19 de julho de 2012

Brasileiros são os mais otimistas em pesquisa global sobre rumos da economia

Enquete revela que 69% da população do Brasil acredita que o País esteja indo na direção certa.

Os brasileiros se mostraram os mais otimistas em uma pesquisa global conduzida em 13 países.

A enquete, encomendada pela Confederação Internacional do Comércio, revelou que 69% da população do Brasil acredita que o país esteja indo na direção certa, enquanto 31% está pessimista quanto aos rumos do país. Nesse quesito, os brasileiros foram seguidos pelos canadenses e pelos sul-africanos.

Os brasileiros também se mostraram os mais positivos ao responder uma pergunta avaliando o desempenho econômico do país: 71% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país é boa ou muito boa.

Realizada sob o viés do estado da economia local e mundial, a pesquisa demonstrou grandes variações na percepção do futuro em países com situações bem diferentes.

Os gregos, que atravessam um momento de grandes sacrifícios por causa da imposição de um conjunto de medidas de austeridade, se mostraram os mais pessimistas da enquete: 91% dos entrevistados acham que o país está indo na direção errada.

As entrevistas foram conduzidas em Grécia, Japão, França, Reino Unido, Estados Unidos, Bélgica, Bulgária, México, Indonésia, África do Sul, Canadá, Alemanha e Brasil.

A Alemanha foi o único país europeu em que a maioria dos entrevistados achou que o país estava indo na direção certa.

A pesquisa, feita pela empresas TNS e Anker Solutions, ouviu cerca de 13 mil pessoas nos 13 países, que representam 20% da população mundial.

O tom geral foi de pessimismo. A pesquisa concluiu que 58% dos participantes disseram que seu país está indo na direção errada; 68% classificam a situação econômica do país em que vivem como ruim e 66% acreditam que num futuro pior para as próximas gerações.

A coleta de dados foi feita entre os dias 10 de abril e 6 de maio deste ano.

18 de julho de 2012

Economia da China está estável, mas enfrenta pressão, diz Jiabao

Para primeiro-ministro chinês, o crescimento econômico do país continua no intervalo das metas estabelecidas no início do ano e o consumo doméstico continua a ser o motor da economia.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse que a economia chinesa se encontra num ritmo estável em geral, mas que ainda enfrenta "uma pressão para baixo", informou no dia 08 de julho a agência estatal de notícias Xinhua.


O crescimento econômico nacional continua no intervalo das metas estabelecidas no início do ano e o consumo doméstico continua a ser o motor do crescimento, disse Wen.

Ele também afirmou que o governo deveria cumprir políticas fiscais pró-ativas e políticas monetárias prudentes, de acordo com a matéria.

17 de julho de 2012

Kim Dotcom se torna um "justiceiro" da internet ao desafiar os Estados Unidos

Fundador do portal Megaupload, que está em liberdade condicional na Nova Zelândia, se apresenta nas redes sociais como um defensor da justiça e ganha o afeto do público, comenta especialista.

O fundador do portal Megaupload, Kim Dotcom, que está em liberdade condicional na Nova Zelândia e à espera de seu processo de extradição para os Estados Unidos, se transformou em uma espécie de justiceiro do ciberespaço ao desafiar o poder americano.

"O alemão, de 129 quilos e quase dois metros de altura, é cultuado como um herói, apesar de ter sido acusado de crime organizado pelas autoridades dos Estados Unidos", disse Gavin Ellis, analista político da Universidade de Auckland, à emissora "3 News".



Dotcom, que se parece mais com o Homer Simpson do que com o fictício pirata Jack Sparrow, se apresenta nas redes sociais com uma imagem de "defensor da justiça" e, por isso, ganha "o afeto do público", comenta o professor neozelandês.
  Kim DotCom, do Megaupload: programador gostava de exibir suas aquisições na web.

Milhares de internautas admiram e seguem este multimilionário alemão no Twitter, a rede social que Dotcom utiliza para divulgar seus comentários jocosos sobre a Justiça e as leis americanas promulgadas com intenção de combater a pirataria informática. "SOPA está morta. PIPA está morta. ACTA está morta. MEGA (upload) voltará. Maior, melhor e mais rápida", publicou Dotcom em alusão à rejeição da Eurocâmara ao "Acordo Comercial Anti-Falsificação", conhecido como ACTA. "Toma essa Hollywood", comentou o criador do Megaupload, que no Twitter é mais popular que o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, e que promete superar o presidente americano, Barack Obama, dono de 17 milhões de seguidores na rede social.

Os projetos de lei Stop Online Piracy Act (SOPA) e PROTECT IP Act (PIPA) encontram em seu caminho uma forte oposição tanto dentro como fora dos EUA, especialmente por parte daqueles que mantêm a versão de que os projetos poderão supor uma ameaça à liberdade de expressão na internet.

Kim Dotcom, ou Schmitz como se chama na realidade, chegou ao estrelato no último dia 20 de janeiro, na véspera de seu aniversário, quando foi detido em uma grande operação policial na luxuosa mansão em que vivia nos arredores de Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia.



A detenção do criador do Megaupload e de outros três diretores, todos em liberdade condicional e à espera que um tribunal resolva suas extradições, foi realizada a pedido do FBI (polícia federal americana), que fechou o portal de downloads por causa de sua suposta pirataria informática.

Desde então, Dotcom mantém que o fechamento do Megaupload foi ordenado pela Casa Branca depois que influentes executivos de Hollywood se reuniram no último ano com o vice-presidente americano, Joe Biden.

Após a invasão de sua residência e a privação de sua liberdade, o caso passou para as mãos da Justiça neozelandesa, onde Dotcom, um personagem excêntrico e com um apurado senso de humor, ganhou em várias frentes legais com a ajuda de seus advogados.

Após a concessão de sua liberdade condicional, a maior vitória de Dotcom nos julgamentos, recentemente, foi quando um tribunal local declarou ilegais as ordens utilizadas na invasão de sua mansão por serem amplas demais e por não descreverem adequadamente os delitos pelos quais o réu estava sendo acusado.

Estas vitórias legais dão a impressão de se tratar de uma disputa entre "Davi e Golias", opina o analista político Gavin Ellis, que ressalta que muitos internautas questionam que tipo de crime Dotcom teria cometido, tendo em vista que a internet é livre.

Antes do início do processo de extradição, programado para agosto, ainda ficará pendente a decisão do Alto Tribunal da Nova Zelândia sobre o destino das provas apreendidas e o acesso à defesa destas, calculado em 150 terabytes de memória.

Desde janeiro, Dotcom, que é defendido por renomados especialistas nos EUA e na Nova Zelândia, foi pai de gêmeos e gravou canções, uma delas chamada "O Senhor Presidente", dedicada a Obama.

O fundador da Apple junto a Steve Jobs, Steve Wozniak, censurou esta semana no Chile a postura de Washington de querer perseguir uma empresa como a Megaupload, que, segundo sua opinião, não violou os direitos autorais de propriedade intelectual. A Megaupload é acusada de ter causado mais de US$ 500 milhões de prejuízo à indústria do cinema e da música ao transgredir os direitos autorais de propriedade intelectual, obtendo um lucro de US$ 175 milhões.

16 de julho de 2012

Inaugurada a TV dos Administradores

Na edição de nº. 96 da Revista do CRA/RJ em reportagem de capa aborda

País importará etanol para ampliar mistura na gasolina

Com mais etanol na mistura, a Petrobras teria um alívio de caixa, pois reduziria a necessidade de importação de gasolina.

A proposta da Petrobras, em análise pelo Ministério de Minas e Energia, de aumentar de 20% para 25% o teor de álcool anidro na gasolina esbarra na incapacidade do mercado produtor brasileiro de atender à expansão de imediato. No curto prazo, seria preciso importar etanol.

Com mais etanol na mistura, a Petrobras teria um alívio de caixa, pois reduziria a necessidade de importação de gasolina.

Para o presidente executivo interino da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues, "é muito difícil chegar aos 25% com produção nacional".

Um desafio para os produtores é que a safra atual de cana-de-açúcar já está com andamento de 25% a 30%. Ou seja, a indústria já planejou as produções em curso para a atual mistura de 20%. Uma decisão do governo sobre o tema seria mais conveniente no início da safra, em abril, segundo Pádua Rodrigues. "É importante sair com a regra já definida no início da safra", afirmou.

A Unica deverá terminar até o fim do mês os estudos sobre a oferta nacional para avaliar a possibilidade de aumento da mistura. Os dados servirão como base para definir para quanto os 20% atuais poderiam ser elevados.

Em junho, a Petrobras Biocombustíveis preparou estudo em defesa do aumento da mistura para 25%. A proposta foi encaminhada pela Petrobrás ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que ainda não respondeu.

15 de julho de 2012

Yahoo e Facebook lançam aliança e resolvem disputa de patentes

Além de colaborar em integrações sociais no site do Yahoo, os acordos incluem uma concessão mútua de portfólio de patentes.

O Yahoo alcançou acordos definitivos para lançar uma campanha publicitária com o Facebook e para resolver as disputas de patentes entre as duas empresas, anunciou a companhia no dia 06 de julho.

Segundo o Yahoo, ambas as empresas trabalharão em conjunto para oferecer a cobertura da mídia de evento do Yahoo a usuários do Facebook, além de colaborar em integrações sociais no site do Yahoo.

Os acordos incluem uma concessão mútua de portfólio de patentes, informou a empresa.

14 de julho de 2012

Inflação oficial do País em junho é a menor em quase dois anos, aponta IBGE

IPCA teve variação de 0,08% no mês passado; no acumulado em 12 meses até junho, índice registra alta de 4,92%.

A inflação oficial do País, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), encerrou o mês de junho com alta de 0,08%. Essa é a menor variação para o indicador para o período de quase dois anos.Em agosto de 2010, 22 meses atrás, o indicador havia registrado variação de 0,04%.

Com o resultado de junho, o primeiro semestre do ano fechou em 2,32%, bem abaixo dos 3,87% relativos ao primeiro semestre de 2011.

Considerando os últimos doze meses, o índice ficou em 4,92%, o mais baixo desde setembro de 2010 (4,70%) e inferior aos doze meses imediatamente anteriores (4,99%), dando continuidade à trajetória decrescente iniciada de setembro para outubro de 2011, quando passou de 7,31% para 6,97%. Em junho de 2011, a taxa havia ficado em 0,15%.

O desempenho da inflação em junho também ficou abaixo do resultado verificado em maio, quando houve variação de 0,36%.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 04 de julho.

A meta de inflação definida pelo Banco Central para este ano tem centro em 4,5% e tolerância de dois pontos percentuais para mais (6,5%) ou para menos (2,5%).

Transportes

Segundo o IBGE, o grupo transporte foi o principal responsável pelo resultado do IPCA de junho, com -1,18% de variação e impacto de -0,24 ponto percentual.

O item automóveis novos exerceu a mais forte pressão para baixo. Isso ocorreu em razão do IPI reduzido desde 21 de maio, que levou a uma queda de 5,48% nos preços e impacto de -0,19 ponto.

Influenciado pelos novos, no mercado dos automóveis usados, os preços recuaram em 4,12%, provocando impacto de -0,07 ponto. Juntos, somaram –0,26 ponto percentual de impacto no índice.

Quanto aos alimentos, houve desaceleração em relação a maio, passando de 0,73% para 0,68%. Os preços do feijão, que haviam aumentado 9,10% em maio, apresentaram queda de 1,63% em junho.

Mesmo assim, acumulam alta de 46,82% no ano, tendo em vista a menor oferta do produto, cuja safra foi prejudicada em função de problemas climáticos, além da diminuição da área plantada. O arroz também aumentou menos, passando de 2,11% para 1,01%.

Entre os índices regionais, os maiores foram os do Rio de Janeiro e Belém, ambos com 0,23%. No Rio de Janeiro, os alimentos (1,28%) apresentaram a maior taxa entre as regiões pesquisadas.

O índice de Belém foi influenciado pelo resultado do táxi (8,23%), em decorrência do reajuste de 15,10% a partir de 16 de maio. O menor índice foi o de Fortaleza, que apresentou queda de 0,26%, sob influência das contas de energia elétrica (-5,42%), que refletiram a queda do PIS/COFINS/PASEP.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do País, além do município de Goiânia e de Brasília.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de maio a 28 de junho de 2012 com os preços vigentes no período de 28 de abril a 28 de maio de 2012.

13 de julho de 2012

Airbus recebe 104 pedidos de aviões em junho

Encomendas foram impulsionadas pela aérea norueguesa Norwegian Air Shuttle, que solicitou cem aeronaves A320 para modernizar a frota da empresa.

A fabricante europeia de aviões Airbus acrescentou 104 aviões a sua lista de pedidos em junho. As encomendas foram impulsionadas pela aérea norueguesa Norwegian Air Shuttle, que solicitou cem aeronaves A320 para modernizar a frota da empresa.

A companhia aérea Transaero Airlines foi responsável por adquirir quatro aviões modelo A380, completando as encomendas do período.

Com as duas transações, os pedidos líquidos da Airbus - excluindo cancelamentos - somam 230 em 2012. As entregas em junho foram lideradas pela família A320, com 41 jatos destinados a clientes internacionais.

Air France e Lufthansa receberam um avião A380 cada uma, enquanto à empresa de leasing BOC foram entregues dois cargueiros para uso da Hong Kong Airlines e Yangtze River Express Airlines.

Em junho, as entregas foram completadas por quatro modelos A330-200 e dois A330-300 para clientes nos Estados Unidos, Austrália, China e Europa.

12 de julho de 2012

Economistas veem poucas vantagens na adesão da Venezuela ao Mercosul

Avaliação não é unânime. Paradefensores da ideia, é preciso enxergar o potencial de ganhos no médio e nolongo prazos.

A entrada da Venezuela no Mercosul, esperada para o final deste mês, terá mais efeitos políticos nocivos do que benefícios econômicos efetivos. É a avaliação de economistas da Faculdade de Economia e Administração da USP e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM/SP). Mas há quem enxergue ganhos substanciais para o bloco, em especial no médio e no longo prazo, como Paulo Vicente, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral (FDC). “O país não pode pensar em termos de governo, tem que pensar em termos de estado”, afirma o acadêmico.


O principal motivo de preocupação é justamente a potencial instabilidade política gerada pela entrada de um país comandado por um líder político volátil e orientado por ideologia contrária à livre iniciativa privada, como Hugo Chávez. Com poder de veto no Mercosul, o presidente Venezuelano poderia, por exemplo, ir contra a entrada de países rivais no futuro, como a Colômbia – ainda que hoje os países tenham boas relações comerciais. A estatização de empresas multinacionais é outra questão à prova.

“Ganhos com a entrada da Venezuela, não temos”, diz Celso Grisi, da FEA. “Nós precisamos disso? Claramente, não. Eles não tem praticamente nada a nos exportar”. Mario Gaspar Sacchi, professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), concorda: “em termos econômicos, não vai mudar muito”.


Hoje, o comércio bilateral é marcado pela importação de derivados de petróleo, pelo Brasil, e de animais vivos, carnes, commodities agrícolas e alguns produtos industrializados, como pneus para ônibus e caminhões e autopeças, pela Venezuela. No ano passado, o Brasil comprou do vizinho do Norte US$ 1,27 bilhão e vendeu US$ 4,6 bilhões, garantindo saldo positivo de US$ 3,2 bilhões – o terceiro maior nos últimos 20 anos.

Ao contrário de Grisi e Sacchi, a concentração de corrente de comércio em bens de baixo valor agregado é justamente um dos pontos que Paulo Vicente, da FDC, vê como mais positivos na adesão da Venezuela ao Mercosul. “Existe uma sinergia econômica muito forte entre os dois países, por causa do petróleo e do mercado de consumo da Venezuela”, diz. O Brasil poderia produzir e importar o petróleo mais fino de lá e vender aos venezuelanos mais alimentos e produtos manufaturados.


O principal entrave para que isso aconteça no curto prazo, avalia, é a falta de integração logística entre os dois países. Hoje são praticamente duas as opções, cabotagem ou frete aéreo. Mas a diversificação de modais seria uma questão de planejamento, para ser resolvida no longo prazo. “Poderíamos criar uma ferrovia ligando cidades como Belém a Caracas, passando pelas Guianas e pelo Suriname, por exemplo”, afirma.

No curto prazo, Vicente vê ainda como potenciais vantagens da adesão da Venezuela ao Mercosul a possibilidade de empresas brasileiras usarem o país como plataforma logística para exportar para o Caribe e os Estados Unidos. A instalação de centros de distribuição ao Norte facilitaria o processo de venda de mercadorias na região. A entrada da Venezuela no bloco econômico também poderia abrir novas portas para a Petrobras e para empresários do setor agrícola interessados em produzir localmente. E para empresas de áreas como construção pesada e TI, avalia.

Alguns analistas relacionam a pressão brasileira pela entrada da Venezuela no Mercosul como uma forma de garantir mais força ao bloco em negociações comerciais com a China. Algo com o que, do ponto de vista estratégico, e de forma geral, o professor da FDC concorda.

Grisi, da FEA, porém, em contraponto, pondera: “estamos falando de uma abstração chamada Mercosul, que ainda nem se efetivou. Estamos com um discurso profundamente futurista em uma realidade retrógrada – a de misturar assuntos políticos e econômicos em um bloco econômico”, diz.

11 de julho de 2012

Moody's rebaixa qualificação do Barclays para "negativa"

Classificação acontece após a renúncia do executivo-chefe Bob Diamond devido a manipulação das taxas de juros.

A agência Moody's rebaixou no dia 05 de julho a qualificação do banco britânico Barclays de "estável" para "negativa", após a renúncia do executivo-chefe Bob Diamond pela manipulação das taxas de juros interbancários Libor.

O escândalo explodiu na semana passada, quando os organismos reguladores do Reino Unido e dos Estados Unidos multaram a entidade em 290 milhões de libras por manipular o Libor e seu equivalente europeu, o Euribor, entre 2005 e 2009. Segundo a agência, a renúncia de Diamond e as do presidente do Barclays, Marcus Agius, e do diretor de operações, Jerry del Missier, assim como a incerteza que o escândalo provocou, representam uma situação negativa para os detentores de bônus.

Ao mesmo tempo, a Moody's assinala que a qualificação dos depósitos bancários tem uma perspectiva negativa porque a agência estima que o Governo do Reino Unido reduzirá a curto prazo seu apoio aos grandes bancos do país. A agência também manifestou que as pressões políticas e dos acionistas sobre o Barclays podem forçar a entidade a mudar seu modelo de gestão de investimentos.

O rebaixamento da qualificação foi anunciado horas antes de os deputados decidirem se a investigação sobre o escândalo do Libor deve ser parlamentar ou correr a cargo de um juiz. Diamon compareceu ontem ao Comitê do Tesouro da Câmara dos Comuns, onde assegurou que até "este mês" não sabia que o Barclays manipulara o Libor, apesar de ter reconhecido que havia dúvidas dentro do setor bancário sobre a confiabilidade dessa taxa.