16 de dezembro de 2014

Governo reduz para 0,8% projeção de PIB para 2015

Governo projeta PIB de 0,8% em 2015; de 2% em 2016 e de 2,3% em 2017.

O governo federal reduziu de 2% para 0,8% a projeção de crescimento da economia para o ano que vem, informou, em nota, o Ministério do Planejamento. A nova projeção será usada no Orçamento de 2015 e consta de documento enviado ao Congresso nesta quinta-feira. É a primeira vez que a gestão da presidente Dilma trabalha com uma estimativa compatível com a de analistas de mercado. Segundo o último boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve avançar 0,77% em 2015. 

O Planejamento também atualizou a meta fiscal para o ano que vem, de um superávit primário de 1,2% do PIB, em linha com o divulgado pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em valores nominais, a meta de superávit primário do setor público consolidado para o próximo ano é de 66,3 bilhões de reais, já descontados 28,7 bilhões dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A meta do governo federal é de 55,3 bilhões de reais, enquanto Estados e municípios terão de cumprir 11 bilhões de reais.

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O governo também se comprometeu a compensar o Tesouro, num eventual não cumprimento do resultado fiscal por parte de Estados e Municípios. "Caso os Estados e Municípios não atinjam a meta estimada, o governo federal irá compensar a eventual diferença", disse o Ministério do Planejamento, em nota. 

Além disso, o Planejamento ressaltou que as futuras projeções da pasta se basearão em estimativas de mercado, e não mais em cálculos próprios, sempre mais otimistas. "As estimativas para crescimento do PIB e inflação, e demais parâmetros para os próximos anos, utilizados para a atualização de proposta de meta baseiam-se nas projeções de mercado, apuradas pelo relatório Focus do BC", disse o Ministério.

15 de dezembro de 2014

Poupança tem o pior resultado para novembro desde 2011

No acumulado do ano, captação líquida da caderneta poupança está em R$ 18,60 bilhões.

A caderneta de poupança registrou uma captação líquida (diferença entre depósitos e saques) de 2,53 bilhões de reais em novembro, o pior resultado para o mês desde 2011, quando o saldo havia ficado positivo em apenas 30,7 milhões de reais. No acumulado do ano até o mês passado, a captação líquida da poupança está em 18,60 bilhões de reais. O saldo é 69% menor do que o verificado em idêntico período de 2013, quando somou 59,845 bilhões de reais. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, pelo Banco Central (BC). 

Em agosto, a captação de recursos dessa aplicação foi de 518 milhões de reais; em setembro, de 1,37 bilhão de reais, e, em outubro, de 540 milhões de reais. Já em novembro do ano passado, a captação foi positiva em 6,4 bilhões de reais, o maior valor para o mês da série histórica iniciada em 1995.

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Como visto nos meses anteriores, por pouco o saldo da caderneta não ficou negativo em novembro. Apenas no último dia útil do mês (28), os ingressos foram maiores do que as retiradas de recursos em 5 bilhões de reais, o que ajudou a reverter o resultado acumulado até então. Até o dia 27, os saques superavam as aplicações em quase 2,5 bilhões de reais. É comum haver concentração dos investimentos na caderneta no último dia útil de cada mês, com a aplicação das sobras dos salários dos poupadores.

Apesar de ter mostrado enfraquecimento no segundo semestre, a aplicação ainda segue como importante investimento entre os brasileiros. Desde maio de 2012, há mudanças nas regras de remuneração da aplicação. Pela nova forma, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a taxa básica está em 11,75% ao ano. Quando o juro sobe a partir de 8,75% ao ano, passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais TR.

14 de dezembro de 2014

Apesar dos riscos, cresce busca de brasileiros por imóveis na Flórida

Imóveis à venda na Flórida: preços variam de US$ 180 mil a US$ 20 milhões.

A procura de brasileiros por imóveis na Flórida (Estados Unidos) entre janeiro e outubro deste ano foi 30% superior em relação o mesmo período de 2013. As informações são da Lello, empresa de administração imobiliária.

Segundo a imobiliária, dos negócios fechados neste ano, 60% foram de imóveis na cidade de Orlando, e 40%, em Miami.

"Os imóveis no Brasil estão caros e pessoas querem diversificar seus investimentos. Quem comprou uma casa há dois anos teve bons retornos", afirma Demétrio Alkessuani, consultor da Lello Internacional.

Segundo Alkessuani, também há muitos brasileiros buscando uma segunda ou terceira residência na Flórida. "No litoral paulista ou carioca, por exemplo, o preço do metro quadrado chega a ser superior", explica.

O consultor cita um exemplo: um imóvel de 124 metros quadrados, em Orlando, custa US$ 199 mil (aproximadamente R$ 507 mil). Ou seja, um valor de R$ 4 mil por metro quadrado. No Guarujá, no litoral paulista, o metro quadrado custa R$ 4,7 mil.

Alkessuani conta que em Miami, os brasileiros procuram imóveis de luxo de, em média, US$ 500 mil. Já em Orlando, a procura maior é por imóveis padrão de cerca de US$ 200 mil.

"Em Orlando, 80% dos compradores são investidores. Compram a casa, alugam o imóvel durante o ano e o usam apenas nas férias de verão", explica. Em Miami, o número de investidores sobre para 90%.

A RE/MAX Brasil, rede de franquias imobiliárias, realizou nos dias 29 e 30 de novembro um salão imobiliário com oportunidades na Flórida e recebeu quase 4 mil pessoas. Foram realizadas mais de 376 reservas de vendas, no valor total de US$ 131,5 milhões – média de US$ 349,8 mil por comprador. O preço dos imóveis variava entre US$ 180 mil e US$ 200 milhões.

"Os imóveis lá fora estão, em média, 30% mais barato. E mais importante que isso é o amadurecimento de classes sociais que não querem mais um imóvel de segunda ou terceira residência aqui, e estão mudando seu destino", explica Renato Teixeira, presidente da RE/MAX Brasil.

Segundo Teixeira, não há grande burocraria para concretizar a compra. "É idêntica a nossa. Pedem documentos básicos, como comprovante de residência no Brasil, referências e passaporte."

O executivo afirma que a tendência é "irreversível". "Também há investimentos em imóveis em Nova York, Portugal, Espanha e Itália", conta.

Mas e o dólar? 

Em junho deste ano, o dólar teve sua cotação mais baixa desde outubro de 2012: R$ 2,19. No dia 03 de dezembro, o fechamento foi em R$ 2,55. Segundo os especialistas, ainda que a cotação da moeda esteja mais alta, isso não afugenta os investidores brasileiros.

"Os brasileiros estão maduros com as aquisições, pensando a médio e longo prazo. Vivemos um momento nem tão favorável, mas eles sabem que isso deve estabilizar", diz Teixeira.

Já Alkessuani diz que, para evitar ficar a mercê da flutuação cambial, grande parte dos investidores compram imóveis à vista. "Antigamente, 50% pagava à vista e 50% financiava. Hoje, quem efetiva a compra costuma pagar à vista, porque as pessoas têm medo de ficar com dívidas fora do pais e dependendo da variação cambial."

Para Eduardo Coelho Pinto de Almeida, da Consult Imóveis, o investimento é apropriado para investidores menos conservadores. "Aqueles que são conservadores e têm outras opções de investimento podem esperar as coisas ficarem mais estáveis, já que esse é um momento de mudança econômica no País", explica.

Qquem aposta no setor lá fora, diz Almeida, está apostando em qual será a flutuação futura do dólar. "Existe o risco de adquirir uma dívida e o dólar subir, mas também existe o risco da moeda abaixar e você perder parte do que investiu. Tudo isso é risco."

Além disso, Almeida afirma que os preços na Flórida não estão mais tão atrativos quanto eram há poucos anos. "Houve uma queda sensível nos preços em 2008 e 2009 por causa da crise, mas hoje eles já estão subindo outra vez", diz.

Mercado nacional está pouco movimentado

Segundo Almeida, entre os motivos para o interesse de brasileiros em imóveis fora do País estão a desconfiança no atual governo e o desaquecimento do mercado imobiliário nacional.

"O mercado está parado e começando a reagir lentamente. Houve uma subida de preço nos últimos dois anos, um festival de compras e vendas. Não estamos incentivando o aplicador: hoje, se ele compra na planta para vender o imóvel pronto, quase não consegue", diz o consultor.

Teixeira concorda. "No mercado nacional temos indefinições políticas e incorporadoras se remodulando e buscando novos nichos. Mas não estamos estagnados. Acreditamos que continue assim no próximo ano", afirma.

13 de dezembro de 2014

Volta de imposto pode ajudar usineiros

A volta da Cide serviria para dar mais competitividade ao álcool.

Após a escolha da nova equipe econômica, o setor industrial tem aumentado a pressão sobre o governo para que a cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) seja retomada, como forma de dar fôlego à cadeia do etanol no país. Há cerca de seis anos, os produtores de álcool têm sofrido com a pouca diferença de preço entre o álcool e a gasolina nas bombas.

A volta da Cide, imposto que incide sobre os combustíveis fósseis, como gasolina e diesel serviria para dar mais competitividade ao álcool.


Embora a presidente Dilma tenha dito, há cerca de um mês, que o assunto ainda não estava na pauta do governo, o assunto passou a fazer parte das análises da nova equipe que conduzirá a economia, anunciada na semana passada.

Há uma avaliação preliminar de que a medida, combinada com o aumento da mistura de etanol na gasolina, dará ânimo para a política de etanol, praticamente abandonada no primeiro mandato de Dilma, no qual o entusiasmo ficou por conta das descobertas e início de exploração de petróleo na camada pré-sal.

A presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), a economista Elizabeth Farina, tratou sobre a questão da mistura em reunião na Casa Civil. A volta do imposto foi tratada somente de forma periférica, de acordo com interlocutores do Planalto, ficando mais a cardo do novo ministro indicado da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa.

Após o encontro, a representante dos usineiros falou da importância de se ter a volta do imposto. “Para o setor da cana-de-açúcar, a Cide é um dos fatores estruturantes. Quando se cobrava R$ 0,28 no preço da gasolina, houve industrias espalhadas em todo país”, disse Farina. “Mas esta discussão não fez parte da reunião, isso está sendo tratado mais pela equipe econômica”, disse a economista.


O governo aguarda a conclusão de um último estudo que está sendo feito pela indústria automobilística sobre o impacto do aumento da mistura de álcool na gasolina sobre as peças. A intenção é anunciar a medida no primeiro bimestre de 2015. Entre os empresários, a expectativa é de que o governo anuncie junto com esta medida a volta da cide. “Para o governo, a volta da cide também tem impacto positivo, a começar pela volta de um recurso fiscal”, ponderou Farina.

Para justificar a volta do imposto, os empresários já ensaiam argumentos que podem ser assimilados pelo governo e que envolvem o “custo ambiental” do uso da gasolina. “As pessoas precisam entender que o que se paga mais na bomba pelo uso da gasolina é um custo que, na verdade, já se paga na mitigação dos danos ambientais deste consumo”, destacou.

Mesmo setores não ligados à cadeia do etanol defendem a volta do imposto. “A indústria nunca é a favor de amento de impostos, até porque isso entra no chamado ‘custo Brasil’, que é muito alto. No entanto, na conjuntura atual eu abriria uma exceção para a cide, por considerar que é necessário retomar os investimentos de um setor genuinamente brasileiro que é o de produção de etanol”, disse o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, José Vellozo Dias Cardoso.

Para Cardoso, a volta da cide, seria uma opção eficiente de “interiorização” da renda. “O governo deveria considerar que a volta da cide é também uma forma de levar renda para o interior do país”, argumentou Vellozo.

“Estamos falando de um setor que emprega 400 mil pessoas, com um faturamento de R$ 80 bilhões ao ano e com uma vantagem de que as usinas são pulverizadas em todo o interior do país”, considerou Cardoso, que lidera um dos setores que mais refletem, de imediato, os sinais de aumentou ou retração dos investimentos.

As usinas de produção de álcool estão espalhadas principalmente pelo interior dos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pernambuco e Alagoas. “Eu diria que, com a volta da cide, todos têm mais a ganhar que perder, por mais odioso que possa parecer a defesa da volta de um imposto”, argumentou,

Outro ponto que pode ser considerado pelo governo é que existe a opção de não usar a gasolina e, consequentemente, não pagar pela cide. “Hoje, todos os carros produzidos no Brasil são com motor flex”, argumentou Cardoso.

12 de dezembro de 2014

Preço médio de imóveis cresce 0,45% em novembro, diz FipeZap

O preço médio do metro quadrado dos imóveis anunciados em 20 cidades teve alta de 0,45% em novembro em relação a outubro, de acordo com o índice FipeZap Ampliado divulgado no dia 03 de dezembro.

O valor é menor do que a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 0,59% esperada para o mês, considerando a expectativa de inflação no mês de novembro apurada pelo boletim Focus, do Banco Central.



Ou seja, em novembro houve queda em termos reais do preço médio anunciado dos imóveis, de acordo com comunicado à imprensa.

No mês anterior, o preço médio também mostrou alta de 0,45% ante setembro.

São Paulo (com alta de 0,26% em novembro sobre outubro) e Rio de Janeiro (onde os preços subiram 0,16% mês a mês) registraram, pelo segundo mês consecutivo, a menor variação mensal desde o início da série histórica.

O índice FipeZap Ampliado acumula alta de 6,35% em 2014, valor 0,68 ponto percentual superior ao IPCA do período, de acordo com o Focus.

A cidade com o metro quadrado mais caro continua sendo o Rio de Janeiro (R$ 10.847), seguida por São Paulo (R$ 8.323), diante de uma valor médio de R$ 7.510.

11 de dezembro de 2014

Bilionário, Paulo Coelho entra na lista das 300 pessoas mais ricas da Suíça

Paulo Coelho, escritor brasileiro.

A Bilan, conceituada revista de economia da Suíça, divulgou a lista dos moradores mais endinheirados daquele país, entre eles está o escritor brasileiro Paulo Coelho, que figura no 300º lugar.

Paulo Coelho vive há anos na maior cidade suíça, Zurique, e sua fortuna ficaria entre 400 e 500 milhões de francos suíços, o equivalente a R$ 1 bilhão.

O escritor, conhecido e aclamado mundialmente por uma legião de fãs, já vendeu 175 milhões de livros no mundo, 70 milhões apenas do livro "O Alquimista". Suas obras são traduzidas para mais 80 idiomas.

Coelho entrou para o Guiness Book of Records como autor que mais assinou livros em edições diferentes (dia 09 de outubro de 2003, Feira do Livro de Frankfurt). Em outubro de 2008, entrou, pela segunda vez, para o Guiness Book of Records pelo seu livro O Alquimista – livro mais traduzido no mundo (69 idiomas).



Com uma história de vida cheia de polêmicas, antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou com diretor e autor de teatro, jornalista e compositor.

Veja outros bilionários que integram lista

1 - Conhecido como "O mago", Coelho é dono de histórias polêmicas que incluem até um pacto com o diabo. O escritor brasileiro é sucesso em sessões de autógrafos pelo mundo inteiro. O filme “Não Pare na Pista”, lançado neste ano, passa por quatro fases da vida de Coelho de forma não-linear. Suíça. O acervo de Paulo Coelho ficará guardado em sua fundação, na Suíça, mas também poderá ser acessado na web.

2 - O empresário e investidor Jorge Paulo Lemann é o quinto homem mais rico na Suíça, segundo a revista Bilan.

3 - Marina Picasso.

4 - Sebastian Vettel tem uma fortuna estimada em 100 milhões de francos suíços (R$ 261 milhões).

5 - Reinold Geiger, dirigente e principal acionista da L'Occitane.

Escreveu letras de música para alguns dos nomes mais famosos da música brasileira, como Elis Regina e Rita Lee. Seu trabalho mais conhecido, porém, foram as parcerias musicais com Raul Seixas, que resultou em sucessos como “Eu nasci há dez mil anos atrás”, “Gita”, “Al Capone”, entre outras 60 composições com o grande mito do rock no Brasil.

É membro da Academia Brasileira de Letras, oitavo ocupante da cadeira número 21, eleito em 25 de julho de 2002 na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28 de outubro de 2002 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.

Paulo Coelho nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 24 de agosto de 1947. Filho do engenheiro Pedro Paulo Coelho e de Lígia Coelho. Fez seus estudos no Rio de Janeiro. É casado, desde 1981, com a artista plástica Christina Oiticica.

10 de dezembro de 2014

IPVA 2015 será 4,2% mais barato em SP, diz Fazenda estadual

De acordo com dados da Secretaria da Fazenda de São Paulo, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2015 ficará, em média, 4,2% mais barato para proprietários paulistas do que em 2014.

A redução é baseada em pesquisa dos valores de mercado de setembro de 2014, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que identificou maior queda no preço de venda para automóveis usados, que apresentaram recuo de 4,6 %.

A tabela completa do IPVA 2015 pode ser consultada pelo endereço no site da Secretaria da Fazenda Estadual.

A tabela de valores venais divulgada pela Secretaria da Fazenda registra queda nominal de 4,2 %, em média, nos preços de venda praticados no varejo. Os dados apurados pela Fipe foram compilados a partir de um levantamento de preços de 11.176 diferentes marcas, modelos e versões de veículos.

As motos e similares tiveram redução de 4,1%, seguidas dos caminhões, com queda de 3,4%. Os preços de venda dos utilitários ficaram 3,9% mais baixos e os referentes a ônibus e micro-ônibus fecharam 2,2% abaixo do valor apurado no ano anterior.

As alíquotas do imposto permanecem inalteradas. Os proprietários de veículos movidos a gasolina e os bicombustíveis recolherão 4% sobre o valor venal. No caso de veículos que utilizarem exclusivamente álcool, eletricidade ou gás, ainda que combinados entre si, a alíquota é de 3%. As picapes cabine dupla pagam 4%. Os utilitários (cabine simples), ônibus, micro-ônibus, motocicletas, motonetas, quadriciclos e similares recolhem 2% sobre o valor venal. Os caminhões e caminhões-trator pagam 1,5%.

Conheça as datas do calendário para pagamento do IPVA 2015

O calendário de pagamento do IPVA 2015 está definido (veja quadro). Os contribuintes podem pagar o imposto em cota única no mês de janeiro, com desconto de 3%, ou parcelar o tributo em três vezes (nos meses de janeiro, fevereiro e março), de acordo com o final da placa do veículo. Também é possível quitar o imposto no mês de fevereiro, sem desconto.
Calendário IPVA 2015.

Os proprietários devem respeitar o calendário de vencimento por final de placa. Para efetuar o pagamento do IPVA 2015, basta o contribuinte se dirigir a uma agência bancária credenciada, com o número do Renavam (Registro Nacional de Veículo Automotor) e efetuar o recolhimento no guichê de caixa, nos terminais de autoatendimento, pela internet ou débito agendado ou outros canais oferecidos pela instituição bancária.

Número de veículos no Estado de São Paulo

A frota total de veículos no Estado de São Paulo é de aproximadamente 22,6 milhões. Destes, 17,2 milhões estão sujeitos ao recolhimento do IPVA, 5,2 milhões estão isentos por terem mais de 20 anos de fabricação e cerca de 220 mil são considerados isentos, imunes ou dispensados do pagamento (taxistas, pessoas com deficiência, igrejas, entidades sem fins lucrativos, veículos oficiais e ônibus/micro-ônibus urbanos).

A Fazenda prevê arrecadar R$ 14 bilhões com o IPVA em 2015. Deste total, descontadas as destinações constitucionais, o valor é repartido 50% para os municípios de registro dos veículos, que devem corresponder ao local de domicílio ou residência dos respectivos proprietários, e os outros 50% para o Estado.

Os recursos do imposto são investidos pelo governo estadual em obras de infraestrutura e melhoria na prestação de serviços públicos como os de saúde e educação, entre outros. Dados preliminares do IPVA 2014 mostram que foram arrecadados R$ 12,7 bilhões até outubro deste ano.

9 de dezembro de 2014

Justiça de SP condena casal por apropriação de pensão e benefícios de idosa

A Justiça de São Paulo condenou o filho e a nora de uma idosa, residentes na capital paulista, por apropriação de bens, da pensão e do cartão bancário pertencentes à vítima, para proveito próprio. Não cabe recurso na ação que foi movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.

A decisão é da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Cada um deles foi sentenciado às penas de 1 ano e 2 meses de reclusão e 7 meses de detenção, em regime aberto. As penas podem ser substituídas por prestação de serviços à comunidade, limitação de finais de semana e pagamento de prestação pecuniária (pagamento em dinheiro).

Segundo informações do TJSP, após o falecimento de uma filha, a idosa, portadora de Alzheimer, passou a morar com seu filho. Nesse período, o casal vendeu todos os móveis da residência da vítima, deteve seus documentos, sacou mensalmente sua pensão e vendeu um imóvel localizado no litoral, pertencente a ela, sem lhe destinar nenhum valor.

"O tratamento da doença foi interrompido por falta de pagamento do plano de saúde. A vítima voltou a morar sozinha em sua casa, que, vazia, dispunha apenas de um colchão jogado ao chão e um cobertor. Um vizinho a socorreu, alimentou-a e contatou a irmã dela, que a abrigou em sua casa. A vítima morreu durante a fase policial", informou o TJ-SP.

De acordo com o Ministério Público, parentes de idosos podem se apropriar do benefício ou rendimentos exclusivamente para prover as necessidades do beneficiário em questão.

Em seu voto, o relator Geraldo Luís Wohlers Silveira afirmou que os documentos juntados ao processo demonstraram a dilapidação patrimonial sofrida pela idosa.

“O casal apresentou documentos no inquérito policial buscando comprovar despesas com a idosa, mas os cuidados ali demonstrados não guardam vínculo com o comportamento de quem deixa de pagar plano de saúde de uma senhora de 80 anos de idade, abandonando a anciã em um imóvel em precárias condições de habitação”, afirmou em voto.

Os desembargadores Luiz Antonio Cardoso e Luiz Toloza Neto também participaram da turma julgadora, que decidiu de forma unânime.

8 de dezembro de 2014

'Economist' elogia mas vê 'fraqueza' de Dilma em equipe econômica

A revista britânica The Economist afirma que a nomeação da nova equipe econômica do Brasil é positiva para o País, mas sinaliza a uma "fraqueza" da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com a Economist – revista que pisou nos calos do governo ao pedir no ano passado a saída do ministro Guido Mantega –, as escolhas de Joaquim Levy para a Fazenda e Nelson Barbosa para o Planejamento provam que a presidente "aceitou tacitamente" os erros de sua atual política econômica. 

A revista ressaltou o fato de Rousseff ter se oposto em 2005 a uma proposta do então Ministro da Fazenda do governo Lula, Antônio Palocci, de usar o rápido crescimento econômico para eliminar o deficit fiscal – e assim diminuir as taxas de juros –, limitando o aumento dos gastos federais. 

A publicação também afirmou que a presidente conseguiu se reeleger neste ano exibindo sua política de pleno emprego e aumento de rendimentos. 

Porém, essa estratégia teria prejudicado o futuro do País, acredita a Economist, que embasa essa afirmação citando a deterioração de indicadores econômicos – como inflação a 6% (acima da meta do Banco Central de 4,5%), enfraquecimento da moeda e o não cumprimento de sua meta de superávit primário (1,6% do PIB). 

Para a publicação britânica, o novo programa de Rousseff é mais parecido com as propostas do senador e candidato derrotado Aécio Neves do que com o exibido na campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores. 

Lembrando que o governo enfrenta acusações relacionadas ao escândalo de corrupção na estatal Petrobras, a Economistafirma que nenhum outro presidente brasileiro da era moderna começou um novo mandato tão enfraquecido. 

'Chefe da CIA na KGB' 

As mudanças ministeriais brasileiras também foram tema para o jornal Financial Times, que destacou a ortodoxia do novo ministro da Fazenda, qualificando-o como um "linha-dura fiscal". 

O jornal ressaltou o comprometimento de Levy com a meta de equilibrar as finanças públicas e elevar o superávit fiscal a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2016. 

O jornal também deu destaque a uma comentário de Aécio Neves, para quem a escolha de Levy é como apontar um chefe da CIA para liderar a KGB. Para o Financial Times, o tucano derrotado nas eleições pode não estar errado.

7 de dezembro de 2014

Papo na redação: se deu mal na Black Friday? Veja quais são seus direitos

A Black Friday que aconteceu no dia 28 de novembro foi marcada pelo grande número de varejistas participantes, mas também pelos problemas enfrentados por consumidores - como sites instáveis e preços maquiados.


O editor de tecnologia André Cardozo e a repórter de economia Bárbara Libório falam mais sobre o assunto e orientam os consumidores que tiveram problemas: