12 de novembro de 2014

Itaú Unibanco tem lucro de R$ 5,4 bilhões no 3º trimestre

O Itaú Unibanco apresentou resultados vigorosos do terceiro trimestre, com um mix de aceleração do crédito, aumento da rentabilidade e do lucro e melhora da qualidade da carteira.

No período, o maior banco privado do país teve uma alta de 35,3 por cento do lucro líquido na comparação com igual etapa de 2013, para 5,404 bilhões de reais. Em bases recorrentes, o lucro de 5,457 bilhões de reais foi 35,7 por cento maior ano a ano. O número também veio acima da previsão média de analistas ouvidos pela Reuters, de 5,029 bilhões de reais.

O resultado veio apoiado na aceleração dos financiamentos, cujo estoque total evoluiu 10,2 por cento em 12 meses até setembro, para 503,345 bilhões de reais, com destaque para as linhas imobiliária (+22,4 por cento), consignado (+77 por cento) e cartão de crédito (+26 por cento). Ao mesmo tempo, encolheu em 3,5 por cento o volume de empréstimos para pequenas e médias empresas, e em 26,7 por cento a de automóveis, na base anual.

No mês passado, o banco havia informado que sua carteira de crédito cresceria aproximadamente 8 por cento em 2014, abaixo da faixa prevista antes, de 10 a 13 por cento.

A margem financeira somou 14,37 bilhões de reais, avanço de 21,4 por cento em 12 meses e de 5,7 por cento sobre junho. O resultado foi alavancado entre outros fatores pelo salto anual de 218,6 por cento na margem financeira com o mercado, refletindo bom resultado da tesouraria no período.

A taxa anualizada da margem financeira de crédito após risco de crédito ficou em 7,9 por cento, ante 8 por cento no trimestre anterior e 7,4 por cento no terceiro quarto de 2013.

O avanço nas concessões de crédito veio seguido de redução dos atrasos acima de 90 dias, que no fim de setembro respondiam por 3,2 por cento do estoque de financiamentos, a nona queda consecutiva e a menor desde a fusão entre Itaú e Unibanco, em 2008. No terceiro trimestre do ano passado, o índice tinha sido de 3,9 por cento.

As despesas do banco com provisões para perdas com calotes somaram 3,902 bilhões de reais no trimestre, alta de 5,1 por cento na base sequencial e de 3,9 por cento ano a ano.

Já as despesas não decorrentes de juros, que incluem as administrativas, tiveram incremento anual de 12,1 por cento, a 9,753 bilhões de reais.

As receitas do grupo com tarifas e serviços evoluíram 17,3 por cento no comparativo anual, para 6,56 bilhões de reais.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido, que mede como os bancos remuneram o capital de seus acionistas, ficou em 24,7 por cento, alta de 3,8 pontos percentuais ante igual etapa de 2013.

A ação do banco abriu em alta de mais de 3 por cento após a divulgação dos resultados, enquanto o Ibovespa tinha valorização de 0,6 por cento.

11 de novembro de 2014

Menor que um vírus, ponto quântico é a evolução das TVs LCD

LCD, LED, OLED, Miracast, HDMI, DLNA. Essas são apenas algumas siglas e termos que uma hora ou outra aparecem na vida de quem vai escolher uma TV. E, em breve, essa lista deve aumentar com um novo termo com um nome particularmente chamativo: ponto quântico.

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Já presente em algumas TVs da Sony, a tecnologia de ponto quântico voltou a ser assunto na semana passada, quando LG e Samsung manifestaram interesse em fabricar televisores com essa tecnologia. Mas o que é ponto quântico, afinal?
Lançado em 2013, Xperia Z2 foi primeiro smartphone da Sony com tecnologia de ponto quântico.

O que é a tecnologia de ponto quântico?

A principal ideia da tecnologia de ponto quântico é substuir os LEDs que fornecem a iluminação das telas LCD por uma fonte de luz mais pura. Numa TV LCD com LED, os LEDs geram a luz branca responsável pela iluminação da tela. Mas essa luz contém frequências de outras cores, o que dificulta a ação do filtro de cores do painel LCD. A consequência disso é uma diminuição na quantidade de cores mostrada pela TV.

Já a tecnologia de ponto quântico usa partículas (os pontos quânticos) de um material semicondutor para criar uma luz branca mais pura do que a do LED.

Os pontos quânticos são minúsculos e medem 0.1 nanômetro, cerca de 10 mil vezes menos do que a espessura de um fio de cabelo. Para efeito de comparação, vírus costumam medir entre 20 e 400 nanômetros. Os pontos quânticos são produzidos em laboratório a partir de uma combinação de elementos químicos que inclui cádmio e índio.

Como funciona a tecnologia de ponto quântico?

Na tecnologia de ponto quântico, gerar uma luz azul é a parte inicial do processo. Uma corrente elétrica é aplicada aos pontos quânticos que geram a luz azul. Em seguida, a luz azul reage com outros pontos quânticos para gerar luzes verde e vermelha com altíssimo grau de pureza. A combinação de azul, vermelho e verde gera uma luz branca mais pura do que a criada pelo LED.

O tamanho e a forma de cada ponto quântico definem a luz que ele vai gerar. Pontos quânticos menores geram luz com tonalidade azulada, e maiores tendem ao vermelho. Combinando pontos quânticos de vários tamanhos e formas é possível gerar uma grande quantidade de cores, e a tecnologia pode ser calibrada para funcionar com diferentes tipos de painéis LCD.

Quais os benefícios da tecnologia de ponto quântico?

Para o usuário final, o benefício mais concreto de uma tela com ponto quântico é a capacidade de mostrar mais cores do que uma tela com iluminação LED. O gráfico abaixo, da tecnologia de ponto quântico ColorIQ (usada nas primeiras TVs de ponto quântico da Sony), mostra uma comparação entre as cores fornecidas por uma TV LED convencional e uma com ponto quântico.
Comparação entre quantidade de cores do padrão NTSC obtidas por TV LED comum (esq.) e TV com ponto quântico (dir.).

Na prática, no entanto, os benefícios da tecnologia de ponto quântico são mais difíceis de serem observados. Sites internacionais especializados em testes de TV têm opiniões divergentes sobre os benefícios da tecnologia. A Cnet testou o modelo KDL-55W900A, da Sony, e considerou a qualidade de cor excelente para um modelo LCD. Já os especialistas do site Digital Versus consideraram as imagens saturadas demais, sem a naturalidade das cores do mundo real. De modo geral, há um consenso de que a tecnologia traz benefícios, mas eles dependem do tipo de conteúdo mostrado e também do nível de exigência e da atenção ao detalhe de quem vê as cenas.

Quem desenvolve a tecnologia de ponto quântico?

Atualmente, duas empresas são consideradas as líderes dessa tecnologia. A QD Visionforneceu a tecnologia de ponto quântico para as TVs da Sony lançadas em 2013. Outra empresa conhecida no mercado é a Nanosys, responsável pela tecnologia de ponto quântico usada no notebook Zenbook NX500, da Asus.

Quais TVs usam tecnologia de ponto quântico?

Até o momento, apenas a Sony usa tecnologia de ponto quântico em algumas de suas TVs. A fabricante japonesa adaptou a tecnologia de ponto quântico ColorIQ, da empresa QD Vision, e batizou sua tecnologia de Triluminos. As primeiras TVs com essa tecnologia foram lançadas em 2013 (séries X900 e W900).

Posteriormente, a Sony passou a usar a Triluminos também em alguns smartphones da linha Xperia, incluindo Z2, Z3, e Z3 Compact. Em breve, Samsung e LG devem lançar suas primeiras TVs com tecnologia de ponto quântico. 

Como fica o ponto quântico em relação ao OLED?

A tecnologia de ponto quântico é um avanço em relação ao LED, mas ainda está abaixo do OLED em termos de qualidade. Uma das diferenças está no contraste, já que o OLED tem a capacidade de produzir tonalidades escuras, incluindo o preto absoluto, com maior fidelidade.

Entretanto, a fabricação dos módulos de ponto quântico é mais barata e simples do que a de painéis OLED. Por isso, a médio prazo, o ponto quântico pode substituir o LED em TVs básicas e intermediárias, enquanto o OLED ficaria reservado para modelos mais caros.

10 de novembro de 2014

Venda de veículos novos no Brasil cai 7% em outubro

As vendas de veículos novos no Brasil em outubro subiram 3,6% sobre setembro, mas caíram 7% no comparativo anual, para cerca de 306,9 mil unidades, informou a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) no dia 03 de novembro.

Os licenciamentos de carros no mês passado somaram 216,6 mil unidades, enquanto os emplacamentos de comerciais leves foram de 74,8 mil. O setor teve ainda vendas de 12 mil unidades de caminhões e de 3,1 mil ônibus no mês passado, disse a Fenabrave.

Conheça os 20 modelos com mais unidades emplacadas em outubro, segundo a Fenabrave:

1º lugar: no topo da lista de modelos mais emplacadas em outubro está o Palio, da Fiat, com 16.622 unidades.

2º lugar: o Onix, da Chevrolet, conseguiu a vice-liderança com 13.590 unidades emplacadas em outubro.

3º lugar: o Gol, da Volks, conseguiu emplacar 12.455 unidades.

4º lugar: o modelo Fiat Uno teve 11.192 unidades emplacadas.

5º lugar: o Hyundai HB20 contou com 10.603 unidades emplacadas em outubro.

6º lugar: CrossFox, da Volkswagen, teve 9.683 unidades emplacadas.

7º lugar: Novo Ka, da Ford, terminou outubro com 9.603 unidades emplacadas.

8º lugar: Chevrolet Prisma 2014 contou com 8.342 unidades emplacadas em outubro.

9º lugar: 8.221 unidades do Siena foram emplacadas em outubro.

10º lugar: o Renault Sandero teve em outubro 7.008 unidades emplacadas.

11º lugar: o modelo Voyage, da Volkswagen, conseguiu terminar outubro com 6.530 unidades emplacadas.

12º lugar: o Volkswagen Up encerrou outubro com 6.441 unidades emplacadas.

13º lugar: o Toyota Corolla encerrou outubro, segundo a Fenabrave, com 6.326 unidades emplacadas.

14º lugar: Ford Fiesta emplacou 5.891 unidades em outubro.

15º lugar: o HB20 S, da Hyundai, conseguiu encerrar outubro com 5.673 unidade emplacadas.

16º lugar: o Honda Fit somou 5.372 unidades emplacadas em outubro.

17º lugar: Chevrolet Cobalt 2014, com 4.518 unidades emplacadas em outubro.

18º lugar: Chevrolet Celta 2014 contou com 4.218 unidades emplacadas em outubro.

19º lugar: Honda Civic emplacou 4.038 unidades no penúltimo mês do ano.

20º lugar: Etios 2014, da Toyota, emplacou 4.016 unidades em outubro, segundo a Fenabrave.

A indústria divulga dados consolidados do setor da Anfavea no dia 06 de novembro, incluindo produção e exportações.

Por dia útil, as vendas totais do mês passado corresponderam a 13,3 mil unidades ante média de 14,4 mil em outubro de 2013.

O desempenho de outubro está em linha com a média de vendas por dia útil do primeiro semestre, de 13,3 mil veículos, embora os dados da primeira metade do ano sofreram influência de feriados forçados em cidades-sede da Copa do Mundo.

Até o final do ano, a Fenabrave espera um aquecimento nas vendas, devido à antecipação de compras por conta do fim do benefício do IPI, programado para o dia 31 de dezembro. "Com isso, imaginamos encerrar o ano com cerca de 5% de aumento nas vendas", disse em nota o presidente da entidade, Flavio Meneghetti.

A Anfavea espera que o movimento de vendas do segundo semestre seja melhor que o da primeira metade do ano, crescendo 14,3% no período. Para o ano como um todo, a expectativa é de queda de 5,4% nos licenciamentos, a 3,564 milhões de unidades.

Com o desempenho do mês passado, a indústria acumula vendas de 2,83 milhões de veículos, queda de 9% sobre o total licenciado de janeiro a outubro de 2013.

Pires na mão

Na semana passada, executivos de montadoras presentes no Salão do Automóvel de São Paulo afirmaram que esperam certa recuperação nas vendas nos últimos meses do ano em relação aos meses anteriores, diante do fim das incertezas sobre eleições e pagamento do 13º salário.

Os executivos, que incluíram o presidente da General Motors para a América do Sul, Jaime Ardila, defenderam início de negociações do setor com o governo federal para uma prorrogação das alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre as vendas de veículos para além de dezembro deste ano.

9 de novembro de 2014

Papai Noel dos anúncios da Coca-Cola morre na Inglaterra

John Moore inspirou o Papai Noel da marca de bebidas Coca Cola.

O ator John Moore, que deu vida ao Papai Noel da Coca-Cola, faleceu aos 86 anos, na Inglaterra.

Em nota, a empresa lamentou o falecimento do ator que dava vida ao “verdadeiro espírito do Natal”. As causas da morte não são conhecidas.

Segundo o site “The Independent”, o funeral foi realizado em Burgess Hill, Sussex, onde ele era visto vestido à paisana fora do período natalino em eventos de caridade.

Antes de trabalhar como Noel, Moore foi motorista de táxi e também barman.


“Estamos tristes com a notícia da morte de John e os nossos pensamentos estão com sua família”, declarou um porta-voz da Coca-Cola.

Em 2011, Moore revelou ao jornal "Financial Times" um de seus segredos para ser o Papai Noel perfeito: é preciso criar um vínculo de magia com as crianças.

Amigos e familiares prestaram homenagens nas redes sociais. Sua sobrinha, Frankie Moore, escreveu: "Foi muito divertido crescer com ele, dizendo a todos os meus amigos que o melhor Papai Noel era o meu tio. Descanse em paz, tio John, eu nunca vou esquecer você."

8 de novembro de 2014

Só 'dilúvio' traz alívio ao sistema elétrico em 2015, dizem especialistas

Usina Hidrelétrica de Jupiá em Três Lagoas-MS.

As perspectivas ruins para a temporada de chuvas continuam preocupantes e acendem o alerta para a possibilidade de racionamento. Com a expectativa de chuvas abaixo da média, reservatórios das hidrelétricas em menor nível desde o final de 2000 e já com todas as térmicas ligadas, o risco de racionamento em 2015 é real. No cenário mais pessimista, que considera as mesmas precipitações deste ano – 80% da MLT (média de longo termo, que avalia as chuvas desde 1932) – a probabilidade de os brasileiros terem de represar seu consumo de energia é de 40%, segundo cálculo da Thymos Energia. No cenário mais otimista, em que as chuvas voltem à normalidade (100% da MLT) no ano que vem, pode ser que não seja decretado oficialmente o racionamento, mas a situação do setor continuará crítica. “A única variável que esperamos é chover no verão que está entrando. É preciso chover um dilúvio do tipo Arca de Noé para respirarmos aliviados”, diz João Carlos Mello, diretor-presidente da Thymos Energia. Ele lembra, porém, que somente após o período úmido, que termina no início de maio, é possível saber se será preciso decretar um racionamento de energia ou não.

A previsão dos climatologistas é de chuvas ligeiramente abaixo da média, impactando os preços. “Mesmo que chova um montante semelhante à média histórica, ainda não será motivo para respirarmos aliviados, pois a situação dos reservatórios está tão ruim que ao longo de 2015 as térmicas continuarão ligadas quase que em sua totalidade para recompor os níveis de tais reservatórios, independente do volume de chuvas durante o período úmido”, explicou o gerente de regulação da Safira Energia, Fábio Cuberos.

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Diferentemente do período de racionamentos de 2001, o Brasil hoje dispõe de usinas térmicas, que usam combustíveis fósseis para gerar energia e poupam os reservatórios das hidrelétricas, que estão em níveis baixos — os menores desde 2000. O problema é que essas térmicas são muito mais custosas do que as hidrelétricas e, por isso, elevam o preço da energia no mercado à vista. Diante de chuvas escassas e previsões nada animadoras, desde o início do ano o Operador Nacional do Sistema (ONS) mantém quase todas essas usinas térmicas ligadas. Para quem já tinha contratos de energia firmados com geradoras, nada mudou. Mas, para grande parte das distribuidoras de energia que não conseguiram suprir, nos leilões de 2013, toda a demanda de energia prevista para as residências, o preço disparou. O chamado Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) é o preço que os consumidores (distribuidoras, empresas) precisam pagar caso usem mais energia do que tinham contratado. O mesmo vale para o caso de uma geradora produzir menos energia do que tinha vendido. A remuneração em ambos os casos é feita via PLD, que é determinado pelo ONS semanalmente.

O fato é que o PLD passou boa parte de 2014 em seu máximo, de 822,83 reais o megawatt, trazendo custos altíssimos para as distribuidoras descontratadas. O governo precisou intervir e um grupo de bancos financiou 11,2 bilhões de reais para que essas empresas não repassassem em 2014 todo o aumento de gastos para o consumidor, via reajuste tarifário. No segundo semestre, outro empréstimo, de 6,6 bilhões de reais, foi acertado. O interesse do governo em encontrar uma forma de capitalizar as distribuidoras é justamente o impacto dos reajustes na inflação, que está acima do teto da meta de 6,5% ao ano.

É importante notar, contudo, que os consumidores já tiveram um reajuste médio de 17,63% na conta de luz neste ano, maior do que o estimado pelo Banco Central (BC) em seu último Relatório Trimestral de Inflação, divulgado em setembro, que previa 16,8%. Segundo Cuberos, da Safira, o país vive hoje uma situação semelhante a 2008, quando também houve problemas com o período úmido, mas a crise internacional, que impactou na redução da produção industrial, “ajudou” a evitar um novo racionamento. A Thymos Energia projeta que, se o Brasil crescesse bem mais, na casa de 5,5%, o país já estaria em racionamento. “Estamos entrando em 2015 com os reservatórios piores do que entramos em 2001. Isso exigirá um monitoramento contínuo das condições de operação e uma tomada de decisão sem componente político”, Mello, da Thymos.

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É difícil, porém, dissociar de intenções políticas a decisão da Aneel de colocar em discussão a diminuição do teto do PLD de 822,83 para 388,04 por MWh. Se aprovada, no mês que vem, a medida pode até diminuir o rombo das distribuidoras, mas especialistas do setor já preveem mais custos para a conta de luz dos brasileiros. Raphael Gomes, do Demarest Advogados, explica que, hoje, parte do PLD é repassado para cobrir os gastos com geração, como a das térmicas. Se o PLD máximo diminuir, isso terá de ser pago por todos os agentes do sistema via aumento de encargos. Nos cálculos da Safira Energia, por exemplo, os encargos podem subir até dez vezes com um PLD máximo de 388,04/MWh. Se de janeiro a julho deste ano, com o PLD máximo atual, o montante de encargos pagos pelos consumidores foi de mais de 582 milhões de reais, ele subiria para 5,4 bilhões de reais. “Para resolver um problema pontual, quer-se mudar artificialmente o preço da energia no mercado de curto prazo, reduzir os incentivos de outros agentes e ainda deixar para o consumidor pagar essa conta”, aponto Gomes. Desse modo, quem seguiu a regra de contratações e não ficou exposto ao mercado à vista precisaria “dividir o bolo” com quem, descontratado, foi beneficiado com preços de energia menores. Em última instância, todo e qualquer aumento de custo acaba de algum modo indo para a conta de quem a presidente Dilma Rousseff tentou “proteger” em 2012: os contribuintes.

7 de novembro de 2014

Claro, Vivo e Oi fecham acordo para comprar TIM, diz jornal

Loja da TIM, operadora prestes a ser vendida.

O presidente do Conselho de Administração da Telecom Italia, Giuseppe Recchi, afirmou, no dia 31 de outubro, que a companhia não recebeu nenhuma oferta para vender a TIM Brasil. O comentário foi feito em resposta à nóticia de que as operadoras Claro e Vivo haviam fechado acordo com o banco BTG Pactual para, junto com a Oi, comprar a TIM Brasil, de acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, O valor que seria oferecido não está fechado e pode chegar a R$ 31,5 bilhões.

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Ainda segundo o jornal, será feita uma oferta aberta aos acionistas da Telecom Italia, dona da TIM Brasil, que decidirão se aceita ou não o negócio em assembleia. Os principais acionistas, como a francesa Vivendi, tenderiam a aceitar o acordo. Ainda não está definido o que acontece com os clientes.

A entrega da proposta está condicionada à venda, por parte da Oi, da Portugal Telecom (PT) em Portugal, um negócio que deve ser fechado na próxima semana.

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Bovespa - Na BMF&Bovespa, as ações da TIM avançam mais de 13%, repercutindo a informação da suposta oferta de compra. Os papéis da Oi também reagiam em forte alta, disparando mais de 18%.

6 de novembro de 2014

Site lista os modelos de celulares com mais reclamações

O site de reclamações Reclame Aqui listou os dez modelos de celulares que mais receberam reclamações de consumidores. No total, 28.754 queixas foram formalizadas contra os telefones móveis nos últimos 12 meses na página.

Veja quais são os modelos de celulares que mais tiveram reclamações segundo o Reclame Aqui:

1 - Mogo G é campeão de reclamações no Reclame Aqui.

2 - Galaxy S4 ficou em segundo lugar no ranking de reclamações.

3 - Moto X é outro aparelho da Motorola que recebeu queixas.

4 - Galaxy S3 ficou em quarto lugar na listagem de reclamações.

5 - iPhone 5S recebeu 1.845 queixas no Reclame Aqui.

6 - iPhone 5 ficou em sexto lugar no ranking do Reclame Aqui.

7 - Em sétimo lugar, Sony Xperia Z1 teve 1.275 reclamações.

8 - Samsung Galaxy Y Duos ficou em oitavo lugar no ranking do Reclame Aqui.

9 - Smartphone G2 ficou em nono lugar na lista do Reclame Aqui.

10 - Galaxy Gran Duos teve 821 queixas no site.

Com 11.757 reclamações, o Moto G, da Motorola, aparece em destaque no ranking. A seguir, o Galaxy S4, da Samsung, aparece com 4.468 reclamações. A companhia sul-coreana é líder na venda de celulares no Brasil.


A Motorola tem outro modelo no ranking: o Moto X, que gerou 2.967 reclamações no período. Outros aparelhos da Samsung que estão na lista são o Galaxy S3 (2.226 reclamações), Galaxy Y Duos (846) e Galaxy Gran Duos (821). Os modelos iPhone 5S (1.845) e iPhone 5 (1.724) da Apple também estão listados.

A Sony Mobile sofreu 1.275 reclamações com o modelo XPeria Z1. Já a LG teve 825 reclamações contra o G2.

5 de novembro de 2014

Com 17 novas operações, Avianca espera ter mais 30 mil passageiros por mês

José Efromovich, presidente da Avianca, falou em São Paulo sobre aumento de voos no Brasil.

A Avianca começa a operar 17 novos slots (espaços que funcionam como vagas de operação para pousos e aterrisagem em aeroportos) a partir de novembro. Essas novas posições têm potencial de acrescentar 30 mil passageiros por mês, o que significa um aumento de 5% na operação diária que hoje é de 20 mil.

Se tudo correr dentro do planejamento da empresa, isso deve impulsionar o fôlego para ganhar participação de mercado, embora o presidente, José Efromovich, negue que seja esse o objetivo da empresa.

“Ganhar mercado é consequência de um trabalho bem feito. Isso vem com a confiança e a adesão do passageiro, que temos conseguido conquistar”, afirma Efromovich.



A frase do executivo pode parecer discurso, mas os números da operação no Brasil são consistentes. A taxa de ocupação média da empresa é superior à registrada pelo setor e tem se elevado gradualmente. Em 2010, era de 74% (ante 68% da média da indústria de aviação) e deve terminar este ano com 84% (79% da indústria). Em números de passageiros, isso significa passar dos 2,5 milhões atendidos em 2010 para os atuais 7,2 milhões estimados para este ano.

As novas vagas em aeroportos também são estratégicas com ampliação de mais quatro voos diários de São Paulo para o Rio de Janeiro (dois da ponte-aérea e dois para o Galeão), um voo para Salvador e 3,5 voos para Brasília (a conta aqui é fácil, tem dia que a empresa tem autorização de embarque até a Capital Federal, mas não está autorizada a fazer o trajeto de volta, tendo de esperar até o dia seguinte).

Na alta temporada de verão brasileira (entre 15 de dezembro até 21 de fevereiro), serão disponibilizados ainda voos diários de São Paulo para destinos turísticos no Nordeste, como João Pessoa (PB) e Natal (RN).

Copa do Mundo causou impacto negativo no setor aéreo

A demanda corporativa, responsável por dois terços dos passageiros no País, pode ser considerada um revés para o setor neste ano em decorrência da forte queda no período da Copa do Mundo e a inibição diante do período eleitoral .

“A queda foi importante, pois a Copa do Mundo virou um programa de família, as pessoas ficaram em casa e as empresas não fizeram deslocamentos corporativos porque o cenário pintado anteriormente dizia que haveria muita procura. Agora contamos com a volta à normalidade dos corporativos e a alta do turismo de fim de ano.”

A expectativa da empresa é de a Receita em 2014 chegue a R$ 2,303 bilhões – alta de cerca de 300% em relação a 2010, quando lucro foi de R$ 574 milhões.

4 de novembro de 2014

Bradesco é condenado por ignorar gravidez de risco de funcionária

Bradesco demitiu funcionária após retorno de licença médica.

O banco Bradesco deverá pagar indenização no valor de R$ 20 mil para uma gerente que teria sido pressionada a trabalhar e resolver problemas da instituição financeira mesmo estando em licença médica durante gestação de risco, sob orientações para repouso absoluto.

A bancária, que era gerente de contas jurídicas, precisou de quatro meses de repouso por recomendação médica. Durante o período, no entanto, os seus supervisores se referiam ao risco como “frescura” e a procuravam para solucionar problemas relativos aos clientes da sua carteira.

Mesmo pressionada, a bancária só retomou às atividades quando terminou a licença maternidade e foi demitida cerca de um mês depois.

A juíza da 6ª Vara de Curitiba, Suely Filippetto, entendeu que o comportamento do banco ao dispensar a trabalhadora imediatamente após o término da licença-maternidade foi discriminatório e inaceitável, já que a empresa não apresentou nenhuma justificativa para a rescisão contratual. Em análise do recurso do banco, os desembargadores da Segunda Turma do TRT-PR confirmaram o direito da trabalhadora à reintegração.

Em relação ao assédio moral sofrido durante a licença médica, foi fixada a indenização de R$ 20 mil.

Clínica odontológica também é condenada

Em Maringá, no Estado do Paraná, a Justiça do Trabalho condenou uma clínica odontológica que demitiu uma zeladora por suposto excesso de faltas. A empresa desconsiderou as complicações durante a gravidez da funcionária.

A Muzachi & Silva Clínica Odontológica Ltda deverá pagar os salários correspondentes ao período da estabilidade gestacional, assim como as verbas rescisórias que devem ser pagas em caso de dispensa sem justa causa.

Os desembargadores da Sétima Turma do TRT-PR entenderam que as complicações ocorridas durante a gestação justificavam as faltas. A zeladora sofreu um descolamento ovular e foi internada. Os fatos foram comprovados no processo por exames médicos e atestados.

3 de novembro de 2014

Com meta de redução de 14% de vagas, Microsoft começa cortes

Bill Gates, fundador da Microsoft.

A Microsoft vai cortar cerca de 3 mil empregos concluindo plano de reduzir seu quadro de funcionários em 18 mil pessoas, ou 14% do total de postos de trabalho, anunciado em julho.

A maioria dos 18 mil cortes aconteceram na área celulares que a Microsoft comprou da Nokia no começo deste ano.

“Demos outro passo que concluirá quase totalmente a redução de 18 mil [vagas] anunciada em julho", disse um porta-voz da Microsoft. "As reduções que aconteceram hoje estão espalhadas em muitas unidades de negócios diferentes e muitos países diferentes".


O porta-voz da empresa disse que 638 cortes foram feitos no dia 29 de outubro no Estado norte-americano de Washington.

A Microsoft, maior companhia de software do mundo, terá cerca de 110 mil funcionários quando os cortes de empregos forem concluídos.

A companhia contabilizou encargo de US$ 1,1 bilhão no mais recente resultado trimestral para a reestruturação e integração da operação de telefones da Nokia e os cortes de empregos relacionados.