22 de dezembro de 2011

Final de ‘O Aprendiz’ elege Janaína como vencedora, mas se destaca pelas gafes de João Doria

Com pouco mais de duas horas de duração, a final de “O Aprendiz” foi exibida ao vivo e elegeu Janaína sua vencedora, mas se destacou por algumas das gafes de João Doria Jr. A maior delas foi dar a entender que Macapá é um estado e não a capital do Amapá, como todos sabem. O erro geográfico ocorreu quando o apresentador perguntou a avó da campeã onde ela havia nascido e em qual cidade ela vivia. Ao ouvir da convidada que ela vinha do Macapá, ele perguntou de que cidade logo em seguida. Chamou atenção ainda o fato de Doria ter confundido a marca do automóvel que uma das finalistas receberia de prêmio, por acaso, um dos patrocinadores do programa. Se a final ao vivo do reality show fosse uma sala de reunião, certamente Doria levaria um grande puxão de orelha.

A campeã levou para casa um prêmio de R$ 1,5 milhão, um carro zero quilômetro, um tablet e um quadro assinado por Romero Britto no valor de US$ 50 mil. Chamou atenção ainda o diálogo dos créditos finais que vazou no áudio. Janaína diz ao apresentador: “Quero chegar a ser pelo menos um dedinho seu”. A resposta de Doria: “Vai chegar”. Ao contrário dos anos anteriores, a emissora não anunciou uma nova edição do reality show. Como a coluna adiantou, a realização de “O Aprendiz” e a permanência de João Doria Jr. na programação de 2012 não são certeza.

21 de dezembro de 2011

'Não existe risco de recessão no Brasil', diz Mantega

Para ministro da Fazenda, crescimento nulo da economia brasileira no terceiro trimestre foi apenas uma "desaceleração".


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira, em Montevidéu, no Uruguai, que "não há risco de recessão" no Brasil, apesar da desaceleração econômica nos últimos meses."Nunca ouvi dizer que um crescimento de 3%, 3,5% fosse recessão", disse Mantega, que está na capital uruguaia para a 42ª Cúpula do Mercosul. "O que houve foi uma desaceleração, mas já estamos em trajetória de crescimento", afirmou.

Dados do IBGE mostram que a economia brasileira ficou estagnada no terceiro trimestre. O crescimento nulo fez o governo admitir que a expansão do PIB de 2011 será menor os 3,8% inicialmente esperados.

Mantega fez as declarações após se reunir com ministros da Economia e presidentes dos Bancos Centrais dos demais países que integram plenamente o Mercosul (Uruguai, Argentina e Paraguai, além do Brasil).

A cúpula dos chefes de Estado terá início nesta terça-feira. A presidente Dilma Rousseff chegará a Montevidéu às 11h30, onde se encontrará com os colegas da Argentina, Cristina Kirchner, do Paraguai, Fernando Lugo e o anfitrião uruguaio, José Mujica. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, também é esperado.

Imposto de importação

Mantega também confirmou que "está sendo discutida uma lista com cem novos itens a ser taxados com a tarifa máxima da TEC (Tarifa Externa Comum), de 35%", o que dificultaria a entrada de determinados produtos estrangeiros no bloco. "A Argentina pede 200 para impedir que entrem produtos de fora do Mercosul", disse o ministro da Fazenda.

Uma das grandes preocupações de agentes econômicos é que a China redirecione ao Mercosul os produtos que não conseguirá vender nos mercados europeu e americano, mais afetados pela crise.
Mantega afirmou ainda que não se permitirá uma nova valorização do real, como quando "o dólar chegou a R$ 1,50, R$ 1,55 há alguns meses".

"É muito prejudicial para a indústria brasileira quando o real se valoriza, porque encarece a mercadoria brasileira (no mercado externo). A gente vai forçar para que haja um dólar mais valorizado, não há patamar, nem limite inferior nem superior", disse.

Crise

De acordo com Mantega, os ministros fizeram uma avaliação da crise internacional e sua repercussão nos países latino-americanos. O ministro lembrou que os países do Mercosul são em sua maioria "exportadores de commodities, e as commodities até agora estão indo bem", avaliou. Apesar disso, ele disse que estão sendo estudados mecanismos de retaguarda financeira para o caso de a crise internacional se aprofundar.Mantega disse também será acelerada a implementação do Banco do Sul.

20 de dezembro de 2011

Geração de empregos tem seu pior resultado desde 2008

Em novembro foram criados 42.735 empregos formais no País; no acumulado do ano, vagas com carteira assinada somam 2,3 milhões.


Em novembro deste ano o número de contratações formais superou em 42.735 as demissões ocorridas no período, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Este é o pior resultado para o mês de novembro, desde 2008, quando o saldo líquido ficou negativo em 40.821.


O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) aponta que as contratações em novembro foram de 1.620.422, enquanto as demissões somaram 1.577.687, ambos os maiores para o mês de novembro.


Ainda segundo os dados do Caged, no acumulado de 2011 os empregos gerados entre janeiro e novembro atingiram 2.320.753, o que representa um crescimento de 6,46% em relação ao estoque de empregos de dezembro de 2010.


O resultado deste período foi o segundo melhor na série do Caged entre os anos de 2003 e 2011, atrás apenas do resultado de 2010, quando foram gerados 2.918.549 empregos formais. No acumulado dos últimos 12 meses, a geração de empregos com carteira assinada atingiu 1.900.571.

19 de dezembro de 2011

Governo Federal promete impedir nova alta do real e vê volta do crescimento

Guido Mantega, ministro da Fazenda, diz que evitará nova flutuação cambial desfavorável às exportações; para ele, PIB volta a crescer no quarto trimestre.

O Governo Federal "não vai permitir" que o real volte a se valorizar nos níveis máximos registrados entre janeiro e agosto, que deixaram a indústria em alerta, afirmou neste sábado o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Todos os países estão desesperados para exportar mais. E usam todas as armas que têm. E arma cambial é a principal. É por isso que nós tomamos várias medidas no campo cambial e continuaremos tomando", disse Mantega em entrevista ao grupo Estado.

Mantega, principal responsável da política econômica do governo, indicou que a cotação atual (R$1,85) é "mais propícia" para a indústria do que a dos meses anteriores. Desde agosto de 2010, a moeda brasileira se valorizou constantemente até chegar em julho a uma cotação de R$ 1,53, um nível que teve forte impacto na balança comercial do país, sobretudo no setor industrial. Na ocasião o governo brasileiro tomou uma série de medidas para reduzir a rentabilidade das operações no mercado futuro de divisas que, ao lado da crise europeia, contribuíram para voltar a reduzir paulatinamente o valor do real frente ao dólar.

"Outubro foi fundo do poço"

O Ministro descartou ainda que a estagnação vista no terceiro trimestre vá se prolongar até o final do ano, comprometendo o resultado do PIB no quarto trimestre. "Novembro já tem indicadores, como o da indústria automobilística, que vendeu 14,9% a mais do que em outubro, que foi o famoso fundo do poço", disse ao Estado.

Na entrevista, o ministro também considerou que o risco de inflação "está muito mais moderado", o que vai permitir reduzir a taxa de juros, atualmente em 11%. Segundo Mantega, a redução dos juros e a taxa de câmbio mais propícia, unidas a uma política de investimentos públicos em infraestrutura, vão contribuir para recuperar a economia brasileira em 2012. "O Brasil é um país que continua com dinamismo, crescendo mais de 3%, um nível bastante favorável em um ano de crise internacional. Tenho dados que mostram que, em novembro e dezembro, a economia já voltou a crescer", afirmou.

A economia brasileira se estagnou no terceiro trimestre e entre janeiro e setembro acumula um avanço de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Em relação a 2012, Mantega manteve sua previsão de crescimento de entre 4% e 5%, taxa que está acima dos cálculos do mercado, que situam o PIB brasileiro em 3,4%.

18 de dezembro de 2011

Vale a pena fazer um microsseguro?

Pagar R$ 5 por uma garantia estendida é pouco, mas pode ser desnecessário. Veja quando é bom adquirir os seguros populares.

Pagar R$ 3,50 ao mês por um seguro de vida ou R$ 5 para ter a garantia de seu aparelho celular estendida por mais um ano pode ser barato. Mas, segundo analistas, também pode ser desnecessário. Há pelo menos cinco anos, as maiores seguradoras brasileiras vêm oferecendo produtos deste tipo, que são os chamados seguros populares, ou microsseguros. Mas antes de aceitar todas as ofertas de vendedores, os consumidores precisam avaliar se aquele seguro realmente vale a pena.

Os seguros de vida e saúde, segundo os especialistas, sempre valem a pena para quem ainda não possui esses dois tipos de proteções. “Esses dois são os principais,” diz Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças da FGV . Segundo ele, o microsseguro "é um produto inclusivo, de fácil compreensão e que permite que a população que ainda não tem seguro possa se proteger."

“De uma maneira geral, os microsseguros são bons para disciplinar a população a lidar com os seguros,” concorda Angela Menezes, professora de finanças do Ínsper. No entanto, nem todos os produtos oferecidos pelas empresas são realmente necessários, ressalvam os especialista.

Segundo ela, sempre vale a pena ter um seguro que proteja o patrimônio. Mas o consumidor precisa avaliar cada caso. Se o valor do produto fizer falta no orçamento caso seja preciso fazer uma reposição, faz sentido fazer o seguro. É o caso de um consumidor que adquire um celular, cujo preço tem um impacto significativo no orçamento. "Se o aparelho for roubado ou perdido, ele não poderá comprar outro com facilidade. Algumas vezes, o custo do aparelho chega a 30% do salário de uma pessoa. Neste caso, vale a pena ter seguro,” afirma.

“Ou seja, o seguro deve servir para proteger aquilo que não podemos repor com facilidade,” resume o consultor financeiro Mauro Calil. Carro, casa, emprego, vida e saúde são exemplos, segundo o especialista.

Também pode ser interessante fazer o seguro de garantia estendida – que dá um prazo extra de garantia além do originalmente oferecido pelo fabricante - para produtos que costumam estragar com facilidade e que têm um alto custo de manutenção, como ferros de passar roupas, e aparelhos sofisticados, que são mais caros.

No caso do ferro de passar, ainda que o preço de uma unidade não faça falta no orçamento mensal do consumidor, o seguro pode poupá-lo de ter que comprar um novo em pouco tempo. “Compensa pagar R$ 5 na hora da compra do que R$ 100, por exemplo, por um novo daí a seis meses,” diz Angela.

No entanto, quado o valor do produto é baixo e a garantia do fabricante já é longa, não é preciso gastar um dinheiro que não trará frutos, comenta o advogado Antonio Penteado Mendonça, especialista em microsseguros. "Supomos que o consumidor adquira um liquidificador, com garantia de 2 anos de fábrica. Isso já é mais do que suficiente," diz.

"Também não faz sentido pagar para estender o período de garantia para um prazo mais longo do que aquele que o consumidor estima que vai trocar o bem por um modelo mais moderno," acrescenta.

Os chamados seguros prestamistas, que impedem a inadimplência do consumidor caso ele perca o emprego, morra ou fique inválido, também podem ser interessantes, segundo Calil, para prestações caras e ligadas a bens de alto valor. “É o caso de financiamentos de carros,” diz. No entanto, ele considera que não vale a pena pagar pela proteção para prestações mais baixas, como de uma geladeira ou um aparelho de televisão.

16 de dezembro de 2011

Cuidado com os sete pecados financeiros das férias

Festas, bebidas, viagens e presentes. Finalmente o fim do ano chegou, repleto de tentações. Mas antes de se entregar, veja dicas para começar 2012 sem ressacas.


O fim do ano finalmente chegou! É hora de comemorar os feitos dos últimos 12 meses - ou afogar as mágoas, se for o caso. Reunir amigos, primos e tios e falar besteiras, noite adentro, sem censuras. Agradar bastante quem te aguentou durante todo o ano e distribuir muitos presentes para todos. E, claro, comprar tudo aquilo que você trabalhou tanto para merecer, sem limites. Enfim, chegou a hora de se esbaldar, até que as férias terminem. Certo?


Nem tanto. É preciso cuidado, e muito, com os sete pecados financeiros escondidos nas férias de verão. Antes de adotar filosofia do "eu mereço" e se entregar às tentações, veja abaixo as dicas dos consultores Humberto Veiga e Mauro Calil para começar 2012 sem uma baita ressaca financeira.


1) Comemore com moderação

Empresa, clube, academia, antigos amigos. Não faltam convites de turmas diversas para as confraternizações de fim de ano em bares ou restaurantes. Mas esticar demais sua presença e/ou participar de todas elas pode ser muito nocivo ao bolso. Seja seletivo, participe dos encontros que são realmente necessários, que podem apresentar uma oportunidade profissional, ou com amigos muito próximos, e sem exagerar nos petiscos.


O mesmo vale para as festas caseiras e viagens. Na filosofia do "eu mereço", às vezes acabamos comprando vinhos e champagnes mais caros, refinamos a ceia e escolhemos os melhores destinos para o reveillon. O resultado da gastança pode anular os efeitos do bom ano que passou. Comemore, mas com moderação.


2) Seja firme com as “caixinhas”

“Minha sugestão seria você desaparecer nesta época e só retornar após o Natal,” brinca o consultor Humberto Veiga. Como nem sempre isso é possível, ele sugere que a caixinha seja dada apenas a algum funcionário específico com o qual você se identifique.


É importante ter em mente que a caixinha não é obrigatória. As pessoas confundem a obrigação de prestar algum serviço com a necessidade de gratificação adicional além do salário que o funcionário já recebe para isso. O décimo terceiro salário é uma forma de remuneração “diferida”, isto é, deixada para depois, justamente para “salvar” a pessoa no momento de êxtase coletivo.


A sugestão do consultor Mauro Calil é dar presentes, como panetones, para aqueles que você realmente queira agradar. “Não dê caixinhas ou gorjetas. Há um constrangimento enraizado em nossa cultura sobre o assunto e muitos se aproveitam deste fato,” diz.


3) Não compre presentes na véspera do Natal

A melhor época para comprar presentes é depois do ano novo. O problema é que você está às portas do Natal. Então tente “negociar” com o futuro ganhador do presente uma entrega futura. Dê alguma forma de “vale-presente”. Outra maneira “econômica” de lidar com o tema é procurar um presente que não seja material, do tipo: massagem, aula de alguma coisa diferente (dança, teatro), ingresso para um evento. Este tipo de presente não está sujeito à sazonalidade do fim do ano e pode sair bem mais barato e ser mais criativo.


Humberto Veiga lembra que, na verdade, o Natal é uma festa religiosa cristã e está associada ao nascimento de Jesus: “Nada há que associe o nascimento de Cristo à ‘obrigação’ de dar presentes. Acontece que virou costume. Os empresários e bancos adoram este costume. A mensagem subliminar é para comprar, enquanto a visível é de ‘fraternidade e amor’”.


4) Agende os pagamentos a vencer

Para viajar sem se preocupar com contas a vencer, ou sem precisar pagar altos juros depois, os consultores sugerem algumas medidas bastante práticas. A primeira delas é pedir que seus credores e dependentes do seu rico dinheirinho enviem antecipadamente as faturas que vão vencer durante o seu período de viagem. Em seguida, faça uma lista das despesas que não têm como ser mandadas antecipadamente e uma lista de sites para obter os boletos para pagamento.


Deixe os pagamentos agendados para as contas a vencer. É possível fazer isso pela internet e em caixas eletrônicos. O pagamento adiantado das pequenas faturas pode ser uma solução desde que haja recursos disponíveis. E o cadastro de contas no débito automático pode evitar esquecimentos corriqueiros.


5) Proteja o seu patrimônio

Avalie o quão seguro está o seu patrimônio. Se morar em casa, tenha procedimentos de segurança e combine com os vizinhos alguma forma de supervisão. As polícias de sua cidade têm dicas valiosas sobre como diminuir a probabilidade de ter sua casa furtada.


Tome conta também dos seus aparelhos eletrônicos. Se você os mantiver desligados da tomada, além de uma economia adicional na conta de luz, pode evitar transtornos decorrentes da época das chuvas (e dos raios) comuns no verão, que podem danificar os eletrodomésticos.


6) Fuja da inflação das férias

O período de férias se caracteriza por uma questão econômica: oferta restrita. Não há vagas em aviões, hotéis, restaurantes, bares em número suficiente para a demanda naquele momento. Por conta da forte procura, os preços ficam mais altos. Se você vai viajar, dificilmente encontrará promoções. E as barganhas podem ser propagandas enganosas. Por isso, a sugestão dos especialistas é de tentar não fazer compras nesta época do ano, principalmente de produtos relacionados com a temperatura alta do verão, como ventiladores, aparelhos de ar condicionado e protetores solares.


O ideal é manejar o consumo para um período anterior ou posterior e tentar adaptar as férias para períodos de menor demanda. Se não for possível, por conta de condições familiares, por exemplo, é preciso evitar os gastos ao máximo, ou pesquisar bastante e procurar produtos de marcas mais baratas, ainda que de qualidade.


7) Cuidado com o cartão de crédito no exterior

Para driblar o imposto de 6,38% sobre o valor das compras feitas no cartão de crédito no exterior, a sugestão é levar dinheiro em espécie ou fazer cartões de débito pré-pagos. Como as taxas variam muito de uma casa de câmbio para outra, é preciso pesquisar antes de fechar o negócio. Há empresas que negociam por telefone e entregam o dinheiro em casa, enquanto outras oferecem desconto na taxa de câmbio para quem opta pelo cartão pré-pago.

15 de dezembro de 2011

Último Segundo lança Guia de Profissões

Ferramenta permite que estudantes se informem sobre cursos de ensino superior e se preparem para desafios do mercado de trabalho.

O portal iG lança nesta quarta-feira um Guia de Profissões com informações sobre 100 carreiras que irão auxiliar os estudantes na escolha do futuro profissional. Na ferramenta, são apresentados dados atualizados de cursos, faculdades, perfis mais comuns de estágios e emprego e desafios de cada carreira.


A partir da consulta a dezenas de profissionais, consultores e professores de universidades, as fichas sobre cada uma das carreiras apresentam habilidades e aptidões cobradas ao longo da graduação e para o exercício da profissão. O guia também mostra dados da relação média de candidato/vaga nos vestibulares do País, as universidades mais bem avaliadas pelo Ministério da Educação e a quantidade de vagas disponíveis por ano, segundo o governo. Para se dar bem no mercado de trabalho, o guia dá dicas de quando é a melhor época para iniciar estágios e que tipo de atividades são realizadas. Além disso, especialistas e profissionais de sucesso dão depoimentos sobre as carreiras mais procuradas, como AdministraçãoMedicina e Direito.

As carreiras estão divididas em seis áreas de atuação – Administração e NegóciosCiências Agrárias e AmbienteCiências Biológicas e SaúdeCiências Exatas e TecnologiaCiências Humanas e SociaisComunicação e Artes –, mas para facilitar a vida do estudante ainda em dúvida, o guia apresenta também uma busca inteligente que mostra resultados pelo nome do curso ou de carreiras relacionadas a ele. Com isso, o interessado pode comparar, por exemplo, o perfil de “Publicidade” com “Jornalismo” ou o de “Engenharia de Petróleo e Gás” com “Engenharia Química”.

14 de dezembro de 2011

Aplicativo ajuda desempregados a procurar trabalho

O site de redes sociais Facebook provavelmente não seria o primeiro lugar que ocorreria a uma pessoa que está em busca de novas oportunidades de carreira.

Mas o Monster.com, um serviço online de empregos, espera mudar esse panorama com o BeKnown, um aplicativo para contatos profissionais que permitirá que usuários construam uma identidade profissional no Facebook.

"As pessoas dedicam muito tempo ao Facebook e, ao mesmo tempo, as empresas tentam encontrar ferramentas criativas e produtivas para se conectar aos potenciais talentos," disse o gerente mundial de produtos da Monster Worldwide, Tom Chevalier.

O BeKnown exibe empregos com base na experiência de trabalho do usuário e na sua rede de conexões pessoais. Quando o aplicativo identifica um emprego que pode interessar ao usuário, este pode expressar seu interesse, que é encaminhado ao potencial empregador acompanhado das informações contidas no perfil.

No aplicativo, os usuários ganham distintivos, ou seja, emblemas visuais, com base nas experiências de trabalho, realizações profissionais e qualificações, conferidos pelo site ou por colegas, que servem como indicadores para os interessados em recrutamento e destacam as realizações do candidato.

"Se uma das pessoas com quem você está conectado confirma uma de suas qualificações, isso representa um selo de aprovação," disse Chevalier.

Lançado em junho, o aplicativo foi atualizado por meio de páginas de universidades, que permitem a um usuário se conectar com colegas de escola e outros ex-alunos, e visualizar as vagas de emprego postadas por eles.

"Os usuários desejam se congregar em torno da afinidade que sentem por suas escolas, e formar relacionamentos com alunos e ex-alunos," acrescentou.

Quando um emprego é postado no BeKnown, é replicado automaticamente na página da universidade que a pessoa responsável pelo anúncio frequentou.

"Os usuários visualizam a vaga, sabem em que ano a pessoa que oferece o cargo se formou e podem conversar com ela profissionalmente," disse Chevalier.

13 de dezembro de 2011

Gustavo Franco: "É mesquinho fazer politicagem com o empréstimo ao FMI”

Em entrevista exclusiva, ex-presidente do Banco Central diz que País não deve pedir contrapartida ao Fundo e defende o Plano Real.

Ex-presidente do Banco Central (1997-1999) e sócio fundador da Rio Bravo investimentos, Gustavo Franco acaba de lançar o livro “Dinheiro e Magia” (ed. Zahar), no qual assina o prefácio e o posfácio da obra de Hans Christoph Binswager. O alemão analisa a segunda parte do livro “Fausto”, de Goethe, que traz considerações econômicas.

Além de transitar pela literatura, o economista, que raras vezes dá entrevistas, falou com exclusividade ao iG. Na conversa, compara os derivativos que geraram a crise norte-americana de 2008 a um “pacto com o demônio”, critica a política econômica do atual governo e defende o Plano Real como poucos tucanos fazem - mesmo em época de eleição. “O Plano Real deu certo e os anteriores deram errado. É simples, é ganhar ou perder”, afirma ele, que integrou a equipe econômica que criou o Plano Real.

E ainda na linha crítica ao governo, classificou como “mesquinharia” a negociação do Planalto para obter maior participação no Fundo Monetário Internacional (FMI) como condição para emprestar dinheiro para os países europeus em dificuldade. “Se esse é realmente um país maduro que se julga, inclusive, com a maturidade que transcende a economia a ponto de pleitear um assento no Conselho de Segurança da ONU, não deveria criar qualquer obstáculo para participar de forma produtiva para um esforço como esse”, afirma, incisivo. A seguir, a entrevista.

iG: No início da crise atual, nos Estados Unidos, os títulos imobiliários não foram uma forma de “magia monetária” com consequências graves sentidas até hoje?
GUSTAVO FRANCO: A analogia é boa. Goethe utilizou na sua época o papel-moeda como uma alegoria para o que a gente poderia designar como inovação financeira de grande potencial e poder, que não era bem entendida na época. Isso podia gerar muito progresso. Mas também, como qualquer forma de energia poderosa, se descontrolada poderia produzir uma catástrofe.

iG: Como no caso da crise americana...
GUSTAVO FRANCO: Pode-se dizer a mesma coisa sobre os derivativos, que foram o coração da crise americana de 2008. O evento americano cabe nessa alegoria feita no Fausto 2, uma inovação financeira aparentemente mágica, aparentemente diabólica, mas que tem lá sua utilidade, ajuda o desenvolvimento do mundo financeiro, mas se mal utilizada pode gerar uma enorme confusão, como foi o caso.

iG: Diante da possibilidade da Europa ter uma década perdida, em contraste com a do Brasil, como o senhor vê o impacto para a economia brasileira?
GUSTAVO FRANCO: Bom, primeiro, não vamos exagerar a prosperidade brasileira. O Brasil tem crescido, o que é muito bom, mas a uma taxa um tanto anêmica. Na média, nos últimos dez anos, nós estamos crescendo menos do que 4% ao ano. Não é uma taxa de crescimento de se orgulhar. Está muito inferior ao padrão dos BRICs. Pode-se até dizer que estamos perdendo tempo e oportunidades, porque não estamos conseguindo empreender as reformas e as melhoras na política econômica que nos colocariam num patamar de crescimento parecido com a China. Estamos fracassando nisso.

iG: Então não seremos afetados?
GUSTAVO FRANCO: O fato de a Europa ficar estagnada nos próximos dez anos vai mudar muito pouco a nossa perspectiva, já que o que faz o Brasil ficar meio trancafiado num crescimento baixo não tem nada que ver com a Europa, tem que ver com coisas nossas mesmo. Desde que não haja um episódio agudo de crise, como foi o último trimestre de 2008, a crise europeia não vai ter maior impacto aqui no Brasil.

iG: O senhor acredita que há solução para a crise?
GUSTAVO FRANCO: Claro que há. Não tem mundo sem crise, nem crise sem solução.

iG: Os governos estão na direção correta?
GUSTAVO FRANCO: Está convergindo para a solução, sim. A dificuldade é a velocidade. É uma dificuldade que tem que ver com a própria construção europeia, supranacional, mas também é um modo de ver a dificuldade decisória naturalmente produzida pela democracia. Os chineses têm uma crítica constante ao ocidente, aos Estados Unidos em particular, no sentido de que a democracia atrapalha as decisões pertinentes para o crescimento. Mas sabemos que na China não há direitos trabalhistas, não há proteção ao meio ambiente, não há várias coisas que são próprias do regime democrático. A Europa, dentro dos quadrantes de uma democracia, está andando na velocidade e na urgência possíveis. Claro que às vezes caminha num gelo muito fino e os mercados financeiros acham que é lento.

iG: O senhor vê a inflação com preocupação?
GUSTAVO FRANCO: Vejo com preocupação, sim, porque temos uma composição de políticas econômicas que vejo como equivocada. Boa parte dos nossos problemas está exatamente aí. Temos uma política fiscal excessivamente expansionista, com taxa de crescimento do gasto público muito alta. Para compensar essa distorção, temos que praticar as maiores taxas de juros do mundo. Isso cria a armadilha do crescimento baixo. Mas se nós tentarmos sair dessa armadilha mexendo para baixo nos juros sem alterar a política fiscal, vamos provocar mais inflação e não vamos gerar um crescimento que não seja uma espécie de voo de galinha.

iG: O senhor é favorável ao Brasil fazer um empréstimo ao FMI visando ao ganho de mais peso no órgão? Esse empréstimo é positivo?
GUSTAVO FRANCO: É claro que é positivo. Na essência estamos sendo chamados a participar de um esforço internacional para resolver a crise da Europa. O que acontece é que provavelmente estão nos solicitando contribuições que são maiores do que a nossa participação no Fundo. Quando nós fizemos o mais recente programa com o FMI, alguns países europeus participaram dando recursos em percentuais maiores do que as suas cotas no FMI. E nem por isso ficaram tentando obter vantagens a despeito disso. Ou seja, no passado o Brasil foi ajudado por alguns desses países que hoje estão precisando de ajuda. Então acho uma certa mesquinharia agora o Brasil querer fazer uma politicagem em torno do tamanho da sua participação no fundo como condição para participar de um esforço internacional, que é do interesse de todos que dê certo.

iG: Seria natural e até maduro do Brasil participar desse esforço internacional?
GUSTAVO FRANCO: O Brasil pode e deve participar. A palavra maturidade é muito própria para isso. Se esse é realmente um país maduro que se julga inclusive com a maturidade que transcende a economia, a ponto de pleitear um assento no Conselho de Segurança da ONU, não deveria criar qualquer obstáculo para participar de forma produtiva para um esforço como esse.

iG: Olhando para o Plano Real e o período em que o senhor esteve à frente do BC, o que considera que foi seu maior erro e o maior acerto?
GUSTAVO FRANCO: Os processos desse tipo, como foi o Plano Real, são processos complexos cujas decisões são tomadas no calor das circunstâncias. Não creio que a gente pudesse ter feito melhor. Acho que fizemos o melhor possível dentro de circunstâncias muito difíceis. Eu, particularmente, acho meio boba essa história das coisas que foram feitas erradas. Inclusive uma pergunta que me fazem com muita frequência, com relação à taxa de câmbio, se foi um erro ou não, o fato é que se tivesse sido feito diferente toda a história teria sido diferente.

iG: Como assim?
GUSTAVO FRANCO: Se a gente tivesse feito uma política cambial diferente no início do real, a inflação nos primeiros três meses não teria sido negativa, teria sido positiva. Pode ser que isso tivesse comprometido todo o esforço. É como você criticar o jogador de futebol que ganhou de um a zero apertado, e o torcedor acha que tinha que ter dado uma goleada, diz que o técnico não é bom. A resposta do profissional do futebol é sempre: então vai lá e faz. Para as pessoas que dizem para mim “ah, você tinha que ter feito diferente o câmbio, o juro”, eu digo, olha, então da próxima vez que tiver uma hiperinflação você vai lá e resolve, e vê se você faz melhor. Duvido, até porque foram várias tentativas fracassadas de resolver a inflação no Brasil. Muitos dos críticos do Plano Real participaram de esforços que deram errado no passado de forma canhestra, quase tola, e no entanto acham que o Plano Real teve erros. Como discutir com o sucesso? O Plano Real deu certo e os anteriores deram errado. É simples, é ganhar ou perder.

iG: O senhor cita em “Dinheiro e Magia” que cada época produz o seu próprio Fausto. Qual a relação deste mito (o do homem que vende a alma ao diabo) com a economia?
GUSTAVO FRANCO: Fausto é um músico que quer atingir um estágio mais elevado da sua arte. Não tem nenhuma vaidade ou nada frívolo no que ele quer buscar. Agora, no próprio Fausto 2 de Goethe, um desses fins é o desenvolvimento econômico e o principal meio é o papel-moeda, que não é necessariamente uma coisa diabólica. O papel-moeda pode parecer diabólico porque na peça é uma ideia proposta pelo diabo, mas não tem nada de mágico, não é bruxaria, não tem nada com o diabo. É a forma dominante de organização dos sistemas monetários da atualidade. Os fins são nobres. O desenvolvimento econômico e os meios não são diabólicos.

12 de dezembro de 2011

Pesquisa mensal de emprego

Produz indicadores mensais sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazo, do mercado de trabalho, nas suas áreas de abrangência, constituindo um indicativo ágil dos efeitos da conjuntura econômica sobre esse mercado, além de atender a outras necessidades importantes para o planejamento socioeconômico do País. Abrange informações referentes à condição de atividade, condição de ocupação, rendimento médio nominal e real, posição na ocupação, posse de carteira de trabalho assinada, entre outras, tendo como unidade de coleta os domicílios.

A pesquisa foi iniciada em 1980, sendo submetida a uma revisão completa em 1982 e duas parciais, de vulto, em 1988 e 1993, por meio das quais foram realizados ajustamentos restritos somente ao plano de amostragem. Em 2001, passou por um amplo processo de revisão metodológica visando não só à captação mais abrangente das características de trabalho e das formas de inserção da mão-de-obra no mercado produtivo, como também à atualização da cobertura temática da pesquisa e sua adequação às mais recentes recomendações da Organização Internacional do Trabalho – OIT.

As principais alterações metodológicas introduzidas nesta revisão referem-se à implementação de mudanças conceituais no tema trabalho; ampliação da investigação com vistas ao melhor conhecimento da população ocupada e da população à procura de trabalho, entendendo-se como tal a tomada de providências efetivas para consegui-lo, tais como: contato estabelecido com empregadores, prestação de concurso, inscrição em concurso, consulta a agência de emprego, sindicato ou órgão similar, entre outras; além de alterações nos instrumentos e nos procedimentos de coleta, ressaltando-se, neste caso, a introdução da coleta eletrônica, bem como alterações no processo de expansão da amostra. A revisão tornou possível o aprofundamento da investigação e a agregação de alguns aspectos adicionais, permitindo estudos acerca de temas específicos, que contemplam características demográficas, sociais e econômicas do mercado de trabalho.

Periodicidade: Mensal

Abrangência geográfica: Regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.