10 de julho de 2013

Corte no orçamento será de até R$ 15 bilhões, diz ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou no dia 06 de julho que o governo federal vai contingenciar até R$ 15 bilhões em despesas previstas no orçamento deste ano.

O novo corte —que se somará aos R$ 28 bilhões bloqueados desde o fim de maio— deve ser anunciado na semana que vem, e vai reforçar o "pacto pela responsabilidade fiscal", um dos cinco compromissos propostos pela presidente Dilma Rousseff há dez dias, como resposta às manifestações populares.


Mantega disse que o corte "ficará abaixo" de R$ 15 bilhões, e que ainda não está pronto para ser anunciado. O governo está preocupado com a insistente alta de preços no País, e busca auxiliar o Banco Central no controle da inflação.
Mantega disse que o corte "ficará abaixo" de R$ 15 bilhões, e que ainda não está pronto para ser anunciado.

Neste sentido, o ministro aproveitou para afirmar que a equipe econômica de fato estuda a redução das alíquotas do imposto de importação (II) sobre insumos industriais, como aço, vidro, painéis, fertilizantes e produtos químicos.

Esses itens tiveram uma proteção tarifária concedida pelo governo federal em setembro do ano passado. Na ocasião, o ministro da Fazenda afirmou publicamente que o benefício poderia ser retirado caso os fabricantes nacionais aproveitassem a brecha para elevar preços.

"Nós tínhamos combinado que os preços não seriam aumentados. Mas, de setembro do ano passado para cá, dois fenômenos ocorreram", disse Mantega. "Alguns elevaram preços, de fato. E o segundo fenômeno foi a mudança na política monetária dos Estados Unidos, que está desvalorizando o real."

De acordo com Mantega, a mudança na cotação do dólar —que saiu de um patamar inferior a R$ 2,00 em setembro para R$ 2,26, ontem— cria uma "defesa natural" aos produtores brasileiros. "Vamos observar o comportamento do dólar, e vamos diminuir o imposto de importação de forma proporcional a essa subida do dólar. Caso contrário, poderá ter aumento da inflação", explicou.

9 de julho de 2013

Projetos de infraestrutura logística devem receber R$ 9 bilhões do BNDES em 2013

Projetos de infraestrutura logística deverão receber R$ 9 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) neste ano, o que representa aumento de 23,3% sobre os empréstimos do ano passado. A conta inclui os primeiros recursos para o pacote de concessões anunciado ano passado.


Para este segundo semestre é esperada uma concentração de leilões de concessão. O vice-presidente do BNDES, Wagner Bittencourt, afirmou à reportagem que alguns procedimentos de análise já estão sendo simplificados. "Vamos atender às metas. O banco não será um gargalo para o desenvolvimento dos projetos de logística do País", declarou o executivo, responsável também pela Área de Estruturação de Projetos do banco.
Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), que deve receber empréstimo do BNDES.

O Programa de Investimento e Logística (PIL) foi anunciado em agosto de 2012 pelo governo. Pelo cronograma atual, após sucessivos atrasos, os leilões para rodovias acontecerão de 20 de setembro a 20 de dezembro. O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, tem reafirmado que o governo não cogita novo adiamento. Mesmo o leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) permanece marcado para setembro.

No ano passado, o BNDES liberou R$ 7,3 bilhões para empréstimos em logística, alta de 60% sobre 2011. Aí estão incluídos os empréstimos-ponte para os três aeroportos concedidos à iniciativa privada: Guarulhos, Campinas e Brasília.

De acordo com o chefe do Departamento de Logística (Delog) do banco, Cleverson Aroeira, a meta é aprovar os financiamentos de longo prazo desses três projetos ainda este ano.

Cronograma

A expectativa é que as concessões de rodovias saiam na frente. Em seguida, Aroeira espera a chegada dos projetos de financiamento para os Aeroportos do Galeão, no Rio, e de Confins, em Belo Horizonte. Por fim, virão os projetos de investimentos em ferrovias e portos.

8 de julho de 2013

BNDES diz que emprestou R$ 10,4 bilhões ao Grupo EBX, de Eike Batista

Segundo o BNDES, cada contrato com empresas do grupo tem estrutura de garantia específica.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou no dia 03 de julho que sua exposição às operações do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, é de R$ 10,4 bilhões, mas que esse valor não foi totalmente desembolsado.


"Os desembolsos, de acordo com a praxe em projetos apoiados pelo BNDES, ocorrem ao longo do período de execução dos empreendimentos", afirmou o banco de fomento, em comunicado.

Segundo o BNDES, cada contrato com empresas do grupo tem estrutura de garantia específica, incluindo fianças bancárias. Com isso, a exposição direta à EBX representa uma parcela "muito pequena" do patrimônio líquido do banco estatal.

O BNDES afirmou ainda que a EBX tem ativos sólidos e valiosos, e que confia na capacidade da companhia de encontrar "a melhor solução para superar os atuais desafios".

De acordo com o comunicado, as participações societárias em empresas de Eike Batista representavam cerca de 0,6% da carteira da BNDespar, braço de participações do BNDES, em 31 de março.

7 de julho de 2013

CVM confirma que está apurando fatos envolvendo a OGX, de Eike Batista

                                   CVM apura fatos envolvendo a OGX, de Eike Batista.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirmou, no dia 03 de julho, que apura fatos envolvendo a OGX e outras empresas do grupo EBX do empresário Eike Batista, "incluindo aqueles recentemente divulgados na mídia".


Em nota, a autarquia ressaltou que a atividade de supervisão da CVM se realiza, dentre outras ações, pelo acompanhamento da divulgação de informações relativas a companhias abertas, demais participantes do mercado e aos valores mobiliários negociados.

O comunicado destacou ainda que a lei atribui à CVM competência para apurar, julgar e punir irregularidades eventualmente cometidas no mercado. "Nesse contexto, diante de qualquer possível desvio de conduta, a autarquia inicia uma apuração específica dos fatos que pode levar abertura de um procedimento sancionador", disse a nota.

6 de julho de 2013

Professor brasileiro premiado nos EUA fala a VEJA

Alexandre Lopes foi recebido por Barack Obama na Casa Branca.
Desde 2005, Alexandre Lopes leciona para crianças de 3 a 5 anos no condado de Miami-Dade, na Flórida.

Leia também:

Lopes deixou o Brasil em 1995 e, já no exterior, trabalhou por três anos como comissário de bordo antes de encontrar sua verdadeira vocação: a educação infantil inclusiva. O método prevê a integração de todos os estudantes em estabelecimentos regulares de ensino, a despeito de limitações físicas ou intelectuais.

O reconhecimento veio em razão do primoroso trabalho realizado, de 2005 a 2012, junto a crianças de 3 a 5 anos de idade em uma escola de Miami, na Flórida. Nesse período, Lopes lecionou para turmas em que cerca de um terço dos alunos possuía autismo (distúrbio que afeta a capacidade de comunicação). Antes de chegar à etapa final do concurso, Lopes desbancou mais de 180.000 docentes e foi eleito também o melhor professor do estado.

Para ele, só há um caminho possível quanto o assunto é educação: fazer com que todas as crianças atinjam seu potencial máximo. "Meu lema é: aquele que traz menos é sempre o que recebe mais", diz. "Situações adversas não podem servir de desculpa."

5 de julho de 2013

Além de Telexfree, 7 empresas são investigadas por suspeita de pirâmide

Além da Telexfree, sete outras empresas estão sob investigação por suspeita de serem utilizadas para montar pirâmides financeiras.
Amaury Oliva (esquerda), do Ministério da Justiça: 'parceiros estão investigando outros casos'.

A informação é de Murilo de Moraes e Miranda, presidente da Associação do Ministério Público do Consumidor (MPCON). O promotor não quis conceder entrevista nem adiantar o nome das investigadas. Os dados foram passados à reportagem reportagem pela assessoria do Ministério Público de Goiás MP-GO, onde Miranda atua.

As sete empresas são alvo de algum tipo de processo investigativo – como inquéritos civis e procedimentos administrativos – por iniciado por ministérios públicos estaduais, Ministério Público Federal ou polícias civis e federal. A lista pode aumentar pois todos os negócios com características semelhantes serão alvo de atenção.


O diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Amaury Martins de Oliva, fala em uma “febre” de modelos de negócios com indícios de pirâmide financeira.

Até hoje, o órgão só abriu processo administrativo para investigar a conduta da Telexfree . Mas, segundo Oliva, questionamentos sobre outras empresas já chegaram ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), que reúne os Procons e promotorias do consumidor de todo o País.

“A gente conversa com parceiros e há parceiros investigando outros casos. Parece que virou um pouco uma febre, não é? Surgiram várias empresas com indícios de prática de pirâmide”, diz o diretor ao iG . “Temos quatro reuniões [ do Senacon ] por ano e esse [ pirâmides ] é um motivo de preocupação justamente pelo risco que causa ao consumidor, que entra de boa fé mas corre o risco de perder todo o valor [ investido ].”

A preocupação vai além do Ministério da Justiça. No último dia 20, a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) divulgou uma nota técnica sobre pirâmides e outros golpes financeiros.

Pirâmide versus marketing multinível

O DPDC também elabora um documento para ajudar os órgãos que atuam na defesa do consumidor a identificar esse tipo de crime. O objetivo é evitar que a população entre nesses esquemas pois, embora a lei proteja quem aderiu de boa fé, pode ser difícil reaver as verbas investidas num esquema fraudulento.

“A grande preocupação é antecipar-se ao momento em que a pirâmide quebra, porque daí o dano já está causado, milhares de consumidores já tiveram prejuízo e é difícil ter ação para proteger esses consumidores. Então essa é uma ação preventiva”, diz Oliva.

Uma das preocupações da orientação será tornar clara a diferença entre pirâmides financeiras, ilegais, e redes de marketing multinível (MMN), um modelo legal de varejo em que os comerciantes ganham bônus por vendas realizadas por outros comerciantes que atraem para o negócio.

Uma diferença fundamental entre as duas práticas é que, enquanto no MMN a maior parte do faturamento vem da venda de produtos ou serviços, as pirâmides são sustentadas pelas taxas de adesão pagas por quem entra no sistema. Assim, seria necessário uma população infinita para que o negócio fosse continuamente viável e lucrativo.

'Regulamentação é suficiente' 

A Telexfree, por exemplo, afirma vender pacotes de telefonia por internet via MNN. Mas, para o Ministério Público do Acre (MP-AC) e para a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), a empresa na verdade depende sobretudo dos pagamentos efetuados pelos novos divulgadores para entrar no sistema.

"Antes de ser de marketing multinível, uma empresa tem de ser de venda direta. E, para ser de venda direta, o ganho tem de ser focado nos produtos comercializados", diz a diretora-executiva da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), Roberta Kuruzu

Depois da decisão que suspendeu os pagamentos e a entrada de novos divulgadores na Telexfree, as consultas à ABEVD sobre outras empresas semelhantes aumentaram. A Telexfree não é filiada à associação.

"Temos acompanhado inúmeras consultas que a gente recebe de consumidores que estão sendo prospectados [ para entrar nas redes ]", diz Roberta.

A lei normalmente utilizada pela Justiça para criminalizar as pirâmides financeiras é de 1951. Não há uma legislação federal específica sobre marketing multinível. Segundo Oliva, diretor do DPDC, não há expectativa de criação de novas regras para o setor.

“De nossa parte não temos trabalhado em nenhuma medida regulatória. Acho que esses conceitos [marketing multinível ] são bem definidos, bem distintos [ da pirâmide ]”, diz.

Para Roberta, da ABEVD, as regras atuais são suficientes.

"Temos o nosso código de ética que regulamenta as relações das empresas com os revendedores e dos revendedores com os consumidores", afirma a diretora-executiva. "[ Marketing multinível ] é venda de produtos ou serviços por meio de profissionais autônomos, e não a simples prospecção de pessoas que pagam a taxa de adesão com valores exorbitantes."

4 de julho de 2013

Para crescer, empresa investe em cursos populares e para presidiários

Oferecer cursos de capacitação para presidiários em regime semi-aberto no Paraná é a estratégia traçada pela Woli Consultoria e Treinamento desde agosto do ano passado para expandir suas operações, levar os treinamentos para um público diversificado e conquistar novas parcerias.

A empresa, que faturou R$ 7 milhões em 2012, planeja obter uma receita de R$ 10 milhões este ano com a expansão no número de alunos e oferta de novos treinamentos — principalmente os mais populares, como o recém-lançado “História do Corinthians".

LEIA TAMBÉM: 

Segundo Wagner de Freitas Oliveira, fundador da consultoria, atualmente 700 mil cursos já foram aplicados no Brasil —150 para presidiários em regime semi-aberto das cidades de Ponta Grossa, Piraquara, Lapa e Curitiba. Até o fim do ano, serão 300 detentos atendidos.
           Presidiários participam de cursos dentro de ônibus do Instituto Mundo Melhor.

A expectativa, afirma, é que a inclusão de detentos cresça conforme a instituição feche novas parcerias com Organizações Não Governamentais (ONGs) de outros Estados. “Como os cursos são a distância, temos dispersão geográfica. Ou seja, podemos oferecê-los para presídios de todo o País”, afirma Oliveira.

No Paraná, pioneiro na oferta dos treinamentos, a consultoria tem parceria com o Instituto Mundo Melhor, que gerencia e custeia o projeto, e com a Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado, que seleciona e libera a saída dos presidiários.

Entre os cursos ofertados pela Woli estão “Noções Básicas de Informática”, “Noções de Empregabilidade” “Noções de Governança Doméstica”, “Gestão de Negócios I”, “Gestão de Negócios II”, “Idiomas ao Alcance de Todos”, “Cuidando da Casa e dos Filhos” e “Saúde e Beleza da Mulher”.

De acordo com Fernanda Edi de Matos, assistente social do Instituto Mundo Melhor, a cada 12 horas de curso, os presidiários ganham em troca um dia a menos de pena. O objetivo é incentivá-los a estudar e, com isso, reinseri-los no mercado de trabalho.

As aulas acontecem dentro de microônibus equipados com notebooks, que têm capacidade para atender até 16 presidiários por vez. “Os treinamentos mais solicitados são o de informática básica e como se portar em uma entrevista de emprego”, acrescenta Fernanda.
                                      Ônibus onde os presidiários assistem às aulas.

Lucas, de 26 anos, participou do curso “Cuidando da Casa e dos Filhos”. Seu objetivo é ganhar dinheiro como babá e estar preparado para cuidar dos dois filhos pequenos quando sair da prisão, no início de 2014 (a mulher dele está grávida de sete meses).

“Aprendi a usar a chupeta, trocar fralda e dar mamadeira. Toparia trabalhar como babá porque adoro crianças, mas acho que por ter ficado preso, não me aceitariam”, diz ele, que sonha ser veterinário.

Lucas, condenado por assalto, está preso há seis anos. Atualmente ele trabalha na área de limpeza da prefeitura da Lapa. Seu salário é de R$ 406. “O curso foi de extrema importância para mim porque voltei a ser humano. Voltei a conviver com a sociedade como uma pessoa normal”, comemora.

O estudante Ivan, 24 anos, fez os cursos de culinária, jardinagem e floricultura no ano passado. Hoje, trabalha como ajudante de cozinha na Penitenciária Estadual de Ponto Grossa e faz supletivo para concluir o ensino fundamental e médio. “Vou sair da prisão no mês que vem e pretendo trabalhar com o meu pai em uma siderúrgica na área de entrega de ferro”, planeja.

Para Ivan, o curso representa um diferencial no currículo, uma vez que demonstra seu interesse em “dar a volta por cima na vida”. “A experiência foi boa porque abriu as minhas portas. Antes, ficava preso na prisão tem ter o que fazer”, recorda ele, que foi preso por tráfico de drogas.
Os nomes completos e fotos dos presidiários não foram divulgados a pedido da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná.

3 de julho de 2013

Danone começa campanha para divulgar programa de fidelidade

Programa de fidelidade da Danone terá campanha em pontos de venda a partir deste mês.

Programas de fidelidade ainda são pouco disseminados no Brasil. Os mais conhecidos são oferecidos pelas companhias aéreas – e às vezes, pelas dificuldades para transformar pontos em passagens, tiram o sono dos clientes. A Danone, multinacional francesa, decidiu ser pioneira como uma empresa do setor de alimentos a investir nesse tipo de estratégia para aumentar o consumo de iogurte entre os brasileiros.

O programa Mais Danone foi lançado na internet há cerca de um mês e, no dia 1º de julho, começou uma campanha de divulgação nos pontos de venda para acelerar as adesões. O objetivo da empresa é chegar a 1 milhão de associados dentro de 12 meses, como explica Rodrigo Matheus, gerente de mídia e marketing social da Danone. 

Segundo o executivo, o programa não é uma promoção, por isso não tem data para acabar. O Brasil é o primeiro país do continente americano onde a multinacional francesa oferece o incentivo aos consumidores. Espanha e França têm projetos semelhantes.

Além de juntar pontos para trocar por iogurtes da Danone, o consumidor pode escolher produtos e serviços de parceiros, que vão de eletrodomésticos a passes para academias de ginástica. O cliente compra o produto, faz um cadastro no site do Mais Danone, registra o número estampado na tampa do iogurte e poderá, por meio do seu CPF, fazer a troca por produtos nos pontos de venda autorizados, No caso do iogurte o desconto no preço chega a 90%. Programas de computador ajudam a monitorar possíveis tentativas de fraude, explica o executivo da companhia.

A Danone é líder no País em vendas de produtos lácteos frescos (como iogurtes e sobremesas lácteas), com 37% de participação de mercado. Apesar da liderança, Matheus confia na capacidade da empresa de aumentar as vendas. Isso porque o consumo per capita do produto no País ainda é muito baixo. O brasileiro consome cerca de sete quilos de iogurte por ano. Na Argentina, são 15 kg anuais. Na Holanda, esse número está na faixa de 30 kg. "O potencial é enorme, porque os iogurtes estão em 94% dos lares brasileiros. O que precisamos é fazer com que os brasileiros consumam com mais frequência e experimentem diferentes produtos dentro deste segmento", diz o gerente da Danone.

A previsão, segundo o executivo, é que o programa de fidelidade contribua para um crescimento de pelo menos um dígito nas vendas da empresa em 12 meses. "Esta é uma das nossas principais iniciativas digitais nos próximos anos", afirma Matheus.

2 de julho de 2013

Seu chefe é um bom líder? Conheça seis estilos de liderança

Você já sentiu que não recebeu o reconhecimento merecido quando atingiu uma meta imposta por seu chefe ou realizou uma tarefa com sucesso? E, no entanto, quando você comete um erro, o seu líder não demora nem um minuto para criticar o seu modo de trabalho? Pois saiba que esta situação é mais comum do que se pensa.

Segundo estudo da consultoria global de gestão de negócios Hay Group, realizado a partir de um banco de dados com informações de 95 mil líderes de mais de 2.200 organizações ao redor do mundo, a maioria dos chefes cria climas desmotivadores entre seus colaboradores. No Brasil, 63% de 3.089 dos líderes pesquisados não conseguem criar um clima harmonioso em suas equipes.

Veja também 
              No Brasil, 63% dos líderes criam climas desmotivadores em suas equipes.

A consequência da liderança inflexível é um desempenho organizacional abaixo do que seria alcançado caso a equipe fosse motivada por um chefe eficiente. A consultoria utilizou como base para o estudo a pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, que definiu seis estilos de liderança predominantes entre os chefes – o coercitivo, o dirigente, o democrático, o afetivo, o modelador e o treinador.

Os seis estilos

Coercitivo – Conhecidos como mandões, são os chefes que dizem à equipe o que fazer. Sempre vigiando o resultado, tendem a criticar o que está sendo feito errado, mas não são bons em elogiar os colaboradores quando estes alcançam o objetivo traçado. Este estilo, porém, é importante em situações em que a empresa esteja passando por controle de custos, momentos de austeridade e necessite de respostas rápidas. O chefe coercitivo é abrupto, mas assertivo.

Dirigente – São os líderes que focam no resultado em longo prazo e fazem questão de criar climas positivos, conquistando e motivando a equipe, para que os colaboradores deem o seu melhor. São chefes importantes em situações em que a clareza, o propósito e a criação de uma aspiração para o time é requerida. Esse é o estilo da direção.

Afetivo – Carinhosos, estes líderes criam harmonia na equipe e tendem a dar mais atenção às pessoas que às tarefas que elas realizam. Para eles, tratar bem os colaboradores é garantia de lealdade e bom desempenho. O estilo afetivo é ideal para momentos de baixa moral, em que o time esteja sofrendo por alguma razão, como perda de pessoas ou resultados.

Democrático – Este estilo de liderança tenta dividir as responsabilidades entre a equipe, envolvendo os membros nos processos de tomada de decisões para alcançar o objetivo. O líder democrático é importante em situações em que as pessoas precisam de espaço para falar, como momentos em que a empresa requer inovação e reinvenção de um modelo de atuação.

Modelador – Inflexível, o líder modelador acredita que a sua forma de trabalhar é a melhor e tende a dar instruções detalhadas para que sua equipe realize o serviço à sua maneira, sem abertura para opiniões alheias. Este estilo é necessário em situações em que as pessoas precisam produzir com rapidez e em alto padrão de qualidade. O chefe modelador ensinará exatamente o que tem que ser feito, para o alcance rápido do resultado.

Treinador – Este líder põe em risco o desempenho em curto prazo para alcançar bons resultados em longo prazo, investindo tempo para entender quais são os pontos fortes e fracos de cada indivíduo de sua equipe para distribuir as tarefas adequadas às características de cada um. O chefe treinador vai garantir que esteja formando pessoas para o futuro da organização.

O chefe ideal

De acordo com Glaucy Bocci, gerente e líder da Prática de Liderança para América Latina do Hay Group, para que um chefe crie um clima motivador dentro de sua equipe, é preciso que ele saiba usar de quatro a mais estilos de liderança, já que cada um deles pode ser utilizado em diferentes situações de trabalho.
Glaucy Bocci: “Um estilo não é o suficiente para gerar um impacto poderoso no clima [do ambiente de trabalho]".

“Tipicamente, a combinação dos estilos dirigente, democrático, treinador e afetivo tende a gerar um clima considerado de alto desempenho”, aponta Glaucy. Para a executiva, estes quatro reúnem as melhores características de uma liderança. O chefe que consegue mesclar esses estilos lidera com clareza, consegue dar direção à sua equipe, dá retornos positivos e negativos quando necessário, abre espaço para a participação de seus colaboradores e dá atenção à criação de um ambiente de trabalho mais harmônico.

“Um estilo não é o suficiente para gerar um impacto poderoso no clima [do ambiente de trabalho]. Qualquer um deles, sozinho, é pobre”, conta a gerente, que lembra que a cultura da organização também acaba ditando alguns padrões de liderança, tornando mais difícil para o chefe a utilização dos diferentes estilos.

Outros fatores que também podem ditar o estilo de liderança de um chefe são suas características pessoais. “Se eu tenho um traço mais autoritário, por uma questão de educação familiar, é possível que eu reproduza isso no ambiente em que eu estou e me torne um líder mais coercitivo e modelador”, conta Glaucy.

A gerente também aponta que a cultura do ambiente na qual a organização está inserida influencia a maneira de chefiar das pessoas. “Tipicamente, não só o brasileiro, mas o latino de uma forma geral traz características muito forte de filiação. O estilo afetivo acaba sendo fortemente percebido em nossa cultura. O lado bom disso é a boa receptividade e a criação de um ambiente amistoso. Por outro lado, nós temos uma característica muito forte de evitar conflitos e não conseguimos separar muito bem a pessoa da performance, o lado profissional do lado pessoal. A gente prefere reclamar pra um terceiro do que falar para quem deveríamos falar, para não romper vínculos”, esclarece ela.

É possível mudar o seu estilo de liderança

De acordo com Glaucy Bocci, existem maneiras de um chefe reconhecer que não está liderando sua equipe de forma eficaz. Além da análise dos resultados, é preciso tomar conhecimento sobre os diferentes estilos de liderança e as situações em que eles são necessários, para tentar identificar em si mesmo qual estilo já domina e qual não está sendo aplicado.

Outra alternativa é pedir que seus colaboradores diretos façam um relatório sobre seu estilo de liderança, apontando as características positivas e negativas de seu comando. Assim, o chefe pode tentar adaptar os pontos negativos e praticar no seu dia a dia os diferentes estilos de lideranças. “O coercitivo, por exemplo, manda fazer sem dar muito sentido e nem direção. O dirigente também manda fazer, mas cria um contexto, um propósito e uma direção. À medida que eu conheço esses conceitos e eu percebo essa linha tênue, eu tento substituir e incorporar comportamentos novos”, conta a gerente.


Em organizações onde o diálogo entre os empregados é permitido, o próprio colaborador que sentir que seu chefe não está sendo assertivo pode ser transparente e dialogar sobre o que não está gostando. “Por mais difícil que isso seja, [nesta situação] eu sentaria com meu chefe e diria ‘Estou vendo coisas aqui que não fazem sentido, como eu posso te ajudar?’. Oferecer-se para ajudar é uma coisa boa, porque você não simplesmente critica, mas estende a mão e mostra que está disponível”, conclui Glaucy.

1 de julho de 2013

Viagem barata com dólar alto? É possível se houver controle e pesquisa

Danielle dos Santos, de 31 anos, planejava levar os dois filhos à Flórida, Estados Unidos. Juntou dinheiro no ano passado para comprar pacotes à vista para as férias de julho. Mas mudou de ideia quando o dólar subiu até 10% em menos de trinta dias. “Agora vou levar a família a João Pessoa, no Nordeste. Será uma viagem mais curta. Vou deixar os EUA para o próximo ano”.
Cidade de Orlando (EUA), onde fica grande parte dos parques temáticos, é um dos destinos promocionais das operadoras para atrair brasileiros em tempos de dólar alto.

A forte valorização da moeda americana no último mês pegou de surpresa muita gente que pretendia decolar para o exterior. Um pacote de viagem de US$ 2 mil, por exemplo, fica bem mais salgado com a variação. O turista pagaria por ele R$ 4.040 no último dia 27 de maio – com o dólar turismo cotado a R$ 2,02 para compra –, mas passaria a pagar R$ 4.440 no último dia 20, quando a moeda atingiu R$ 2,22.

Para atrair os clientes, agências de turismo congelaram o câmbio com cotações mais atrativas, ou ampliaram as promoções. A CVC, por exemplo, reduziu o dólar entre R$ 1,99 e R$ 2,05, prática que “já estava programada para o período de férias e coincidiu com a alta da moeda”, segundo a assessoria da operadora.

A Nascimento Turismo afirmou trabalhar com o câmbio de mercado, mas lançou no dia 24 de junho uma promoção para Orlando que concedia uma passagem aérea para o segundo passageiro na compra de um pacote para o destino, em até 10 vezes, válida até dia 26 de junho. “Antes da alta já tínhamos negociado melhores tarifas com fornecedores e conseguimos formatar pacotes abaixo do mercado”, afirma o diretor geral da companhia, Plínio Nascimento.

A queda na procura por viagens internacionais sentida na agência foi compensada pela proximidade das férias de julho. “O brasileiro, mesmo com o dólar alto, chega à conclusão que as compras nos EUA são vantajosas”, acredita o executivo. Segundo Nascimento, alguns clientes acabam optando por destinos nacionais, o que aumentou as vendas no mercado doméstico.

A agência de turismo Stella Barros afirma que não houve desistências nos pacotes, mas sentiu uma queda na procura por viagens futuras ao exterior de cerca de 20%, de acordo com a gerente comercial da operadora, Carla Calil. “Fizemos promoções com o dólar entre R$ 2,05 e R$ 2,10, mas agora retornamos à cotação normal”, explica.

Para o professor de finanças do Ibmec, Gilberto Braga, não adianta levar em conta apenas o câmbio ao fechar um pacote. "É preciso comparar o valor total cobrado”, orienta.

Especializada em excursões para parques temáticos como a Disney, a Stella Barros passou a dar orientação financeira aos clientes para tornar as viagens mais econômicas. Entre as dicas, estão definir os gastos ainda no Brasil e levar cartão de débito. “Pode ocorrer de o cliente trocar parques mais caros por mais baratos ou reduzir as atrações dos pacotes, para reduzir os custos”, conta a executiva da empresa.

Nem sempre é preciso cancelar

A funcionária pública Kariny Miranda, de 37 anos, conta que teve de adiar o sonho de uma viagem ao Chile devido à alta do dólar. “Desde maio venho procurando uma boa oportunidade, mas o plano ficou inviável”, conta. Mesmo com pacotes promocionais nas agências, ela considera que a necessidade de comprar a moeda em espécie onera muito a viagem.

A disparada do dólar também afeta os planos de quem pretende estudar no exterior. É o caso do estudante Alberto Kusano, de 16 anos, que planeja cursar tecnologia ou biomedicina no MIT, em Massachussetts (EUA).

O jovem marcou viagem com o pai Susumu Kusano para setembro para conhecer a universidade. “Esta alta foi uma pena, pois os gastos se mostraram muito além do planejado”, conta a irmã de Alberto, Emily Natsumi. Se a viagem não estivesse paga, Alberto certamente teria desistido, segundo Emily.

Apesar da surpresa desagradável, especialistas em finanças garantem que desmarcar a viagem nem sempre é a melhor opção. Pequenas atitudes podem compensar a alta da moeda americana e fazer o passeio caber no orçamento.

A coordenadora do Investmania, Aline Rabelo, aconselha que o ideal é programar a viagem com, no mínimo, seis meses de antecedência, e comprar dólares aos poucos, para obter uma boa cotação e minimizar os riscos de alta. “Quem deixou para comprar dólar na última hora pode optar pelo cartão pré-pago, assim é possível limitar a quantia que será gasta”.

Comercializado em casas de câmbio, este tipo de cartão substitui o de crédito e é recomendado por evitar imprevistos no vencimento da fatura – quando o dólar pode estar maior que no momento da compra – e por cobrar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) menor – 0,38%, comparado aos 6,38% do cartão de crédito.

Mas Braga, do Ibmec, faz uma resssalva. “O cartão pré-pago não é aceito por todos os estabelecimentos na Europa, devido a relatos de que ele pode ser clonado com mais facilidade”, diz. Por precaução, o professor recomenda levar uma reserva extra e pelo menos um cartão convencional, para emergências.
            Encurtar o tempo da viagem pode não ser a melhor solução para economizar.

O consumidor também deve atentar às promoções oferecidas pelas agências. É preciso levar em conta o valor total do pacote, quais serviços estão inclusos e se há restrições. “Nem sempre elas são vantajosas, por isso é necessário pesquisar e comparar os pacotes”, orienta Aline.

Encurtar os dias da viagem pode não ser a melhor solução para economizar, acredita a especialista. Para Aline, embora a hospedagem fique mais barata, o valor da passagem é o mesmo e as compras costumam ser feitas na mesma quantidade. O ideal seria optar por hotéis mais em conta, ou pelo aluguel de apartamentos, que costuma ser mais barato.

Aline lembra que trocar destinos internacionais pelo Brasil, como Nordeste, nem sempre resulta em economia. “Nesta região os preços podem ser bem maiores, especialmente agora, durante a Copa das Confederações”, alerta.

Na opinião do professor do Ibmec, é melhor controlar o ímpeto pelas compras do que trocar o destino ou encurtar os dias da viagem. Os itens que mais pesam são sempre transporte e alimentação, segundo ele. “Busque as alternativas mais baratas com antecedência”, sugere.

Um exemplo é optar por cartões que permitem andar de ônibus e metrô à vontade por uma semana, como em alguns países da Europa, e recorrer a mercados da cidade para economizar com alimentos. Substituir o café da manhã do hotel por estes itens, por exemplo, é uma alternativa. A compra de “lembrancinhas” para amigos ou o impulso no freeshop do aeroporto também devem ser controlados, recomenda Braga.

Passagens aéreas, por sua vez, podem sair bem mais baratas se a saída for antecipada ou transferida em um dia. “As cotações variam bastante na época em que começa a alta temporada em certas regiões”, observa o professor.

Dicas para compensar a alta do dólar em sua viagem:

1 – Planeje a viagem com ao menos seis meses de antecedência

2 – Compre dólares aos poucos, para minimizar os riscos e prevenir-se de altas fortes

3 – Em pacotes com câmbio promocional, compare o valor total e veja se há restrições

4 – Opte pelo cartão pré-pago para limitar os gastos com antecedência

5 – Encurtar a viagem nem sempre reduz as despesas. Melhor controlar compras e limitar passeios

6 – Destinos nacionais podem ficar bem mais caros em época de Copa das Confederações

7 – Troque hotéis pelo aluguel de apartamentos, que pode ficar mais em conta

8 – Antecipe a viagem em um dia se houver promoções de passagens aéreas