que outros tribunais e órgãos percorram o mesmo caminho.
Casais do mesmo sexo com regime de união estável comprovado podem abater despesas com saúde e educação do companheiro.

Para fazer a declaração conjunta, colocando o parceiro como dependente no Imposto de Renda, é preciso atender aos mesmos requisitos da união estável válidos para homem e mulher.

“O casal deve comprovar a união estável homoafetiva por meio de acordo judicial ou contrato feito em cartório”, esclarece a coordenadora de Imposto de Renda da H&R Block, Eliana Lopes.

Para isso, os parceiros precisam ter vivido juntos por no mínimo cinco anos, ou adotado um filho em comum. O companheiro declarado como dependente precisa ter renda inferior ao teto de isenção do Imposto de Renda, que em 2014 é de R$ 25.661,70.

“Cabe ao casal verificar se é vantajoso optar pela declaração conjunta”, sugere Eliana. Segundo a especialista, se ambos possuírem renda e não forem isentos, pode ser melhor financeiramente declarar em separado. Para chegar a essa conclusão, pode-se fazer a simulação no programa da Receita antes de enviar a cópia definitiva.

Gastos do dependente podem ser deduzidos

As regras da declaração conjunta para heterossexuais são as mesmas para casais do mesmo sexo: é possível incluir o parceiro como dependente do plano de saúde e deduzir despesas médicas do companheiro, assim como os gastos com educação – limitados a 3.230,46 . Confira quais as despesas que permitem abater o imposto.

O titular da declaração tem direito de abater, além dos R$ 1.974,72 por dependente, eventuais doações feitas pelo parceiro, como explica o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

Bens em comum adquiridos durante a união do casal também devem ser informados na declaração, pois isto está previsto na lei, ressalta Eliana, da H&R Block.

Veja quem pode ser incluído como dependente no Imposto de Renda:

Cônjuge ou companheiro(a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, inclusive para relações homoafetivas

Filho(a) ou enteado(a) de até 21 anos de idade, ou de qualquer idade se incapacitado física ou mentalmente para o trabalho

Filho(a) ou enteado(a) de até 24 anos que cursam ensino superior ou escola técnica de segundo grau (o fato de ter completado 25 anos não influencia)

Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem amparo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho

Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem amparo dos pais, com idade de 21 anos até 24 anos, se ainda estiver cursando ensino superior ou escola técnica de segundo grau, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os 21 anos

Pais, avós e bisavós que, em 2013, tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não, até R$ 20.529

Sogro ou a sogra podem ser dependentes se seu filho ou filha estiver declarando em conjunto com o genro ou a nora

Menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial

Pessoa absolutamente incapaz (como menores, enfermos e deficientes), da qual o contribuinte seja tutor ou curador

6 de abril de 2014

BC tenta restringir poupadores com direito a correção dos planos econômicos

O Banco Central (BC) emitiu um parecer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo para restringir o alcance de poupadores beneficiados pela correção monetária dos planos econômicos. O pedido refere-se a uma ação civil pública (ACP) em que o Banco do Brasil foi condenado a ressarcir as perdas da poupança em câmbio nacional.
Isaac Sidney Menezes, autor do documento que pede a restrição dos poupadores beneficiados.

No documento, o procurador-geral do BC, Isaac Sidney Menezes Ferreira, defende que a decisão deveria ter efeito apenas regional. Ou seja, beneficiar apenas os correntistas do BB do Distrito Federal – onde correu a ação – e que, além disso, fossem associados ao Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), entidade autora do processo.


É a primeira vez que o Banco Central se manifesta pedindo a restrição regional em um recurso que vai consolidar jurisprudência, na condição de amicus curiae (parte interessada na causa), segundo confirmou o próprio órgão.

Mas no caso em questão, o STJ já havia decidido – em sentença de 2009 que transitou em julgado (da qual não é mais possível recorrer) –, que a ação coletiva beneficia poupadores de todo o País, e não apenas do Distrito Federal, podendo qualquer pessoa que se sentiu prejudicada entrar com uma ação individual para ter direito ao benefício.

Desde então, centenas de ações sobre o tema chegaram aos tribunais de diversos Estados. Até que uma delas, originária de um poupador do Rio Grande do Sul e cujo recurso especial tramita no STJ em favor do correntista, será julgada em caráter repetitivo pela Corte (ou seja, será aplicada de forma idêntica para todas as outras) para definir quem se beneficia das ações coletivas.

BC alega risco econômico aos bancos

Se o STJ mantiver o entendimento da abrangência nacional, o BC alega consequências econômicas, citando um estudo encomendado que contabiliza as perdas do sistema financeiro.

“Se prevalecer a posição de que as ACPs [ações civis públicas] podem beneficiar todos os poupadores, então o risco para os bancos é significativamente maior”, informa o documento.

De acordo com o estudo apresentado pelo BC, o custo destas ações para os bancos pode variar de R$ 23 bilhões, num cenário no qual a abrangência é local e não incidem juros de mora (taxa sobre o atraso de um pagamento), até R$ 341 bilhões se o efeito for nacional e houver a taxação extra.

No entendimento do Idec, autor da ação civil pública que originou a discussão, o alcance nacional das ações civis públicas já foi reconhecido no STJ e não cabe ao BC revisar a questão.

“Isso [abrangência nacional das ações coletivas] já foi decidido de maneira definitiva contra o Banco do Brasil e nem poderia mais ser discutido, porque já transitou em julgado [não se pode mais questionar a decisão]”, explica Mariana Alves Tornero, advogada do instituto.

Segundo Mariana, o Idec defende causas que atingem a todos os consumidores, e não apenas seu quadro de associados, de modo que pedir para restringir o benefício apenas a este grupo seria incabível.

"[O parecer do BC] é mais uma tentativa de criar confusão e atrasar o andamento do processo, que já se encontra em fase de execução (definição dos valores a serem pagos pelo banco)", defende. "Eles [os bancos] conseguem muita coisa com essas tentativas de versar sobre o que já foi decidido”.

Na visão do advogado Alexandre Berthe, que entrou com diversas ações em defesa dos poupadores, uma ação civil pública nem precisaria existir se seus efeitos não valessem para todo mundo, como pretende o BC.

“Seria uma aberração jurídica [o acolhimento do pedido pelo STJ]. Isso reduziria de forma drástica e incalculável o número de pessoas beneficiadas nestas ações”, diz.

O BC e o Idec afirmam não ser possível estimar a quantidade de poupadores que deixariam de se beneficiar se a abrangência da ação fosse regional e restrita aos associados do instituto.


Mas é possível estimar que, dos milhões de brasileiros possivelmente prejudicados pelos expurgos inflacionários no País, apenas os cerca de 10 mil associados do Idec, com conta no BB do Distrito Federal à época dos planos (entre 1986 e 1991), teriam direito ao benefício.

Para Berthe, o documento apresentado pelo BC é mais uma manobra a favor dos bancos, como a de postergar ao máximo o julgamento de ações que correm no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a constitucionalidade dos planos econômicos.

Marcado para o fim de 2013, o julgamento no Supremo já foi adiado por duas vezes por pressão dos bancos, que amparados pela Febraban (Federação Nacional dos Bancos) e pelo Ministério da Fazenda, alegam um rombo que afetaria todo o sistema econômico.

“Essa demora só beneficia os bancos, já que inúmeros processos estão para prescrever (perder validade jurídica) e muitos dos poupadores estão morrendo. Hoje vejo que esse julgamento tem razões políticas”, conclui Berthe.

Procurado, o BC se limitou a confirmar as afirmações contidas no documento. A Febraban, que também age como parte interessada nas ações, disse que não comenta o assunto.

Entenda a ação que condenou o BB

O caso teve início em 1993, quando o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) entrou em São Paulo (SP) com uma ação civil pública contra o Banco do Brasil, pedindo o pagamento da diferença da correção monetária sobre os saldos da poupança dos seus clientes, em janeiro de 1989.

Por que o processo chegou ao Distrito Federal?

Devido ao âmbito nacional dos danos aos correntistas, o processo foi transferido ao Distrito Federal, como prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC). A ação, da qual não é mais possível recorrer, teve decisão favorável aos poupadores de todo o País, determinando a correção do índice de 42,72% sobre o que fosse aplicado sobre os saldos naquela época.

STJ também julgará aplicação dos juros de mora

Também aguarda julgamento a aplicação dos juros de mora (taxa sobre o atraso de um pagamento) nas ações coletivas da poupança. O Tribunal já adiou por três vezes a pauta, alegando conflito de interesse de dois ministros: João Otávio de Noronha e Villas Bôas Cueva.

Ambos têm relações com o Banco do Brasil, que é parte na ação. Eles já haviam manifestado isso no adiamento anterior. O recurso que será julgado definirá se a aplicação dos juros vale a partir da citação na ação civil pública (1993), ou desde o início de cada ação individual proferida na ação coletiva.

5 de abril de 2014

Gênio da falsificação dá 6 dicas para evitar ser alvo de fraudes bancárias

Se você assistiu “Prenda-me se for capaz”, longa do diretor Steven Spielberg, estrelado por Leonardo Di Caprio e Tom Hanks, possivelmente se lembra quem é Frank Abagnale Jr.

O filme, baseado na biografia de um dos maiores fraudadores da história dos Estados Unidos, mostra muitos elementos em comum entre o personagem representado por Di Caprio e o verdadeiro Abagnale Jr, que está em visita ao Brasil nesta semana para lançamento do Safety, nova plataforma de segurança da informação da Serasa Experian.
Leonardo Di Caprio representou Frank Abagnale Jr. nos cinemas, em filme dirigido por Steven Spielberg: ele fingiu ser piloto da PanAm por anos.

Há 35 anos a serviço do principal órgão de investigação norte-americano, o FBI (Federal Bureau of Investigation), Abaganale Jr. usa sua experiência como estelionatário para desmascarar outros criminosos e fraudadores – teve participação ativa no esclarecimento de crimes financeiros como os casos Enron, Madoff, entre outros.

Filho de pais separados, Abagnale saiu de casa aos 16 anos. Durante cinco anos, se passou por piloto de avião, professor universitário, pediatra e advogado. Durante esse período embolsou nada menos que US$ 2,5 milhões em cheques falsificados. Aos 21, foi pego pela polícia francesa, mas só cumpriu cinco anos de sua pena. Foi solto sob a condição de ajudar as agências federais com as investigações sobre fraude – sem nenhuma remuneração.
                    Frank Abagnale Jr. atualmente escreve um livro sobre ética e caráter.

Aos 66 anos, Abagnale diz ser um homem regenerado. Atualmente, escreve um livro sobre ética e caráter e defende o ensino de conceitos morais desde os primeiros anos escolares. “Eu era uma criança quando cometi todos esses crimes. Só sou considerado um gênio hoje porque eu tinha apenas 16 anos quando comecei isso”, diz. “Mesmo aos 16 anos, uma criança precisa de pai e mãe, precisa de assistência. O divórcio dos pais provoca reações difíceis de calcular quando você é jovem e destemido.”

No entanto, hoje ele acha que a vida dos fraudadores está cada vez menos desafiadora. “É quatro vezes mais fácil fraudar um cheque hoje”, diz. “Você entra no site do banco, capta a marca, coloca toda a informação, imprime seu cheque em quatro cores ainda melhores que a impressão do banco.”

Para Abagnale, a tecnologia ajuda o crime e ainda há muitas pessoas e empresas que não se atentam para a quantidade de informações que disponibilizam em cadastros, redes sociais, entre outros. Por isso, ele acredita na educação na disponibilização de dados. “A maior parte das pessoas é honesta, então não vê nenhum mal em compartilhar suas informações, mas quando sabem do risco que correm, aprendem”, lembra.

“Criminosos fogem das dificuldades e buscam oportunidades. Se for difícil para eles buscarem seus dados, eles desistirão de você”, diz. “Eu sempre sugiro que as pessoas façam as mesmas coisas que eu faço para proteger suas informações.”

Confira as seis dicas de Frank Abagnale Jr para evitar fraudes.

1) Tenha um triturador: “Tudo o que você acredita não ter qualquer significado, como um envelope, por exemplo, pode ser valoroso para alguém. Triture tudo que tiver seu nome, endereço e quaisquer outras informações suas.”

2) Assine serviços de monitoramento do cartão: “Adquira algum sistema de monitoramento para as suas transações. É fundamental que você saiba sempre que alguém estiver tentando fazer alguma operação com seu cartão.”

3) Evite os cheques: “Tenha cuidado com quem vai receber seus cheques. Um cheque tem informações como seu nome, números de documentos, agência e conta bancária, além da sua assinatura junto ao banco.”

4) Evite o cartão de débito: “Eu não uso cartões de débito. Quando você entrega seu cartão para uma operação de débito, você está abrindo o acesso da sua conta bancária para aquele estabelecimento.”

5) Para internet, prefira pagar com crédito: “Eu adoro fazer compras na internet, mas sempre pago com o cartão de crédito. Se alguém estiver tentando roubar seu dinheiro, melhor que roube o dinheiro da Visa ou da Mastercard do que o seu. A responsabilidade de zelar pela sua segurança passa a ser deles.”

6) Evite fotos frontais nas redes sociais: “Quanto mais fotos você tiver no Facebook, mais rápido um fraudador vai descobrir seu perfil, as coisas que você gosta e compra, as lojas e os estabelecimentos que frequenta. Eu sugiro aos jovens evitar as fotos frontais de rosto, porque os softwares de detecção de face estão cada vez melhores e eficientes. Hoje eu levo sete segundos para chegar ao seu perfil no Facebook se eu tiver uma foto sua.”

7) Evite oferecer muitos dados: “Quando você coloca o local do seu nascimento e sua data de nascimento no Facebook, você oferece 98% das informações que um criminoso precisa para buscar seus dados e te fraudar. Não percebemos o quanto as pessoas procuram por essas informações.”

4 de abril de 2014

Publicidade online fica mais visível e confiável com nova tecnologia, diz WSJ

Comprar espaço publicitário na internet sem ter a garantia de que ele será visto já é quase coisa do passado, de acordo com o repórter Jack Marshall, em artigo publicado esta semana no jornal The Wall Street Journal.


"A indústria de anúncios online está aderindo a novas métricas para ajudar os anunciantes a comprar apenas espaços visíveis pelos internautas, um passo que promete dar mais confiança às empresas nos gastos com publicidade na internet", relata.
Marshall, do WSJ: "comprar anúncio online sem saber se será visto é coisa do passado".

Marshall explica que, historicamente, o custo de um anúncio online tem base no número de vezes em que uma página é visualizada. O problema desta estratégia, segundo ele, é que os anúncios são frequentemente posicionados em espaços que as pessoas nunca veem, e isso representa desperdício de dinheiro.

O artigo cita um estudo espantoso feito pela comScore, mostrando que 54% dos anúncios na internet exibidos entre maio de 2012 e fevereiro de 2013 não foram vistos por ninguém.

"Para combater o problema, empresas especializadas em tecnologia online estão desenvolvendo formas de medir qual o potencial de um anúncio ser visualizado. Muitos já incorporam uma tecnologia que permite saber se alguém navegou o suficiente para visualizá-los", explica o repórter.

Segundo Marshall, o Media Rating Council (MRC) — entidade que padroniza métricas de publicidade online – aconselhará os anunciantes, no dia 31 de março, a começar a comprar anúncios atrelados a esta nova métrica de visibilidade.

Isso permitirá a eles entender melhor a efetividade de seus anúncios e o retorno do investimento em suas campanhas, de acordo com o vice presidente do MRC, David Gunzerath.


"Muito trabalho já foi dispendido pelo MRC nesse esforço, avaliando tecnologias desenvolvidas por várias empresas", completa Marshall, "ao passo que algumas já vendem publicidade online com base nessas tecnologias". 

O artigo cita que o Google passou a permitir, em dezembro, que os anunciantes comprem apenas anúncios considerados vísíveis, utilizando um produto chamado Active View. Mais de 1.500 clientes aderiram à tecnologia, aplicada em cerca de 100 mil sites nesta rede de anúncios.

"Compradores de anúncios aprovam amplamente a mudança, dizendo que ela trará mais transparência ao mundo da publicidade online", escreve o WSJ. "Isso também pode ajudar a minimizar o impacto de atividades fraudulentas que continuam a assolar este meio", acredita Marshall.