Empreendedor serial, André Nudelman cria companhias como filosofia de vida; negócios vão de granjas a rede de escolas bilíngües.
Para alguns brasileiros, abrir um pequeno empreendimento, como um armazém de secos e molhados ou uma empresa de confecção, é um grito de liberdade – e esse grupo, o dos empreendedores, é cada vez mais numeroso no País. Para uma outra parcela da população, acometida pelo temor com o fisco, com a burocracia ou a simples falta de vocação, abrir uma empresa é uma alternativa descartada. E, para poucos, raros, o empreendedorismo é não apenas um ganha-pão – é uma filosofia de vida.
“Patológico” é, com bom humor, como o empresário André Nudelman define seu apetite por criar novos empreendimentos. Aos 53 anos, Nudelman já tem em sua conta a abertura de nada menos que 32 empresas, em frentes tão díspares quanto um restaurante de comida típica nordestina ou uma rede de lojas de brinquedos. Mesmo para empreendedores tarimbados, é um ritmo estonteante: a média do empresário é de quase uma empresa aberta por ano ao longo de sua vida adulta.Nudelman entrou no mundo dos negócios por força de circunstâncias pouco felizes. Logo depois de completar 20 anos, quando cursava Direito na Universidade de São Paulo (USP), o empresário tomou as rédeas da incubadora de aves comandada por seu pai, que tinha acabado de falecer.